Capitão de Abril, Capitão de Novembro, Rodrigo Sousa e Castro

Dos pecados mortais de Spínola às armas em boas mãos de Otelo

COMO JAIME NEVES NÃO QUIS SER NOVAMENTE HERÓI. OS «PECADOS MORTAIS» DE SPÍNOLA. OTELO PÕE AS ARMAS EM «BOAS MÃOS».

O coronel Sousa e Castro foi um dos mais destacados protagonistas do ciclo de mudanças políticas, militares e sociais que Portugal viveu entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Neste livro, Rodrigo Sousa e Castro faz o relato de um dos períodos mais turbulentos do século XX português.

Percorremos com o autor os bastidores da história. Como ele somos espectadores privilegiados e emocionados da preparação do 25 de Abril, do plano de batalha que os capitães traçaram e da explosão pós-revolucionária que se lhe seguiu.

Sousa e Castro mostra-nos sobretudo a face oculta da história. O verdadeiro teatro que foi o Verão Quente de 75, a contagem de espingardas que precedeu o 25 de Novembro, e o definitivo estabelecimento da democracia que nesse dia Portugal ganhou.

No «quem é quem» e no «quem fez o quê» da história, Rodrigo Sousa e Castro revela-nos muitas surpresas e estilhaça alguns mitos.

« […] é curioso ver como Rodrigo de Sousa Castro chegou a 1974, como descreve o 16 de Março, o 25 de Abril e o 25 de Novembro, como critica Spínola ou Otelo, como faz sobressair Vasco Lourenço, Melo Antunes e Eanes, como conta a sua experiência de conselheiro da Revolução.» | do prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa

Publicado pela primeira vez no blog em  23 de abril de 2018 às 07:11 

País de Abril, de Manuel Alegre

País de AbrilNeste livro, País de Abril – Uma Antologia, estão reunidos os poemas de Manuel Alegre que previram e anunciaram a Revolução de Abril. Poemas que falam de Abril antes de Abril e de Maio antes de Maio.

Em O Canto e as Armas, escrito em 1967, há aqueles quatro versos de «Poemarma» que, decerto, anunciam o primeiro comunicado da Revolução:

Que o poema seja microfone e fale 
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.

Nas livrarias a 25 de Março ( publicado pela 1ª vez no blog em 20-03-2014 )

Portugal em Paris | Manuel Alegre

Solitário
por entre a gente eu vi o meu país.
Era um perfil
de sal
e abril.
Era um puro país azul e proletário.
Anónimo passava. E era Portugal
que passava por entre a gente e solitário
nas ruas de Paris.

Vi minha pátria derramada
na Gare de Austerlitz. Eram cestos
e cestos pelo chão. Pedaços
do meu país.
Restos.
Braços.
Minha pátria sem nada
sem nada
despejada nas ruas de Paris.

E o trigo?
E o mar?
Foi a terra que não te quis
ou alguém que roubou as flores de abril?
Solitário por entre a gente caminhei contigo
os olhos longe como o trigo e o mar.
Éramos cem duzentos mil?
E caminhávamos. Braços e mãos para alugar
meu Portugal nas ruas de Paris.

Manuel Alegre | 04-08-2023 (1ª publicação no blog)

Manuel Alegre, in Sete Sonetos e Um Quarto

nú
 
Nos teus olhos alguém anda no mar
alguém se afoga e grita por socorro
e és tu que vais ao fundo devagar
enquanto sobre ti eu quase morro.
                                                           

E de repente voltas do abismo
e nos teus olhos há um choro riso
teu corpo agora é lava e fogo e sismo
de certo modo já não sou preciso.

Na tua pele toda a terra treme
alguém fala com Deus alguém flutua
há um corpo a navegar e um anjo ao leme.

Das tuas coxas pode ver-se a Lua
contigo o mar ondula e o vento geme
e há um espírito a nascer de seres tão nua.

Manuel Alegre, in Sete Sonetos e Um Quarto
 

JEFFREY SACHS FULL INTERVIEW ABOUT U.S DOWNFALL AND THE RISE OF CHINA AND RUSSIA ?

18-03-2024 | Jeffrey David Sachs (/sæks/; born November 5, 1954) is an American economist, academic and public policy analyst. He is the former director of The Earth Institute at Columbia University. He is known as one of the world’s leading experts on economic development and the fight against poverty. Detroit, Michigan, U.S.

28-03-2014 | Helmut Schmidt juge “totalement compréhensible” l’action de Poutine en Crimée

L’ancien chancelier allemand Helmut Schmidt a déclaré mercredi qu’il comprend le comportement du président russe Vladimir Poutine dans la péninsule de Crimée.

Dans un entretien avec l’hebdomadaire allemand Die Zeit, Schmidt a qualifié de « totalement compréhensible » la signature de Poutine sur l’annexion de la Crimée à la Russie.

Il a en outre dit qu’ « il doute du fait que cette annexion soit une violation du droit international », comme le disent les Occidentaux.

Il a expliqué que « le droit international a été violé à maintes reprises, dont récemment l’intervention occidentale dans la guerre civile en Libye ».

Pour ce qui est de l’histoire de la Crimée, il a rappelé que « jusqu’au dans les années 90,  l’Occident n’avait aucun doute que la Crimée et l’Ukraine faisaient tous les deux partie de la Russie. Même les historiens ne sont pas tous d’accord sur le fait qu’il y ait une nation ukrainienne ».

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