Os Pés na Grande Guerra

Imagens de treino da Cavalaria Portuguesa na Primeira Guerra Mundial – British Pathé.

Em agosto de 1914, os pés (categoria na qual se incluíam as patas dos cavalos) eram tão importantes como os comboios, de tal maneira que, depois do desembarque em zonas de concentração, cavalaria e infantaria se deslocavam sobre a linha de marcha. Para os alemães, era o presságio de dias infindáveis a caminharem para oeste e para sul, nos quais os pés humanos iriam sangrar e as ferraduras dos cavalos perder-se. O tilintar revelador de um prego solto era o sinal para o cavaleiro procurar um ferrador, se quisesse seguir a coluna no dia seguinte. Para o condutor de uma carruagem, semelhante som ameaçava comprometer a mobilidade dos seis animais aparelhados.

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História da Criança em Portugal, de Maria João Martins

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DESDE D. AFONSO HENRIQUES ATÉ AOS NOSSOS DIAS, UM OLHAR INÉDITO SOBRE A INFÂNCIA

O que tiveram em comum as infâncias de D. Afonso Henriques, Luís de Camões e dos nossos próprios avós? Na verdade, quase nada, à parte as dores associadas ao aparecimento dos primeiros dentes e as dificuldades de adaptação ao mundo. Ser criança é um estado condicionado pela sociedade e pela cultura, que variou ao longo dos séculos, ao sabor da própria História.

História da Criança em Portugal é uma viagem fascinante pela história do nosso país, desde o nascer da nacionalidade até aos nossos dias: surpreendemos as crianças nos seus jogos e brincadeiras, no quarto de vestir ou na escola, mas também na oficina, na eira, no orfanato ou no hospital.

Neste livro ficamos a saber como eram educados os reis com vista à futura governação do país, como apareceu a moda infantil, qual o papel da escola após a implantação da República ou a conhecer o lugar da criança na sociedade de consumo contemporânea.

Obra didática e rigorosa, surpreendente e divertida, História da Criança em Portugal é um trabalho inédito na historiografia nacional que não deixará nenhum leitor indiferente.

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Domingos de Agosto, de Patrick Modiano

Domingos de Agosto

Em Domingos de Agosto entramos num fascinante labirinto de mistérios. Por que motivo o narrador fugiu das margens do Marne com Sylvia para se esconderem num obscuro quarto de Nice? Qual a origem do diamante Cruz do Sul, que Sylvia arrasta consigo como uma promessa e uma maldição?

De que morreu o popular ator Aimos? Quem é Villecourt? Quem são os Neal, esse estranho casal cujo carro ostenta uma matrícula diplomática?

E por que estão tão interessados em Sylvia, no narrador e no Cruzeiro do Sul? Ao longo das páginas deste misterioso romance, onde se cruzam todos estes enigmas, nasce uma história de amor que exala um fascínio que irá dominar o leitor por muito tempo.