JOSÉ PACHECO PEREIRA | “Eles” (os funcionários públicos) são uma parte de “nós”

“A razão pela qual o povo português parece ser mais “paciente” resulta muito simplesmente de que muitos têm medo de perder ainda mais do que o que já estão a perder. E como o discurso da divisão deixa cada um sozinho na sua fábrica, na sua escola, na sua repartição, o medo ainda é eficaz. Mas o medo é destrutivo da sociedade e da democracia, e dá saída apenas para o desespero, o momento em que as pessoas percebem que já não há mais a perder. E nessa altura o seu desespero não se verá apenas em manifestações da CGTP ou dos “indignados”.

Uma das razões por que prefiro mesmo o desconhecido e o arriscado à situação presente, como sejam eleições antecipadas sem grandes expectativas, é que prefiro um tumulto que abra espaço político a uma situação nova, à continuidade de uma governação que é uma forma muito pior de tumulto, é a destruição de um país em que a condição de ser português não significa nada, porque já não existem laços comunitários em que nos reconheçamos.”

One thought on “JOSÉ PACHECO PEREIRA | “Eles” (os funcionários públicos) são uma parte de “nós”

  1. REVOLTEMO-NOS!
    A destruição sistemática da nossa indústria, agricultura e pescas tornou Portugal num país idêntico aos países do terceiro mundo. Comparado com alguns desses países ainda estamos muito pior. O desemprego crescente e a perda de quase todas as regalias (algumas delas já vinham do tempo do fascismo) também está a destruir completamente o nosso comércio. Apesar do ordenado mínimo ser á volta dos 500 euros temos milhares de pessoas a trabalharem por menos de 300 euros. O direito á saúde é um luxo hoje. Quem não tiver posses e estiver doente o mais certo é morrer de doença. A corrupção endémica e o mau aproveitamento dos biliões vindos de Bruxelas provocou o subdesenvolvimento do país, lançando a maior parte da população para a miséria, tirando a esperança de um futuro melhor aos mais jovens e criou um desespero enorme nos mais velhos. Não termos indústria e agricultura faz com que não necessitemos de técnicos e como tal não necessitemos de escolas. Como tal a educação está num caos criando uma ignorância enorme nas camadas mais jovens. Mas a falta de indústria e agricultura também provocou a destruição da classe operária e dos assalariados rurais. Como tal perdemos quase na totalidade as únicas pessoas com consciência de classe e capazes de provocar uma transformação efectiva deste estado de coisas. Hoje somos praticamente um país de criados. Para onde quer que nos viremos só vemos empregadas(os) de limpeza, seguranças, empregados de hotelaria, professores (que também estão em vias de extinção), empregados bancários, funcionários públicos (que cada vez são menos) e muito pouco pessoas produtoras de riqueza. As pessoas que me referi acima são trabalhadoras sem dúvida. E algumas até trabalham que se fartam e num regime de semi escravidão. Mas não produzem riqueza. Os únicos daqueles que acima me referi que produzem riqueza são os professores. Mas é uma riqueza que é para desperdiçar pois os jovens que saem das universidades na maior parte dos casos vão para o desemprego ou trabalhar muito abaixo das suas qualificações. As poucas escolas como o IST e algumas escolas técnicas produzem jovens altamente qualificados, com futuro. Mas não no nosso país.
    Hoje Portugal é um país onde meia dúzia de famílias são detentoras da quase totalidade da riqueza nacional e a grande maioria da população vive no limiar da miséria. Estamos económica e socialmente muito pior do que no tempo do fascismo. Como dizia ontem um colega meu, naquela altura eramos pobres mas não tínhamos grandes preocupações. Havia sempre que comer, mesmo que fosse pouco e havia trabalho. Hoje há fome e não há esperança. As pessoas hoje não vivem. Sobrevivem.
    Não podemos ter esperança e fé nos partidos e nos políticos. Eles já mostraram que não passam de uma máfia terrível tendo institucionalizado o crime. A justiça está ao serviço dos grandes criminosos e não ao serviço da população e da sociedade. Os juízes são corruptos, os advogados são um bando de ladrões, a polícia tem elementos envolvidos em todo o tipo de crimes, estando também ao serviço dos grandes interesses económicos e como tal não há justiça em Portugal.
    Das duas uma; ou nos conformamos e dizemos que não há nada a fazer caminhando assim para o abismo que levará á destruição do nosso povo e do nosso país ou nos revoltamos e lutamos até á morte se necessário para acabar com este estado de coisas, dar um futuro ao nosso país e aos nossos filhos. A nossa revolta não pode ser pacífica. Tem de ser violenta. Temos de pegar em armas pois eles tem a polícia e o exército que há muito deixaram de defender Portugal e os portugueses. Temos de os derrubar e dos exterminar. E depois construir tudo de novo. Construir uma sociedade onde se dê valor a quem trabalha e toda a gente possa ter uma vida digna. Uma sociedade auto suficiente que não esteja debaixo dos interesses estrangeiros. Temos riquezas e temos pessoas para isso. Mas isso só é possível com gente que saiba o que é trabalhar no duro e não com os criminosos que se dizem políticos e nos têm andado a roubar.

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