OS APARELHOS DA MORTE REIVINDICAM O SEU CONTROLO SOBRE AS NOSSAS MORTES | por José Gabriel Pereira Bastos in “Facebook”

OS APARELHOS DA MORTE REIVINDICAM O SEU CONTROLO SOBRE AS NOSSAS MORTES

O Aparelho Religioso e o Aparelho Médico têm uma longa tradição de contrôlo e de parasitação do CICLO VITAL, de antes do nascimento a depois da morte. Em vez de nos servirem, a pedido, pretendem decidir orientações gerais que ninguém lhes pediu, assumindo-se como APARELHOS DESPÓTICOS, GERADORES DE LEIS RESTRITIVAS. e ter direitos para permitir ou não permitir as decisões pessoais sobre a morte de cada um, que só a ele cabem

Com a sua velha VOCAÇÃO DESPÓTICA, a que chama “Colectiva” (embora nada exista de colectivo, algo que não passa de um conceito) ou “Comunista”, também o PCP se chega à frente para nos retirar Liberdade e para querer decidir sobre a morte de cada pessoa, reforçando os restantes APARELHOS DESPÓTICOS.

Medicina, Religião e PCP finalmente juntos para nos controlar, usar e tirar Liberdade pessoal, em vez de nos servir, visto que os pagamos para que nos oiçam e nos sirvam, a pedido nosso, e não que nos silenciem ou nos descartem humanamente, retirando-nos o poder de decisão sobre o que nos é mais íntimo – a Vida e a Morte.

Falam com um ar pomposo de ´Ética”, como se eles fossem Iluminados, soubessem pensar e nós não – e apenas produzem Jogos de Palavras, manejando “Princípios”, como se isso existisse no mundo do pensamento.

Não existem Princípios, existem Objectivos Orientadores, entre os quais A MAXIMIZAÇÃO DO BEM-ESTAR decorrente do Respeito pela Diversidade e pela Liberdade de Decisão pessoal, quando ela não afecta terceiros – isto é, a redução do Mal-Estar na Civilização, o mal-estar decorrente da acção dos APARELHOS DESPÓTICOS QUE ALIENAM A SUA FUNÇÃO DE SERVIÇO.

José Gabriel Pereira Bastos

Retirado do Facebook | Mural de José Gabriel Pereira Bastos

OUVIDOS E ESQUECIDOS | Artur Jorge, por José Gabriel in “Facebook”

(aviso: isto parece, mas não é sobre futebol)

Passa hoje o 30º aniversário da vitória do F C Porto na Taça dos Campeões Europeus. As televisões e os meus amigos portistas narram de muitos modos esta efeméride. Reportagens, memórias, festejos, palavras de exaltação clubista e portista. Tudo isto se compreende. Mas, mais uma vez – com excepção das vozes dos jogadores do tempo ouvidos – a figura de Artur Jorge parece esfumar-se. Era interessante percebermos porquê. É que há muito penso que, a dar um exemplo de desportista profissional, escolheria, entre muito poucos, Artur Jorge. Então por que razão este país que tão depressa incensa gente da bola como se fossem exemplos de excelência nacional e vértice da magnificência humana, esquece tal figura? É que os atributos do Artur Jorge estão nos antípodas do perfil que a imprensa e a opinião publicada “desportivas” sacralizam. Quer dizer: as qualidades de um dos maiores jogadores e treinadores da história do desporto português são exactamente o que o desqualifica para ser ídolo nacional-futebolista.

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