
A gamer by Caravaggio



In times of rapid change and shifting political currents, we stand by our guiding purpose: to build a more inclusive, sustainable, dynamic and trusted economic system.
At the Council for Inclusive Capitalism, this commitment remains our North Star and we are deeply grateful for your participation and interest.
In a recent interview with the radio program Leadership Matters, I reflected on how my upbringing, faith, and career experiences shaped my conviction that business—at its best—can align benefits for people and the planet with healthy profits.
Continuar a lerA famosa roda-gigante de Londres continua a ser um dos principais pontos de atração turística.


Vinte e quatro anos depois da jubilação, eis-me a publicar mais um livro em que se fala de açordas, migas e outros comeres, como diziam os rurais alentejanos no tempo em que, como adolescente, pude conviver com eles.
Nos três anteriores, “Com Poejos e Outras Ervas”, “Açordas Migas e Conversas” e “Com Coentros e Conversas à Mistura”, além de receitas culinárias, fala-se “de tudo e mais alguma coisa”, da crónica à ficção, da mineralogia e geologia à história e à filosofia, das artes à sociologia. Neste, síntese dos anteriores, a que se acrescenta o que fui editando na minha página do Facebook apenas das muitas confecções aprendidas e criadas, todas elas da gastronomia alentejana ou nela inspirada.
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Sinopse | “Política Explicada aos Mais Novos” é um guia acessível e inspirador que torna os conceitos de política e democracia simples e interessantes para os jovens.
Criado com a ajuda de inteligência artificial, este livro desmistifica a política, mostrando como ela molda o nosso dia a dia e o futuro do mundo.
Com histórias, exemplos práticos e linguagem clara, é uma ferramenta essencial para ajudar os jovens a compreenderem o valor da cidadania e a importância da participação ativa.
Descobre como a política pode ser mais próxima e relevante do que imaginas!

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Stone in Death Valley National Park
California



Donald Trump a tenté, en vain, de trouver une faille dans l’armure de l’UE avec la guerre commerciale qu’il a déclenchée au cours de son premier mandat.
Mais aujourd’hui, il a trouvé un point plus vulnérable : la crise sécuritaire massive qu’il a provoquée en retirant le soutien des Etats-Unis à l’Ukraine expose des fissures potentiellement mortelles dans le bloc des 27 nations.
Rien ne pouvait lui plaire davantage.
Le président américain nourrit depuis longtemps un mépris non dissimulé pour l’UE, qu’il a décrite — à tort — comme ayant été créée “pour baiser les Etats-Unis”. Pour Trump, l’Union fait partie de ses autres bêtes noires supranationales, telles que l’Organisation mondiale du commerce et l’Organisation mondiale de la santé, qu’il convient d’abattre pour avoir escroqué l’Amérique.
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O autarca de Oeiras considera que o poder político não quer resolver o problema da habitação em Portugal. E sublinhou que a nova lei dos solos contém uma “veia neoliberal” que só pensa nos privados.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, considerou hoje que a nova lei dos solos contém uma “veia neoliberal” do PSD que “pensa que os promotores privados podem resolver o problema da habitação em Portugal”.
O autarca de Oeiras, que falava no decorrer da Conferência Habinov 3.0, organizada pela Nova SBE, disse que “tal como a lei ficou não vai ter impacto absolutamente nenhum”.
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E vamos fazê-lo porque as propriedades ópticas, magnéticas e químicas dos 17 elementos químicos incluídos nestas “terras”, ou seja, nestes óxidos, são fundamentais para, como já está a acontecer, darmos este salto tecnológico que nos maravilha e, ao mesmo tempo, nos assusta.
Um parêntese para lembrar que a descoberta do oxigénio, nos primeiros anos da década de 70 do século XVIII, pelo inglês Joseph Priestley (1733-1804), em 1772 e, separadamente, pelo sueco Carl Wilhelm Scheele (1741-1786), em 1774, levou a que a composição química das rochas passasse a ser expressa em óxidos e que estes pioneiros da Química davam o nome de “terras” a esses óxidos de metais.
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“Temos grandes questões na dívida pública, mas esta deverá crescer novamente nos próximos anos devido aos desafios na defesa”, disse o governador. Taxas de juro do BCE não voltarão a 0%, avisou.
A Europa (Portugal, incluído) vai precisar de se endividar muito, novamente, ao longo dos próximos anos para se poder “gastar muito dinheiro” na área militar e defesa, avisou Mário Centeno, o governador do Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira, numa conferência, em Lisboa.
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Por vezes a resposta à realidade desagradável é ignorá-la; outras vezes é passar a tratá-la ao modo de Cruzada contra o Mal, o mal absoluto, contra o qual vale tudo; e nessa narrativa alternativa, concentrar tudo o que possa contraditar a realidade, usando argumentos laterais, colaterais, formais, por importantes que sejam, mas fugindo ao cerne da questão.
É este o juízo que me parece mais próprio, vendo o alheado agitar, esbracejar e passarinhar dos líderes europeus para longe do centro da intriga (o almejado fim do conflito Rússia-Ucrânia), perante a nova Administração americana e o seu dilúvio diplomático e executivo.
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A Rússia talvez venha, politicamente, a vencer a guerra com a Ucrânia mas, na verdade, não a conseguiu vencer militarmente, tal como, aliás, em sentido inverso, a NATO com o seu apoio às tropas do presidente Volodymyr Zelensky também não conseguiu vencer, ao fim de três anos, a Rússia.
Passado este tempo andar a dizer ao povo que a Europa (União Europeia e Reino Unido) precisa urgentemente de se rearmar para fazer frente a uma ameaça russa só não é uma falácia ridícula porque a sua aceitação generalizada, como parece estar a acontecer, a transforma numa iminente tragédia coletiva.
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O Dia Internacional das Mulheres foi oficializado pela Organização das Nações Unidas, em 1975. É assinalado, anualmente, a 8 da Março, para homenagear aquelas que lutaram pelos direitos das mulheres, para lembrar que as conquistas de outrora continuam a ser relevantes, e que a luta ainda não acabou.





O Banco Europeu de Investimento (BEI) planeia investir cerca de 10 mil milhões de euros nos próximos dois anos para apoiar a habitação sustentável e a preços acessíveis, compromisso assumido esta quinta-feira (6 de março de 2025) no lançamento de uma plataforma de investimento. O investimento do Grupo BEI tem como objetivo a construção de 1,5 milhões de habitações novas ou renovadas em toda a Europa.
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Trabalho de conclusão de curso mostrou a trajetória do jornalista e escritor Adelto Gonçalves
Há 20 anos, ao final de 2004, os alunos José Djacy Campos Freire e Elaine Cristina da Cunha defenderam, na Faculdade de Comunicação e Artes do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), atual Universidade São Judas-campus Unimonte, de Santos, o trabalho de conclusão de curso (TCC) intitulado Adelto Gonçalves – vida e obra de um autor santista. O TCC, que contou com a orientação da professora doutora Fátima de Azevedo Francisco, é uma grande reportagem que procura mostrar a trajetória até então do jornalista, professor e escritor Adelto Gonçalves (1951), autor de obras publicadas no Brasil e em Portugal.
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A Europa, incapaz de abraçar o projecto euroasiático, divorciada de si e dos seus, inactiva e imóvel, como que parada no tempo, deixou que o fim da história dos EUA, se tornassem no seu próprio fim da história.
A União Europeia está absolutamente devastada. Falta saber bem porque razão tal sucede. Há quem diga que é porque os EUA a abandonam, trocando a atenção que lhe davam, por uma atenção maior ao pacifico e, em especial, à China. Há quem diga que, o seu receio está relacionado com a incapacidade de a União Europeia se defender das suas ameaças, leia-se, do arqui-inimigo das nações do centro europeu, concretamente a Federação Russa. Há quem diga, ainda, que o desespero tem causa na perda da liderança, o que é caricato: tanto falar de liberdade e, ao mesmo tempo, parecer ter medo de ser livre. A Europa tem medo de se libertar dos EUA e, perante essa possibilidade, sente-se abandonada.
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Um modelo de modernização fora das áreas metropolitanas, combinado com uma turistificação da Capital, não é sustentável sem políticas direcionadas.
Depois de a economia portuguesa se reerguer da pandemia com taxas de crescimento acima da média europeia, o debate sobre a sua evolução tem sido marcado por pelo menos duas correntes.
Por um lado, os bons números do PIB são contrapostos com o crescimento de setores de baixos salários como o turismo. Como frequentemente argumentado à esquerda e enfatizado nesta newsletter com alguma regularidade, é aqui que reside a crise habitacional que empobrece grande parte dos trabalhadores.
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“Estamos prontos para trabalhar rapidamente para pôr fim à guerra, e os primeiros passos podem ser a libertação de prisioneiros e uma trégua no céu – proibição de mísseis, drones de longo alcance, e lançamento de bombas contra infraestruturas energéticas e civis – e uma trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo”, disse o presidente ucraniano, numa declaração publicada esta terça-feira na rede social X.
“Queremos então avançar rapidamente em todas as próximas etapas e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final forte”, acrescenta.
O presidente ucraniano reconhece que o encontro da semana passada com Donald Trump na Casa Branca “não decorreu como deveria” e diz ser “lamentável”, mas sublinha que é altura de “corrigir as coisas”.
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Kiev, 04 mar 2025 (Lusa) – O primeiro-ministro do governo de Kiev, Denys Shmygal afirmou hoje que “a Ucrânia está absolutamente determinada a continuar a sua cooperação com os Estados Unidos”.
Estas declarações de Shmygal surgem depois de a Casa Branca ter anunciado a suspensão da ajuda militar norte-americana, que é crucial para Kiev e o seu exército fazerem frente à invasão da Rússia.

“Caros colegas, mídia, jornalistas e convidados. Boa tarde!
Hoje, novamente, na União Europeia e nos estados-membros da OTAN, há apelos por uma “guerra contra a Rússia”. Hoje, infelizmente ou não, podemos dizer novamente que a história sempre se repete. Sempre! As opiniões de nossos colegas da Europa e da OTAN sobre a Rússia nunca mudam; eles estão sempre prontos para destruir a Rússia, tudo o que é russo, e prontos para ocupar a Rússia; seu objetivo nunca muda.
O ódio contra a Rússia sempre permaneceu nas veias de alguns de nossos colegas e países que governam a UE e a OTAN. Caros colegas, Hoje ouvimos novamente que a Rússia é um agressor, e a verdade é que a Rússia nunca foi um agressor e sempre se defendeu ao longo da história. Isso é um fato!
Caros colegas da Europa e da OTAN, a Rússia nunca começa uma guerra; a Rússia sempre impede guerras. Você começa guerras, e o objetivo é sempre destruir a Rússia.
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RFI: O que são terras raras e por que é que são tão importantes?
Ubaldo Gemusse: As Terras Raras são um conjunto de 16 elementos químicos. Nós aprendemos na química que existem alguns elementos que são considerados raros não pela sua ocorrência, mas pela fraca abundância em determinado território. A Ucrânia e a Rússia têm o privilégio de conter esses recursos geológicos, que são raros e têm uma importância muito vasta nas tecnologias, por exemplo, na fabricação de baterias e em carros eléctricos. São considerados raros pela sua fraca abundância na natureza.
Continuar a lerRetirado do Facebook | Mural de Marc Chagall


Dedico esta crónica a Maria Luísa Guerra, minha Mestra, sempre.
António Carlos Cortez acaba de publicar uma antologia intitulada Artes e Educação, na qual diversos autores portugueses escrevem sobre a importância da dimensão criadora na Educação. Estamos no coração da aprendizagem, e a referência às Artes não se reporta a um aspeto marginal na vida da Escola e da educação, mas à procura de uma formação capaz de promover a cidadania ativa, responsável e competente. Carlos Fiolhais recorda Rómulo de Carvalho, professor, cientista e poeta, quando afirmava que o artista e o cientista “desempenham na sociedade o mesmo papel de construtores, de descobridores, de definidores: um do mundo de dentro, outro, do mundo de fora. (…). E que ambos esses mundos exigem a permanente busca, a orientada investigação que em nossos dias, é considerada apenas apanágio da ciência”.
Continuar a lerRetirado do Facebook | Mural de “Professor Prezotto”

A filosofia ocidental tem suas raízes na Grécia Antiga, um período de grande efervescência intelectual, política e cultural. Entre os séculos V e IV a.C., Atenas era o centro do pensamento filosófico, onde surgiram três dos maiores nomes da filosofia: Sócrates, Platão e Aristóteles.
🔹 Sócrates (469–399 a.C.)
Contexto histórico: Viveu durante a Época Clássica da Grécia, em uma Atenas que passava por crises políticas e guerras, como a Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.). Ele questionava os valores tradicionais e incomodava os poderosos, o que levou à sua condenação à morte.
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O realizador brasileiro Walter Salles, que venceu esta noite o primeiro Óscar de sempre do Brasil com o filme “Ainda Estou Aqui”, considerou que este reconhecimento é para a cultura e o cinema brasileiros, que agora ecoa pelo mundo
O realizador brasileiro Walter Salles, que venceu esta noite o primeiro Óscar de sempre do Brasil com o filme “Ainda Estou Aqui”, considerou que este reconhecimento é para a cultura e o cinema brasileiros, que hoje ecoa pelo mundo.
Continuar a lerRetirado do Facebook | Mural de Maria Helena Manaia
A imagem dos pássaros rubros rasgando o olhar e atravessando o coração é de uma força impressionante. A melancolia subtil entre sombras e silêncios ecoa como um sussurro de saudade, enquanto a extinção dos amores-perfeitos parece pintar a solidão com tons de ausência.

30/12/2024 | La cuestión de si el orden y la complejidad precisos del cosmos apuntan a un creador inteligente o si pueden explicarse mediante procesos naturales ha sido uno de los debates más profundos y persistentes en la cosmología y la filosofía. A lo largo de la historia, grandes pensadores y científicos como Albert Einstein, Roger Penrose, y muchos otros han ofrecido teorías que abordan esta cuestión desde distintas perspectivas.
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A Conferência de Helsínquia significou o relançamento da cooperação e da paz entre o Leste e o Oeste. Em 1975, marcou um quadro de diálogo entre os EUA e a URSS, num conjunto de 35 países e, após o fim da Guerra Fria, deu lugar à OSCE, agora com 57 Estados. Assegurando a paz na Ucrânia, é essencial retomar esse espírito.
Continuar a lerIman Maleki es un pintor iraní conocido por su estilo hiperrealista. Su obra “La Mirada” es un ejemplo destacado de su habilidad para capturar detalles increíblemente precisos y emociones profundas en sus retratos. “La Mirada” refleje su característico enfoque en la expresión humana, utilizando técnicas de pintura al óleo que hacen que sus obras parezcan fotografías.

No livro “O Nome da Rosa” de Umberto Eco há um trecho muito interessante e que nos faz pensar; trata-se de um dos diálogos entre o abade cego e o investigador William de Baskerville.
– Que almejam verdadeiramente? – pergunta-lhe o abade.
– Eu quero o livro grego, aquele que, segundo vocês, nunca foi escrito – responde Baskerville. – Um livro que só trata de comédia, que odeiam tanto quanto risos. Provavelmente é o único exemplar conservado de um livro de poesia de Aristóteles. Existem muitos livros que tratam de comédia. Por que esse livro é precisamente tão perigoso?
– Porque é de Aristóteles e vai fazer rir! – conclui o abade.
– O que há de perturbador no fato de os homens poderem rir? – replica Baskerville.
– O riso mata o medo, e sem medo não pode haver fé. Aquele que não teme o demônio não precisa mais de Deus – explica-lhe o abade.


A 27 de Janeiro de 1964 a França reconheceu a República Popular da China. A iniciativa valeu a Paris protestos de Washington que Charles de Gaulle recebeu com satisfação. De uma assentada, a França da Segunda Guerra Mundial ficava para trás e a França verdadeira, a França eterna estava de volta.
Na conferência de imprensa que teve lugar dias depois, de Gaulle explicou ao mundo as suas razões: primeiro, que a China era um grande povo e uma grande civilização que precisava de se integrar no mundo moderno e, em segundo, que a ideologia comunista não apagava as rivalidades entre a Rússia (URSS) e a China. O presidente francês foi o primeiro a ver essa realidade e os EUA precisaram de tempo para assentarem a fúria e, também eles, seguirem Paris e reconhecerem Pequim.
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Steven Braekeveldt foi oito anos CEO do Grupo Ageas Portugal. Reformado, vive de novo na Bélgica natal e tem-se dedicado à escrita. Numa vinda a Portugal conversou com o DN sobre o estado do mundo.
É belga, cidadão de um dos países fundadores da UE. Como vê o modelo social europeu hoje?
Deveria ser um objetivo dos europeus defendê-lo, mas não é. Podemos facilmente ver que o sistema, não só na Europa, mas em todo o mundo, está a deixar de funcionar. Se olharmos para a Europa, depois da Segunda Guerra Mundial, foi excelente o que se fez. Estávamos a construir um sistema de segurança social para termos pensões, assistência médica, educação. Avançamos para 2025 e o que se vê? Olhemos para Portugal. O serviço nacional de saúde está a quebrar. Como acontece na maioria dos países da Europa, a educação é para poucos felizardos. E a qualidade está a cair. E não há um país que tenha dinheiro para pagar as pensões no futuro.
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Um prémio próximo de um milhão de euros para quem conseguir decifrar a escrita da civilização do Vale do rio Indo, que habitou uma área que corresponde atualmente ao noroeste da Índia e ao sul do Paquistão durante a Idade do Bronze. Foi esse o desafio lançado no estado indiano de Tamil Nadu.
“Para incentivar a investigação, o Governo vai oferecer um milhão de dólares”, anunciou o governador do estado, MK Stalin, nas cerimónias do centenário da descoberta desta civilização, em janeiro deste ano.
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É um erro interpretar o que se passou sexta-feira na Casa Branca em simples termos de admiração pela resistência de Volodymyr Zelensky e de indignação pela aversão de Donald Trump ao protocolo diplomático. E se para o presidente ucraniano é reconfortante o apoio de líderes como o britânico Keir Starmer, que entretanto já o recebeu no nº 10 de Downing Street, assim como a solidariedade da maioria dos ucranianos, a prioridade tem de ser manter a relação estratégica com os EUA.
As mãos na cabeça da embaixadora ucraniana em Washington, Oksana Markarova, à medida que a conversa de Zelensky com Trump e também o vice-presidente JD Vance se transformava num bizarro espetáculo televisivo, não tinha apenas que ver com a quebra do protocolo diplomático, mas também com o desafio de salvar o que pode ser salvo. Por muito que os países europeus, seja o Reino Unido sejam os grandes da UE, proclamem que estarão até ao fim com a defesa da soberania e da integridade territorial ucraniana, não é imaginável um plano B para a Ucrânia que não continue a incluir os EUA.
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“A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que os céus deram aos homens; com ela não podem igualar-se os tesouros que encerram a terra e o mar: pela liberdade assim como pela honra, pode e deve aventurar-se a vida.”
Dom Quixote de La Mancha
Miguel de Cervantes


Bem ou mal, bem e mal, a questão da imigração está no centro dos debates políticos que vão dominar as próximas eleições, das autárquicas e legislativas, às europeias e presidenciais. Assim como ocupar discussões parlamentares e académicas. Não há por onde fugir e ainda bem. Vão aos poucos desaparecer os que insistem em que “não há problema”, que “é só racismo”, que não passa de uma “moda nacionalista”. Vão-se encolhendo os que garantem que as soluções são simples, tal como “fechar as portas aos imigrantes” ou “abrir as portas aos que querem para cá vir”. Nunca se calarão, mas falarão mais baixo, os que asseguram que os nacionais são virtuosos e os estrangeiros pulhas. Já se percebeu que não faz sentido garantir que os imigrantes sejam todos iguais, legais ou ilegais, estrangeiros ou naturalizados, de primeira ou segunda geração, respeitadores da lei ou criminosos, de cultura e tradição próximas ou absolutamente alheias e distantes das portuguesas. É bom que assim seja. Que se diga tudo. Que haja divergências e acordos. Que se consiga melhorar a legislação e a vida no espaço público.
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1. Vai por aí, em toda a Europa, uma onda a favor do aumento substancial da despesa militar, que começou por fixar o objetivo de 2% do PIB, mas que agora já vai em mais de 3%, o que em vários países significaria mais do duplicar o seu atual nível, como seria o caso de Portugal, passando de 3 000 milhões, por ano, para 6 400 milhões de euros!
Capitaneada pelo Secretário-geral da Nato, esta onda é vigorosamente instigada pelos países do Leste europeu e acompanhada pelos líderes da UE e do Reino Unido, especialmente depois de Trump ter anunciado o abandono pelos EUA do seu papel de escudo da defesa da Europa ocidental, que assumira, no quadro da Nato, desde o início da “guerra fria” entre o ocidente e a então União Soviética.
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As diferentes paisagens da Terra, em qualquer momento da sua história, foram e são, em grande parte, reflexo das características meteorológicas aí prevalecentes. Esta afirmação é evidente para a generalidade dos cidadãos que, embora nunca tenham formulado esta conjectura, têm-na por adquirida. Sem saírem deste nosso rectângulo, no ocidente da Europa, todos relacionam os campos verdejantes do Minho com a maior pluviosidade anual ali verificada (2000 a 2400 mm) e as terras de sequeiro do sudeste alentejano com os menores valores dessa mesma precipitação atmosférica (600 mm).
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Se um país quiser investir em habitação, saúde, educação, transportes, infraestruturas, se quiser apoiar a actividade produtiva ou o desenvolvimento científico e tecnológico, se quiser aumentar salários e pensões ou combater a pobreza e a exclusão social, isso só pode ser feito desde que não sejam ultrapassados os limites do défice orçamental e da dívida pública fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (na formulação revista e reforçada pelos diversos mecanismos de controlo económico e orçamental que estão hoje ao dispor da União Europeia).
Se quiser investir em equipamento militar, armas, munições, tecnologia militar ou no prolongamento de uma guerra aprovada pela UE – nomeadamente a guerra na Ucrânia – não precisará de se preocupar com os limites do Pacto porque a Comissão Europeia vai criar uma excepção para esses gastos.
Continuar a lerPor enquanto, apenas por enquanto, ainda nos vai sendo possível procurar e encontrar o lugar onde começa o silêncio…! | Maria Helena Manaia, in Facebook


O cérebro humano é o puzzle mais complexo que a humanidade alguma vez enfrentou. Esta teia de 86 mil milhões de neurónios, células da glia e triliões de ligações representa um desafio quase intransponível para as mentes mais aguçadas da nossa sociedade.
No entanto, nos últimos anos, a neurociência tem conseguido gradualmente desvendar o emaranhado de células no interior da cabeça e criar mapas cada vez mais precisos para explicar o funcionamento da nossa mente.
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As centrais de comunicação lançaram há uns tempos o tema das “terras raras” como elemento central da girândola de fogo-de-artifício de distração sobre o essencial do que está a ser negociado sobre a Ucrânia.
As terras raras não são assim tão raras, as maiores reservas situam-se na China, os Estados Unidos dispõem grandes reservas, assim como a Rússia e a Ucrânia não faz parte dos reservatórios significativos.
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O Governo já anunciou que levará em breve a Conselho de Ministros uma nova proposta de reforma do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), no âmbito do simplex dos licenciamentos. E também há mudanças à vista na revisão do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), a polémica lei dos solos, como é chamada. Pedro Siza Vieira considera que o caminho a seguir para se fazer mais habitação em Portugal passa por construir mais casas, o que “significa que as cidades têm de crescer”. “E só crescem para cima ou para o lado. Portanto, ou expandimos os aglomerados urbanos ou deixamos construir em altura”, diz ao idealista/news o ex-ministro de Estado da Economia e da Transição Digital.
Salientando que “não se responde ao problema da habitação de um momento para o outro”, Pedro Siza Vieira lembra que em 2015, 2016 eram construídos 7.000 fogos novos por ano, um número que tem de crescer bastante para dar resposta às necessidades atuais, sendo necessário fazer 40.000, 50.000 fogos por ano. “Mas pôr a máquina a andar demora tempo”, adianta.
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O clamor dos deserdados da terra
Em novo livro, Whisner Fraga reúne 55 minicontos que reproduzem o drama dos excluídos que vivem nas ruas de São Paulo. E o faz sem perder a ternura
I
Histórias dos deserdados da terra que habitam as ruas de São Paulo compõem As fomes inaugurais (Editora Sinete, 2024), o mais recente livro de Whisner Fraga, autor de mais de uma dezena de obras nos gêneros romance e contos, algumas premiadas. Desta vez, são 55 minicontos sobre personagens que se acostumaram a viver à margem de uma sociedade que não só não tem interesse em acolhê-los como faz questão de enxotá-los de suas calçadas.

Retirado do Facebook | Mural de Rodrigo Sousa e Castro
(…)

Em 1815, no Congresso de Viena, os vencedores da guerra contra o Império napoleónico tiveram o cuidado de não humilhar a França, de fazer de conta que a Revolução e Napoleão eram os únicos culpados dos 25 anos de guerra na Europa, que esses anos de guerra e sofrimento não tinham nada a ver com o povo francês e que a restauração dos Bourbon curava as feridas passadas.
Cem anos depois, os vencedores da Grande Guerra fizeram do Tratado de Versalhes uma paz punitiva para a Alemanha e para o povo alemão, pondo a primeira pedra para o que seria a vertiginosa ascensão de Adolf Hitler.
Em 1945, as políticas seguidas com a Alemanha e o Japão vencidos foram diferentes. A Alemanha ficou dividida, mas como a Guerra Fria começou logo a seguir, soviéticos e ocidentais, depois dos primeiros tempos de brutal ocupação, tiveram o cuidado de tratar bem os “seus” alemães.
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«A AfD teve 20,8% e ficou em segundo lugar, exatamente como se temia. E, no entanto, vejo alguns democratas fazerem uma festa. Porque não foi desta. Este foi o melhor resultado da extrema-direita desde a segunda guerra. E, apesar das doses cavalares de desinformação, Musk não teve grande coisa a ver com isso. A sua intervenção mais direta nas eleições alemãs até parece ter tido um efeito contraproducente. As razões são mais comuns.
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No episódio desta semana da ‘Liga dos Inovadores’ António Costa Silva, Isabel Rocha e Ricardo Paes Mamede identificam as melhorias registadas no ecossistema da inovação em Portugal nos últimos anos e as falhas que é preciso colmatar
O ecossistema da inovação em Portugal tem vindo a melhorar e há muitos exemplos de ideias novas e relevantes que estão a marcar a agenda em diferentes sectores, mas ainda há falhas importantes a resolver para tornar o país num viveiro de inovação – e algumas passam por decisões tomadas a nível europeu.
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“Nas finanças não há sorte nem azar, há procrastinação. Quando não fazemos as coisas no momento em que temos de as fazer, temos sempre azar, e o problema da maior parte das crises financeiras — e das quais, infelizmente, Portugal não se livrou –, foi precisamente isso: procrastinação”, disse o antigo ministro das Finanças na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
O apontamento foi feito perante os deputados para justificar o contexto em que foi estruturado o acordo de capitalização contingente (CCA) para a compra do Novo Banco pelo fundo Lone Star, em 2017, e em que se encontrava o sistema bancário português.
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Jogo chinês na Ucrânia | Retirado do Facebook, Mural de Julya Nikolaevna
Em conexão com o fato de que o presidente russo, Vladimir Putin, ontem, em entrevista a Pavel Zarubin, mencionou um grupo de “Amigos da Paz” é apropriado falar sobre lógica.
Afinal, durante a conversa telefônica de ontem com o presidente da Federação Russa, o Presidente da China, Xi Jinping, o informou sobre a próxima reunião desse grupo no futuro próximo. Deixe-me lembrar que o Grupo “Amigos da Paz” foi formado sob o “plano de paz” Sino-Brasileiro, datado de 23 de Maio de 2024. A ideia é congelar o conflito.
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Dos corpos esgotados que silêncio
tão apaziguador se levantava!
—
(Tinha uma rosa triste nos cabelos,
uma sombra na túnica de luz…)
—
Para o fundo das almas caminhava,
devagar, o sonâmbulo silêncio.
—
(Que apertados anéis nos braços nus!)
Mas o silêncio vinha desprendê-los.

Num momento em que uma rápida pesquisa no Google sobre inteligência artificial nos inunda de conceitos como: revolução, desafios, facilidade, nova ordem digital, máquinas versus Homem, desconfiança, resolução de problemas e vantagens, urge explorar a natureza da inteligência e a sua relação com as máquinas. É isso mesmo que o prestigiado neurologista Alexandre Castro Caldas procura fazer no seu mais recente livro – Inteligência Vital, Estupidez Artificial. A obra chega às livrarias no próximo dia 6 de março, com chancela da Contraponto.
Álvaro Laborinho Lúcio assina o prefácio e destaca a obra como um convite urgente ao debate e reforça que «Alexandre Castro Caldas ajuda-nos aqui a caminhar na busca de respostas. Das respostas que nos cabe, a nós, leitores e cidadãos, construir, e não das respostas encontradas já feitas e prontas a servir. Por isso, a urgência desta leitura».
Inteligência Vital, Estupidez Artificial, a ser lançado momentos antes da Semana do Cérebro – evento global dedicado à promoção do conhecimento sobre a neurociência e o funcionamento do cérebro –, é um convite à reflexão sobre o futuro da inteligência, não só nas máquinas, mas no próprio ser humano. | Para mais informações, consulte a nota de imprensa aqui.

21/01/2025 | Nuestras mentes están diseñadas para entender y experimentar el mundo a través de los objetos que existen en el espacio y el tiempo. Sin embargo, ¿qué sucedería si pudiéramos retroceder en el tiempo hasta un punto en el que el universo tal como lo conocemos hoy no existía?

Retirado do Facebook | Mural de Maria Helena Manaia

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada…
—
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio…
—
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo…
—
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
—
Foto abraço floral

Há meia década um vírus impôs-se na nossa realidade. No final de 2019, a China informou a Organização Mundial de Saúde sobre uma série de casos de pneumonia. Em meados de janeiro de 2020, o primeiro caso de COVID-19 foi registado fora da China. Em fevereiro, no que era atribuído “às intensas relações que a China” mantinha com a Itália, a pandemia chegava à Europa. Apesar de os diagnósticos iniciais apontarem, ora para falhas particulares dos sistemas de saúde chinês e italiano ora para reações exageradas face a um vírus que seria controlável, a partir de março, boa parte do mundo entrava em quarentena.
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Foi uma fuga hiperbólica. Os diabólicos Rolling Stones tinham sido enganados por um austero contabilista e as finanças inglesas queriam trucidá-los. Tal como eu e o meu amigo Rui, em bolandas com a tropa, nos enfiámos clandestinamente no Lobito, nos idos de 74 e 75, os Stones zarparam Mancha abaixo, fintando Sua Majestade, e desaguaram na sumptuosa vivenda Nellcôte, na aldeiazinha que dá pelo delicioso nome de Villefranche-sur-Mer, em plena Côte d’Azur.
Continuar a ler🔍 ¿Quién fue Baruch Spinoza y por qué su idea de Dios DESAFÍA todo lo que creías? 🧠✨ En este video, exploramos la vida prohibida del filósofo que revolucionó la ciencia, la ética y nuestra comprensión del universo. Descubre cómo su visión de “Dios como Naturaleza” influyó en Einstein 🚀 y por sigue siendo una bomba intelectual hoy.


Esta semana, Camões desloca-se até à fragata D. Fernando II e Glória para receber um dos mais importantes escritores portugueses das últimas décadas: Gonçalo M. Tavares. Autor do magistral “Uma Viagem à Índia”, a única resposta consequente a “Os Lusíadas”, e pretexto para falarmos da epopeia camoniana.
Sempre com produção da Terra Líquida, do inseparável Ricardo Espírito Santo, em parceria com o El Corte Inglés e a Ushindi.

The “Suzanne” Statue by René Lalique is a statue of a woman with a flowing dress and a veil. It was created in 1925 and is considered a masterpiece of the Art Deco movement.
The statue is named after the wife of the French sculptor and is often referred to as “The Lady in the Veil.” It is currently on display at the Musée d’Orsay in Paris, France.


A quarta Mesa de Debate do 26.º Correntes d’Escritas foi dedicada ao quadro “A Torre de Babel”, de Pieter Brueghel.
A conversa, moderada por Manuel Alberto Valente, juntou, esta quinta-feira, no Cine-Teatro Garrett, os autores Ivo Machado, João Luís Barreto Guimarães, Margarida Ferra, Patrícia Portela e Ariana Harwickz.
Apesar de confessar não ser um amante da pintura de Pieter Brueghel, Ivo Machado sublinhou a atualidade da obra que deu nome à mesa de debate, pois “continuamos todos vivendo em torres, e tantas vezes construídas por nós próprios”. Para o autor, a Humanidade continua, a cada dia, a almejar uma Babel, como forma de “ultrapassar o desconhecido” e na esperança que o presente alcance “uma outra Babel, quem sabe mais desafiadora, sólida e bem conseguida”.
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Retirado do Facebook | Mural “Leio & Aprendo”
Clarice Lispector nasceu em 10 de dezembro de 1920, na Ucrânia, em uma família judia que fugia da persegu¡ção aos judeus durante a Guerra Civil Russa. Seu nome de nascimento era Haia Pinkhasovna Lispector. Em 1922, seus pais emigraram para o Brasil, estabelecendo-se primeiro em Maceió e depois no Recife.
A infância de Clarice foi marcada por dificuldades financeiras e pela d0ença de sua mãe, vít¡ma de síf¡lis. A família acreditava que, ao se mudar para um país de clima mais quente, a saúde dela melhoraria. Contudo, sua mãe partiu para a eternidade quando Clarice tinha cerca de nove anos.
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