Da experiência nas esplanadas | Inês Salvador in Facebook

InesAcredito pouco na qualidade do silêncio. Quem não diz nada é porque não tem nada para dizer. É ver o desembaraço a falar dos sapatos da zara e das almofadas do ikea, do Benfica e da cor do carro. Sobre política, religião e sexo não se fala, porque disso não se fala. Está tudo dito. Nos Estados Unidos é tudo bom, a religião islâmica é toda má e só não vimos de Paris no bico de uma cegonha, porque as pessoas agora já fazem o que querem. Mas das pessoas também não se fala, não vá isso descambar para a política, religião ou sexo. Dos outros é que já se fala com o mesmo desembaraço com que se fala das almofadas do ikea, “essa gaja anda desaparecida, deve andar metida com algum”. E nisto continuam todos de acordo. Sobre o que suscite opinião diversa é que não se fala. Se não estiverem todos de acordo estraga-se a tarde. Este país, Portugal, é uma vergonha, só neste país é que isto acontece. “Isto” é uma abstração que serve para tudo neste Portugal que é de outros portugueses, nunca dos portugueses intervenientes na conversa. Ser português parece ter a fatalidade de uma visita de estudo da lição que não se estuda. Uma espécie de turismo conformado em que os outros é que sabem. Os outros, os políticos, que eles é que quiseram ir para lá. Os caracóis é que não estão maus. E a gaja que não atende o telefone, deve andar mesmo metida com algum. Chegam os cafés que se tomam em separado. Mulheres para um lado, homens para o outro, sentados à mesma mesa, porque a conversa tem género e fora do género não há nada para dizer.

Caiu o homem da cadeira, mas pouco.

Gente Muito Cá de Casa – por José Teófilo Duarte

Gente_muito_casa_JT“Somos as pessoas que conhecemos, os lugares que visitamos, os livros que lemos”
[Jorge Luís Borges]

MEMÓRIA DESCRITIVA | As fotografias que representam os convidados Muito cá de casa estão penduradas na Galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Resultam de um projecto proposto por mim a António Correia que, por gentileza e amizade, concordou em desenvolver. A ideia é retratar todos os participantes nas sessões, em visual depurado, de maneira a possibilitar a captação do instante decisivo. Não na concepção que referia Henry Cartier Bresson. Os convidados pousam para o fotógrafo. Foram encontrados os meios mínimos possíveis para o desenvolvimento do trabalho. O instante decisivo é procurado pela objectiva que se revela na captação do à-vontade e no olhar que a visão do fotógrafo — obtida pelo seu próprio silêncio interior — regista e revela.

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HELMUT NEWTON FOUNDATION | SEX AND LANDSCAPES | Opening 4 June 2014, 8 pm

In June 2014 the Helmut Newton Foundation celebrates its tenth year anniversary. The museum first opened its doors with the exhibitions “Us and Them” and “Sex and Landscapes”, which were selected by Helmut Newton shortly before his death. Now, ten years later, foundation president June Newton (a.k.a. Alice Springs) has chosen the same combination.

“Us and Them” is a joint exhibition and book project by Helmut and June Newton. A photographic journal of their life together, the project includes self-portraits, at times intimate, reciprocal portraits, as well as photographs of actors, artists, and other prominent figures of the times. Taken during the 1980s and 1990s at separate sittings, the photographs of the international jet set by Helmut Newton and Alice Springs are presented side-by-side in pairs.

The exhibition “Sex and Landscapes” brings together large-format landscapes and nude photographs taken in black-and-white and color between 1974 and 2001. Overclouded seascapes and breaking waves outside Monte Carlo or neo-baroque Madonna figurines in small Italian towns mingle with nudes in glamorous and provocative scenes of erotic obsession, played out by a female cast.
HELMUT NEWTON FOUNDATION
Museum of Photography
Jebensstrasse 2 / 10623 Berlin
info@helmut-newton-foundation.org
http://www.helmut-newton.com
phone +49 30 3186 4856

OPENING HOURS
Tuesday, Wednesday, Friday 10 a.m. – 6 p.m.
Thursday 10 a.m. – 8 p.m.
Saturday, Sunday 11 a.m. – 6 p.m.

ENTRANCE FEE
10 € / 5 € concessions

GUIDED TOURS
every Sunday 4 p.m.
phone +49 30 266 42 42 42
fax +49 30 266 42 22 90

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Che Guevara | Guerrilheiro Heroico (1960)

Guevara participava de um memorial às vítimas de uma explosão de barco que matara 136 pessoas, quando foi fotografado por Alberto Korda, em 5 de março de 1960. Embora a autoria seja de Korda, a foto foi imortalizada pelo artista irlandês, Jim Fitzpatrick, que criou uma estampa em monotipia baseada na foto e a colocou em domínio público. Fotografia: Alberto Korda

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http://www.revistabula.com/398-as-10-fotografias-mais-famosas-da-historia/ … (FOTOS)

Fotografias mais famosas da história | Mãe migrante (1936)

Um ícone da Grande De­pressão e uma das fotos mais famosas dos Estados Unidos. Florence Owens Thompson, 32 anos, desolada por não ter comida para alimentar os filhos. Jor­nalistas americanos passaram décadas tentando localizar a mãe e seus sete filhos. No final dos anos 1970 ela foi encontrada, não prosperara muito. Vivia em um trailer. Fotografia: Dorothea Lange

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http://www.revistabula.com/398-as-10-fotografias-mais-famosas-da-historia/ … (FONTE)

O SEU CÉREBRO É CAPAZ DE REVELAR ESTA FOTO — A CORES!

Instruções:

1) Fixe seu olhar, por 30 segundos, no ponto VERMELHO que existe no nariz da garota.

2) Depois dos 30 segundos, tire os olhos da foto e olhe para uma superfície plana e clara (uma parede nua ou o teto vazio).

3) Pisque os olhos, rapidamente (e por várias vezes), ao mesmo tempo em que olha para a parede ou tecto. Você verá a foto já revelada, a cores e em tamanho maior! (Funciona até com os daltônicos!)

giro

Michelangelo Caravaggio, “The Crowning with Thorns”

Crown of Thorns attributed to Michelangelo Merisi, Caravaggio (1602)

  • Michelangelo Merisi da Caravaggio foi um pintor italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Wikipédia

Leon Trotsky por Robert Capa

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O fotógrafo húngaro nascido em Budapeste, Robert Capa, tornou-se famoso ao fotografar Leon Trotsky durante um congresso do Partido Comunista em Copenhagem, em 1931. O fato de ser judeu obrigou Capa a deixar a Alemanha, onde ele trabalhava como fotojornalista na maior agência de fotografia da época, a “Dephot”, e mudar-se para Paris em 1932 por causa do surgimento do nazismo. Capa é reconhecido como o mais importante fotógrafo de guerra da primeira metade do século 20. Documentou a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa (em Londres, na Itália, a Batalha da Normandia em Omaha Beach – Dia D, e a libertação de Paris), a Segunda Guerra no Norte da África, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina. Morreu ali, na Guerra da Indochina, em 1954, ao pisar sobre uma mina terrestre. Robert Capa era um pseudônimo que o fotógrafo, cujo nome verdadeiro era Endre Ernő Friedmann, criou com Gerda Taro, sua primeira namorada e também fotógrafa-produtora, em 1934.

Explosão de alegria (1973)

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Fotografia feita em 17 de Março de 1973. Mostra o reencontro do Tenente-Coronel Robert L. Stirm com sua família, na base aérea de Travis, na Califórnia, três dias após ter sido libertado. Stirm tinha sido capturado pelos vietnamitas do Norte seis anos antes, em 27 de Outubro de 1967, depois do caça-bombardeiro que pilotava ter sido abatido sobre Hanói. A fotografia, batizada como “Explosao de Alegria”, comoveu os norte-americanos e venceu o Prêmio Pulitzer de 1974. Fotografia: Sal Veder

Marilyn Monroe na Pacific Coast Highway (1945)

Marilyn-Monroe

Fotografia feita em novembro de 1945 mostra Marilyn Monroe, aos 19 anos, sentada no meio da Pacific Coast Highway, Califórnia, Estados Unidos. Foi o primeiro ensaio da futura diva e atriz Marilyn Monroe. Na fotografia, Marilyn sorri para o fotógrafo André de Dienes, com que viveria um breve romance. “Conforme os minutos passavam, eu me apaixonava mais e mais por Norma Jeane [verdadeiro nome de Marilyn Monroe]”, relata André de Dienes no livro “André de Dienes, Marilyn” — publicado pela Taschen.Fotografia: André de Dienes

 

Annie Leibovitz

By Annie Leibovitz

By Annie Leibovitz

“Michael era talmente nella parte che prima di alcuni ciak sul set di ” Wall Street ” amava girovagare per Wall Street, lui diceva : assaporo la cinica e crudele legge della finanza.” …. Annie Leibovitz