A FLOR | ALMADA NEGREIROS

Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.

Depois a criança vem mostrar estas linhas às pessoas:
Uma flor !

As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor.
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Almada Negreiros

EUA: ENTRE MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE HOMÉRICA, por Viriato Soromenho-Marques

Uma das mais dolorosas aprendizagens durante estes mais de três anos de guerra na Ucrânia tem sido a de confrontar-me com o trágico declínio da honorabilidade académica e do brio intelectual, tanto nas instituições universitárias como nos meios de comunicação social. 

É com tristeza que tenho acompanhado o modo como professores, investigadores e jornalistas têm violado o imperativo de “imparcialidade homérica”, expressão cunhada por Hannah Arendt para definir uma virtude específica da tradição espiritual do Ocidente: a capacidade de analisar com objetividade a realidade, a natureza das situações, e os motivos dos agentes coletivos e individuais, mesmo no quadro de conflitos violentos. 

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Banco de Portugal: guerra tarifária tem “impacto negativo relevante na economia portuguesa”, in DN, 20-03-2025

Num cenário de incerteza “máxima” e grandes incógnitas para os investidores, guerra comercial global combinada com degradação da previsibilidade pode tirar 1,1% ao PIB português em três anos.

“O indicador global de incerteza das políticas económicas atingiu valores próximos dos máximos históricos no início de 2025, o que por si só poderá limitar o crescimento da atividade mundial” e o investimento privado, mas para já o crescimento da economia portuguesa ressente-se apenas de forma muito ligeira, abrandando de 2,3% este ano para 2,1% no próximo, prevê o Banco de Portugal (BdP), no novo boletim económico, divulgado esta quinta-feira.

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Onze Contos Malditos, de Hélio Brasil, por Adelto Gonçalves

A voz dos excluídos. Em seu derradeiro livro, Helio Brasil reconstrói, com uma linguagem dura, sem adornos, o mundo violento da periferia carioca.

                     I
    Depois de lançar o romance A Pele do Soldado (Rio de Janeiro, Editora Mauad X), em 2022, Hélio Brasil volta a mostrar que continua em plena forma como ficcionista, ao publicar Onze Contos Malditos (Rio de Janeiro, Editora Lacre, 2024), obra em que, “na flor da idade, com seus noventa anos”, reúne textos “nada suaves, mas realistas, trágicos e, às vezes, chocantes”, como observa, com acerto, o escritor e advogado Gilberto Moog no texto de apresentação. 
    Este lead já estava pronto quando veio a notícia infausta: o autor faleceu dia 14 de março de 2025, sexta-feira, no Rio de Janeiro, aos 94 anos, deixando vasta obra que inclui livros de contos, novelas, romances e memórias, especialmente sobre o bairro carioca de São Cristóvão, onde, praticamente, sempre morou.  

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Cegueira Deliberada, por Carlos Matos Gomes

Está a decorrer uma alteração radical da estratégia americana para a redefinição dos centros de poder mundial que estava em vigor desde os anos 80 do século passado. Esta estratégia foi gizada por Zbigniew Brzezinski, conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos durante a presidência de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981 e que ele publicou numa uma obra hoje clássica: «Grand Chessboard — American Primacy and Its Geostrategic Imperatives», que marcou a estratégia americana até à administração Biden.

Esta estratégia assentava no conceito de hegemonia americana, no cerco ofensivo contra a URSS, o inimigo principal e na importância decisiva do que ele designou «Eurásia» e que corresponde grosso modo à Ucrânia. Para o desenvolvimento dessa estratégia os EUA necessitavam da Europa como base de retaguarda ou de ataque.

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MACHADO DE ASSIS, MESTRE DA IRONIA

Retirado do Facebook | Mural de “Leituras Livres”

O escritor brasileiro Machado de Assis rompe com o idealismo romântico de toda uma geração de escritores (por exemplo José de Alencar) e inagura uma outra escola literária: o realismo.

Mas, além desse mérito, ele também é conhecido como o mestre da ironia, recurso do qual usa e abusa na maioria de suas histórias. 

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CONVERSAS COM AGOSTINHO DA SILVA

“A Filosofia tem um perigo terrível, que é o de cada homem, por esse pensamento filosófico, acabar de construir uma verdade e achar que é o senhor da Verdade e, portanto, ter quase à mão uma Inquisição pronta a agir. 

Quanto à Ciência é a mesma coisa. Quanto à Ciência, também o perigo de pensarmos que o Universo é inteiramente racional, que o Universo é inteiramente matemático, que tudo está dentro de uma determinação de lógica matemática quando, hoje, a própria Física Quântica está a chegar ao ponto de ter de concordar que a Vida tem mais imaginação que a Matemática. 

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Antes de discutir com alguém, Helen Mirren

Helen Mirren disse uma vez: Antes de discutir com alguém, pergunte a si mesmo, essa pessoa é mesmo mentalmente madura o suficiente para entender o conceito de uma perspetiva diferente. Porque se não, não adianta absolutamente nada.

Nem toda discussão vale a sua energia. Às vezes, não importa quão claramente você se expresse, a outra pessoa não está ouvindo para entender – ela está ouvindo para reagir. Eles estão presos na sua própria perspetiva, não querem considerar outro ponto de vista, e interagir com eles só te esgota.

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PROLEGÓMENOS A UM TRATADO DE METEOROLOGIA DE CAFÉ, por José Gabriel

Temos de admitir. O IPMA cada vez está mais preciso e rigoroso. Para quem gosta de surpresas, isso não é uma boa notícia. Perde-se aquela emoção de hesitar se se sai com um guarda-chuva ou não.

Qual a roupa adequada à insegurança meteorológica que se adivinha. Depois, conforme as decisões nestes magnos problemas e subsequentes resultados, dispúnhamos de um rol de imprecações para reagir, sendo que os crentes dispõem de um significativo rol de divindades que podem culpar – a começar pelo inevitável S. Pedro, a quem é atribuído, dizem, este pelouro. 

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FLORBELA ESPANCA

Eu queria mais altas as estrelas,
Mais largo o espaço, o Sol mais criador,
Mais refulgente a Lua, o mar maior,
Mais cavadas as ondas e mais belas;

Mais amplas, mais rasgadas as janelas
Das almas, mais rosais a abrir em flor,
Mais montanhas, mais asas de condor,
Mais sangue sobre a cruz das caravelas!

E abrir os braços e viver a vida:
– Quanto mais funda e lúgubre a descida,
Mais alta é a ladeira que não cansa!

E, acabada a tarefa… em paz, contente,
Um dia adormecer, serenamente,
Como dorme no berço uma criança!

Um mergulho na memória | Em novo livro, o historiador e arquiteto Nireu Cavalcanti rememora os anos da infância e juventude em Maceió, por Adelto Gonçalves

Nireu Cavalcanti

  I
Depois de escrever vários livros em que reconta a História do Brasil, com base em documentos manuscritos de arquivos portugueses e brasileiros, o historiador e arquiteto Nireu Cavalcanti acaba de publicar Borbulhar da Memória (Edições Júlio e Maria, 2024), em que trata de  reconstituir a história de sua própria família, gente oriunda do agreste e do sertão de Alagoas, entre Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema, que se transferiu  para Maceió em 1947, quando o autor tinha apenas três anos, e, finalmente, para o Rio de Janeiro, em 1962.

Para melhor recuperar os anos perdidos, o autor ainda agrega ao livro depoimentos de quatro de seus irmãos, que enriquecem o trabalho.

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Helena Roseta, A luta pelo direito à habitação, in Jornal de Letras, 28-10-2024

Dirigente e ativista política, deputada, autarca, arquiteta e bastonária da sua Ordem, Helena Roseta acaba de dar a lume “Habitação & Liberdade”, um livro sobre um dos maiores problemas do nosso país. Ouvimo-la a seu propósito.

Não é possível, nem aqui necessário, fazer aqui uma síntese, mesmo que muito reduzida, do percurso de Helena Roseta, desde a sua ligação, ainda estudante, a movimentos católicos e de intervenção progressista, a eleita para a Assembleia Constituinte aos 27 anos, figura destacadíssima do PPD e apoiante de Sá Carneiro (PPD de que saiu para, em 1986, apoiar Mário Soares para Presidente da República), presidente da Câmara de Cascais, deputada primeiro independente, depois eleita nas listas do PS, fundadora do Movimento Intervenção e Cidadania, bastonária da Ordem dos Arquitetos, grande amiga e testamenteira de Natália Correia, etc., etc.

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Siza Vieira defende RSI (Rendimento Social de Inserção) para combater pobreza, in SIC Notícias

Num discurso dirigido aos jovens, na Academia do PS nos Açores, o antigo ministro da Economia sublinhou a importância de prestar atenção a quem vem de contextos mais difíceis.

O antigo ministro da economia Pedro Siza Vieira defende que o rendimento social de inserção (RSI) é essencial para pessoas em situação de pobreza extrema. 

Perante uma plateia de jovens, nos Açores, uma região muito afetada pela pobreza, o antigo ministro fez uma defesa absoluta do RSI.  

“Quando se diz que “o rendimento social de inserção é para esses tipos que não fazem nada”: pois não. Mas são essas pessoas, precisamente, que precisam de atenção. E é um investimento no nosso futuro, no futuro da comunidade”, afirmou Siza Vieira, na “Academia Novo Futuro” do PS Açores. 

Nos Açores, o tema tem sido bastante discutido. A taxa de risco de pobreza na região autónoma até desceu, em 2024, mas continua a ser das mais altas do país

“Morramos ao menos no porto”, o segundo livro de Francisco Mota Saraiva, Prémio José Saramago

Pediu o título emprestado a Séneca e conquistou o Prémio José Saramago no final de 2024. Morramos ao menos no porto, o segundo livro de Francisco Mota Saraiva, chega às livrarias a 20 de março com carimbo da Quetzal Editores. Trata-se de um romance que abala os fundamentos da narrativa clássica, um fogo que alastra até consumir todas as suas personagens e que revela o seu autor como uma voz poderosa na literatura portuguesa.

Intenso e comovente, o novo Prémio José Saramago é um romance que trata da perda, da melancolia e da recordação, num registo fragmentado que desafia o leitor. Morramos ao menos no porto acompanha a ligação de Silvina e António, um retrato de um casamento de vinte e cinco anos contado em diferentes dimensões. Um livro sobre amor, finitude e memória, que dá voz aos mortos que murmuram debaixo do chão de casa.

Últimas semanas foram “completo desastre para a democracia”, diz Marques Mendes

Luís Marques Mendes diz que as últimas semanas foram desastrosas para a democracia.

O candidato à presidência da República apela a uma campanha limpa, que não afaste ainda mais os portugueses da política.

SIC Notícias | https://sicnoticias.pt

If Death isn’t the End, Why Are We Scared? The Buddha’s Answer

5/03/2025 | If Death isn’t the End, Why Are We Scared? The Buddha’s Answer.

We all think about death. Why are we so scared? What if death is not the end? This video looks at what the Buddha taught about life and death. It talks about change, holding on too tight, and who we really are. You can learn a new way to think about death, so you can live without fear and enjoy each day.

Learn about: Buddha’s ideas, death, change, not holding on, being yourself, being calm. 00:00 – Intro 01:36 – What Exactly Are We Afraid Of? 05:31 – Does Death Really Mean the End? 09:23 – Why Do We Suffer in the Face of Death? 14:15 – The Final Answer – Why We Shouldn’t Fear Death.

Pedro Nuno Santos quer discutir problemas do país na campanha para as eleições, in LUSA e jornal Público, 16-03-2025

Pedro Nuno Santos quer discutir problemas do país na campanha para as eleições
O secretário-geral do PS acusa Luís Montenegro de ser o responsável pelas eleições antecipadas e promete fazer da campanha um local para falar de propostas para o país.

Ler a notícia aqui: https://www.publico.pt/2025/03/16/politica/noticia/pedro-nuno-santos-quer-discutir-problemas-pais-campanha-eleicoes-2126172

Poesia, Substantivo Feminino | CONVITE de Livraria Buchhzolz, dia 3 Abril, 18h30m

Com as autoras Raquel Serejo Martins,  Catarina Santiago Costa, Inês Dias, Marta Magalhães, Rosalina Marshall, Renata Correia Botelho, Cláudia Lucas Chéu, Marta Chaves, Filipa Leal, Inês Fonseca Santos, Raquel Nobre Guerra, Yara Nakahanda Monteiro, Cláudia R. Sampaio, Raquel Gaspar Silva, Catarina Nunes de Almeida, Minês Castanheira, Raquel Lima, Gisela Casimiro, Beatriz Hierro Lopes, Tatiana Faia, Sara F. Costa, Inês Francisco Jacob, Mafalda Sofia Gomes, Beatriz de Almeida Rodrigues e Sara Duarte Brandão.

Braço privado do Banco Mundial perspetiva expansão nos países lusófonos, in LUSA

Santa Maria, Cabo Verde, 15 mar 2025 (Lusa) – A Sociedade Financeira Internacional (IFC, sigla inglesa), braço do Banco Mundial para o setor privado, perspetiva continuar a expandir o investimento nos países lusófonos, disse hoje à Lusa Cláudia Conceição, diretora regional da IFC para a África Austral. 

“Nos últimos cinco anos, a IFC aumentou significativamente a presença na África lusófona. Temos atualmente representações em cinco dos seis países e a perspetiva é, sem dúvida, expansionista”, referiu aquela responsável, à margem do Fórum de Negócios da África Lusófona, que decorreu quinta-feira e sexta-feira na ilha do Sal, Cabo Verde.

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Marques Mendes destaca subida em sondagem: “Seguimos confiantes”, in Notícias ao Minuto

Apesar de a sondagem apontar Henrique Gouveia e Melo como o preferido dos portugueses na ‘corrida’ a Belém, Marques Mendes ficou satisfeito por ser quem mais se aproxima do almirante.

Neste duelo, Gouveia e Melo recolheria 49% das intenções de voto, o que significa uma queda de dois pontos percentuais em relação à sondagem anterior, enquanto o antigo presidente do PSD teve 37%, uma subida de sete pontos percentuais.

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Jorge Miranda defende que Portugal só deixe entrar imigrantes que falem português, in Agência LUSA e TVI Notícias

O constitucionalista Jorge Miranda defende que a imigração para Portugal só deve ser permitida a quem souber falar português, mostrando-se totalmente favorável à imigração dos países africanos de língua portuguesa e do Brasil.

“Eu sou muito favorável à imigração, antes de mais nada, por uma questão de fraternidade humana. Nenhum país pode fechar-se ao resto do mundo”, disse.

E acrescentou: “Quando sabemos que há muita miséria, muita desigualdade, muitas questões étnicas e outras nos chamados países do terceiro mundo, na África e na Ásia, não podemos fechar os olhos à imigração”.

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“Desperdício total de dinheiro”: antigo primeiro-ministro italiano Conte denuncia plano de rearmamento da UE, in Euronews

O plano de rearmamento que acaba de ser apresentado pela Comissão Europeia e que visa desbloquear até 800 mil milhões de euros é considerado um desperdício total de dinheiro pelo antigo primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte.

Numa entrevista à Euronews, Conte afirma que o ReArm EU significa “deitar dinheiro fora para permitir que todos os Estados-membros continuem a aumentar as despesas militares de forma descoordenada e desordenada”, em vez de impulsionar um “projeto sério de defesa comum”, que, na sua opinião, deveria alcançar uma autonomia estratégica com “um passo importante” na integração política da UE.

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Bertrand Editora | Elvira Fortunato, a história de uma extraordinária mulher e cientista, de Portugal para o mundo

«Este livro conta a história de uma cientista portuguesa com uma projeção única a nível internacional», escreve o autor no arranque do livro Elvira Fortunato – Uma vida de paixão pela ciência. Durante mais de três décadas como jornalista do Expresso, Virgílio Azevedo acompanhou o mundo da ciência, o que lhe permitiu seguir de perto, ao longo de quase vinte anos, uma das maiores figuras do panorama nacional nesta área: Elvira Fortunato.

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Viriato Soromenho Marques | PORTUGAL À DERIVA NA TEMPESTADE – quatro notas de leitura, in Jornal de Letras, 5-2-2025

Os EUA nunca acreditaram, ao contrário da ignara arrogância de Bruxelas, que a máquina de guerra russa poderia ser derrotada no plano convencional. Como o secretário da Defesa L. Austin afirmou, logo em maio de 2022, o objetivo dos EUA era o de fazer “sangrar a Rússia”, enquanto Kiev tivesse capacidade para o fazer.

As grandes crises revelam os grandes líderes. Contudo, apenas quando os povos têm a sorte e a capacidade de os produzirem. A guerra da Ucrânia, que já entrou no seu quarto ano é, sem dúvida, a maior crise existencial de toda a história portuguesa, pois é a primeira vez que Portugal tem um governo que se deixou, com entusiástica estultícia, enrolar num confronto com a Rússia, totalmente contrário ao interesse nacional mais elementar, o salus populi suprema lex esto (seja a salvação do povo a lei suprema), imortalizado no De Legibus, de Cícero. 

Nem os fanáticos que queriam declarar guerra ao império britânico, na sequência do Ultimato de 1890, nem o furioso Afonso Costa, colocando Lisboa a ferro e fogo em maio de 1915 para enviar, por decisão unilateral, milhares de soldados analfabetos para a Flandres, se comparam à façanha do mesquinho consenso nacional que vai de António Costa a Rui Tavares, numa contemporânea demonstração da veracidade da tese de Unamuno que considerava ser Portugal um país de suicidas. O que continua em causa é a possibilidade de Portugal ser destruído num conflito total com a Rússia, o país com o mais poderoso e moderno arsenal nuclear do planeta.

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Advogado do Porto regista marca “Movimento Gouveia e Melo Presidente” em nome do almirante, in DN, 12-03-2025

“Movimento Gouveia e Melo Presidente” é a marca que já foi registada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

A notícia foi avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo DN, sendo que foi apresentada por a 27 de fevereiro de 2025 por Hugo Telinhos Braga, um advogado do Porto, que coloca como titular da marca o próprio almirante Henrique Gouveia e Melo.

Se dúvidas existissem, este é mais um sinal que o ex-chefe do Estado-Maior da Armada vai mesmo avançar para as eleições Presidenciais que vão realizar-se em janeiro de 2026. Até ao momento, Gouveia e Melo ainda não assumiu a candidatura e prometeu para breve um esclarecimento sobre o assunto.

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Em quatro línguas | F. Scott Fitzgerald

  • In the end, we’re all just humans, and love, only love, can heal our brokenness.
  • Et à la fin, nous sommes tous juste des humains, et l’amour, seul l’amour peut guérir notre brisement.
  • Y al final, todos somos humanos, y el amor, solo el amor puede sanar nuestro quebrantamiento.
  • E no final, todos nós somos apenas humanos, e o amor, somente o amor pode curar nosso quebrantamento.

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F. Scott Fitzgerald

Pintura “The Kiss” de Gustav Klimt

Inclusive Capitalism: Our North Star

lynn forester de rothschild – 1

In times of rapid change and shifting political currents, we stand by our guiding purpose: to build a more inclusive, sustainable, dynamic and trusted economic system.

At the Council for Inclusive Capitalism, this commitment remains our North Star and we are deeply grateful for your participation and interest.

In a recent interview with the radio program Leadership Matters, I reflected on how my upbringing, faith, and career experiences shaped my conviction that business—at its best—can align benefits for people and the planet with healthy profits.

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DO LABORATÓRIO À COZINHA, por A. M. Galopim de Carvalho, in “Sorumbático”

Vinte e quatro anos depois da jubilação, eis-me a publicar mais um livro em que se fala de açordas, migas e outros comeres, como diziam os rurais alentejanos no tempo em que, como adolescente, pude conviver com eles.

Nos três anteriores, “Com Poejos e Outras Ervas”, “Açordas Migas e Conversas” e “Com Coentros e Conversas à Mistura”, além de receitas culinárias, fala-se “de tudo e mais alguma coisa”, da crónica à ficção, da mineralogia e geologia à história e à filosofia, das artes à sociologia. Neste, síntese dos anteriores, a que se acrescenta o que fui editando na minha página do Facebook apenas das muitas confecções aprendidas e criadas, todas elas da gastronomia alentejana ou nela inspirada.

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Política Explicada aos mais Novos, por João Carlos Durão

Sinopse | “Política Explicada aos Mais Novos” é um guia acessível e inspirador que torna os conceitos de política e democracia simples e interessantes para os jovens. 

Criado com a ajuda de inteligência artificial, este livro desmistifica a política, mostrando como ela molda o nosso dia a dia e o futuro do mundo. 

Com histórias, exemplos práticos e linguagem clara, é uma ferramenta essencial para ajudar os jovens a compreenderem o valor da cidadania e a importância da participação ativa. 

Descobre como a política pode ser mais próxima e relevante do que imaginas!

NO MEIO DO CAMINHO | CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Stone in Death Valley National Park

California

Trump veut détruire l’UE et la reconstruire à son image, par NICHOLAS VINOCUR et CAMILLE GIJS, in “POLITICO”

Donald Trump a tenté, en vain, de trouver une faille dans l’armure de l’UE avec la guerre commerciale qu’il a déclenchée au cours de son premier mandat.

Mais aujourd’hui, il a trouvé un point plus vulnérable : la crise sécuritaire massive qu’il a provoquée en retirant le soutien des Etats-Unis à l’Ukraine expose des fissures potentiellement mortelles dans le bloc des 27 nations.

Rien ne pouvait lui plaire davantage.

Le président américain nourrit depuis longtemps un mépris non dissimulé pour l’UE, qu’il a décrite — à tort — comme ayant été créée “pour baiser les Etats-Unis”. Pour Trump, l’Union fait partie de ses autres bêtes noires supranationales, telles que l’Organisation mondiale du commerce et l’Organisation mondiale de la santé, qu’il convient d’abattre pour avoir escroqué l’Amérique.

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Isaltino Morais. “O mercado da habitação vai estar muito pior daqui a cinco anos”, in DN, 06-03-2025

O autarca de Oeiras considera que o poder político não quer resolver o problema da habitação em Portugal. E sublinhou que a nova lei dos solos contém uma “veia neoliberal” que só pensa nos privados.

O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, considerou hoje que a nova lei dos solos contém uma “veia neoliberal” do PSD que “pensa que os promotores privados podem resolver o problema da habitação em Portugal”.

O autarca de Oeiras, que falava no decorrer da Conferência Habinov 3.0, organizada pela Nova SBE, disse que “tal como a lei ficou não vai ter impacto absolutamente nenhum”.

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VAMOS CONTINUAR A FALAR DE TERRAS-RARAS, por A. Galopim de Carvalho, in  De Rerum Natura

E vamos fazê-lo porque as propriedades ópticas, magnéticas e químicas dos 17 elementos químicos incluídos nestas “terras”, ou seja, nestes óxidos, são fundamentais para, como já está a acontecer, darmos este salto tecnológico que nos maravilha e, ao mesmo tempo, nos assusta.

Um parêntese para lembrar que a descoberta do oxigénio, nos primeiros anos da década de 70 do século XVIII, pelo inglês Joseph Priestley (1733-1804), em 1772 e, separadamente, pelo sueco Carl Wilhelm Scheele (1741-1786), em 1774, levou a que a composição química das rochas passasse a ser expressa em óxidos e que estes pioneiros da Química davam o nome de “terras” a esses óxidos de metais.

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Economia | Mário Centeno: “A guerra está aqui e vamos ter de gastar muito dinheiro”, in DN, 07-03-2025

“Temos grandes questões na dívida pública, mas esta deverá crescer novamente nos próximos anos devido aos desafios na defesa”, disse o governador. Taxas de juro do BCE não voltarão a 0%, avisou.

A Europa (Portugal, incluído) vai precisar de se endividar muito, novamente, ao longo dos próximos anos para se poder “gastar muito dinheiro” na área militar e defesa, avisou Mário Centeno, o governador do Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira, numa conferência, em Lisboa.

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A Europa e a decadência, por Jaime Nogueira Pinto, in DN, 08-03-2025

Por vezes a resposta à realidade desagradável é ignorá-la; outras vezes é passar a tratá-la ao modo de Cruzada contra o Mal, o mal absoluto, contra o qual vale tudo; e nessa narrativa alternativa, concentrar tudo o que possa contraditar a realidade, usando argumentos laterais, colaterais, formais, por importantes que sejam, mas fugindo ao cerne da questão.

É este o juízo que me parece mais próprio, vendo o alheado agitar, esbracejar e passarinhar dos líderes europeus para longe do centro da intriga (o almejado fim do conflito Rússia-Ucrânia), perante a nova Administração americana e o seu dilúvio diplomático e executivo.

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A Rússia pode mesmo invadir-nos?, por Pedro Tadeu, in DN, 08-03-2025

A Rússia talvez venha, politicamente, a vencer a guerra com a Ucrânia mas, na verdade, não a conseguiu vencer militarmente, tal como, aliás, em sentido inverso, a NATO com o seu apoio às tropas do presidente Volodymyr Zelensky também não conseguiu vencer, ao fim de três anos, a Rússia.

Passado este tempo andar a dizer ao povo que a Europa (União Europeia e Reino Unido) precisa urgentemente de se rearmar para fazer frente a uma ameaça russa só não é uma falácia ridícula porque a sua aceitação generalizada, como parece estar a acontecer, a transforma numa iminente tragédia coletiva.

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8 de Março, Dia Internacional das Mulheres Pintura de Iman Maleki, “La Mirada”

O Dia Internacional das Mulheres foi oficializado pela Organização das Nações Unidas, em 1975. É assinalado, anualmente, a 8 da Março, para homenagear aquelas que lutaram pelos direitos das mulheres, para lembrar que as conquistas de outrora continuam a ser relevantes, e que a luta ainda não acabou.

BEI planeia investir 10.000 milhões de euros em habitação sustentável, in LUSA e IDEALISTA, 06-03-2025

Banco Europeu de Investimento (BEI) planeia investir cerca de 10 mil milhões de euros nos próximos dois anos para apoiar a habitação sustentável e a preços acessíveis, compromisso assumido esta quinta-feira (6 de março de 2025) no lançamento de uma plataforma de investimento. O investimento do Grupo BEI tem como objetivo a construção de 1,5 milhões de habitações novas ou renovadas em toda a Europa.

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Adelto Gonçalves | Percurso de uma paixão pelas letras

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Trabalho de conclusão de curso mostrou a trajetória do jornalista e escritor Adelto Gonçalves

Há 20 anos, ao final de 2004, os alunos José Djacy Campos Freire e Elaine Cristina da Cunha defenderam, na Faculdade de Comunicação e Artes do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), atual Universidade São Judas-campus Unimonte, de Santos, o trabalho de conclusão de curso (TCC) intitulado Adelto Gonçalves – vida e obra de um autor santista. O TCC, que contou com a orientação da professora doutora Fátima de Azevedo Francisco, é uma grande reportagem que procura mostrar a trajetória até então do jornalista, professor e escritor Adelto Gonçalves (1951), autor de obras publicadas no Brasil e em Portugal.

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Uma Europa parada no tempo e sem centralidade, in “Strategic Culture Foundation”, por Hugo Dionísio

A Europa, incapaz de abraçar o projecto euroasiático, divorciada de si e dos seus, inactiva e imóvel, como que parada no tempo, deixou que o fim da história dos EUA, se tornassem no seu próprio fim da história.

A União Europeia está absolutamente devastada. Falta saber bem porque razão tal sucede. Há quem diga que é porque os EUA a abandonam, trocando a atenção que lhe davam, por uma atenção maior ao pacifico e, em especial, à China. Há quem diga que, o seu receio está relacionado com a incapacidade de a União Europeia se defender das suas ameaças, leia-se, do arqui-inimigo das nações do centro europeu, concretamente a Federação Russa. Há quem diga, ainda, que o desespero tem causa na perda da liderança, o que é caricato: tanto falar de liberdade e, ao mesmo tempo, parecer ter medo de ser livre. A Europa tem medo de se libertar dos EUA e, perante essa possibilidade, sente-se abandonada.

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O crescimento económico nacional está assente numa total desarticulação territorial, 17-02-2025, in “República dos Pijamas”

Um modelo de modernização fora das áreas metropolitanas, combinado com uma turistificação da Capital, não é sustentável sem políticas direcionadas.

Depois de a economia portuguesa se reerguer da pandemia com taxas de crescimento acima da média europeia, o debate sobre a sua evolução tem sido marcado por pelo menos duas correntes.

Por um lado, os bons números do PIB são contrapostos com o crescimento de setores de baixos salários como o turismo. Como frequentemente argumentado à esquerda e enfatizado nesta newsletter com alguma regularidade, é aqui que reside a crise habitacional que empobrece grande parte dos trabalhadores.

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Zelensky propõe trégua no ar e no mar para iniciar negociações de paz, in RTP, 04-03-2025

“Estamos prontos para trabalhar rapidamente para pôr fim à guerra, e os primeiros passos podem ser a libertação de prisioneiros e uma trégua no céu – proibição de mísseis, drones de longo alcance, e lançamento de bombas contra infraestruturas energéticas e civis – e uma trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo”, disse o presidente ucraniano, numa declaração publicada esta terça-feira na rede social X.

“Queremos então avançar rapidamente em todas as próximas etapas e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final forte”, acrescenta.

O presidente ucraniano reconhece que o encontro da semana passada com Donald Trump na Casa Branca “não decorreu como deveria” e diz ser “lamentável”, mas sublinha que é altura de “corrigir as coisas”.

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TÓPICOS DA IMPRENSA | 04-03-2025 | VCS

Kiev, 04 mar 2025 (Lusa) – O primeiro-ministro do governo de Kiev, Denys Shmygal afirmou hoje que “a Ucrânia está absolutamente determinada a continuar a sua cooperação com os Estados Unidos”.

Estas declarações de Shmygal surgem depois de a Casa Branca ter anunciado a suspensão da ajuda militar norte-americana, que é crucial para Kiev e o seu exército fazerem frente à invasão da Rússia.

Vladimir Vladimirovich Putin alertou oficialmente o Ocidente sobre como seria uma guerra com a Rússia

“Caros colegas, mídia, jornalistas e convidados. Boa tarde!

Hoje, novamente, na União Europeia e nos estados-membros da OTAN, há apelos por uma “guerra contra a Rússia”. Hoje, infelizmente ou não, podemos dizer novamente que a história sempre se repete. Sempre! As opiniões de nossos colegas da Europa e da OTAN sobre a Rússia nunca mudam; eles estão sempre prontos para destruir a Rússia, tudo o que é russo, e prontos para ocupar a Rússia; seu objetivo nunca muda.

O ódio contra a Rússia sempre permaneceu nas veias de alguns de nossos colegas e países que governam a UE e a OTAN. Caros colegas, Hoje ouvimos novamente que a Rússia é um agressor, e a verdade é que a Rússia nunca foi um agressor e sempre se defendeu ao longo da história. Isso é um fato!

Caros colegas da Europa e da OTAN, a Rússia nunca começa uma guerra; a Rússia sempre impede guerras. Você começa guerras, e o objetivo é sempre destruir a Rússia.

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“Terras raras são essenciais para as tecnologias”, entrevista a Ubaldo Gemusse, geólogo moçambicano, in RFI

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RFI: O que são terras raras e por que é que são tão importantes?

Ubaldo Gemusse: As Terras Raras são um conjunto de 16 elementos químicos. Nós aprendemos na química que existem alguns elementos que são considerados raros não pela sua ocorrência, mas pela fraca abundância em determinado território. A Ucrânia e a Rússia têm o privilégio de conter esses recursos geológicos, que são raros e têm uma importância muito vasta nas tecnologias, por exemplo, na fabricação de baterias e em carros eléctricos. São considerados raros pela sua fraca abundância na natureza.

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Marc Chagall: A Arte que Encanta o Mundo

Retirado do Facebook | Mural de Marc Chagall

  • Marc Chagall foi um pintor de origem russa, considerado um dos maiores artistas do século XX.
  • Suas obras são marcadas por cores vibrantes, imagens surrealistas e elementos simbólicos.
  • Chagall foi influenciado pelo expressionismo e pelo cubismo, mas desenvolveu um estilo único e inconfundível.
  • Seus quadros retratam temas como o amor, a religião, a vida rural e a cultura judaica.
  • Entre suas obras mais famosas estão “Eu e a Aldeia”, “O Teto da Ópera de Paris” e “A Noiva do Eiffel”.
  • Chagall também se destacou como gravurista, ceramista e escultor.
  • Sua arte influenciou diversos movimentos artísticos, como o surrealismo e o expressionismo abstrato.
  • O legado de Chagall continua a encantar o mundo até os dias de hoje, sendo exibido em museus e galerias de todo o mundo.

Aprender com as artes, por Guilherme d’Oliveira Martins, in DN, 04-03-2025

Dedico esta crónica a Maria Luísa Guerra, minha Mestra, sempre.

António Carlos Cortez acaba de publicar uma antologia intitulada Artes e Educação, na qual diversos autores portugueses escrevem sobre a importância da dimensão criadora na Educação. Estamos no coração da aprendizagem, e a referência às Artes não se reporta a um aspeto marginal na vida da Escola e da educação, mas à procura de uma formação capaz de promover a cidadania ativa, responsável e competente. Carlos Fiolhais recorda Rómulo de Carvalho, professor, cientista e poeta, quando afirmava que o artista e o cientista “desempenham na sociedade o mesmo papel de construtores, de descobridores, de definidores: um do mundo de dentro, outro, do mundo de fora. (…). E que ambos esses mundos exigem a permanente busca, a orientada investigação que em nossos dias, é considerada apenas apanágio da ciência”.

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A Base do Pensamento Ocidental: Sócrates, Platão e Aristóteles

Retirado do Facebook | Mural de “Professor Prezotto”

A filosofia ocidental tem suas raízes na Grécia Antiga, um período de grande efervescência intelectual, política e cultural. Entre os séculos V e IV a.C., Atenas era o centro do pensamento filosófico, onde surgiram três dos maiores nomes da filosofia: Sócrates, Platão e Aristóteles.

🔹 Sócrates (469–399 a.C.)

Contexto histórico: Viveu durante a Época Clássica da Grécia, em uma Atenas que passava por crises políticas e guerras, como a Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.). Ele questionava os valores tradicionais e incomodava os poderosos, o que levou à sua condenação à morte.

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