13 de abril: Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima convidam para XIX Jornada de Espiritualidade Reparadora | «A Eucaristia na Vida e Obra do Padre Formigão: Lugar de Beleza e Comunhão»

A Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima convida para a XIX Jornada de Espiritualidade Reparadora, a 13 de abril, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.

Com entradas livres e início às 10h00, a 19ª Jornada terá como tema «A Eucaristia na Vida e Obra do Padre Formigão: Lugar de Beleza e Comunhão».

O sacerdote jesuíta Dário Pedroso apresentará a primeira conferência, sobre o tema «Padre Manuel Nunes Formigão e o Tesouro da Eucaristia».

De seguida, o teólogo e investigador Pedro Valinho Gomes apresentará a conferência «A Presença Sacramental. Notas para uma Ética Eucarística, em diálogo com o Padre Formigão».

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Hail Mary, 1891 by Paul Gauguin

Gauguin described the picture in a letter of March, 1892:

An angel with yellow wings points out to two Tahitian women Mary and Jesus, also Tahitians. Nudes dressed in pareos, a kind of flowered cotton cloth which is worn as one likes around the waist. The background [is] of very somber mountains and trees in flower. A dark purple road and green foreground; to the left some bananas. I am rather pleased with it.”

António Damásio, “A Estranha Ordem das Coisas. A Vida, os Sentimentos e as Culturas Humanas”, Temas e Debates, 2017 | in A VIDA BREVE

O neurocientista luso-norte-americano António Damásio nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1944.

“ ____ No entanto, para considerar os nossos dias como sendo os melhores de sempre seria preciso que estivéssemos muito distraídos, já para não dizer indiferentes ao drama dos restantes seres humanos que vivem na miséria. Embora a literacia científica e técnica nunca tenha estado tão desenvolvida, o público dedica muito pouco tempo à leitura de romances ou de poesia, que continuam a ser a forma mais garantida e recompensadora de penetrar na comédia ou no drama da existência, e de ter oportunidade de refletir sobre aquilo que somos ou que podemos vir a ser. Ao que parece, não há tempo a perder com a questão pouco lucrativa de, pura e simplesmente, “ser”. Parte das sociedades que celebram a ciência e a tecnologia modernas, e que mais lucram com elas, parece estar numa situação de bancarrota “espiritual”, tanto no sentido secular como religioso do termo.

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QUE OS DEUSES SE AMERCEIEM! | por José Gabriel, in facebook.

Os líderes políticos europeus são, por estes tempos, de uma mediocridade confrangedora e de uma inconsciência perigosa. Gente sinuosa, inculta, sem autonomia nem integridade. Não exceptuo ninguém, embora, pelo peso das suas funções e a dimensão dos seus países, alguns se tornem particularmente desprezíveis na sua perigosidade. Eles e elas, que talvez os únicos tiros que tenham ouvido tenham sido numa coutada de um padrinho ou patrocinador, falam em guerras e guerrinhas como se estivessem a brincar aos soldadinhos de chumbo nos seus quartos de brinquedos. Alguns deles, poderiam ter um diagnóstico da beira da psicopatia. Outros são tíbios, alguns simplesmente malucos. Dizia-me, há muitos anos, um ilustre amigo e psiquiatra, que as patologias mentais, na realidade, só tinham três tipos: o tontos, os malucos e os maluquinhos – em grau ascendente de gravidade. Só aos primeiros dois grupos se pode fazer alguma coisa. Mas é preciso que se tratem. Porém, o meu amigo não previa que os “normais” os elegessem – e prometem não ficar por aqui. Estranhareis que aborde o tema deste ponto de vista, ainda por cima de um modo tão básico. Olho os livros que se amontoam ali nas estantes, os mestres que nos podem ajudar a pensar e a agir. 

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Em 3 de Abril de 1862, Victor Hugo, escritor francês, publica ‘Os Miseráveis’ | por MAX ALTMAN in OPERA MUNDI

Imenso sucesso popular na época, obra explora a filosofia política do autor ao abordar a cooperação – e não luta – de classes.

Em 3 de abril de 1862, durante exílio na ilha de Guernsey, Victor Hugo (1802-1885) publicou o livro Os Miseráveis, uma verdadeira epopeia popular que imortalizaria personagens como Jean Valjean, presidiário em liberdade condicional. O pano de fundo é a história recente de então, a partir da batalha de Waterloo até a insurreição republicana de 1832.

Filho de um general do Império constantemente ausente, Victor Hugo foi criado basicamente por sua mãe. Aluno ainda do Liceu Louis Le Grand, tornou-se conhecido ao publicar a sua primeira coletânea de poemas Odes, recebendo uma pensão de Luís XVIII.

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Olof Palme | Wikipédia | Social-Democracia

Olof Palme – tornou-se conhecido como um dos maiores exemplos da Social-Democracia Escandinava, tendo levado mais longe que qualquer outro político a ideia de conciliar uma economia de mercado com um estado social. Durante o seu governo, a Suécia gozou de uma forte economia e dos níveis de assistência social mais elevados no mundo.

Dizia-se que Palme teve um impacto profundo nas emoções das pessoas; era muito popular entre a esquerda, mas duramente detestado pela maioria dos liberais e conservadores. Isso deveu-se, em parte, às suas atividades internacionais, especialmente aquelas direcionadas contra a política externa dos Estados Unidos e da União Soviética, e em parte ao seu estilo de debate agressivo e franco.

Estado-social

Sob o mandato de Palme, assuntos relacionados com cuidados infantis, sistema de saúde público, segurança social, protecção da segurança dos idosos, acidente, e problemas habitacionais receberam atenção especial.

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Banking dynasty member Lord Jacob Rothschild dies aged 87 | by Sarah Hooper Feb 26, 2024, in metro.co.uk

Lord Jacob Rothschild, one of the richest men in the banking world, has died at the age of 87, his family has announced.

The British banking giant started his career in the family bank, NM Rothschild & Sons, in 1963, before accruing a fortune of around £825 million in his career spanning decades.

Lord Rothschild’s family give away a reported £66 million to Jewish causes, education and art.

In a statement, the family said: ‘Our father Jacob was a towering presence in many people’s lives, a superbly accomplished financier, a champion of the arts and culture, a devoted public servant, a passionate supporter of charitable causes in Israel and Jewish culture, a keen environmentalist and much-loved friend, father and grandfather.

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Liberdade de escolha, razão e demagogia Carlos Matos Gomes

A liberdade de escolha constituiu o elemento a partir do qual os debates tradicionais sobre a liberdade e a necessidade começaram na Grécia há mais de dois mil e quinhentos anos. O problema da liberdade de escolha reside na contradição resultante do facto de podermos decidir contra o bem essencial, transformando a liberdade em servidão. Isso acontece porque a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos à servidão. E esse é o projeto das “democracias iliberais”, ou formais que nos está a ser proposto como paradigma da democracia. Votais! — o resto está por conta de outrem, de nós, os vossos representantes. Este tipo de “democracia” é o meio ideal de criação e desenvolvimento dos demagogos e da demagogia. Dos abutres da liberdade, dos que comem o interior dos corpos, os órgãos vitais que garantem a liberdade e deixam o esqueleto, que continuam a designar por democracia. Não é, como o cavername de um barco não é um barco e não navega.

O que está a ser imposto como “democracia” é a apropriação do direito de voto por uma elite.

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Rumo ao quinto centenário de Camões | A Velha do Restelo | Frederico Lourenço

O Velho do Restelo – lamento chocar-vos – talvez não seja um homem. Poderá ser uma mulher. Estaríamos a falar, no fundo, da Velha do Restelo.

Por incrível que pareça, foi na jesuítica revista «Brotéria» que se deu o primeiro passo que levaria, ulteriormente, ao desvendamento da identidade escondida do Velho do Restelo, concretamente no número que saiu em Novembro de 1980. 

Nesse volume da revista, o Dr. Joaquim Carvalho publicava um artigo sobre Os Lusíadas em que argumentava o conhecimento, por parte de Camões, do poema «Argonáutica», escrito por Apolónio de Rodes no século III antes da era cristã. 

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Ópera La Wally de Alfredo Catalani com legendas em português

La Wally é uma ópera em quatro atos do compositor italiano Alfredo Catalani, com libreto de Luigi Illica. A primeira récita ocorreu no Teatro alla Scala de Milão, em 20 de janeiro de 1892. O libreto baseou-se na bem sucedida peça de teatro Die Geier-Wally, Eine Geschichte aus den Tyroler Alpen (literalmente “O abutre-Wally – uma história dos Alpes tiroleses”), de Wilhelmine von Hillern (1836-1916). O drama tem lugar numa aldeia do Tirol, onde a heroína se recusa a aceitar o casamento arranjado por seu pai. A ópera ficou conhecida pela famosa ária Ebben? Ne andrò lontana (Ato I), cantada por Wally quando decide deixar definitivamente a sua família. Catalani já tinha composto essa ária em 1878, com o título Chanson Groënlandaise, e decidiu posteriormente incorporá-la à ópera. Ebben?… foi utilizada com grande proeminência no filme de Jean-Jacques Beineix, A Diva e os Gangsters, de 1981. Esta ópera contém também uma das mais memoráveis cenas de suicídio operáticos – quando a heroína se atira para uma avalanche em curso.

“Portugal e o Futuro” | Autor: João Céu e Silva Apresentação de Francisco Seixas da Costa em 15 de Fevereiro de 2024

(Apresentação do livro “O general que começou o 25 de Abril dois meses antes dos capitães”, de João Céu e Silva, ed. Contraponto, em 15 de fevereiro de 2024)

Começo por agradecer ao João Céu e Silva o convite que me fez para intervir na apresentação deste seu novo livro. Uma palavra de gratidão é também devida a Susana Santos, nossa anfitriã, e a Rui Couceiro, editor do livro.

Decidi colocar por escrito parte do que vou dizer, para ser mais sintético e poupar o vosso tempo.

Devo confessar que achei estranho quando recebi o contacto do João Céu e Silva. Não nos conhecíamos, não sou historiador, nem conheci pessoalmente António de Spínola. A verdade é que eu era oficial miliciano ao tempo do 25 de Abril e que andei envolvido em algumas “guerras” desse tempo. Mas fui um ator secundário, às vezes um mero figurante, mas sempre, assumo, um curioso “voyeur” de tudo aquilo.

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SPINOZA, LEITOR DE MAQUIAVEL | por Marcos Bazmandegan, in Facebook

Em termos políticos e não só, Spinoza foi um leitor atento de Maquiavel e Hobbes. Contudo, era para Maquiavel que a sua admiração se voltava. Chamando-o de “agudíssimo” e “prudentíssimo” em seu Tratado Político, última obra da sua vida que não pôde completar. A visão política de Maquiavel não se fundava numa visão utópica da natureza humana, mas na realidade do que ela é, com as suas paixões e ambições, forças e fraquezas. Uma política realista deveria ser feita em função dessa perspetiva de humanidade e não daquelas idealizadas por Platão, Aristóteles e pelos moralistas posteriores.

De certo modo, Spinoza transferiu essa mesma noção, não só para a sua política, mas também para a sua metafísica. Ou melhor, construiu uma metafísica que fundamentasse essa visão política totalmente realista e atenta ao ser humano real e não imaginário. 

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Gouveia e Melo considera que protestos de rua dos militares “são inadmissíveis” | in SIC Notícias

Para o almirante, “as manifestações de rua [de militares], ou outro género de manifestações, criam instabilidade” e “não devem ser feitas nem permitidas, porque os militares são o último refúgio da estabilidade do país”.

Em entrevista à Renascença, o almirante Gouveia e Melo, falou sobre a possibilidade de eventuais protestos de rua por parte dos militares, caso o Governo aumente os subsídios de risco da PSP e da GNR e se esqueça das Forças Armadas.

Nestas declarações, Gouveia e Melo deixou ainda claro que se opõe a esse tipo de ações e considera que estas são “contra o próprio regime democrático”.

Sobre a justiça, ou não, da reivindicação dos militares, independente da existência de protestos, Gouveia e Melo frisou que “as reivindicações que os militares tenham, ou deixem de ter, são tratadas através do nível hierárquico, nos fóruns apropriados que a democracia tem”.

Confrontado com a pergunta se será este um sinal de radicalização, ou de populismo, no interior das Forças Armadas, o almirante preferiu não responder.

“Isso eu já não quero comentar”, referiu Gouveia e Melo acrescentando “o que quero lhe dizer é que as Forças Armadas são o último esteio da Nação. Como tal, não devem fazer nenhuma ação que comprometa não só a democracia como a estabilidade do país. E, portanto, nós – militares – não devemos ir para a rua…não faz parte da nossa missão, da nossa ética e da forma como nos devemos comportar em democracia”.

«Do 25 de Abril de 1974 ao 25 de Novembro de 1975»: Irene Flunser Pimentel analisa autonomia do campo político português no período entre os dois “25”

«Devido a um acidente e a doença, António de Oliveira Salazar foi substituído, na presidência do Conselho de Ministros, por Marcello Caetano, por decisão do presidente da República, almirante Américo Tomás, em 27 de setembro de 1968. Após convocar uma reunião do Conselho de Estado, o presidente anunciou que, “atormentado” por “sentimentos afetivos de gratidão”, decidira exonerar Salazar e nomear Marcello Caetano. Salazar manteve no papel todos os poderes e honras, com direito de permanecer na própria casa oficial do presidente do Conselho, constando que ninguém se atreveu a dizer-lhe que já não dirigia o país.»

Assim principia, em setembro de 1968, e a poucos anos do golpe de Estado que nos abriria as portas para a democracia e possibilitaria a criação do Estado social, a liberdade de associação, pensamento, ação e mobilidade social, Do 25 de Abril de 1974 ao 25 de Novembro de 1975 – Episódios menos conhecidos – documento de leitura obrigatória em que Irene Flunser Pimentel revisita as principais instituições de poder erguidas quer entre os militares, quer entre os principais partidos políticos portugueses, durante o processo que se desenvolveu entre os anos finais da ditadura e o 25 de Novembro de 1975.

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Portugal é uma Ilha? | Carlos Matos Gomes

Não abordar a questão da dependência de Portugal do estado do Mundo é fazer dos portugueses prisioneiros cegos. A melhor apreciação dos que criam este silêncio é o de ignorantes. A outra é a de manipuladores que utilizam a ignorância do seu público para lhes venderem ilusões.

Portugal é uma Ilha? Quem ouvir os jornalistas que interrogam os políticos em campanha e o enxame de comentadores que esvoaçam sobre eles como moscas varejeiras só pode concluir que sim. E mais, uma ilha fora do tempo e do espaço, por onde não passam correntes marítimas nem anticiclones. Um território no meio do nada.

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5. Learn English Through Stories Level 1 ⭐| Sherlock Holmes | English Listening Skills

📚 Welcome to “Learn English Through Stories Level 1”! In this session, we dive into the classic tale of Sherlock Holmes: The Dying Detective. 🕵️‍♂️ Enhance your English listening skills with this gripping story while expanding your vocabulary and comprehension.

Do filme, As Vinhas da Ira de JOHN STEINBECK

«Não sei para onde vou mãe (…) Andarei por aí no escuro, estarei em toda a parte. Para onde quer que olhem.

Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um policia a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem.

Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar.

E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem, também lá estarei.»

Fulvio De Marinis, 1971 | Pintura in Facebook, Arte Literatura e Pintura

Nacido en Nápoles, se graduó en el Instituto de Arte y asistió a la Academia de las Artes de Nápoles. De Marinis es un pintor que hunde sus raices en la pintura clásica, pero sus obras son extremadamente actuales, a través de la representación de lugares, colores y costumbres de nuestros días.

WILLY BRANDT | Biografia | Wikipédia | Social-Democracia

Willy Brandt (Lübeck18 de dezembro de 1913 — Unkel8 de outubro de 1992) foi um político social-democrata alemão.[1]

Entre 1957 e 1966 foi prefeito de Berlim, entre 1966 e 1969 foi ministro dos assuntos exteriores e vice-chanceler e entre 1969 e 1974 foi chanceler da República Federal da Alemanha.[2] Pela sua Ostpolitik, cujo objectivo eram o relaxamento e equilíbrio com as ditaduras do Bloco do Leste, foi-lhe atribuído o Nobel da Paz no dia 10 de dezembro de 1971. Demitiu-se, em 1974, devido ao escândalo da descoberta de um espião alemão-oriental no seu gabinete.[1]

Juventude

Willy Brandt nasceu como Herbert Ernst Karl Frahm, filho natural de John Möller e de Martha Frahm. Nunca conheceu seu pai, e foi educado pela mãe e pelo avô materno.

Entre 1941 e 1948, Brandt foi casado com Carlotta Thorkildsen, com quem teve uma filha (Ninja Frahm, 1940). Após a separação, ainda em 1948, casou-se com Rut Bergaust. Este relacionamento resultou em três filhos, Peter (1948), Lars (1951) e Matthias (1961). Depois de terem permanecido durante 32 anos casados, Rut e Willy separaram-se em 1980. No dia 9 de Dezembro de 1983 Brandt casou-se com a historiadora e relações-públicas Brigitte Seebacher.

Willy Brandt ingressou na juventude socialista em 1929, e, um anos depois, no SPD. Em 1931 mudou para o Partido Trabalhador Socialista (SAP), uma formação socialista-esquerdista.

Em 1932 acabou a sua educação secundária no Johanneum zu Lübeck. Após a ascensão ao poder de Hitler em 1933, o SAP foi proibido, continuando, no entanto, a existir clandestinamente. Willy Brandt recebeu a ordem de estabelecer uma célula do partido em Oslo e emigrou então para a Noruega.

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Dito e escrito em 12.05.2016, por José Pacheco Pereira, in Abrupto | Nota: subscreveria com convicção este texto – Vítor Coelho da Silva, em 18-02-2024

SURPRESA!

Desenganem-se que sou muito mais liberal do que socialista, mas sou sujeito a esse interessante anátema de que agora tudo o que não pertence a essa direita radical é socialista, pelo menos, quando não é esquerdista, radical, comunista, etc. Aliás, sobre o que disse no artigo que publiquei e que suscitou a fúria destes “liberais” (“Para a nossa direita radical o Papa é do MRPP”), nada é dito e percebe-se porquê: é que eles pensam mesmo que o Papa é do MRPP com aquelas histórias da “economia que mata…”

Sabem qual é a surpresa? É que no essencial continuo a pensar o mesmo e não me converti ao socialismo, a não ser à parte de socialismo que existe na social-democracia. 

http://abrupto.blogspot.com/2016/05/surpresa-desenganem-se-que-sou-muito.html

Rose Araujo: a poesia como amor à vida | por Adelto Gonçalves 

Em livro de estreia, a poeta surpreende por sua sutileza verbal em seu anseio por dias melhores

                                                             I
               Depois de participar de várias coletâneas e antologias como designer gráfica, Rose Araujo, como poeta, estreia em livro solo com Quando Vida Poesia (Curitiba, Selo Inside/Editorial Casa, 2022), obra concebida a partir de 2017, mas que tomou forma final nos anos da pandemia de coronavírus (covid-19) e traz como prefácio um ensaio do poeta Tanussi Cardoso e texto de apresentação assinado pelo escritor e revisor Ricardo Alfaya. São versos ligeiros, que, por seu lirismo e concisão, apr oximam-se do gênero haicai, modelo literário de origem nipônica que no Brasil teve como ilustres representantes Guilherme de Almeida (1890-1969), Millor Fernandes (1923-2012) e Paulo Leminski (1944-1989), entre outros.

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Das brumas da memória | José Augusto Nozes Pires | Bartolomé Esteban Murillo- Duas crianças comendo um melão e uvas, 1645-46

Em tudo que fazemos a desigualdade persiste

Talvez nalguns lugares seja menor

Mas já era assim, talvez maior,

Na minha, na tua, na nossa infância.

Deixa-me lembrar-te e não me contradigas:

Uns adormeciam em camas limpas e macias

E outros, sabe-se lá, onde calhava.

Sempre assim foi:

Para estes uma ama serviçal acolhia-os ao colo,

Nem um ralhete se ouvia ;

um quarto aquecido, palhaços e soldadinhos de chumbo.

Para aqueles (foram e são tantos!)

 uma cama de palha, uma vela de sebo acesa.

Não viste tu, mas vi eu.

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SIMPLEX ? | por João Paciência, Arquitecto

Houve um tempo em que entrar num curso de Arquitetura teria que se saber desenhar, bem, mal, assim assim …

Depois os nossos professores ensinavam a pensar e como dominar o espaço interior e a forma daí resultante, as dimensões básicas de tudo quanto um ser biológico que é o Homem necessita para nesses espaços e formas viver, ergonomia e escala, cor texturas e luz natural , opacidades e transparências, a História da Arte, as teorias de Arquitectura e a evolução dos conceitos e culturas, dos ritmos e contrastes que nos tocam a Alma, que uma boa música de fundo nos estimulava a desenvolver hipóteses de solução para os diferentes temas que nos iam sendo progressivamente colocados, aprendemos tecnologias e coisas fantásticas se foram conseguindo com as novas ferramentas tecnológicas que se foram descobrindo e aplicando em formas cada vez mais complexas e paramétricas!

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Os meus amigos da Igreja do Liberalismo, por Paulo Querido

Os meus amigos da Igreja Do Liberalismo têm um viés muito engraçado. Para eles, TODOS os avanços humanos, da economia à saúde, se devem ao virtuoso liberalismo. E citam os dados da evolução: temos menos pobres (no sentido em que há menos pessoas no mundo abaixo dos limiares de pobreza), temos melhor qualidade de vida que as gerações precedentes, há francamente uma grande evolução ao longo das décadas e séculos.

Os dados são esses. Progredimos. Muito. Em Portugal, por exemplo, os salários melhoraram bastante nos últimos 8 anos e dezenas de milhar de pessoas regressaram de debaixo do limiar de pobreza para onde tinham sido atiradas nos 6 anos anteriores por um governo, esse sim, amigo da Igreja do Liberalismo.

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A vida de Mozart (The Mozart Story) , Capítulo 1 (Série completa, ative a legenda/Subtitles)

Parte 1    • A vida de Mozart (The Mozart Story)  …   Parte 2    • A vida de Mozart (The Mozart Story) ,…   Parte 3    • A vida de Mozart (The Mozart Story) ,…  

17 DE FEVEREIRO DE 1806: NAPOLEÃO ORDENA A CONSTRUÇÃO DO ARCO DO TRIUNFO

No dia seguinte à vitória em Austerlitz, Napoleão proclamou aos seus soldados: “Levar-vos-ei de volta a França. Você só voltará para suas casas sob arcos triunfales.”

Em 18 de fevereiro de 1806, Napoleão tomou a decisão oficial de erguer um arco triunfal para a glória da Grande Armée, seguindo o exemplo da Roma antiga, que também havia passado da República para o Império. Vários locais foram então propostos, a Bastilha foi preferida por um tempo, mas Napoleão optou pela Place de l’Étoile.

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Madonna, 1894 by Edvard Munch

Originally called Loving Woman, this picture can be taken to symbolize what Munch considered the essential acts of the female life cycle: sexual intercourse, causing fertilization, procreation and death. Evidence for the first is in the picture itself, an intensified, spiritualized variation in the nude of the ‘mating’ pose, the woman depicted as though recumbent beneath her lover. The ethereal beauty of her face was said to resemble both Dagny Przybyszewska and her sister Ragnhild Backstrom. Procreation was implied by the decoration of the original frame, later discarded, on which were painted drops of semen and an embryo. That Munch associated the image with death is clear from his own comments on the picture, in which he sees it as representing the eternal cyclical process of generation and decay in nature. He continually connected love with death: for the man, because it eviscerated him, for the woman, because, following Schopenhauer, he appears to have thought her function ended with child-bearing.

https://www.edvardmunch.org/madonna.jsp

Baudelaire – Embriagai-vos! | In Poemas em Prosa

Deveis andar constantemente embriagados. Tudo consiste nisso: eis a única questão. Para não sentirdes o fardo horrível do tempo, que vos quebra as espáduas, vergando-vos para o chão, é preciso que vos embriagueis sem descanso.

Mas, com quê? Com vinho, poesia, virtude. Como quiserdes. Mas, embriagai-vos.

E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, na verde relva de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, despertardes com a embriaguez diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntais que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio vos responderão: — É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!

— Charles Baudelaire, In Poemas em Prosa

Yellow-Red-Blue, 1925 by Wassily Kandinsky

Yellow-Red-Blue was created by Wassily Kandinsky in 1925. The primary colors on the painting feature squares, circles and triangles and there are abstract shapes mixed in with these. There are also straight and curved black lines that go through the colors and shapes. This is to help provoke deep thought in the person viewing the piece.

Yellow-Red-Blue can actually be divided in half with how different each of the sides are. The left side has rectangles, squares and straight lines in bright colors while the right side features darker colors in various abstract shapes. These two sides show different influences and are meant to create varied emotions in the viewer.

https://www.wassily-kandinsky.org/Yellow-Red-Blue.jsp

GIORDANO BRUNO (1548-1600) | in temposdecolera.blogs.sapo.pt

A 8 de Fevereiro, Giordano foi publicamente degradado e excomungado do seio da Igreja. De pés descalços, ajoelhado, com a cabeça inclinada para o chão, ele ouviu, perante a assembleia solene dos cardeais, inquisidores e teólogos, presidida pelo papa e pelo governador de Roma, o veredicto há tanto tempo esperado. Seria queimado vivo, no Campo dei Fiori, oito dias mais tarde.

Erguendo-se em desafio, no fim da sentença, gritou alto e forte: «Vós que pronunciais essa sentença, estareis porventura mais assustados do que eu que a cumprirei.»

Uma última vez, era-lhe dado a exprimir a noção de reviravolta, que invertia os papéis. Gelou o sangue nas veias dos acusadores. Como Acteon, ao surpreender a divindade, já não tinha de procurá-la fora de si próprio.

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CONVITE | Sessões de lançamento de «A Vida na Selva», de Álvaro Laborinho Lúcio

A chegada de A Vida na Selva, o novo livro de Álvaro Laborinho Lúcio, às livrarias é assinalada com sessões de lançamento em Lisboa, no Porto e em Coimbra, com apresentação de Fernando AlvesCarlos Magno e Carlos Fiolhais, respetivamente, depois de uma primeira sessão no âmbito do festival Correntes d’Escritas, a 24 de fevereiro, às 12h30, na Póvoa de Varzim. Assim sendo, a Quetzal Editores têm o prazer de a/o convidar para as sessões que terão lugar na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, no Tribunal da Relação do Porto, e na Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, em sessões que decorrem a 28 de fevereiro, 5 e 7 de março

A Vida na Selva é uma viagem às memórias e histórias do autor, que se confundem entre lembranças de infância e palestras proferidas já como escritor, depois de uma carreira como magistrado, político e homem desde sempre ligado ao mundo da justiça. «Este é o produto de uma memória propositadamente não elaborada, sem trabalho de reconstituição, escorrendo em palavras a partir de uma mistura de lembranças e de esquecimentos, desprendida do rigor das provas, alheada dos documentos, dispensada de breves desígnios de certeza como fundamento de uma verdade que se quer ver reconhecida», escreve Álvaro Laborinho Lúcio, com a sensibilidade, sentido de humor e inteligência a que já nos habituou.

  

“A Desobediente – Biografia de Maria Teresa Horta”, de Patrícia Reis. Uma vida inteira à beira do abismo

Patrícia Reis apresenta o seu mais recente trabalho literário, “A Desobediente – Biografia de Maria Teresa Horta”, a ser lançado pela Contraponto no próximo dia 7 de março. Este é o sexto volume da coleção de Biografias de Grandes Figuras da Cultura Contemporânea e o primeiro que envolve diretamente, por meio de entrevistas, a própria personalidade biografada. O livro inclui revelações importantes sobre a vida e obra de uma das figuras mais proeminentes da literatura nacional.

Mais do que uma narrativa biográfica, esta obra é uma conversa íntima, em vários momentos sussurrada ao ouvido, com uma mulher, poetisa, mãe, ativista política e uma das vozes mais influentes e inquebrantáveis de Portugal. Maria Teresa Horta, desde tenra idade, enfrentou as vicissitudes da vida com intrepidez, sobrevivendo não apenas às adversidades pessoais, mas erguendo-se também como uma fervorosa defensora dos direitos das mulheres e uma figura proeminente na cena política nacional.

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NATUREZA E PODER: GIORDANO BRUNO E SPINOZA |  de Saverio Ansaldi

Existe sem dúvida entre Giordano Bruno e Spinoza uma “afinidade eletiva” que vai além de qualquer tentativa de estabelecer uma filiação filológica ou uma derivação textual entre os dois autores. Com efeito, independentemente de uma certa “convergência” biográfica (perseguição por parte de autoridades políticas e religiosas, exílio, reputação sulfurosa dos escritos), Giordano Bruno e Spinoza partilham questões filosóficas e questões de grande importância conceptual.

Com efeito, para além de uma hermenêutica de origem idealista e historicista que pretende sublinhar uma forte homogeneidade conceptual entre Giordano Bruno e Spinoza, parece-nos que estes dois autores procuram responder à mesma e extremamente precisa questão: quais são as consequências antropológicas da infinitização da natureza? Esta questão é, por assim dizer, imanente aos temas e tensões que regem as suas respectivas filosofias e ao mesmo tempo está implícita nos conteúdos e debates que caracterizam a cultura filosófica do seu tempo.

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A extrema-direita faz parte do sistema — não se assustem! | por Carlos Matos Gomes

As campanhas eleitorais que se estão a desenvolver em vários países europeus têm um tema central que as máquinas de propaganda se encarregam de dramatizar até ao limite, a bem das audiências e do entorpecimento dos cidadãos em geral: a extrema-direita entra nas contas para os governos ditos democráticos e é um perigo para a democracia ou não?

A questão lembra-me as sessões de luta-livre americana, em que há sempre um vilão e os resultados estão decididos à partida. Todos, os lutadores, o árbitro e os empresários, os locutores e comentadores, os treinadores fazem parte do espetáculo. Os jogos que as televisões portuguesas têm apresentado em direto são programas de entretenimento e adormecimento: fazem de conta que existe um mau da fita e que este coloca em perigo a liberdade de decisão dos cidadãos e a sua intervenção nas decisões tomadas em seu nome. O mau da fita representa o seu papel de arruaceiro e o público assobia, ou aplaude.

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Poema | Maria Isabel Fidalgo

Louvo sempre o mais que tenha

que foi a sorte a ajudar

e não ligo a quem desdenha

que quem fala quer comprar

Acredito no que vejo

para poder não gostar

mas descreio do desejo

que morre de esperar

E louvo a minha  riqueza

por ter mais que o necessário

e  abomino a avareza

de quem não é solidário

Creio na leal amizade

quando dela eu preciso

e como é doce a bondade

que vem dentro de um sorriso

E louvo quem nada espera

mas em mim sempre acredita

como  um sol de primavera

quando a vida ressuscita.

A MULHER ATENIENSE | In Presente de Grego

A discussão do papel da mulher na sociedade não é atual. 

É antiga e presente no pensamento ocidental desde a Antiguidade. 

Na Grécia, Sócrates, Tucídides e Plutarco nos ajudam a elaborar um breve quadro que compõe o significado da mulher em Atenas.

1. Dentro de casa: 

Sua autoridade doméstica era plena. 

Era a principal responsável pela distribuição das tarefas aos escravos, zelava pela educação da prole, cuidava do preparo e conservação dos alimentos, estava atenta ao vestuário e à saúde dos membros da família. 

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MIGUEL TORGA | DO DIÁRIO – Uma História Triste

Uma história triste agrada sempre. No seu sentido mais profundo, a vida é bela e alegre. Todos nós tivemos já a experiência disso milhares de vezes. Provas sobre provas de que não há primavera sem flores, nem outono sem frutos. Mas, apegados como estamos à aparência de tudo, esquecemos a voz do profundo, e ouvimos deliciados o som da superfície. Temos o vício da tristeza.
Diário (1946)

Retirado do Facebook | Mural de Maria José Diegues

Les Misérables (2012) – I Dreamed A Dream Scene (1/10) | Anne Hathaway é divina !!!

Les Misérables – I Dreamed A Dream: Fantine (Anne Hathaway) sings of her past and the horror of her current desperation.

After 19 years as a prisoner, Jean Valjean (Hugh Jackman) is freed by Javert (Russell Crowe), the officer in charge of the prison workforce. Valjean promptly breaks parole but later uses money from stolen silver to reinvent himself as a mayor and factory owner. Javert vows to bring Valjean back to prison. Eight years later, Valjean becomes the guardian of a child named Cosette after her mother’s (Anne Hathaway) death, but Javert’s relentless pursuit means that peace will be a long time coming.