Bob Dylan’s Nobel Prize in Literature Banquet Speech

bobWhen the news came out in early October that Bob Dylan was getting the Nobel Prize in Literature, it seemed like everyone had an opinion on the decision, with the very notable exception of the songwriter himself.

Some writers like Gary Shteyngart and Jason Pinter felt the first American to win a Nobel since Toni Morrison in 1993 should have gone to someone else, while Stephen King, Jonathan Lethem and many others hailed it as a brilliant move. For weeks and weeks there was nothing but silence from the Dylan camp, and and Nobel Committee told the press nobody was returning their calls. “One can say that it is impolite and arrogant,” said Per Wastberg, a member of the Nobel Committee. “He is who he is.”

Dylan finally broke his silence on October 29th during an interview with the Telegraph about his upcoming art show. “It’s hard to believe,” he said. “Amazing, incredible. Who dreams about something like that.” Writer Edna Gundersen asked if he planned on attending the ceremony in Stockholm. “Absolutely,” he said. “If it’s at all possible.” With his tour ending weeks earlier, it seemed quite possible he’d be able to get out there, especially since nearly every able-bodied winner over the past few decades has found a way to make it.

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As estrelas Michelin | Inês Salvador

ines-salvador-200Ando um bocadinho apoquentada com a última saraivada do arquiteto torresmo Saraiva. Deu-lhe para desprezar as estrelas Michelin atribuídas aos restaurantes portugueses, nomeadamente, no advérbio do arquiteto, porque esses restaurantes não servem cozinha tradicional portuguesa. Mais saraivada, menos saraivada, já não se liga, o que apoquenta é ver a quantidade de apoiantes que colheu com isto. É ver num post alusivo a horda de apoiantes que junta, e pasme-se, a clamar pela quantidade de comida servida nos pratos dos chefs. Bom, está visto que esta gente toda nunca pôs o pé num destes restaurantes, não surpreende, são caros. Falam do que imaginam, do que vêem nas fotos, desconhecem o ritual, estão na fase primária de que comer bem é comer muito, é enfardar. Estão no terceiro mundo de uma infância passada com fome, senão foi a deles, foi ainda a dos pais, a dos avós. Há um gene faminto que persiste do tempo de uma sardinha para três, do tempo recente que era doutra senhora, um gene que persiste na memória, mesmo na mais inconsciente. Um gene da pobreza que estes tempos de crise acordaram a dominante. Tranquilize-se o gene. A estes restaurantes não se vai comer uma amostra de comida. Frequentemente, e assim compete, degusta-se, não se enfarda. Faz-se da mesa a arte da qualidade e não da quantidade. Faz-se da mesa uma arte, ponto.

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