O Captain! My Captain! | BY WALT WHITMAN

O Captain! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
                         But O heart! heart! heart!
                            O the bleeding drops of red,
                               Where on the deck my Captain lies,
                                  Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
                         Here Captain! dear father!
                            This arm beneath your head!
                               It is some dream that on the deck,
                                 You’ve fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
                         Exult O shores, and ring O bells!
                            But I with mournful tread,
                               Walk the deck my Captain lies,
                                  Fallen cold and dead.
WALT WHITMAN | Source: Leaves of Grass (David McKay, 1891)

Federico García Lorca | ESTE É O PRÓLOGO

Deixaria neste livro 
toda a minha alma.
este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que pena dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam!

Que tristeza tão funda
é olhar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta!

Ver passar os espectros
de vida que se apagam,
ver o homem desnudo
em Pégaso sem asas,

ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se olham e se abraçam.

Um livro de poesias
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes incute nos peitos
– entranháveis distâncias.

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza
que explica sua grandeza
por meio de palavras.

O poeta compreende
todo o incompreensível
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chamas.

Sabe que as veredas
são todas impossíveis,
e por isso de noite
vai por elas com calma.

Nos livros de versos,
entre rosas de sangue,
vão passando as tristes
e eternas caravanas

que fizeram ao poeta
quando chora nas tardes,
rodeado e cingido
por seus próprios fantasmas.

Poesia é amargura,
mel celeste que emana
de um favo invisível
que as almas fabricam.

Poesia é o impossível
feito possível. Harpa
que tem em vez de cordas
corações e chamas.

Poesia é a vida
que cruzamos com ânsia,
esperando o que leva
sem rumo a nossa barca.

Livros doces de versos
sãos os astros que passam
pelo silêncio mudo
para o reino do Nada,
escrevendo no céu
suas estrofes de prata.

Oh! que penas tão fundas
e nunca remediadas,
as vozes dolorosas
que os poetas cantam!

Deixaria neste livro
toda a minha alma…

Federico García Lorca | tradução: William Agel de Melo

Nómada | JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES

A obra de João Luís Barreto Guimarães, especialmente depois da publicação do seu volume Poesia Reunida, conquistou tanto os leitores como a crítica especializada, universitária ou não. Recentemente, Mediterrâneo foi distinguido com o Prémio de Poesia António Ramos Rosa — e António Lobo Antunes (no semanário Expresso) escolheu João Luís Barreto Guimarães como «o mais importante dos autores portugueses para os próximos dez anos».

«O nome de João Luís Barreto Guimarães é absolutamente central no quadro da evolução da linguagem poética portuguesa, principalmente se pensarmos essa evolução em termos de rutura ou continuidade quanto ao que os últimos 30 anos nos ofereceram.» António Carlos Cortez, JL

«A verdade é que ele só sabe escrever “de dentro da vida” e faz sempre da vida (e da escrita) uma celebração.» José Mário Silva, Expresso

CUIDADO, Trump descobriu o poder do dólar | Francisco Louçã in Jornal “Expresso”

Pela primeira vez desde 2001, no primeiro trimestre de 2018 a conta corrente da China está em défice. Em 2007, logo antes da crise financeira internacional, a China tinha um superávite de 10%; durante as últimas duas décadas, os seus produtos industriais baratos ajudaram a proteger o consumo nas economias mais desenvolvidas e impulsionaram o crescimento da economia mundial (e chinesa). Trata-se de uma situação excecional, em grande medida provocada por uma balança negativa de serviços (pelo aumento do turismo chinês), dado que a China continua a exportar mais mercadorias do que importa. Entretanto, a redução da poupança interna indica como a sua vida social se está a modificar. Xi Jinping está a proteger-se das tensões dentro de portas.
Este não é o único sinal de arrefecimento da economia mundial, que aliás só recuperou lentamente e de forma desigual desde a crise de 2007 e que, no caso da Europa, se prolongou durante oito anos. A China pode vir a crescer só 1% este ano, na Europa prevê-se 1,6%, no Japão antecipa-se nova recessão e nos Estados Unidos, de recuperação mais pujante, a projeção é 2,3%. Sempre menos do que se esperava há meses. São nuvens carregadas no horizonte. Só que nenhuma é mais ameaçadora do que Trump.

Armas apontadas para o Irão…

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Federico García Lorca | Biografia

Biografía de Federico García Lorca

Nació el 5 de junio de 1898, en el Municipio de Fuente Vaqueros, en Granada (España).
Federico García Lorca
Era hijo del hacendado Federico García Rodríguez y de la maestra Vicenta Lorca.
De salud enfermiza y mal estudiante, se graduó luego de sortear varios obstáculos, en la Universidad de Granada, como abogado. Estudió música (piano) pero por influencia de su madre y de Don Fernando de los Ríos, comenzó a inclinarse por la poesía. Su primer artículo, data de 1917, y fue con motivo del aniversario de José Zorrilla.

Su obra muestra la influencia de autores como Benito Pérez Galdós, Miguel de Unamuno, José Ortega y Gasset, Lope de Vega, Juan Ramón Jiménez, Antonio y Manuel Machado, entre otros.

Su padre lo ayudó económicamente para que en 1918 apareciera su primer libro “Impresiones y Paisajes”. En teatro, estrenó en 1920 “El maleficio de la mariposa”. En 1921 “Libro de poemas” (Antología) y en 1923 “La niña que riega la albahaca y el príncipe preguntón” (Comedia de títeres). Publicó “Canciones” en 1927, y al año siguiente surgió la Revista Literaria “Gallo” de la cual solo dos números fueron editados. Aparece ese mismo año el libro “Primer romancero gitano”, donde expresa con grandes metáforas y abundancia de símbolos (La luna, los colores, los caballos, los peces) sentimientos sobre el amor y la muerte en una mítica Andalucía.

En 1929 viajó a Nueva York, donde publicó “Poeta en Nueva York” Un año más tarde se dirigió a La Habana, donde escribió “Así pasen cinco años” y “El público”. Ese mismo año regresó a España donde se estrenaba “La zapatera prodigiosa”, su farsa popular, que enfrenta realidad e imaginación.

Su producción siguió creciendo: “Bodas de sangre”, “Yerma” y “Doña Rosita la soltera” fueron escritas con el gran apoyo moral y financiero de su amigo Fernando de los Ríos, que se desempeñaba como Ministro de Instrucción Pública. Fue nombrado Director del teatro universitario La Barraca, y desde allí realizó una amplia labor de divulgación por toda España.

Viajó a Argentina y Uruguay entre 1933 y 1934, con gran éxito. En 1935, escribió “Llanto por Ignacio Sánchez Mejías”, en la línea del neopopulismo.
Luego, sobrevinieron, en 1936, “Diván del Tamarit” y “Sonetos del amor oscuro”. En “La casa de Bernarda Alba”, afronta el drama de la represión de lamujer y la intolerancia.

Federico García Lorca

En general, su obra, que puede agruparse en farsas, comedias, tragedias y dramas, se inscribe en el dramatismo y el realismo político, inspirado en temas como el amor, la esterilidad, la infancia y la muerte.
Con una gran capacidad de síntesis, armoniza formas, tonalidades y símbolos, como por ejemplo, la luna, que muchas veces representa la muerte, y en otras, la fecundidad, la esterilidad o la belleza. Sus metáforas relacionan elementos opuestos de la realidad y transmiten efectos sensoriales entremezclados.
La tradición está muy presente en su obra, a través de la música y los cantos tradicionales.

Tuvo la influencia del drama modernista, del teatro de Lope de Vega y de Calderón de la Barca.

Falleció fusilado en Granada, víctima del fascismo, durante la Guerra Civil española, a pesar de no haberse afiliado a ninguna fracción política, aproximadamente el 19 de agosto de 1936.

Luego de su muerte, se publicaron “Primeras canciones”, “Amor de Don Perlinplín con Belisa en su jardín” y “Odas y Suites”.

Federico Garcia Lorca declamando seu último poema frente ao pelotão de fuzilamento!

Walt Whitman | por Helena Vasconcelos

Foi poeta, ensaísta e jornalista e nasceu a 31 de Maio de 1819. Controverso, vital, poderoso, Walt Whitman é denominado o “bardo da democracia “, numa América que ele via como a terra da liberdade. da sensualidade e da esperança, tudo o que desejava transmitir nos seus versos que desafiavam a estética tradicional. Serviu como enfermeiro na Guerra Civil americana e escreveu sobre as suas terríveis experiências, sobre os corpos mutilados e feridos (em Drum Traps, 1865). É claro que a sua colecção de poemas mais conhecida é Leaves of Grass, que publicou numa edição de autor. (Alguns dos seus poemas foram liminarmente rejeitados pelo editor da Atlantic Monthly, por exemplo).

Fernando Pessoa amava-o e saudou-o, assim, pela voz de Álvaro de Campos:

SAUDAÇÃO A WALT WHITMAN

Portugal-Infinito, onze de Junho de mil novecentos e quinze…
Hé-lá-á-á-á-á-á-á!
De aqui, de Portugal, todas as épocas no meu cérebro,
Saúdo-te, Walt, saúdo-te, meu irmão em Universo,
Ó sempre moderno e eterno, cantor dos concretos absolutos,
Concubina fogosa do universo disperso,
Grande pederasta roçando-te contra a diversidade das coisas
Sexualizado pelas pedras, pelas árvores, pelas pessoas, pelas profissões,
Cio das passagens, dos encontros casuais, das meras
observações,
Meu entusiasta pelo conteúdo de tudo,
Meu grande herói entrando pela Morte dentro aos pinotes,
E aos urros, e aos guinchos, e aos berros saudando Deus!
(….)