
Nova Zelândia



Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino
A Alemanha acelera os cortes em benefícios sociais, pensões e saúde para cobrir gastos militares, agravando a pobreza de trabalhadores e aposentados, poupando os ricos. O aumento dos déficits alimenta as tensões de classe, levando a apelos por uma reorganização social.
A Alemanha caminha para cortes profundos em benefícios sociais, pensões e saúde — mudanças políticas agora aceleradas pelo Chanceler Friedrich Merz, que indicou em sua recente coletiva de imprensa de verão que mudanças substanciais são necessárias mais cedo do que o planeado anteriormente. Antes, a coligação governista CDU/CSU e SPD havia adiado as decisões sobre cortes sociais para comissões de especialistas, concentrando-se, em vez disso, em aumentar rapidamente os gastos militares. A intenção era mitigar a resistência pública adiando cortes sociais impopulares, uma tática que, segundo Merz, não é mais sustentável.
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1.
A propósito da evocação dos 40 anos da trágica morte do fundador do PSD, o Instituto Sá Carneiro preparou uma campanha que espalhará três frases intemporais do seu líder histórico pelas principais cidades do país.
“Ser homem é ser livre, a liberdade de pensar é a liberdade de ser”
“Não há nada que pague a sinceridade na ação política”
“O meu sentimento? Define-se numa palavra: responsabilidade”
Com 25 capítulos ricos em pesquisas, obra reconstitui trajetória das populações indígenas no território do Centro-Oeste

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Um resgate da história de violência e dizimação das populações que já viviam no atual território brasileiro à chegada dos invasores portugueses, em 1500, é o que o leitor vai encontrar em Goiás + 300 – Reflexão e Ressignificação – Povos Originários, volume VI, editado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG), Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado (Icebe) e Sociedade Goiana de História da Agricultura (SGHA). Trata-se de obra composta por 25 capítulos escritos p or 38 autores, alguns deles indígenas, que contou com a organização das professoras Poliene Bicalho, doutora em História Social pela Universidade do Brasil (UnB), Marlene Ossami de Moura, doutora em Antropologia pela Université Marc Bloch, de Strasbourg, França, e Vanessa Iny-Karajá, pedagoga pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
23/05/2022 | Olof Joachim Palme foi um político sueco. Membro do Partido Operário Social-Democrata da Suécia foi primeiro-ministro da Suécia entre 1969 e 1976 e de novo entre 1982 e 1986, ano em que foi assassinado à saída de um cinema em Estocolmo. Enquanto líder da oposição, atuou como mediador especial da Organização das Nações Unidas na Guerra Irão-Iraque e foi Presidente do Conselho Nórdico em 1979.

São muitas as famílias que têm de pedir crédito habitação na hora de comprar casa, sendo que só assim conseguem ter condições financeiras para avançar com a decisão. É, por isso mesmo, um processo que requer muito planeamento, até porque este é, muitas vezes, um passo que se dá para a vida. No artigo desta semana da Deco Alerta explicamos tudo sobre o processo de crédito habitação, nomeadamente sobre a informação contida na FINE – Ficha de Informação Normalizada Europeia.
A rubrica semanal Deco Alerta é assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor* para o idealista/news e destina-se a todos os consumidores em Portugal.
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Lisboa, 23 ago 2025 (Lusa) – O Presidente da República promulgou hoje o diploma do Governo que estabelece um conjunto de medidas de apoio e mitigação do impacto dos incêndios rurais.
Numa publicação na página na Internet da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa indica que “promulgou o diploma do Governo que estabelece medidas de apoio e mitigação do impacto de incêndios rurais”.
O Governo aprovou na quinta-feira, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Viseu, um quadro com 45 medidas “a adotar em situação de incêndios de grandes dimensões, com consequências no património e na economia de famílias e empresas”, e que pretende permitir, “de forma rápida e ágil, colocar no terreno medidas de apoio às regiões e pessoas afetadas”.
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Almada, Setúbal, 22 ago 2025 (Lusa) – O secretário-geral do PCP disse hoje que as medidas anunciadas pelo Governo em resposta aos incêndios são insuficientes, mas que a questão principal “é garantir que as insuficiências se concretizam”.
“Ontem [quinta-feira], o Governo anunciou um conjunto de medidas para enfrentar de forma mais urgente as questões decorrentes dos incêndios, insuficientes,. Mas a questão principal não é apenas a insuficiência das medidas é garantir que mesmo as insuficientes se concretizam”, disse.
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O chefe da diplomacia russa afirmou que só haverá reunião entre os dois presidentes quando existir uma agenda definida e acusou Kiev de rejeitar uma solução “justa e duradoura” para a guerra
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, afirmou hoje que “não está previsto nenhum encontro” entre o Presidente Vladimir Putin e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Não está previsto nenhum encontro (…) Putin está pronto para se encontrar com Zelensky quando a agenda desta cimeira estiver pronta e esta agenda não está de todo pronta”, garantiu Lavrov ao canal norte-americano NBC, numa entrevista emitida hoje.
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Paul Krugman: Hi everyone. Paul Krugman again. I’m speaking for a second time with Phillips O’Brien, a military historian. He’s had a lot of influence on how I think about history even before Ukraine. His book, How the War Was Won, completely changed how I thought about World War II. He’s often contrarian but almost always right in his comments since this whole Ukraine thing started. And I thought that after this past week with Alaska and then the gang of Europeans coming to DC, it would be a good time to check in again. So hi, Phillips.
Phillips O’Brien: Hi Paul.
Krugman: I want to get to your new book towards the end and I want to talk about the diplomacy or whatever it was that we just saw in Washington shortly, but first I’d like to talk a little bit about the war in Ukraine.
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O candidato presidencial Gouveia e Melo criticou hoje a organização da proteção civil, invocando a sua experiência de “comando e controlo”, e defendeu a necessidade de pensar a floresta a médio e longo prazo.
“De comando e controle, sendo militar, julgo que tenho alguma coisa para dizer. As linhas de comando e controle têm de ser fluidas, simples e diretas. Quando são demasiado complexas, não fluidas, metem muitas agências, muitas entidades, no terreno depois, em stress, não funcionam e, quando não funcionam, acontece o que estamos a ver hoje todos nós portugueses”, apontou o almirante na reserva Gouveia e Melo.
Em declarações aos jornalistas durante uma visita à Feira de São Mateus, em Viseu, o candidato a Presidente da República defendeu a criação de um plano para as florestas a médio e longo prazo e não de um ano para o outro ou mudar em ciclos curtos.
“Não podem ser só ações de curto prazo. Não podem ser ações para escapar a uma pressão mediática a que estou, eu o Governo, a governação, mas ações verdadeiramente de médio e longo prazo que vão ajudar a resolver o problema”, defendeu.

O candidato presidencial Gouveia e Melo indicou esta sexta-feira a habitação, saúde e imigração como os “problemas graves” da sociedade portuguesa que geram ódios e com isso afeta-se a democracia a longo prazo.
“Nós temos problemas graves na sociedade portuguesa. Além dos fogos que foi evidente, temos problemas gravíssimos de habitação que está a deslaçar a nossa própria sociedade, a criar problemas tremendos dentro da nossa sociedade”, indicou.
Aos jornalistas, disse ainda que Portugal tem também “um problema de saúde” e que os portugueses têm essa perceção.
“E há um problema também, indiretamente, com o problema da saúde, o fenómeno da migração”, acrescentou.
Continuar a lerRetirado do Facebook | Mural de “Luci Guimarães”

A história lendária de Pigmalião e sua obra-prima Galatéia foi contada pelo poeta romano Ovídio e tem origem na ilha de Chipre, onde Pigmalião era o rei e também um habilidoso escultor. Ele passava horas de seu dia dedicado à sua arte, e não era casado, já que a má fama das mulheres da região tinham lhe dado um certo desencanto pelo sexo feminino.
Determinado a não unir-se a nenhuma mulher, esculpiu para si uma estátua de uma donzela belíssima, dotada de diversos atributos que o encantaram quando terminou a obra, determinando assim que ela era sua melhor obra, a mais bela e mais perfeita, a ponto de apaixonar-se por ela. À estátua, deu o nome de Galatéia.
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Obra do professor Flávio R. Kothe ressurge em nova e ampliada versão, com alterações e adendos
I
Até o século XIX, a arte sempre serviu para mostrar como a classe dominante exercia o seu domínio sobre escravos, servos e trabalhadores, incluindo aqui os povos originários que viviam nas terras que seriam colonizadas por invasores europeus. E o herói viveu seu papel em diferentes momentos históricos, mostrando a contradição das forças sociais. É o que expõe o professor Flávio R. Kothe em O Herói (São Paulo, Editora Cajuína, 2022), obra escrita há mais de 40 anos, mas que recebeu nova versão, ampliada, com alterações e adendos, na qual mostra que os heróis clássicos são todos da classe alta, tanto o herói épico como o trágico.
Retirado do Facebook | Mural de Emília Roque

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos


Nos últimos meses, Portugal tem enfrentado uma verdadeira tragédia ambiental. Os incêndios já consumiram mais de 215 mil hectares de floresta, colocando o país no topo da lista dos mais afetados na União Europeia — com 2,35% do território nacional ardido.
Este é um alerta vermelho. E é urgente agir.
O PAN – Pessoas–Animais–Natureza apresentou na Assembleia da República duas iniciativas fundamentais para responder à catástrofe ecológica que estamos a viver e proteger a fauna selvagem deixada desamparada.
📖 Lê o artigo completo aqui:
👉 pan.com.pt/incendios-em-portugal-pan-propoe-medidas-urgentes-para-recuperar-as-areas-ardidas-e-proteger-a-fauna-selvagem
🌍 A destruição da floresta é também a destruição da vida que nela habita.
Esta é a hora de reconstruir com responsabilidade, proteger quem não tem voz e garantir que o país não volta a falhar na resposta às emergências ambientais.
O PAN está na linha da frente. Contamos contigo.
A tua causa. O teu partido.
🌿


O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, exigiu que o Governo de Luís Montenegro declare a situação de calamidade para melhor apoiar as populações afetadas pelos incêndios florestais em Portugal. Criticou a falta de liderança política no combate às chamas e anunciou que o PS irá propor a criação de uma comissão técnica independente para avaliar a gestão da crise.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, exigiu que o Governo de Luís Montenegro declare situação de calamidade para melhor apoiar as populações e regiões do país mais fustigadas pelos incêndios florestais nas últimas semanas em Portugal.
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Sou filha de dois engenheiros florestais. Percorri o país com os meus pais e o meu irmão, dormindo nas antigas casas dos serviços florestais, num tempo em que se comia numa tasca, barato, onde se sentavam engenheiros e guardas florestais, lado a lado. Não era prova de bondade cristã. Éramos um país menos desigual entre o campo e a cidade. Também mais respeitoso do trabalho manual – sobretudo depois da revolução.
Também havia mais autonomia no trabalho – fui levada pelos meus pais para o trabalho, e era cuidada, pelas empregadas de limpeza (eram fixas, não acordavam às 4 da manhã para limpar sem as vermos), pelos guardas florestais nos trabalhos de campo e, claro, pelos colegas dos meus pais. Tolerantes, com duas crianças que eram crianças a ser crianças, eu e o meu irmão, fazedores de muitas asneiras, graças a Deus, costuma dizer-se.
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A cada verão, as chamas voltam a devastar o país. Vidas humanas, biodiversidade, casas, florestas e memória coletiva são perdidas — e o Governo continua sem uma resposta eficaz à altura da crise que enfrentamos.
O PAN voltou a agir, apresentando na Assembleia da República um conjunto de propostas concretas e urgentes para enfrentar este problema estrutural.
🔥 O que exigimos:
🔸 Avaliação independente da resposta aos incêndios e monitorização permanente das ocorrências.
🔸 Reforço de recursos, apoio e valorização aos Bombeiros, que continuam a ser a primeira linha de combate.
🔸 Prevenção e reconversão florestal, com foco em espécies autóctones e gestão sustentável do território.
🔸 Combate firme ao incendiarismo, tratado como uma ameaça à segurança pública e saúde pública.
🔸 Uma estratégia integrada, transversal e científica, que coloque a proteção do país e da vida no centro das prioridades políticas.
📖 Lê o artigo completo aqui:
👉 pan.com.pt/incendios-em-portugal-pan-apresenta-solucoes-urgentes-para-combater-os-fogos-e-proteger-o-pais
🌍 Os incêndios não são inevitáveis — são o resultado de más decisões políticas.
É tempo de agir com coragem e visão.
O PAN continuará a lutar por um país mais protegido, resiliente e preparado, onde a floresta é cuidada, as populações são defendidas e os bombeiros são respeitados.
A tua causa. O teu partido.
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Se a Ministra do Trabalho quer falar de implicações económicas em relação à amamentação, pois bem, falemos a língua dela: a amamentação fortalece o sistema imunitário do bebé, ao ponto de diminuir o risco de obesidade e diabetes. Ora, sabemos como o tratamento destas últimas doenças têm um alto impacto na economia do país, bem mais do que tirar duas horas de trabalho ao patronato
Nas últimas semanas, chegaram-nos declarações questionáveis por parte da Ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, e da Diretora-adjunta no Centro Nacional de Pensões, ex-assessora da referida Ministra, Elsa Gomes, numa campanha de perseguição às mães que amamentam após os dois anos de idade, como se o grande problema das fraudes no mundo do trabalho fosse essa. Vimos o debate focado numa questão específica, que só potencia o maior incumprimento por parte do patronato quanto ao direito a amamentar, em vez de se haver uma preocupação em apoiar a parentalidade e o futuro saudável das pessoas que agora são crianças em crescimento.
Vejamos as declarações da Ministra:
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Sabem, eu acho que as flores às vezes também vão atrás das borboletas, sim. E que isso não faz mal nenhum. Porque é que o mundo tem que ser como o conhecemos ou como nos dizem que é? Porque é que não pode haver uma flor que também voe, de mão dada com uma borboleta?…


Na sequência da decisão de Sampaio da Nóvoa de não ser candidato à Presidência da República, a eurodeputada bloquista insiste que é preciso “uma esquerda dialogante e capaz de propor um novo caminho para Portugal”.
Num comentário à decisão de Sampaio da Nóvoa de não se candidatar à Presidência da República, Catarina Martins destacou nas suas redes sociais que esta poderia ter sido “uma candidatura importante”, mas acrescenta que respeita os seus argumentos.
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A mais bela das expedições, dirão leitores, estudantes, educadores e entusiastas da leitura.
A Literatura Universal em 100 Perguntas, de Felipe Díaz Pardo, é um presente para desembrulhar com paixão. Nas suas páginas desfilam, com graça e rigor, géneros, obras e autores fundamentais; formas, estilos e personagens que atravessaram os séculos; épocas, movimentos e gerações literárias que hoje vivem entre as estrelas e a imortalidade.
Às 100 perguntas, estruturadas tematicamente, Díaz Pardo responde com paciência e agilidade, no que é uma excelente introdução à descoberta do tesouro cultural da literatura universal.
O que tem o vinho a ver com o nascimento do teatro?
Quais são as grandes obras da literatura para jovens?
Que novas formas literárias estão a ser inventadas na literatura moderna?
Porque é que os temas das peças de Shakespeare continuam a ser actuais?
Quando é que surgiu o romance de folhetim na Europa?
Onde nasceu o modernismo?
As personagens da literatura universal são úteis para a psicologia?
Quando é que se tornou mágico o Realismo?
Quais são os bestsellers da literatura universal?

1. Aplauso para esta proposta da Associação das Assembleias Municipais, que vem defender a reforma do sistema de governo municipal, no sentido de o equiparar ao sistema de governo das freguesias. As principais alterações seriam as seguintes
– deixaria de haver eleição direta da câmara municipal (CM);
– a CM seria automaticamente presidida pelo primeiro nome da lista vencedora das eleições para assembleia municipal (AM);
– a equipa de vereadores seria eleita pela AM, sob proposta do presidente da CM.
Com esta proposta, as assembleias municipais subscritoras retomam a ideia de aproveitar a faculdade aberta pela revisão constitucional de 1997, que veio permitir duas alterações de fundo no sistema de governo municipal: (i) o afastamento da eleição direta da CM e (ii) a distinção, dentro das AM, entre os poderes dos deputados municipais diretamente eleitos e os presidentes de junta de freguesia que também as integram.
O que é estranho é que tenham passado quase trinta anos sem que essa possibilidade de reforma de um sistema de governo municipal incongruente e disfuncional tenha sido concretizada.
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O Livre defendeu hoje que o futuro da TAP é um “assunto muito sério” que deve ser discutido no parlamento, depois de ter requerido a apreciação parlamentar do decreto-lei do Governo que procede à privatização.
“Os decretos-lei normalmente não passam pela Assembleia da República mas entendemos que este deve passar. A privatização da TAP ou a não privatização da TAP é um assunto muito sério para que não seja discutido em Assembleia da República”, sublinhou a líder parlamentar do partido Livre, Isabel Mendes Lopes, em declarações enviadas à agência Lusa.
Livre, PCP e BE requereram hoje a apreciação parlamentar do decreto-lei do Governo que procede à privatização da TAP, considerando que o processo é “intrinsecamente desastroso” e deve merecer “clara rejeição”.
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O físico Carlos Fiolhais diz que sim. Nesta entrevista exploramos as fronteiras entre ciência e religião, a figura histórica de Jesus Cristo e o lugar da fé no século XXI.
DG- É possível ser simultaneamente um cientista e um crente?
CF – Sim, são inúmeros os exemplos de cientistas crentes. Há até cientistas que são padres ou pastores. Por exemplo, o padre belga George Lemaître foi não apenas um físico amigo de Einstein, mas também o autor da teoria do Big Bang. Lemaître era um sacerdote católico, mas, na Igreja Anglicana, John Polkinghorne, também já falecido, era não só físico teórico, como pastor e teólogo. Em Portugal, o professor de Física do Técnico João Resina era um padre com uma paróquia a seu cargo. E o padre jesuíta Luís Archer foi o introdutor da moderna genética entre nós. Na história da ciência há uma longa lista de jesuítas ativos na ciência: em Portugal foram jesuítas que introduziram o microscópio, inventado por Galileu em 1609, e que o transferiram para o Oriente, em particular para a China, onde dirigiram um observatório astronómico.
Ainda hoje o Vaticano tem um Observatório Astronómico, com um bom telescópio, no Arizona, EUA, dirigido por um jesuíta. O Papa Francisco, que é jesuíta, tem formação na área da Química, tendo trabalhado num laboratório de análises. É o autor de uma encíclica (Laudatio Se) bem informada pela ciência. De facto, a ciência baseia-se em factos, mas também aí podemos falar de crenças, crenças justificadas com base no método científico, ao passo que a fé assenta em crenças que não são abonadas pelo esse método.
O Padre Lemaître escreveu: “Os meios de investigação de um cientista crente são os mesmos que os do seu colega não-crente. Num certo sentido, o investigador abstrai-se da sua fé na sua investigação. Ele faz isso não porque a sua fé lhe poderia causar dificuldades, mas sim porque ela não tem diretamente nada a ver com a sua atividade científica. Afinal, um cristão não age de forma diferente do que qualquer não-crente, quando se trata de caminhar ou de correr”.
DG- Como vê a relação entre fé e ciência no século XXI? Ainda há um conflito irreconciliável?
CF – Fé e ciência podem coexistir. Sendo diferentes dimensões do ser humano, no meu entender, podem e devem coexistir pacificamente. Podem até colaborar, desde que cada uma não se queira substituir à outra, dominando-a ou excluindo-a.
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Candidato presidencial comunista acusa Governo e direita de quererem sobrepor-se ao Tribunal Constitucional: “É gravíssimo”.
O candidato presidencial António Filipe apelou, esta terça-feira, a um sobressalto perante a situação “muito grave” na saúde, pedindo que todos os órgãos de soberania assumam responsabilidades, e considerou estar a haver “falhas graves” no combate aos incêndios florestais.
Em declarações aos jornalistas após um encontro com jovens no Largo da Severa, em Lisboa, António Filipe considerou que a situação que se está a viver no Serviço Nacional de Saúde (SNS) “é muito grave”, após ter sido questionado sobre o caso de uma jovem grávida que teve o parto numa rua do Carregado, concelho de Alenquer.
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O império piscou. Após anos de guerra por procuração de terra arrasada, bilhões de dólares canalizados para a fornalha de um Estado ucraniano em colapso e sermões intermináveis do altar do excepcionalismo da OTAN, Washington finalmente, e silenciosamente, estendeu uma oferta aceitável a Moscou. Essa palavra, “aceitável”, dita calmamente pelo assessor do Kremlin Yury Ushakov, não é uma mera nota diplomática. É o toque do sino: uma admissão de que o Ocidente, após anos de blefes, bravatas e derramamento de sangue, agora é a parte que busca termos. Parecendo pronto para capitular aos termos da Rússia. Este dia é inevitável, venha ele agora ou se Washington optar por mais humilhação.
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Ciudad del Vaticano, 21 Sept. 2017).- El Papa Francisco en la misa celebrada este jueves en la capilla de la Casa Santa Marta, día de la fiesta de la conversión de San Mateo, recordó el episodio del Evangelio retratado en una pantalla famosa por el pintor italiano Caravaggio.
Esta foi a crónica que, da ocidental praia lusitana, publiquei 5.ª feira na minha coluna «A Vida Como Ela Não É». Na próxima 5.ª prometo uma orgia.

Convido Luís Montenegro a usar Camões como modelo de organização e planeamento para o governo de Portugal.
Se eu estou maluco? Bom, se têm a ideia de que a criação artística é o resultado de lírica inspiração, o maluco não sou eu. Ora olhem para Camões e para a sua maravilhosa epopeia: Os Lusíadas. O poema começa com a invocação às Musas. Mas o que são as Musas: serão umas vinte Angelina Jolies ou Scarlett Johanssons a soprar doçuras ao ouvido de Camões? Se assim fosse, fazer arte era a coisa mais fácil do mundo. Não te deixes enganar Montenegro!
Os Lusíadas tratam da nossa primeira viagem marítima à Índia. Há tempestades, deuses e deusas, luxúria e traição, batalhas heróicas. Agora, vejam bem o trabalhinho de formiga que sustenta esse poético fogo de artifício. O poema tem dez Cantos: e sim, já sei, o Canto nono, o penúltimo, repleto de erótica euforia e mil ninfas, é o que todos queremos ler primeiro.
Esqueçam as ninfas nuas e vamos à intrincada estrutura: cada Canto tem um número diferente de estrofes: são 1102 no total. As estrofes são escritas em oitavas (oito versos) com rimas decassílabas. A rima é cruzada nos seis primeiros versos de cada estrofe (AB AB AB), e emparelhada nos dois últimos (CC). Cada verso contém dez sílabas métricas, e a ênfase rítmica – a acentuação – está quase sempre na sexta e na décima sílaba, no que se chama decassílabo heróico.
Os Lusíadas contêm um total de 8.816 versos estruturados nesta forma rigorosa e rígida. Queridas Ninfas, doces Musas, peço perdão, mas sei que, como Ninfas e Musas, não estão nem aí para esse trabalho chato e inclemente. O pobre Luís fez tudo sozinho: organizou 8.816 versos desse modo inflexível.
Se isso não é organização, chamamos-lhe o quê? Camões pensou e planeou uma obra-prima ao cagagésimo de pormenor. Cada acção imprevisível de Os Lusíadas, cada mudança de humor de Vénus, a deusa que protegia aqueles portugueses lunáticos, foi pensada a régua e esquadro pelo Luís de um só olho. Terão os dois olhos do novo Luís essa arte e engenho?

Obra da atriz e doutora em Letras Flávia Resende discute a influência da peça de Sófocles em contextos pós-conflitos
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Decifrar a imagem mítica de quatro Antígonas – duas europeias, duas latino-americanas, todas escritas num contexto de estado de exceção e, obviamente, totalitário – é o que busca a professora e atriz Flávia Almeida Vieira Resende em Antígonas, Apropriações políticas do imaginário mítico (Belo Horizonte, Editora da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, 2023), originalmente apresentado como tese de doutoramento na Faculdade de Letras da UFMG, em 2017.


A partir do texto fundador do dramaturgo grego Sófocles (497/496a.C-406/405a.C.), um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo (525/524a.C-456/455a.C) e Eurípedes (ca.480 a.C-406a.C.), a autora procura analisar as formas de organização do imaginário mítico de Antígona (em grego Ἀντιγόνη), figura da mitologia grega, irmã de Ismênia, Polinice e Etéocles, todos filhos do casamento incestuoso de Édipo e Jocasta.


A época atual é a primeira da história na qual é possível acabar com a pobreza extrema. Com o progresso material sem precedentes do mundo rico, alavancado pela ciência, pela tecnologia e pelos mercados globais, há a possibilidade de evitar a morte de milhões de pessoas que estão presas à armadilha da pobreza. Tais questões são o assunto do livro O fim da pobreza (São Paulo, Companhia das Letras, 2005), do economista americano Jeffrey Sachs, autor de importantes estudos sobre desenvolvimento econômico.
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O quadro é simples. O governo tenta governar como se tivesse a maioria parlamentar e uma legislatura de quatro anos à sua frente. Como há leis e orçamentos, além de decretos que podem ser chamados ao parlamento, o governo também tem ideia assente: aprova leis ora com o Chega, ora com o PS. E se mais houvesse e mais fossem necessários, faria o mesmo. O importante é fazer “como se”. Como se tivesse maioria. Como se os partidos da oposição precisassem mais do governo do que este deles. Como se o apoio do Presidente estivesse garantido. O governo olha em frente. Não discute nem negoceia. Faz. Quem quiser ir com ele, vai. Quem não quiser, paciência.
Continuar a lerPaul Krugman in Conversation with Hélène Rey

My old teacher Charlie Kindleberger used to tell his students that anyone who spends too much time thinking about international money goes mad. It’s a subtle topic, one in which it’s all too easy to mistake mysticism for wisdom.
Fortunately that hasn’t happened (yet?) to Hélène Rey of the London Business School, one of my go-to economists on the international role of the dollar, exorbitant privilege, financial cycles and more. We talked Thursday about these subjects, with some inevitable discussion of current events. Transcript follows.
Paul Krugman: Hi everyone, Paul Krugman again. I am speaking this week with Hélène Rey who is one of the world’s leading experts on international macro and money, and especially on international roles of currencies. So we want to talk a lot about that. But first, hi, Hélène.
Hélène Rey: Hi Paul, delighted to be on again and to talk to you.
Krugman: Yeah. So there’s been a bit of news this past week. As you know, the Trump tariffs have come into full force supposedly. Before we get into sort of the more analytical economic stuff, sitting on your side of the Atlantic, what do things look like to you?
Continuar a lerPAN rejeita retrocessos e propõe medidas para proteger a parentalidade

No Dia Mundial da Amamentação, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) reforçou a importância de proteger os direitos das famílias e da parentalidade com uma nova iniciativa na Assembleia da República. Em resposta às recentes alterações na legislação laboral propostas pelo Governo, o PAN apresenta propostas que visam garantir mais apoio às mães, pais e bebés nos primeiros anos de vida.
A proposta do PAN inclui a implementação de uma licença parental inicial igualitária de seis meses, promovendo a igualdade de direitos entre mães e pais. Além disso, o partido sugere o aumento do período de dispensa para amamentação e aleitamento, defendendo que os bebés devem ter mais tempo com os seus pais e mães durante os momentos mais importantes do seu desenvolvimento.
Inês de Sousa Real, líder do PAN, afirma que “é profundamente preocupante e um retrocesso inaceitável nos direitos laborais e de parentalidade que o Governo queira limitar a idade da criança para o exercício do direito à amamentação”.
Continuar a lerTariffs are bad. A deluded president is worse

On Tuesday Donald Trump went on CNBC to explain why the European Union is facing a tariff of “only” 15 percent. But what he said was simply delusional — and the delusion should be even more concerning than the tariffs.
The Europeans, Trump asserted, had agreed to cough up $600 billion, which he described as a “gift,” not a loan. And he emphasized that this is “$600 billion to invest in anything I want. Anything. I can do anything I want with it.”
So Trump apparently believes that the European Union has agreed to provide him with a personal $600 billion slush fund.
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Sou leitor fiel do JL- Jornal de Letras, Artes e Ideias desde o primeiro número, que já saiu há 44 anos. Recebi esse número por correio aéreo, pois estava a fazer o doutoramento na Alemanha. Lembro-me das extraordinárias capas dos primeiros números, da autoria de João Abel Manta (guardo esses números na minha biblioteca, embora já não tenha a colecção completa, dado o prodigioso volume do papel que foi impresso).
E lembro-me do extraordinário leque de colaboradores, para além do artista gráfico. Se durante tantos anos foi publicado este jornal, único em Portugal, com a qualidade que é reconhecida por todos, isso deve-.se, sem qualquer dúvida, ao seu director desde o primeiro número, o jornalista e escritor José Carlos Vasconcelos (JCV), à frente de uma pequena, mas muito competente equipa. A ele devo também ter participado na escrita desta publicação, de início com crónicas ocasionais (lembro-me, em particular, de uma em 1996, não sei se foi a primeira, sobre António Gedeão, a quem chamei «o alquimista»). Mas, a partir de certa altura, e por um convite irrecusável do JCV, feito por via telefónica, passei a escrever regularmente na secção do jornal dedicada às ideias.
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Às vezes é difícil ultrapassar a desilusão, mas a infâmia não pode perdurar.
“A “civilização” como a conhecemos no mundo democrático ocidental está a acabar diante dos nossos olhos.
Qualquer pessoa que conheça história sabe que aquilo a que chamamos “civilização” é muito mais frágil do que a crueldade, a violência, a prepotência, a vingança, o poder absoluto e brutal. Não é preciso sequer escolher grandes períodos da história, a “civilização” é uma raridade, acontece por pequenos períodos, torna a vida dos que vivem nesses tempos melhor e depois esgota-se e acaba. Não me interessa fazer grandes exercícios analíticos sobre qualquer das palavras que estou a usar, seja civilização, seja barbárie, toda a gente sabe a diferença entre um mundo, imperfeito que seja, desigual, muitas vezes injusto, mas onde as pessoas são senhoras do seu destino pelo voto, vivem no primado da lei, têm liberdade religiosa, acedem a condições mínimas de existência. Para contrariar o meu argumento podem vir com mil exemplos de imperfeição, de injustiça, de exclusão, mas o que sobra é melhor do que um mundo com pena de morte, tortura, censura, ausência de direitos, em que todos são indefesos face aos mais fortes.
A “civilização” como a conhecemos no mundo democrático ocidental está a acabar, diante dos nossos olhos, pela ascensão da brutalidade, da educação dos jovens pela distracção, da ignorância e do valor da força, do individualismo agressivo, do culto da ignorância e do pseudo-igualitarismo das redes sociais. A violência torna-se a regra nas relações como “outro” e o “outro” é fácil de encontrar nas nossas ruas, os imigrantes.
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Em um comunicado que deixou a internet atordoada, Elon Musk afirmou ser um alienígena de 3000 anos que viajou através do tempo para ajudar a humanidade e agora está tentando retornar ao seu planeta natal. Sim, leu bem. O bilionário tecnológico por trás da Tesla e da SpaceX diz que ele não é da Terra e está aqui há milênios guiando o progresso humano a partir dos bastidores.
Esta revelação de cair o queixo ateou fogo nas redes sociais. Enquanto alguns pensam que Musk está brincando da sua maneira enigmática habitual, outros estão se perguntando se esta é a sua maneira de nos dizer algo mais profundo. Ele muitas vezes provocou que a realidade pode não ser o que parece e falou abertamente sobre teoria da simulação, alienígenas e o futuro das viagens espaciais. Mas agora, ele afirma que a sua verdadeira missão sempre foi voltar para casa.
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Last week’s big non-Epstein news was Friday’s very bad jobs report and Donald Trump’s immediate reaction — which was not to rethink his policies but to fire the head of the Bureau of Labor Statistics.
What will he do when his tariffs and deportations start showing up in inflation numbers? I don’t know how much we’ll see in the next release, coming Aug. 12. But anecdotal evidence suggests that companies, which have been holding back on passing tariff costs on to consumers in the hope that Trump would back down, are getting ready to raise prices. And private surveys, like the S&P Global Purchasing Managers’ Index, suggest that a significant inflation bump is just around the corner.
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O Ministério não pode definir disciplinas. Nem nenhum governo. O Currículo deve ser nacional (não flexível) igual para todos (não diferente, consoante se vai para o ensino profissional, para gestão, filosofia, se se é trabalhador, progressista do Principe Real ou da Opus Dei e/ou do partido fascista Chega). Currículo é um assunto seríssimo, não é a família que manda nele nem o Ministério. É um assunto de ciências, artes, filosofia, e cultura que tem que ser definido por professores que elegem, com mandato revogável, associações científicas, por escola, região, até ter um grupo reconhecido, que o vai definir.
Currículos não mudam todos os anos, aliás a ciência é lenta (a paranóia da “inovação” esconde que os clássicos são o centro da aprendizagem). As metodologias activas a par das aprendizagens essenciais são o fim da linha, que faz do professor um entertainer. E da escola um depósito.
As adaptações curriculares devem ser raras e sempre por razões científicas, não ao serviço deste ou daquele Governo.
Continuar a ler01/08/2025O | Economista de renome mundial Jeffrey Sachs apresenta uma exposição contundente sobre como a política externa dos EUA, impulsionada por suas próprias elites políticas e complexo militar-industrial, traiu a paz global, a estabilidade econômica e a cooperação multilateral. Nesta análise reveladora, Sachs explica como o expansionismo agressivo de Washington, as guerras intermináveis e a manipulação de instituições globais como a OTAN e o FMI levaram o mundo ao caos.
⚠️ Sachs argumenta que a liderança dos EUA está entrando em colapso internamente, desencadeando uma nova ordem multipolar liderada por nações como China, Rússia e o Sul Global. Com a ascensão dos BRICS, a transição de uma economia unipolar dominada pelos EUA para um sistema financeiro global desdolarizado está se acelerando. 👉 Se você quer entender:
…então esta é uma análise imperdível de um dos principais intelectuais públicos do mundo. 🎯 Sachs não mede palavras ao dissecar a fragmentação geoeconômica, a crise do imperialismo neoliberal e como a política externa americana, impulsionada pela elite, isolou o Ocidente da ordem mundial multipolar em rápida ascensão.
Royal Opera House | December 2018 | photo : Helen Maybanks

“Where a woman is honored, there the gods rejoice…”
“Donde se honra a una mujer, allí se regocijan los dioses…”
“Là où une femme est honorée, là les dieux se réjouissent…”
“Onde uma mulher é homenageada, aí os deuses se alegram…”

Retirado do Facebook | Mural de “Carioca sem Filtro”
Não sei ao certo se essa foto foi tirada nos anos 60 ou já no comecinho dos 70. Mas também… será que faz tanta diferença assim? Porque o que ela carrega não é apenas um registro de tempo — é um jeito de viver que parece cada vez mais distante. A calçada de Copacabana, com suas ondas em preto e branco, ainda está lá. Mas as pessoas… ah, as pessoas já não andam assim.
A moça que caminha no primeiro plano não está fazendo pose. Ela só está vivendo. Não tem preenchimento labial, nem lente nos dentes, nem celular na mão. O cabelo está preso com simplicidade, a bolsa balança leve, o short de cintura alta abraça a silhueta sem exageros. Não tem nada gritando por atenção — e, talvez por isso mesmo, tudo nela se destaca. A beleza não está na tentativa. Está na naturalidade.
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Publicada há uma semana no Weekend (Jornal de Negócios) aqui está uma crónica que é uma sentida homenagem a raparigas altas.
A Rapariga Alta
Não se deixem enganar. No mais recatado, sóbrio e sereno dos seres humanos pode esconder-se um vulcão fremente, labaredas e lava incandescente.
Vejam o poeta T. S. Eliot. Epítome da modernidade, era um verde vale de conservadorismo, quase timidez, vestido com a elegância de um fatinho de quatro peças, como o descrevia Virginia Wolf: chapéu redondo, abotoadíssimos casaco, colete e calças.
O erotismo era um cavalo alado que jamais pensaria visitá-lo. Eliot casara virgem e tão mal, com Vivienne Haigh-Wood, que não só a noite de núpcias, conta a lenda, foi dormida num cadeirão do convés do barco da lua de mel, como depois, em 1928, convertido ao anglicanismo, essa forma pela qual os ingleses nacionalizaram o catolicismo, o poeta fez voto de castidade.
Vivienne não escondeu sequer a infidelidade ao poeta de «Waste Land». Bertrand Russell era visita da casa e, no que filosoficamente entendia como uma contribuição para a terapia do casal, proporcionava penetrantes favores à dama com que Eliot não tinha, lá por baixo, a mínima química.


O tema da imigração, em grande crescimento entre nós, tem sido ultimamente muito debatido e com boas razões no que toca ao seu crescimento sem controlo, mas de forma menos inteligente e até algo primária naquilo que se relaciona com a economia. Nomeadamente através da ideia muito defendida de que as empresas precisam de mais trabalhadores o que, infelizmente, é afirmado sem levar em conta os desafios do nosso modelo económico. Por exemplo, se basearmos a nossa economia numa esmagadora maioria de pequenas empresas comerciais, como restaurantes, cafés e pastelarias, ou no turismo, em salários baixos e baixa produtividade, os imigrantes são uma necessidade. Mas se pensarmos que o futuro da economia estará no progresso tecnológico, na automação e robotização industrial e na verdadeira reforma da administração ´pública, então os novos imigrantes, com menos formação do que a média dos portugueses, servem apenas para perpetuar os níveis de pobreza que já temos.
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https://www.youtube.com/watch?v=G242DC5hjsI
15/06/2025 | Prepare-se para uma viagem fascinante pelo mundo da geopolítica com o renomado especialista Kishore Mahbubani! Descubra por que a Europa deveria repensar seu papel na OTAN, como a China está moldando o futuro global e por que Taiwan é a questão mais explosiva do cenário internacional. Aperte o play para insights que vão mexer com sua mente! Curtiu? Deixe seu comentário sobre a parte que mais te intrigou e não esqueça de se inscrever no nosso canal para mais discussões estimulantes! #Geopolítica#Europa#China#OTAN#Ucrânia
👉 Este canal foi criado em colaboração com @cyrusjanssen
00:00:00 – A Cruel Realidade da Geopolítica
00:00:55 – Três Caminhos para o Futuro Europeu
00:02:15 – Início do Conflito Rússia-Ucrânia
00:04:31 – Europa e Dependência dos EUA
00:06:53 – Sugestões para a Autonomia Europeia
00:10:12 – Pragmatismo e Relações com a Rússia e a China
00:13:31 – Crescimento Demográfico e Investimentos na África
00:16:31 – Iniciativa do Cinturão e Rota da China
10/07/2025 |O renomado economista Jeffrey Sachs faz uma crítica mordaz ao estado atual do sistema político e econômico dos EUA, alertando que os Estados Unidos estão mergulhando em uma espiral de caos — e arrastando o mundo consigo. Nesta palestra envolvente e urgente, Sachs compara a economia americana a um gastador imprudente de cartão de crédito e critica líderes como Donald Trump por não compreenderem os fundamentos do comércio internacional.
Ele alerta que, se o mundo continuar a normalizar a “loucura”, não haverá saída para a espiral. Sachs explica que o déficit comercial dos EUA não se deve a enganar países estrangeiros, mas sim a um profundo problema sistêmico de gastos excessivos e incompetência política. Ele esclarece como o resto do mundo deve agir com responsabilidade — recorrendo às Nações Unidas, à Organização Mundial do Comércio e à cooperação internacional para evitar um colapso total.
Da má gestão econômica à irresponsabilidade geopolítica, Sachs pinta o quadro de uma nação à beira do abismo. Se você está preocupado com o futuro da democracia, a ordem global ou o colapso de impérios, este vídeo é imperdível. 🔔 Assista até o final para entender por que Sachs acredita que os EUA estão em um estado de colapso político e o que o resto do mundo precisa fazer para manter a situação estável.

Esta é mesmo uma crónica musical, está claro. Publiquei-a no CM, na minha coluna «A Vida Como Ela Não É». E antes fosse: a vida, claro; e a música também. Divirtam-se
O que pode um borra-botas como eu aconselhar a quem sofre a responsabilidade de mandar? A um Montenegro que leva uma nação perplexa e meio-doida pela mão, a um JL Carneiro que tem os estilhaços de um velho pote chamado PS para colar?
Na minha insensatez só posso aconselhar paixão. A mesma grande paixão que motivou David O. Selznick, o imenso produtor desse filme grandioso chamado «E Tudo o Vento Levou».
Já depois de ter filmado «E Tudo o Vento Levou», Selzick apaixonou-se por uma actriz, Jennifer Jones. Tenham Montenegro e Carneiro a mesma paixão por este pobre país! Selznick inventou um filme de cow-boys para a sua amada, um filme de tiros, bandidagem está claro, mas acima de tudo um filme de amor e morte e do que, naquele tempo era uma sensualidade escaldante. E se Jennifer transbordava volúpia e aquecimento global!
Continuar a ler18/02/2025 | Las dimensiones del universo podrían ir mucho más allá de las tres que experimentamos a diario. La teoría de cuerdas sugiere que nuestro universo es solo una parte de una estructura más grande, donde diminutas cuerdas vibran en al menos diez dimensiones, dando origen a las partículas y fuerzas fundamentales. Según Michio Kaku y otros físicos teóricos, estas dimensiones ocultas podrían contener la clave para unificar la relatividad y la física cuántica, resolviendo algunas de las mayores paradojas de la existencia.
El tiempo, en lugar de ser una línea inmutable, podría ser una dimensión flexible, navegable desde una perspectiva superior. Algunas teorías proponen que nuestra consciencia está limitada por nuestra percepción tridimensional, pero en una estructura más amplia, podría existir en múltiples estados simultáneamente. Esto plantea preguntas profundas sobre el origen del universo y la posibilidad de realidades con leyes físicas completamente diferentes.
Si existen dimensiones superiores, ¿podría la consciencia acceder a ellas? ¿Somos solo observadores atrapados en un fragmento de la realidad o parte de un entramado más vasto? Desde la física cuántica hasta la cosmología, cada nuevo descubrimiento desafía lo que creemos saber sobre el universo y nuestra propia existencia.