Nathan Tankus has become an essential resource during these strange and scary times. My last chat with Nathan was about DOGE’s depredations at government agencies. This time I spoke with him about disruptions in financial markets.
I continue to be astonished at how important the “plumbing” of these markets — the stuff that makes them function, which we normally don’t even notice — becomes when everything falls apart. And economists in general don’t know that much about the plumbing, so we need help from people like Nathan who do.
O Estado de bem-estar social, ou Estado-providência, ou Estado social, é um tipo de organização política, económica e sócio-cultural que coloca o Estado como agente da promoção social e organizador da economia. Nesta orientação, o Estado é o agente regulamentador de toda a vida e saúde social, política e económica do país, em parceria com empresas privadas e sindicatos, em níveis diferentes de acordo com o país em questão. Cabe, ao Estado de bem-estar social, garantir serviços públicos e proteção à população, provendo dignidade aos naturais da nação.
O Estado de bem-estar social moderno nasceu na década de 1880, na Alemanha, com Otto von Bismarck, como alternativa ao liberalismo económico e ao socialismo.
Pelos princípios do Estado de bem-estar social, todo indivíduo tem direito, desde seu nascimento até sua morte, a um conjunto de bens e serviços, que deveriam ter seu fornecimento garantido seja diretamente através do Estado ou indiretamente mediante seu poder de regulamentação sobre a sociedade civil. São as chamadas prestações positivas ou direitos de segunda geração, em que se inclui gratuidade e universalidade do acesso à educação, à assistência médica, ao auxílio ao desempregado, à aposentadoria, bem como à proteção maternal, à infantil e à senil.
Os apoiantes demonstram como exemplo de sucesso na adoção integral do Estado de bem-estar social a experiência de países nórdicos. Por outro lado, críticos alegam que pode haver compreensão equivocada do funcionamento do Modelo nórdico, e que os defensores do Estado de bem-estar social em outros lugares tentam copiar apenas os direitos e não as obrigações implementadas por aqueles países. De todo modo, os dados frios nórdicos, oriundos de nações que adotaram o sistema corretamente, independentemente de apoiadores onde o modelo não foi adotado por completo, mostram eficiência desse modelo de dignidade universal refletida em seu IDH, que, ao contrário do senso comum, não elimina a possibilidade de enriquecimento, apenas diminui a miséria quase por completo com distribuição de recursos e de renda realizadas sob regras reforçadas, objetivando mera dignidade para todos.
John Maynard Keynes, barão de Keynes (Cambridge, 5 de junho de 1883 — Tilton, East Sussex, 21 de abril de 1946) foi um economistabritânico e membro do Partido Liberal cujas ideias mudaram fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia, bem como as políticas económicas instituídas pelos governos. Ele fundamentou as suas teorias noutros trabalhos anteriores que analisavam as causas dos ciclos econômicos, refinando-as enormemente e tornando-se amplamente reconhecido como um dos economistas mais influentes do século XX e o fundador da macroeconomia moderna.[1][2][3][4]O trabalho de Keynes é a base para a escola de pensamento conhecida como keynesianismo, bem como suas diversas ramificações.
Os impérios têm mais ou menos o mesmo ciclo de vida. Num primeiro momento crescem, alimentados pela riqueza que vão buscar às suas periferias; no fim, são por elas tomados. Na Antiguidade, a queda de um império envolvia muitos mortos, muito sangue, muitos anos de luta; hoje, a guerra é a da diplomacia e da economia. O economista político de Cambridge explica o declínio do império ocidental e o que ainda é possível fazer para salvar os valores sobre os quais se ergueu.
In response to Donald Trump’s huge tariffs on Chinese exports, China’s government has suspended exports of rare earth minerals and magnets, both critical to many modern industries and the military
Trade talks between the United States and the European Union appear to have gone nowhere, with Maros Sefcovic, the EU’s top trade official, reportedly having “struggled to determine America’s aims.”
In other words, the Chinese, unlike the Trump administration, understand what trade and trade wars are about. And the Trumpers, in addition to not knowing what they’re doing, don’t even know what they want.
Lisboa, 15 abr 2025 (Lusa) – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que é preciso clarificar rapidamente qual é a missão da NATO e com que adversário ou adversários, num discurso em que voltou a criticar Donald Trump.
O chefe de Estado discursava na sede da Academia Militar, em Lisboa, na sessão de apresentação do livro “Afeganistão: Testemunhos de dezasseis anos de presença de Forças Nacionais Destacadas Lusas (2005-2021)”.
“Colocámos quanto (em ajuda à Ucrânia)? 350 mil milhões em armas?!! Não digo que não tenha servido para nada – impediu-se que Pútin por enquanto chegasse a Kíev… Mas tudo isso para que a Ucrânia perdesse a guerra e que a UE perdesse uma guerra que ela própria não engendrou!
Convide todos os intelectuais moralistas que queira – eles vos dirão algo diferente do que eu digo, mas eu estou mais próximo do general porque olho as coisas de frente.
E porque eu penso que foi a Ucrânia que desencadeou esta guerra com a guerra do Donbass… Foi uma estupidez monumental desencadear em 2014 uma guerra contra os russófonos do Leste e que não podia terminar bem – foi uma catástrofe programada a partir de 2014.
PS e a coligação PSD/CDS preveem gastar cada um cerca de 2,5 milhões de euros na campanha eleitoral para as eleições de 18 de maio, mas a forma como cada força utilizará esse orçamento é distinta. Luís Montenegro, recandidato a primeiro-ministro e líder da coligação Aliança Democrática (AD), vai investir um milhão em estudos de mercado e agências de comunicação, área na qual o líder socialista Pedro Nuno Santos conta despender menos – 600 mil euros.
Já no que toca à propaganda, comunicação impressa e digital, o PS vai gastar o dobro da AD. De acordo com os dados enviados pelos partidos ao Tribunal Constitucional, neste item os socialistas, cujo orçamento total da campanha é de 2,25 milhões, preveem desembolsar 420 mil euros e os social-democratas apenas 200 mil euros. A diferença na estratégia é notória também no que toca aos famosos brindes: os socialistas dedicam-lhe 180 mil euros do orçamento, ao passo que a AD de Montenegro espera gastar só 77 mil euros.
O antigo ministro da Economia apela a que os partidos conversem e cheguem a um acordo após as eleições legislativas antecipadas.
O ex-ministro da Economia, António Costa Silva, apela ao PS e ao PSD que conversem depois das eleições legislativas antecipadas. Em entrevista à Antena 1 e ao Negócios, diz que, se o PS ganhar, Luís Montenegro deve viabilizar o Governo.
“Assim como o PS viabilizou o Governo do PSD, acho que é fundamental, se o PS ganhar as eleições, que o PSD viabilize. Se não o quê? Vamos ter outras eleições? Qualquer dia não há povo para votar porque as pessoas ficam completamente assustadas com tudo isto.”
Na mesma entrevista, António Costa Silva falou ainda sobre o défice. O ex-ministro diz que “ter um pequeno défice” não é um problema desde que não se deixem disparar as contas públicas.
No seu habitual espaço de comentário, Paulo Portas analisou o recuo de Donald Trump na política de tarifas, considerando-o a primeira derrota significativa do presidente em matéria de política económica externa. Para Portas, Trump, que defende fervorosamente as tarifas, demonstra dificuldade em compreender a dinâmica da economia global, e este retrocesso revela fragilidades na sua abordagem a este tema. “Têm sido semanas caóticas. E esta, em particular, redundou naquilo que é, e objetivamente, a primeira derrota séria em matéria de política económica externa, de um presidente que acredita nas tarifas e tem dificuldade em compreender uma economia global”.
1,3 biliões de euros — Foi quanto custaram à União Europeia os últimos três anos de “tolice e bravura”. A russofobia tem um preço.
Uma nova análise aprofundada do Vedomosti analisa criteriosamente os cálculos de Bruxelas — e os números não parecem bons.
Antes de 2022, o petróleo russo custava 571 euros por tonelada — 155 euros mais barato do que o dos outros fornecedores. A UE optou por desistir.
De 2021 a 2023, devido às políticas de Bruxelas, as importações de gás da Rússia caíram para menos de metade — de 48 milhões para 22 milhões de toneladas.
No encerramento do congresso do Livre, Rui Tavares carregou nas críticas ao PSD, à IL e ao Chega e usou a empresa de Montenegro como arma. Já à esquerda, desejou que “não faltasse nenhum deputado”
Mais do que uma vitória do PS, para tirar Luís Montenegro do poder é preciso que a esquerda cresça ao ponto de conseguir formar uma maioria governativa, tal como aconteceu em 2015. Rui Tavares não só sabe disso como utilizou o discurso de encerramento do congresso do Livre para passar essa mensagem. O porta-voz do Livre atacou o PSD, a Iniciativa Liberal e o Chega e deixou elogios aos “camaradas e vizinhos” à esquerda. O objetivo é mostrar que o inimigo comum está à direita e que a esquerda deve trabalhar em conjunto para inverter a correlação de forças atual no Parlamento.
No frente-a-frente entre Marina Mortágua (BE) e Paulo Raimundo (CDU) foi “difícil” aos próprios destacar as diferenças por serem mais “convergências” que os unem do que as “divergências” que os separam. Se a bloquista insistiu nas “três prioridades” para a habitação, o candidato comunista focou-se nos – também três – problemas para os quais é quase preciso uma “caixa de ferramentas”. Sobre o pós-18 de maio, BE e CDU não afastam entendimentos mas só se o caminho for de “romper”.
Nem Portugal nem a Europa têm vantagem em manter-se numa NATO ao serviço dos humores e interesses dos Estados Unidos.
NATO foi a resposta ocidental ao desastre da Conferência de Ialta (na Crimeia russa…), estavam os Aliados encaminhados para derrotar o III Reich. Perante um Roosevelt em estado de saúde terminal e um Churchill mal preparado, Estaline viu reconhecido o direito de abocanhar todos os territórios que, na sua contra-ofensiva até Berlim, a URSS conquistasse à Alemanha nazi.
Assim nasceu aquilo a que depois um despeitado Churchill chamaria a “Cortina de Ferro” — consumada com o bloqueio de Berlim pelos russos em 1948 e a tomada de poder comunista na Checoslováquia no ano seguinte. Para responder a essa ameaça soviética na Europa, a NATO nasceria, assim, em 4 de Abril de 1949, através do Tratado de Washington, uma aliança militar mútua de autodefesa tendo como princípio fundamental o do artigo 5º do Tratado, segundo o qual o ataque a um dos seus membros era um ataque a todos, obrigando à mobilização de todos.
Giro seria um Governo com 20 Ministros, 1 de cada agrupamento político. (vcs) 😉
Lisboa, 09 abr 2025 (Lusa) – Vinte forças políticas concorrem às eleições legislativas, sendo Lisboa, Porto, Setúbal, Europa e Fora da Europa os círculos eleitorais com mais candidaturas, enquanto Bragança, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Açores terão os boletins mais pequenos.
No total, são 20 as forças políticas que se apresentam às próximas estas eleições legislativas, entre 18 partidos e duas coligações: PS, AD (PSD/CDS-PP), Chega, Iniciativa Liberal, BE, CDU (PCP/PEV), Livre, PAN, PPM, JPP, Ergue-te, ADN, PCTP/MRPP, Volt Portugal, Nós, Cidadãos!, Nova Direita, RIR, MPT, PTP e Partido Liberal Social.
Em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Renascença e do jornal Público, o ex-presidente da Assembleia da República deixou um aviso a Pedro Nuno Santos.
Eduardo Ferro Rodrigues admite que PS e PSD poderão ter de avançar com uma solução de bloco central para evitar uma nova crise política.
“Estas coisas não se constroem do pé para a mão, mas não estranharia que houvesse essa necessidade (…) podemos caminhar para uma situação limite porque há todos os ingredientes negativos do ponto de vista internacional”.
Medidas como o IVA Zero em bens alimentares, a redução do IVA da eletricidade e a manutenção, com ajustes, das medidas na habitação para os jovens colocaram os adversários em alerta, mas o programa eleitoral apresentado na sexta-feira, dia 5, pelo Partido Socialista tem mais pontos positivos, num quadro de qualidade geral que surpreende dados os desafios para a sua elaboração.
O tempo — até há um mês não eram previsíveis eleições legislativas no horizonte de um ano ou mais — e o quadro macro-económico divergente saído das medidas tomadas pelo presidente dos Estados Unidos tornavam difícil a tarefa. Isto para nem tocar nos desafios internos de Pedro Nuno Santos, que tem a necessidade de corrigir a imagem de esquerdista que lhe foi sendo colada e convergir para o lugar onde se disputa a vitória em eleições, o centro.
Lisboa, 08 abr 2025 (Lusa) – O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que a Índia é atualmente a democracia mais importante no mundo e uma potência económica que em 2047 estará a liderar o mundo.
Marcelo Rebelo de Sousa falava perante a Presidente da Índia, Droupadi Murmu, durante a sua visita de Estado a Portugal.
Depois de visitarem juntos a Fundação Champalimaud, em Lisboa, o Presidente português decidiu juntar-se a um encontro da sua homóloga com cientistas indianos num anfiteatro ao ar livre dessa instituição.
A direita portuguesa reuniu os seus melhores cérebros – eu sei, eu sei, mesmo os melhores não são grande coisa, mas quem dá o que tem…
Dizia eu, então, que estiveram reunidos os melhores da direita. Quase não eram precisas luzes naquela sala: o fósforo emanado pelos neurónios dos presentes, iluminavam tudo. Poderia cantar-se aquela dramática canção “a sala estava toda iluminada/muita gente convidada…”.
E qual era o motivo de tão grada reunião? Encontrar uma linha estratégica para a campanha eleitoral. Era preciso encontrar um modo de atacar em profundidade e com inteligência o líder do PS.
Da violência deste ataque resultaria, não só a derrota desse partido mas, vantagem não desprezável, a criação da percepção de risco que levasse um número significativo de eleitores da esquerda propriamente dita a cair na esparrela do “voto útil” no PS o que, se poria em risco a “vitória”, desarmaria, em termos parlamentares, os partidos mais sólidos da oposição e, segunda vantagem, inviabilizaria coligações de esquerda, já que estas só são possíveis se esses partidos tiverem representação significativa.
“Que se lixe! Temos a gente da televisão, temos a confiança dos idiotas que tudo nos perdoam, temos os opinadores a soldo. Para que estamos com estas merdas todas?” – bradava um dos presentes menos dotados em elegância retórica.
Na capital ucraniana, os escritórios de canais públicos de televisão foram também danificados por um ataque.
Filipe Vasconcelos Romão, comentador de assuntos internacionais da rádio pública, considera que Putin quer mostrar que resiste às pressões internacionais e que Trump pode estar a usar as novas tarifas comerciais para desviar as atenções de um conflito que ainda não conseguiu resolver.
A imprensa americana acaba de contar o que o ex-presidente Jimmy Carter disse a Donald Trump durante a sua última entrevista sobre a China.
«Tem medo que a China venha à nossa frente, e eu concordo com você. Mas você sabe por que a China nos adianta? Eu normalizei relações diplomáticas com Pequim em 1979. Desde essa data, você sabe quantas vezes a China entrou em guerra com alguém? Nem uma vez, enquanto nós estamos constantemente em guerra.
Os EUA são a nação mais guerreira da história do mundo, porque querem impor estados que respondam ao nosso governo e aos valores americanos em todo o Ocidente, controlar as empresas que dispõem de recursos energéticos em outros países. A China, por seu lado, está investindo seus recursos em projetos como ferrovias, infra-estruturas, comboios-balas intercontinentais e transoceânicos, tecnologia 6G, inteligência robótica, universidades, hospitais, portos, edifícios e comboios de alta velocidade em vez de usá-los em despesas militares.
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, afirmou este domingo que um verdadeiro “pé-de-meia” para os jovens seria um apoio à nascença de 5.000 euros, acusando os socialistas de se apropriarem da ideia lançada pelo partido no ano passado.
“O PS vem propor um décimo e ainda por cima não tem a lisura de dizer que é uma ideia do Livre de que roubaram um décimo”, salientou Rui Tavares, em Coimbra, na sessão de apresentação dos candidatos às Eleições Legislativas de 18 de maio naquele círculo.
O PSD acusou hoje o PS de apresentar como programa eleitoral uma “receita para o desastre” com o qual regressaria “o empobrecimento que terminou na bancarrota”, referindo que “Portugal voltaria a ter défice e a aumentar a dívida pública”.
Numa reação na sede do PSD ao programa eleitoral do PS apresentado na véspera, Manuel Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial e cabeça de lista do PSD por Portalegre, afirmou que o “desespero apoderou-se do PS”, acusando os socialistas de “prometer tudo a todos sem fazer contas a nada”.
On March 25 I did a live event in New York with Zach Carter, author of a terrific life and times book about John Maynard Keynes. Here’s the video of the event
Desistiu de Belém quando o avisaram que seria infeliz no palácio. A terminar o mandato no Banco de Portugal, o futuro de Mário Centeno depende de quem ganhar as eleições. Pode ser reconduzido, ocupar um cargo internacional ou voltar à política. Há um PS que conta com ele. Se a instabilidade apertar, quem sabe?
“As tarifas vão diminuir os padrões de vida. Elas vão destruir a economia dos EUA, e estão sendo impostas por razões inacreditavelmente bizarras e equivocadas que são completamente falaciosas.
Deixe-me explicar. Os Estados Unidos têm um grande déficit em seu comércio de bens e serviços — o que é chamado de conta corrente dos Estados Unidos — e esse déficit é de cerca de um trilhão de dólares. Trump diz: ‘Ah, isso é porque outros países estão roubando os Estados Unidos.’ Não consigo nem começar a dizer o quão absurda é essa linha. [ A palavra é infantil .] Ter um déficit em conta corrente significa — e significa precisamente — que os Estados Unidos estão gastando mais do que produzem. É isso que leva a um déficit. Você gasta mais do que produz.
Parece não restarem muitas dúvidas de que os líderes europeus não têm nas suas mentes uma estratégia de dissuasão, mas sim outra mais exigente em meios, para além de ser mais perigosa.
O debate em redor do rearmamento da Europa passou a dominar as manchetes dos jornais e a abertura de telejornais. A Europa está desarmada, qual capuchinho vermelho prestes a ser triturado pelos dentes afiados do lobo mau, que um dia virá de leste. Mas a realidade dos factos é que nem a Europa está desarmada nem a psicose de massas artificialmente fabricada se justifica com uma ameaça russa em aproximação, desprovendo de sentido a urgente corrida armamentista que se anuncia como inevitável e em que a Europa se prepara para embarcar.
Antes do adeus à Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira «não deixa nada por dizer»?
Lisboa, 31 de março de 2025 – Ponto Final., da autoria de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, chega às livrarias pelas mãos da Contraponto no próximo dia 17 de abril.
Dois dias antes, a 15 de abril, o livro tem pré-lançamento marcado na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, pelas 18h30, com apresentação de Paulo Portas. Em Lisboa, a sessão de lançamento está agendada para o dia 21 de abril, pelas 18h30, no El Corte Inglés, com apresentação de Sérgio Sousa Pinto.
Historiador José Manuel Garcia vai dar segunda-feira uma conferência na Vidigueira sobre o descobridor do caminho marítimo para a Índia. Iniciativa é da Câmara Municipal e do Ministério da Cultura.
Vasco da Gama é associado a Sines, mas também à Vidigueira. Qual o papel destas duas terras alentejanas na vida do grande navegador português?
Sines e Vidigueira tiveram a maior relevância na vida de Vasco da Gama. Sines porque foi a sua terra natal, pois nasceu no castelo provavelmente em 1466. Foi essa mesma vila que em 1499 ele pediu ao rei como recompensa do feito extraordinário de ter descoberto o caminho marítimo para a Índia. D. Manuel I prometeu doar-lhe Sines em 24 de dezembro de 1499, mas infelizmente ele não pode ficar com a vila porque D. Jorge, governador da Ordem de Santiago, se opôs a tal doação.
O secretário-geral do PS defendeu no sábado a necessidade dos setores da Saúde e social trabalharem em conjunto, para melhorarem a qualidade de vida dos mais velhos e reduzirem ou conterem as despesas com cuidados de saúde.
“Nós temos que mudar completamente o paradigma e a relação entre o setor da saúde e o setor social. A saúde e a segurança social não podem andar mais de costas voltadas“, referiu.
Na sua intervenção de mais de meia hora, na apresentação pública dos candidatos do PS de Coimbra, que decorreu ao final da tarde, Pedro Nuno Santos evidenciou que a saúde e o setor social “têm de trabalhar em conjunto”.
Teve lugar, no dia 11 de março, em Jeddah, na Arábia Saudita, um encontro entre delegações norte-americanas e ucranianas para discutirem a paz na Ucrânia, marcando, assim, o início de um processo diplomático, que se espera conduza à paz. A conclusão mais relevante que saiu desse encontro foi o anúncio de um cessar-fogo temporário, de trinta dias, que passou a dominar as atenções de quem segue o tema.
Convém, antes de mais, sublinhar que os objetivos definidos pelas partes envolvidas no conflito se encontram muito distantes. São, por enquanto, irreconciliáveis. É importante perceber onde residem as dificuldades nesse caminho de aproximação dos litigantes, antes de se discutir a utilidade do cessar-fogo e os problemas que lhe estão associados.
1À luz dos dados vindos a público, nomeadamente neste jornal, e que serão apresentados no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), Portugal terá condições para continuar a estar entre os países mais pacíficos do mundo.
A criminalidade geral participada terá descido 4,6% relativamente a 2023 e a violenta e grave terá tido subido 2,6%. Uma das menores subidas dos últimos dez anos. E terá diminuído o número de homicídios. Ora, olhando para os números da mesma tipologia de crimes, em 2024 houve menos 62.542 crimes gerais participados do que em 2004 e menos 7482 crimes na criminalidade grave. Importa sempre lembrar que os fluxos humanos em direção ao nosso país têm vindo a aumentar muito significativamente: 19,4 milhões de hóspedes estrangeiros. A que acrescem os fluxos de estudantes internacionais, investidores e cidadãos migrantes. Mais vida nas nossas vilas e cidades.
É devida, pois, uma palavra às forças e aos serviços que contribuem para estes resultados, em tempos de especial exigência.
Como se vê nesta figura (colhida AQUI), mesmo sem os EUA, o Canadá e a Turquia, a Nato europeia tem mais tropas do que a Rússia, apesar de esta estar mobilizada para a guerra na Ucrânia há três anos; e, como mostrei anteriomente (AQUI), também tem uma despesa militar superior.
Porquê então um aumento exponencial da despesa militar da UE e dos seus Estados-membros, como se está a decidir, com aplauso mesmo dos partidos de esquerda, à custa de mais dívida pública, de menos investimento público em áreas críticas para o crescimento económico e do sacrifício do Estado social?!
Com o fim da guerra na Ucrânia na agenda política e a perspetiva de um acordo de segurança recíproca com a Rússia, esta “política de guerra” da União é ainda menos justificável.
Concluída a contagem de votos em todo o arquipélago, o PSD venceu com 43,43% dos votos e elegeu 23 deputados ao parlamento regional, ficando a apenas um do patamar da maioria absoluta. O JPP ultrapassou mesmo o PS e com 11 mandatos (21,05%) tornou-se na segunda maior força política na região. O PS ficou-se por 8 deputados (15,64%).
Em quarto ficou o Chega com 3 mandatos (5,47%). O CDS-PP e a IL elegeram um deputado cada. CDU e Bloco continuam de fora do parlamento regional, ao passo que o PAN perde o mandato que tinha conseguida nas eleições do ano passado.
Juntos, PSD e CDS somam 24 deputados e se se voltarem a entender poderão assegurar apoio maioritário no parlamento regional para uma solução governativa.
As atribuladas experiências dos governos provisórios, seis ao todo, de 1974 a 1976, não foram propriamente governos de aliança, coligação ou bloco central. Tratava-se bem mais de governos de salvação nacional, sob controlo do MFA (Movimento das Forças Armadas). Cometeram erros medonhos e deixaram-se, parte do seu tempo, dominar pelos comunistas e pelos militares revolucionários, mas salvaram a hipótese de democracia. Dentro dos próprios governos, partidos e militares combatiam-se mortalmente. Os militares do MFA mais moderados, em estreita associação com os socialistas, principalmente, mas também os sociais democratas, conseguiram dar conta do recado e preservar a democracia, o futuro Estado de direito e as liberdades.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu esta sexta-feira um “acordo de estabilidade” entre o PSD e o PS para garantir a governabilidade do país e evitar a realização de eleições de ano em ano.
Em Vila Verde, distrito de Braga, onde participou numa conferência sobre “O sistema parlamentar português e a construção de governos estáveis: saídas e bloqueios”, Marques Mendes disse que aquele acordo teria de passar pela não apresentação de moções de censura e de confiança e pela negociação dos orçamentos do Estado.
Está a decorrer uma alteração radical da estratégia americana para a redefinição dos centros de poder mundial que estava em vigor desde os anos 80 do século passado. Esta estratégia foi gizada por Zbigniew Brzezinski, conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos durante a presidência de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981 e que ele publicou numa uma obra hoje clássica: «Grand Chessboard — American Primacy and Its Geostrategic Imperatives», que marcou a estratégia americana até à administração Biden.
Esta estratégia assentava no conceito de hegemonia americana, no cerco ofensivo contra a URSS, o inimigo principal e na importância decisiva do que ele designou «Eurásia» e que corresponde grosso modo à Ucrânia. Para o desenvolvimento dessa estratégia os EUA necessitavam da Europa como base de retaguarda ou de ataque.
Num discurso dirigido aos jovens, na Academia do PS nos Açores, o antigo ministro da Economia sublinhou a importância de prestar atenção a quem vem de contextos mais difíceis.
O antigo ministro da economia Pedro Siza Vieira defende que o rendimento social de inserção (RSI) é essencial para pessoas em situação de pobreza extrema.
Perante uma plateia de jovens, nos Açores, uma região muito afetada pela pobreza, o antigo ministro fez uma defesa absoluta do RSI.
“Quando se diz que “o rendimento social de inserção é para esses tipos que não fazem nada”: pois não. Mas são essas pessoas, precisamente, que precisam de atenção. E é um investimento no nosso futuro, no futuro da comunidade”, afirmou Siza Vieira, na “Academia Novo Futuro” do PS Açores.
Nos Açores, o tema tem sido bastante discutido. A taxa de risco de pobreza na região autónoma até desceu, em 2024, mas continua a ser das mais altas do país.
Pedro Nuno Santos quer discutir problemas do país na campanha para as eleições O secretário-geral do PS acusa Luís Montenegro de ser o responsável pelas eleições antecipadas e promete fazer da campanha um local para falar de propostas para o país.
Apesar de a sondagem apontar Henrique Gouveia e Melo como o preferido dos portugueses na ‘corrida’ a Belém, Marques Mendes ficou satisfeito por ser quem mais se aproxima do almirante.
Neste duelo, Gouveia e Melo recolheria 49% das intenções de voto, o que significa uma queda de dois pontos percentuais em relação à sondagem anterior, enquanto o antigo presidente do PSD teve 37%, uma subida de sete pontos percentuais.
O plano de rearmamento que acaba de ser apresentado pela Comissão Europeia e que visa desbloquear até 800 mil milhões de euros é considerado um desperdício total de dinheiro pelo antigo primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte.
Numa entrevista à Euronews, Conte afirma que o ReArm EU significa “deitar dinheiro fora para permitir que todos os Estados-membros continuem a aumentar as despesas militares de forma descoordenada e desordenada”, em vez de impulsionar um “projeto sério de defesa comum”, que, na sua opinião, deveria alcançar uma autonomia estratégica com “um passo importante” na integração política da UE.
Os EUA nunca acreditaram, ao contrário da ignara arrogância de Bruxelas, que a máquina de guerra russa poderia ser derrotada no plano convencional. Como o secretário da Defesa L. Austin afirmou, logo em maio de 2022, o objetivo dos EUA era o de fazer “sangrar a Rússia”, enquanto Kiev tivesse capacidade para o fazer.
As grandes crises revelam os grandes líderes. Contudo, apenas quando os povos têm a sorte e a capacidade de os produzirem. A guerra da Ucrânia, que já entrou no seu quarto ano é, sem dúvida, a maior crise existencial de toda a história portuguesa, pois é a primeira vez que Portugal tem um governo que se deixou, com entusiástica estultícia, enrolar num confronto com a Rússia, totalmente contrário ao interesse nacional mais elementar, o salus populi suprema lex esto (seja a salvação do povo a lei suprema), imortalizado no De Legibus, de Cícero.
Nem os fanáticos que queriam declarar guerra ao império britânico, na sequência do Ultimato de 1890, nem o furioso Afonso Costa, colocando Lisboa a ferro e fogo em maio de 1915 para enviar, por decisão unilateral, milhares de soldados analfabetos para a Flandres, se comparam à façanha do mesquinho consenso nacional que vai de António Costa a Rui Tavares, numa contemporânea demonstração da veracidade da tese de Unamuno que considerava ser Portugal um país de suicidas. O que continua em causa é a possibilidade de Portugal ser destruído num conflito total com a Rússia, o país com o mais poderoso e moderno arsenal nuclear do planeta.
A notícia foi avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo DN, sendo que foi apresentada por a 27 de fevereiro de 2025 por Hugo Telinhos Braga, um advogado do Porto, que coloca como titular da marca o próprio almirante Henrique Gouveia e Melo.
Se dúvidas existissem, este é mais um sinal que o ex-chefe do Estado-Maior da Armada vai mesmo avançar para as eleições Presidenciais que vão realizar-se em janeiro de 2026. Até ao momento, Gouveia e Melo ainda não assumiu a candidatura e prometeu para breve um esclarecimento sobre o assunto.
Donald Trump a tenté, en vain, de trouver une faille dans l’armure de l’UE avec la guerre commerciale qu’il a déclenchée au cours de son premier mandat.
Mais aujourd’hui, il a trouvé un point plus vulnérable : la crise sécuritaire massive qu’il a provoquée en retirant le soutien des Etats-Unis à l’Ukraine expose des fissures potentiellement mortelles dans le bloc des 27 nations.
Rien ne pouvait lui plaire davantage.
Le président américain nourrit depuis longtemps un mépris non dissimulé pour l’UE, qu’il a décrite — à tort — comme ayant été créée “pour baiser les Etats-Unis”. Pour Trump, l’Union fait partie de ses autres bêtes noires supranationales, telles que l’Organisation mondiale du commerce et l’Organisation mondiale de la santé, qu’il convient d’abattre pour avoir escroqué l’Amérique.
“Temos grandes questões na dívida pública, mas esta deverá crescer novamente nos próximos anos devido aos desafios na defesa”, disse o governador. Taxas de juro do BCE não voltarão a 0%, avisou.
A Europa (Portugal, incluído) vai precisar de se endividar muito, novamente, ao longo dos próximos anos para se poder “gastar muito dinheiro” na área militar e defesa, avisou Mário Centeno, o governador do Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira, numa conferência, em Lisboa.
Por vezes a resposta à realidade desagradável é ignorá-la; outras vezes é passar a tratá-la ao modo de Cruzada contra o Mal, o mal absoluto, contra o qual vale tudo; e nessa narrativa alternativa, concentrar tudo o que possa contraditar a realidade, usando argumentos laterais, colaterais, formais, por importantes que sejam, mas fugindo ao cerne da questão.
É este o juízo que me parece mais próprio, vendo o alheado agitar, esbracejar e passarinhar dos líderes europeus para longe do centro da intriga (o almejado fim do conflito Rússia-Ucrânia), perante a nova Administração americana e o seu dilúvio diplomático e executivo.
A Rússia talvez venha, politicamente, a vencer a guerra com a Ucrânia mas, na verdade, não a conseguiu vencer militarmente, tal como, aliás, em sentido inverso, a NATO com o seu apoio às tropas do presidente Volodymyr Zelensky também não conseguiu vencer, ao fim de três anos, a Rússia.
Passado este tempo andar a dizer ao povo que a Europa (União Europeia e Reino Unido) precisa urgentemente de se rearmar para fazer frente a uma ameaça russa só não é uma falácia ridícula porque a sua aceitação generalizada, como parece estar a acontecer, a transforma numa iminente tragédia coletiva.
A Europa, incapaz de abraçar o projecto euroasiático, divorciada de si e dos seus, inactiva e imóvel, como que parada no tempo, deixou que o fim da história dos EUA, se tornassem no seu próprio fim da história.
A União Europeia está absolutamente devastada. Falta saber bem porque razão tal sucede. Há quem diga que é porque os EUA a abandonam, trocando a atenção que lhe davam, por uma atenção maior ao pacifico e, em especial, à China. Há quem diga que, o seu receio está relacionado com a incapacidade de a União Europeia se defender das suas ameaças, leia-se, do arqui-inimigo das nações do centro europeu, concretamente a Federação Russa. Há quem diga, ainda, que o desespero tem causa na perda da liderança, o que é caricato: tanto falar de liberdade e, ao mesmo tempo, parecer ter medo de ser livre. A Europa tem medo de se libertar dos EUA e, perante essa possibilidade, sente-se abandonada.
Um modelo de modernização fora das áreas metropolitanas, combinado com uma turistificação da Capital, não é sustentável sem políticas direcionadas.
Depois de a economia portuguesa se reerguer da pandemia com taxas de crescimento acima da média europeia, o debate sobre a sua evolução tem sido marcado por pelo menos duas correntes.
Por um lado, os bons números do PIB são contrapostos com o crescimento de setores de baixos salários como o turismo. Como frequentemente argumentado à esquerda e enfatizado nesta newsletter com alguma regularidade, é aqui que reside a crise habitacional que empobrece grande parte dos trabalhadores.
“Estamos prontos para trabalhar rapidamente para pôr fim à guerra, e os primeiros passos podem ser a libertação de prisioneiros e uma trégua no céu – proibição de mísseis, drones de longo alcance, e lançamento de bombas contra infraestruturas energéticas e civis – e uma trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo”, disse o presidente ucraniano, numa declaração publicada esta terça-feira na rede social X.
“Queremos então avançar rapidamente em todas as próximas etapas e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final forte”, acrescenta.
O presidente ucraniano reconhece que o encontro da semana passada com Donald Trump na Casa Branca “não decorreu como deveria” e diz ser “lamentável”, mas sublinha que é altura de “corrigir as coisas”.
A Conferência de Helsínquia significou o relançamento da cooperação e da paz entre o Leste e o Oeste. Em 1975, marcou um quadro de diálogo entre os EUA e a URSS, num conjunto de 35 países e, após o fim da Guerra Fria, deu lugar à OSCE, agora com 57 Estados. Assegurando a paz na Ucrânia, é essencial retomar esse espírito.
A 27 de Janeiro de 1964 a França reconheceu a República Popular da China. A iniciativa valeu a Paris protestos de Washington que Charles de Gaulle recebeu com satisfação. De uma assentada, a França da Segunda Guerra Mundial ficava para trás e a França verdadeira, a França eterna estava de volta.
Na conferência de imprensa que teve lugar dias depois, de Gaulle explicou ao mundo as suas razões: primeiro, que a China era um grande povo e uma grande civilização que precisava de se integrar no mundo moderno e, em segundo, que a ideologia comunista não apagava as rivalidades entre a Rússia (URSS) e a China. O presidente francês foi o primeiro a ver essa realidade e os EUA precisaram de tempo para assentarem a fúria e, também eles, seguirem Paris e reconhecerem Pequim.
Steven Braekeveldt foi oito anos CEO do Grupo Ageas Portugal. Reformado, vive de novo na Bélgica natal e tem-se dedicado à escrita. Numa vinda a Portugal conversou com o DN sobre o estado do mundo.
É belga, cidadão de um dos países fundadores da UE. Como vê o modelo social europeu hoje?
Deveria ser um objetivo dos europeus defendê-lo, mas não é. Podemos facilmente ver que o sistema, não só na Europa, mas em todo o mundo, está a deixar de funcionar. Se olharmos para a Europa, depois da Segunda Guerra Mundial, foi excelente o que se fez. Estávamos a construir um sistema de segurança social para termos pensões, assistência médica, educação. Avançamos para 2025 e o que se vê? Olhemos para Portugal. O serviço nacional de saúde está a quebrar. Como acontece na maioria dos países da Europa, a educação é para poucos felizardos. E a qualidade está a cair. E não há um país que tenha dinheiro para pagar as pensões no futuro.
É um erro interpretar o que se passou sexta-feira na Casa Branca em simples termos de admiração pela resistência de Volodymyr Zelensky e de indignação pela aversão de Donald Trump ao protocolo diplomático. E se para o presidente ucraniano é reconfortante o apoio de líderes como o britânico Keir Starmer, que entretanto já o recebeu no nº 10 de Downing Street, assim como a solidariedade da maioria dos ucranianos, a prioridade tem de ser manter a relação estratégica com os EUA.
As mãos na cabeça da embaixadora ucraniana em Washington, Oksana Markarova, à medida que a conversa de Zelensky com Trump e também o vice-presidente JD Vance se transformava num bizarro espetáculo televisivo, não tinha apenas que ver com a quebra do protocolo diplomático, mas também com o desafio de salvar o que pode ser salvo. Por muito que os países europeus, seja o Reino Unido sejam os grandes da UE, proclamem que estarão até ao fim com a defesa da soberania e da integridade territorial ucraniana, não é imaginável um plano B para a Ucrânia que não continue a incluir os EUA.
“A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que os céus deram aos homens; com ela não podem igualar-se os tesouros que encerram a terra e o mar: pela liberdade assim como pela honra, pode e deve aventurar-se a vida.”
Bem ou mal, bem e mal, a questão da imigração está no centro dos debates políticos que vão dominar as próximas eleições, das autárquicas e legislativas, às europeias e presidenciais. Assim como ocupar discussões parlamentares e académicas. Não há por onde fugir e ainda bem. Vão aos poucos desaparecer os que insistem em que “não há problema”, que “é só racismo”, que não passa de uma “moda nacionalista”. Vão-se encolhendo os que garantem que as soluções são simples, tal como “fechar as portas aos imigrantes” ou “abrir as portas aos que querem para cá vir”. Nunca se calarão, mas falarão mais baixo, os que asseguram que os nacionais são virtuosos e os estrangeiros pulhas. Já se percebeu que não faz sentido garantir que os imigrantes sejam todos iguais, legais ou ilegais, estrangeiros ou naturalizados, de primeira ou segunda geração, respeitadores da lei ou criminosos, de cultura e tradição próximas ou absolutamente alheias e distantes das portuguesas. É bom que assim seja. Que se diga tudo. Que haja divergências e acordos. Que se consiga melhorar a legislação e a vida no espaço público.
Capitaneada pelo Secretário-geral da Nato, esta onda é vigorosamente instigada pelos países do Leste europeu e acompanhada pelos líderes da UE e do Reino Unido, especialmente depois de Trump ter anunciado o abandono pelos EUA do seu papel de escudo da defesa da Europa ocidental, que assumira, no quadro da Nato, desde o início da “guerra fria” entre o ocidente e a então União Soviética.
Se um país quiser investir em habitação, saúde, educação, transportes, infraestruturas, se quiser apoiar a actividade produtiva ou o desenvolvimento científico e tecnológico, se quiser aumentar salários e pensões ou combater a pobreza e a exclusão social, isso só pode ser feito desde que não sejam ultrapassados os limites do défice orçamental e da dívida pública fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (na formulação revista e reforçada pelos diversos mecanismos de controlo económico e orçamental que estão hoje ao dispor da União Europeia).
Se quiser investir em equipamento militar, armas, munições, tecnologia militar ou no prolongamento de uma guerra aprovada pela UE – nomeadamente a guerra na Ucrânia – não precisará de se preocupar com os limites do Pacto porque a Comissão Europeia vai criar uma excepção para esses gastos.
As centrais de comunicação lançaram há uns tempos o tema das “terras raras” como elemento central da girândola de fogo-de-artifício de distração sobre o essencial do que está a ser negociado sobre a Ucrânia.
As terras raras não são assim tão raras, as maiores reservas situam-se na China, os Estados Unidos dispõem grandes reservas, assim como a Rússia e a Ucrânia não faz parte dos reservatórios significativos.
Retirado do Facebook | Mural de Rodrigo Sousa e Castro
(…)
Em 1815, no Congresso de Viena, os vencedores da guerra contra o Império napoleónico tiveram o cuidado de não humilhar a França, de fazer de conta que a Revolução e Napoleão eram os únicos culpados dos 25 anos de guerra na Europa, que esses anos de guerra e sofrimento não tinham nada a ver com o povo francês e que a restauração dos Bourbon curava as feridas passadas.
Cem anos depois, os vencedores da Grande Guerra fizeram do Tratado de Versalhes uma paz punitiva para a Alemanha e para o povo alemão, pondo a primeira pedra para o que seria a vertiginosa ascensão de Adolf Hitler.
Em 1945, as políticas seguidas com a Alemanha e o Japão vencidos foram diferentes. A Alemanha ficou dividida, mas como a Guerra Fria começou logo a seguir, soviéticos e ocidentais, depois dos primeiros tempos de brutal ocupação, tiveram o cuidado de tratar bem os “seus” alemães.
«A AfD teve 20,8% e ficou em segundo lugar, exatamente como se temia. E, no entanto, vejo alguns democratas fazerem uma festa. Porque não foi desta. Este foi o melhor resultado da extrema-direita desde a segunda guerra. E, apesar das doses cavalares de desinformação, Musk não teve grande coisa a ver com isso. A sua intervenção mais direta nas eleições alemãs até parece ter tido um efeito contraproducente. As razões são mais comuns.
“Nas finanças não há sorte nem azar, há procrastinação. Quando não fazemos as coisas no momento em que temos de as fazer, temos sempre azar, e o problema da maior parte das crises financeiras — e das quais, infelizmente, Portugal não se livrou –, foi precisamente isso: procrastinação”, disse o antigo ministro das Finanças na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
O apontamento foi feito perante os deputados para justificar o contexto em que foi estruturado o acordo de capitalização contingente (CCA) para a compra do Novo Banco pelo fundo Lone Star, em 2017, e em que se encontrava o sistema bancário português.
Jogo chinês na Ucrânia | Retirado do Facebook, Mural de Julya Nikolaevna
Em conexão com o fato de que o presidente russo, Vladimir Putin, ontem, em entrevista a Pavel Zarubin, mencionou um grupo de “Amigos da Paz” é apropriado falar sobre lógica.
Afinal, durante a conversa telefônica de ontem com o presidente da Federação Russa, o Presidente da China, Xi Jinping, o informou sobre a próxima reunião desse grupo no futuro próximo. Deixe-me lembrar que o Grupo “Amigos da Paz” foi formado sob o “plano de paz” Sino-Brasileiro, datado de 23 de Maio de 2024. A ideia é congelar o conflito.
Moscovo, 19 fev 2025 (Lusa) – O chefe da diplomacia russa defendeu hoje que Moscovo e Washington ainda têm de limpar o legado do ex-presidente Joe Biden, mas admitiu que os dois países “começaram a afastar-se da beira do abismo”.
Um dia depois de se ter reunido na Arábia Saudita com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, Serguei Lavrov considerou que os contactos com a administração do Presidente Donald Trump são apenas “os primeiros passos”.
“Para já, precisamos de ‘limpar’ o legado da administração Biden, que fez tudo para destruir (…) a base de uma parceria a longo prazo entre os nossos países”, disse Lavrov, citado pela agência oficial russa TASS.
A intenção de Donald Trump de aplicar tarifas e iniciar uma “guerra comercial” contra a Europa deixou alarmados os principais responsáveis da União Europeia, que já está a desenhar um plano para seduzir o presidente americano.
Escreve o Politico que Maros Sefcovic, comissário europeu para o Comércio e Segurança Económica, viajou esta terça-feira para Washington D.C. com um denominado “pacote de cooperação” na bagagem.
«No regime político português o Presidente da República desempenha um papel que ultrapassa o do Chefe de Estado que simboliza a comunidade e unidade nacionais. O seu “poder moderador”, como cunhou Benjamin Constant, é ponto fulcral de equilíbrio no sistema. Equilíbrio entre os poderes independentes – executivo, legislativo e judicial; entre Governo e Oposição; entre os que actuam dentro das instituições e os que se sentem marginalizados, e, dentre estes, os motivados a “destruir o sistema”. (…)
O Presidente não governa, não legisla, não julga; não funda partidos, nem lidera partes para tentar governar o todo; não “refunda”, nem destrói o “sistema”.»
Precisei de repetir mil vezes, ao longo de décadas, que a legitimidade e a autoridade obtidas em resultado de uma vitória eleitoral têm limites. A democracia, por mais limpas que sejam as eleições e por maior que seja a percentagem de votos obtida pelos vencedores, deve ser exercida dentro de um quadro de valores éticos e de um sistema institucional claramente definido pela Constituição do país. Vencer é assumir a responsabilidade de proteger a dignidade de todos os cidadãos, promover a equidade e o progresso, respeitar o estado de direito e a lei fundamental, e representar com credibilidade o país no domínio da cooperação externa. O dirigente que não veja o seu papel sob esse prisma, que tente vender a ideia de que a vitória lhe permite fazer tudo e mais alguma coisa, colocando-se acima da lei, comporta-se desde logo como um ditador. Se estiver à frente de uma grande potência, é igualmente uma ameaça francamente preocupante para a estabilidade e a paz entre as nações.
O discurso do vice presidente dos Estados Unidos, J..D Vance, na Conferência de Segurança realizada em Munique, na semana de 10 a 15 de Fevereiro é uma extraordinária lição de política. Independentemente do que cada um possa pensar de J.D. Vance, ou de Trump, ou dos EUA, ou da Rússia, o discurso do vice-presidente dos EUA apresenta os fundamentos da prática política dos Estados Unidos desde a sua fundação: o poder assenta na força dos fortes e é essa força que permite apresentar os poderosos como virtuosos. Maquiavel afirmou o mesmo. Os europeus praticaram estes princípios até à Segunda Guerra Mundial, que colocou um fim no colonialismo e na falácia da missão civilizadora do Ocidente.
Para melhorarem a sua situação estratégica e colocarem os opositores numa posição desvantajosa, as grandes potências provocam crises deliberadamente, de risco calculado, com o intuito de explorar as vulnerabilidades dos rivais. Isso exige uma definição clara e cuidadosa dos objetivos políticos a atingir. A potência desafiadora procura criar ao opositor uma situação insustentável que o leve a empenhar-se, normalmente contrariado. Isso foi evidente quando os EUA apoiaram militarmente os mujahidins, levando à intervenção soviética no Afeganistão, em 1979. O então Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA durante a presidência de Jimmy Carter, Zbigniew Brzeziński nunca escondeu essa intenção.
Trump não tem medo do “imperialismo russo” e pretende negociar um Acordo de Paz para o conflito ucraniano que poderia ter sido obtido em 2022.
A UE e os dirigentes europeus, em maioria, mostraram ao longo de três anos completos a sua incapacidade de tentar resolver um conflito baseados na constante mentira propalada de que “a Rússia quer atacar a Europa”, porque Putin tem uma política de ambições imperialistas.
Presidente norte-americano exigiu a Kiev 485 mil milhões de euros em terras raras, que contêm metais utilizados em particular em eletrónica, em troca de ajuda norte-americana na guerra contra a Rússia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a Ucrânia “poderá ser russa um dia” e afirmou que exigiu a Kiev o equivalente a 500 mil milhões de dólares (485 mil milhões de euros) em terras raras, que contêm metais usados em particular em eletrónica, em troca de ajuda norte-americana no conflito com a Rússia. “Pelo menos assim não nos sentimos estúpidos”, disse Donald Trump.
Eventos |O lançamento do livro terá lugar no Iscte, no auditório J. J. Laginha, pelas 18h30 do dia 6 de fevereiro. A sessão contará com a presença do autor e com apresentação de José Pacheco Pereira e Elisa Ferreira.
Em 2020, António Costa Silva apresentou a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030. O primeiro-ministro António Costa designou-o como «engenheiro que é poeta» e explicou que o desafio ao seu conselheiro tinha como objetivo «emprestar às políticas públicas o rigor da engenharia, mas também a imaginação da poesia». Em 2022, passou a governante quando tomou posse como ministro da Economia e do Mar do XXIII Governo Constitucional, cargo que desempenhou durante dois anos. Agora, conta em livro como foram ambas as experiências.
Governar no Século XXI: Desafios, Soluções, Liderança começa por narrar a fase em que o autor foi convidado por António Costa a preparar uma visão estratégica para a recuperação e o desenvolvimento da economia portuguesa para 2030 e dá-nos a explicação das bases dessa mesma estratégia. Depois, relata como foi o período em que esteve em funções governativas. «O que esta obra traz é uma reflexão sobre essa experiência, é uma devolução ao país do que aprendi, do que vi, do que observei e do que fiz. É a prestação de contas como cidadão que, durante algum tempo, teve a oportunidade de exercer funções políticas e de se confrontar com a dificuldade de ser político», escreve o autor na introdução.
Sobre o autor António Costa Silva é engenheiro, professor universitário aposentado e gestor. Nasceu em Angola, formou-se no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e estudou no Imperial College, em Londres. Tem uma longa carreira ligada ao setor da energia. Em 2020, foi convidado pelo Governo para preparar a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030. Entre 2022 e 2024 foi ministro da Economia e do Mar do XXIII Governo Constitucional
Six years ago, I established the Council for Inclusive Capitalism as a non-partisan organization bringing together investors, CEOs and civic leaders to create a more inclusive, sustainable, dynamic and trusted economic system – a commitment which reaches beyond politics and partisanship.
As the new administration of President Trump takes charge in Washington, determined to implement his own policy agenda for change, I urge the President – and the business community – to remember the people who voted for him: lower-income communities across America.
That is why I wrote this op-ed in the Harvard Business Review, sharing my personal perspective on policies that could address the economic concerns of American workers who put faith in the Republican president, signaling a historic shift.
Lisboa, 03 fev 2025 (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou hoje que a via de “controlo” e de “moderação” seguida por Mário Soares enquanto Presidente da República foi “a melhor interpretação de modelos presidenciais”, que nem Jorge Sampaio ou Cavaco Silva seguiram.
Durante a intervenção de abertura da conferência “Orgulhosamente acompanhados”, um ciclo de seis encontros organizado pelo Instituto Diplomático, no âmbito do centenário do nascimento do antigo primeiro-ministro e antigo Presidente da República Mário Soares, em Lisboa, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros evocou a “sabedoria política” e o lugar “incomparável” de Mário Soares na democracia portuguesa, nomeadamente enquanto Presidente da República.
Mario Draghi, perante o Conselho de Estado português, recusou que o aumento da despesa no setor da Defesa dos países europeus se faça à custa da retirada de fundos ao Estado Social. Aliás, quem tenha lido com atenção o relatório que subscreveu, certamente chegou a essa conclusão sem grande esforço. Trata-se, sim, de dar atenção aos setores cruciais que contribuam para o aumento da produtividade, como o tecnológico e o energético, bem como para a segurança europeia nos setores da Defesa e do Espaço. Para tanto, importa mobilizar capitais públicos e privados, com um planeamento estratégico atuante, para contrariar o declínio.
O ChatGPT, criado pela norte-americana OpenAI, e o DeepSeek, criado pela startup chinesa em ascensão, devem ser analisados sob dois prismas: desenvolvimento tecnológico e impacto regulatório. A criação do ChatGPT, um modelo de linguagem de grande escala (LLM), implicou elevados recursos computacionais e avultados investimentos. Já o DeepSeek-R1, modelo mais evoluído daquela startup chinesa, promete um desempenho semelhante ao ChatGpt o1 (modelo de raciocínio mais avançado da OpenAI) com menos energia e capital, levantando questões sobre a eficiência e sustentabilidade do modelo de IA norte-americano.
«Há alguns anos, no âmbito de funções que tinha na Assembleia da NATO, tive ocasião de passar algum tempo na Gronelândia. Agora que Trump se lembrou de incluir a grande ilha na sua lista imperial – coisa que em bom rigor não lembrava a ninguém – as memórias dessa viagem regressaram e algumas ajudam-me a ver fisicamente o que ele quer. E como, com excepção de algumas trágicas mortes de pescadores nos confins da pesca do bacalhau que lá estão enterrados, poucos portugueses conhecem a Gronelândia, e nenhuns estiveram em alguns dos sítios que visitei, aqui ficam algumas dessas memórias. Deixo de lado os motivos clássicos da ganância imperial, como sejam as riquezas minerais ou a geopolítica do Ártico, valorizada pela abertura de passagens marítimas que até agora não eram navegáveis, ou as asneiras que ouvi de alguns dos nossos ecologistas preocupados pelas florestas locais, numa terra onde não há praticamente árvores que confundiam com a Sibéria.
A eventual recondução do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, tem merecido comentários por parte dos líderes dos maiores bancos nacionais. Na quinta-feira, foi a vez de João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, defender a recondução de Centeno para um segundo mandato, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais do banco. Descrevendo o governador como “independente”, o CEO do BPI defendeu que Centeno tem prestígio internacional e que a “sua continuidade seria algo positivo”. Para logo acrescentar, de forma salomónica: “Se não for o professor Mário Centeno, cá estaremos para o receber. Se for, continuaremos no bom caminho.”
In this interview, Professor John Mearsheimer explains why the United States wants to contain China, but it is already too late for the US to stop the China’s economic growth.
Os alemães de Leste não demonstram querer regressar aos tempos da RDA, mas tampouco estão satisfeitos com o “sucesso da reunificação”.
Esta semana, a queda do Muro de Berlin celebra 35 anos, um acontecimento visto como o início do fim da Guerra da Fria. Em menos de dois anos, as duas Alemanhas voltavam a ser um único país. Nessa altura, os alemães de Leste votaram esmagadoramente a favor dos partidos dominantes no Ocidente (CDU e SPD). O PDS, partido herdeiro do regime socialista estabelecido na zona de influência soviética, obteve apenas com 16,4% dos votos (1,9 milhões). Meses depois, na primeira eleição legislativa da Alemanha unificada, o PDS perdeu cerca de 750 mil votos.
Trump tem fortes razões para estar orgulhoso. E isso ficou claro no seu discurso de posse. Regressar ao poder, com a forte legitimidade eleitoral que conseguiu arregimentar, com confortável base legislativa e judicial, deve dar uma muito agradável sensação de poder. Um poder que recuperou depois de ter descido aos infernos, com uma derrota eleitoral sofrida mas nunca aceite, com processos judiciais cumulativos e humilhantes, depois de ter sido exposto como cúmplice de uma agressão constitucional sem precedentes ao Capitólio. Capitólio esse onde agora reentra pela porta principal, sob o olhar impotente dos seus inimigos, com esse passado conflitual recente colocado entre parêntesis. Como vingança, reconheça-se, Trump não poderia ter desejado mais e melhor.
A ponderação da evolução política alemã, não dispensa a análise das presenças de Sahra Wagenknecht e Alice Weidel.
A primeira, oferece um percurso consistente desde a sua militância comunista na Alemanha Oriental, tendo seguido todas as transformações do partido, até à ruptura, consumada com a fundação do seu próprio partido, agora com a singularidade de trazer o seu nome.
No outro lado do leque político, Alice Weidel da AfD é outra figura interessante, por motivos diversos. Fez doutoramento em Economia e pretende também a recuperação dos fornecimentos russos de energia, como o pretenderá quem quer que não seja lunático.
Vladimir Putin, reunido com os ministros do Governo russo, garantiu que Moscovo está aberto para dialogar com a nova administração norte-americana.Sobre a guerra na Ucrânia, o líder russo quer uma paz duradoura, mas assegura que vai lutar pelos interesses da Rússia.
Para além da guerra na Ucrânia, Putin falou ainda sobre o controlo de armas nucleares e garantiu que Moscovo está disponível para discutir o tema com Trump. Em causa está o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (ou Novo START) que expira em fevereiro de 2026. Este é o último pilar do controlo de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia.
Tom do Presidente eleito dos Estados Unidos já não é tão agressivo em relação à China. Há temas globais em que convergem e os elogios do regime comunista a Elon Musk sinalizam um novo clima.
A satisfação de um jornal comunista de Pequim pelo “sucesso” do capitalista mais rico do planeta pode parecer fake news. Não é: para o “Global Times”, a fábrica da Tesla em Xangai constitui “um vívido exemplo de como a China e os Estados Unidos podem cooperar e promover uma colaboração mutuamente vantajosa”.