SEIS PAÍSES DA UE JÁ RESTABELECERAM COMÉRCIO COM RÚSSIA AOS NÍVEIS DE FEVEREIRO | RIA Novosti

MOSCOVO, 16 de outubro – RIA Novosti.

Seis países da UE em junho restauraram simultaneamente as exportações e importações com a Rússia para pelo menos o nível de fevereiro, de acordo com análise de dados dos serviços nacionais de estatística realizada pela RIA Novosti.

Assim, as exportações de sete países europeus para a Rússia no início do verão superaram os valores de fevereiro: são eles: Letónia (em 67%), Eslovénia (37%), Croácia (28%), Bulgária (25%), Estónia (19%), Chipre (12%) e Luxemburgo (7%).

Ao mesmo tempo, as importações de mercadorias da Rússia superaram os níveis de final do inverno passado em dez estados: Eslovénia (4,4 vezes), Croácia (2,7 vezes), República Checa (duas vezes), Malta (88%), Espanha (46%), Bélgica (39%), Luxemburgo (22%), Chipre (13%), Estónia (11%) e Bulgária (10%).

Em geral, no primeiro semestre do ano, as exportações de bens da UE para a Rússia diminuíram 31% – para 28,4 bilhões de euros, de 41,1 bilhões um ano antes. Já as importações cresceram 83% para 121,7 bilhões de euros, contra 66,4 bilhões antes.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino


Carlos Fino

Alguns questionam aqui a autenticidade desta informação, já que a fonte é uma agência estatal russa.

A esses, digo: Como jornalista, habituei-me a consultar sempre diversas fontes, sejam privadas ou estatais, seja de que países forem. É essa diversidade de fontes que muitas vezes nos fornece pistas que de outra forma nos poderiam escapar. Neste, como noutros casos, a veracidade ou inverdade dos dados será demonstrada mais à frente.

De qualquer forma, se fosse mentira o que diz a RIA-Novosti, os países indicados já teriam desmentido – o que não aconteceu.

Aguardemos. Mas anátemas à priori, não. Já bastou o tempo da outra senhora em que havia um programa na velha Emissora Nacional intitulado – “A verdade é só uma – Rádio Moscovo não fala verdade!”

As palas são boas para as bestas.

HUNGRIA ABRE CONSULTA PÚBLICA NACIONAL SOBRE SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA DECRETADAS POR BRUXELAS

1. Bruxelas decidiu introduzir sanções petrolíferas, embora após a eclosão da guerra ainda houvesse um acordo de que as sanções contra a Rússia não se estenderiam à energia. No entanto, Bruxelas decidiu em junho proibir a importação de petróleo e derivados da Rússia. A Hungria lutou por uma isenção porque levaria vários anos e centenas de bilhões de forints para substituir o petróleo bruto russo. No caso da Hungria, um embargo de petróleo levaria a sérios problemas de abastecimento e representaria um enorme fardo para a economia. A primeira pergunta da consulta nacional é: Você concorda com as sanções petrolíferas de Bruxelas?

2. Os líderes de Bruxelas também querem estender as sanções às entregas de gás. A economia europeia é significativamente dependente do gás russo (no caso da Hungria, o grau de dependência é de 85%). A flutuação das sanções de gás trouxe aumentos de preços de energia mais altos do que o facto de que a guerra eclodiu. As consequências já são graves. As contas de serviços públicos subiram para níveis recordes em toda a Europa. A Rússia ameaça cortar o fornecimento de gás em resposta às sanções. Isto põe em perigo o aquecimento dos apartamentos e o funcionamento da economia europeia. A segunda pergunta, portanto, é a seguinte: Você concorda com a sanção aos embarques de gás?

3. Bruxelas também proibiu a importação de combustíveis sólidos (como carvão) da Rússia. A proibição também se aplica ao aço e à madeira, e eles querem estendê-la também a outras matérias-primas. A medida resultou em grandes aumentos de preços, aumentando ainda mais a carga sobre as famílias. Como resultado da crise energética, a Europa precisa de uma quantidade maior de combustível sólido do que antes e não pode cobrir suas necessidades com sua própria produção. A terceira pergunta: Você concorda com a sanção sobre matérias-primas?

4. O Parlamento Europeu e vários estados membros querem estender as sanções também aos elementos de aquecimento nuclear. As centrais nucleares desempenham um papel incontornável no abastecimento de eletricidade na Europa. Uma parte significativa deles trabalha com elementos de aquecimento russos, que não podem ser substituídos a curto prazo devido às condições técnicas. Portanto, se as sanções fossem estendidas aos elementos de aquecimento nuclear, isso ameaçaria o fornecimento estável de energia e aumentaria os preços. A quarta pergunta é, portanto, a seguinte: Você concorda com a sanção sobre elementos de combustível nuclear?

5. A Central Nuclear de Paks é a garantia de eletricidade mais barata na Hungria. Está sendo expandido com a ajuda de empresas russas. Muitas pessoas querem estender as sanções nucleares à expansão da Usina Nuclear de Paks. De acordo com o Parlamento Europeu e alguns partidos da oposição, a cooperação para o desenvolvimento com empresas russas deve ser encerrada. Suspender a expansão pode levar a novos aumentos de preços e interrupções no fornecimento. A quinta pergunta da consulta nacional: Você concorda que o investimento do Paks também deve ser coberto pelas medidas sancionatórias?

6. As sanções também prejudicam o turismo europeu, que de qualquer forma não está em uma situação fácil no período pós-pandemia. Devido às restrições de entrada, o número de turistas da Rússia caiu significativamente. A medida também afeta a Hungria, especialmente considerando que o número de pessoas que chegam do exterior ainda está abaixo do nível pré-epidémico. É um setor que dá trabalho a centenas de milhares de pessoas em nosso país. Por isso a sexta pergunta: Você concorda com as sanções que restringem o turismo?

7. As sanções também têm um sério impacto na oferta de alimentos. O aumento dos preços do gás aumenta muito os custos da produção agrícola, e as sanções também se estendem a determinados componentes do fertilizante. O aumento dos preços dos alimentos nos países em desenvolvimento aumenta o risco de fome. Isso levará a ondas ainda maiores de migração e aumentará a pressão nas fronteiras da Europa. A pergunta final da consulta: Você concorda com as sanções que fazem subir os preços dos alimentos?

(Fonte: Site oficial do governo húngaro – kormany.hu)

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino | 16-10-2022