ZELENSKY ARMADILHADO POR MOSCOVO E WASHINGTON | Por Thierry Meyssan, Rede Voltaire, 22/11/2022 – via Estátua de Sal

A evolução da relação de forças no campo de batalha ucraniano e o trágico episódio do G20 em Bali marcam uma viragem da situação. Se os Ocidentais continuam a acreditar na vitória próxima sobre Moscovo, os Estados Unidos iniciaram já negociações secretas com a Rússia. Eles aprestam-se a deixar cair a Ucrânia e em deitar as culpas exclusivamente a Volodymyr Zelensky. Tal como no Afeganistão, o despertar será brutal.

Conversando, há cerca de dez dias em Bruxelas, com um chefe de bancada de deputados que diria de mente aberta, escutei-o dizer-me que o conflito ucraniano era decerto complexo, mas que a coisa mais saliente era que a Rússia tinha invadido esse país. Respondi-lhe observando que o Direito internacional obrigava a Alemanha, a França e a Rússia a aplicar a Resolução 2202, o que Moscovo , sozinho, havia feito. Prossegui lembrando-lhe a responsabilidade de proteger as populações em caso de falha do próprio governo.

Ele cortou-me a palavra e perguntou-me : « Se o meu governo se queixar da sorte dos seus cidadãos na Rússia e atacar esse país, achará isso normal? ». Sim, respondi-lhe, se tiver uma Resolução do Conselho de Segurança. Você tem alguma? Apanhado de surpresa, ele mudou de assunto. Por três vezes, perguntei-lhe se podíamos abordar a questão dos « nacionalistas integralistas » ucranianos. Por três vezes, ele recusou. Despedimo-nos com cortesia.

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Camarón de la Isla e Tomatito | Malaga 1990 completo

Elwes pez del Tiétar

Qué decir? De Tomatito: Su pulgar, su expresividad, a veces gozando, a veces penando… Gran flamenco. Maestro de maestros. Pa’quitarse el sombrero. De Camarón: Poco puedo añadir que no se haya dicho ya… Puro, el más grande. Capaz de llorar por bulerías y de sonreír por soleá. Inspiración y orgullo. Gracias a los dos Josés por darnos el mejor concierto flamenco de la historia (y que Paco me perdone por mis palabras) ️

Whisner Fraga: contos perpassados por sentimento de revolta | por Adelto Gonçalves

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Depois de lançar, em 2020, O que devíamos ter feito, contos (Editora Patuá), o romancista, contista, poeta e crítico literário Whisner Fraga (1971) chega ao seu décimo-segundo livro com Usufruto de demônios (Ofícios Terrestres Edições, 2022), em que se mantém fiel ao gênero, depois de experiências bem-sucedidas em outras modalidades textuais.
A obra, composta por 64 narrativas curtas, a maioria com menos de uma página, todas escritas em letra minúscula, mas com uma linguagem sensível e poética, é uma das primeiras a ter como pano de fundo o trágico período da pandemia de coronavírus (covid-19) em que estão presentes “o horror, o negacionismo, o isolamento social e a perplexidade ante o cinismo fascista”, como observa o poeta, professor e crítico literário Gabriel Morais Medeiros, mestre em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no posfácio que escreveu para este livro.
Como já ressaltou o jornalista e escritor Hugo Almeida, nesta coletânea, “atravessa os contos um sopro de revolta, por vezes recheada de candura”, mas sem deixar de manifestar o inconformismo diante da indiferença e do deboche dirigido aos mortos pelas autoridades da época, especialmente o principal mandatário, que sempre ficou indiferente ao genocídio que ocorria com a proliferação da peste e a falta de vacinas e pronto-atendimento às vítimas, como se lê na narrativa que leva por título “ele acompanha aviões”:
“(…) é como se setecentas mil pessoas tivessem sido apagadas – e se fossem vinte boeing deletados de suas rotas, em um único dia?, cadentes, se tornassem quebra-cabeças em pastos?, será que assim eles se comoveriam?”

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Luzes da Cidade | Charlie Chaplin | in Pensamientos De cine

Charlie Chaplin dirigiu esta terna história de amor, não isenta de uma certa amargura e tristeza. Esse filme é imperdível… Sua inocência, seu senso de humor, sua ternura, sua expressão corporal, irrepetível… Este é um dos seus filmes mais celebrados e também um dos mais adoráveis.

Luzes da cidade é um filme de 1931 escrito e dirigido por Charles Chaplin. Uma obra-prima hoje em dia, mas que na sua época veio em um momento muito inoportuno. O cinema sonoro começava a ganhar a batalha do cinema mudo. Os atores de repente podiam ser ouvidos, as atrizes cantavam e os diálogos enchiam a tela.

A beleza do cinema mudo começava a languidecer perante uma revolução imparável. Mas Chaplin soube resolver o problema adicionando à sua história muda, música ao vivo para tornar a sua maior realismo. Música composta por: Charles Chaplin, José Padilla Sánchez, Alfred Newman, Arthur Johnston. Chaplin fazia magia.

Vivemos tempos convulsos, mas isso não é novidade. No filme o protagonista mostra que os pobres sempre o foram, sempre estiveram lá, no meio de uma sociedade alheia à sua existência. O ator interpreta um vagabundo que, uma noite qualquer, se encontra no lugar certo e hora e coincide com um bilionário que influenciará o futuro do seu destino. Mas não é ele que vai mudar sua vida… uma existência na qual não há apenas motivações é interrompida pelo aparecimento de uma bela florista. O pobre vagabundo fica apaixonado por ela e mal repara num detalhe importante: ela é cega.

O resto é história, uma história que se espera, claro que sim. Agora sabemos tudo. Mas nessa época todas as histórias de amor estavam por inventar, restavam ilusões, propósitos de ser melhores e ainda se podia encontrar o amor ao virar qualquer esquina. E quando você a vê, todo esse tempo, esses valores e sonhos renascem por algumas horas.

A coisa mais fascinante das Luzes da cidade é a força nos olhos de Virgínia Cherill, essa florista cega que é capaz de trancar tantas emoções num olhar fixo, no vazio, no infinito.

Pensamientos De cine

Uma guerra a leste que estilhaçou no resto do mundo. Veja “A Arte da Guerra” | Francisco Seixas da Costa

“A Arte da Guerra”, o podcast sobre política internacional que semanalmente faço com o jornalista António Freitas de Sousa, para o “Jornal Económico”, leva a cabo, nesta sua última edição em 2022, um balanço do ano, que tem a invasão russa da Ucrânia como natural centro da análise.

As figuras mundiais destacadas são, como não podia deixar de ser, os líderes russo, ucraniano, chinês e americano.

Klassik Open Air 2021 mit Sierra | Costello | Filończyk | Repušić | NDR Radiophilharmonie

Sopranistin Nadine Sierra, Tenor Stephen Costello und Bariton Andrzej Filończyk.

Hannover Klassik Open Air 2021 00:00 Giuseppe Verdi: Ouvertüre (Sinfonia) 00:20 zur Oper “La Forza del Destino” Gaetano Donizetti: “Regnava nel silenzio” 08:48 aus der Oper “Lucia di Lammermoor” Gioacchino Rossini: “Largo al factotum” 17:55 aus der Oper “Il barbiere di Siviglia” Gaetano Donizetti: “Caro elisir! … Esulti pur la barbara” 23:09 aus der Oper “L’elisir d’amore” Giuseppe Verdi: Ballabile (Ballettmusik) 32:32 aus der Oper “Otello” Giuseppe Verdi: “Di provenza il mar, il suol” 39:30 aus der Oper “La Traviata” Giuseppe Verdi: “É strano! – Sempre libera degg’io” 44:19 aus der Oper “La Traviata” Giacomo Puccini: “O Mimì, tu più non torni” 55:20 aus der Oper “La Bohème” Giacomo Puccini: Intermezzo (3. Akt) 1:00:30 aus der Oper “Manon Lescaut” Giacomo Puccini: “E lucevan le stelle” 1:06:44 aus der Oper “Tosca” Emmanuel Chabrier: España 1:11:52 Rhapsodie für Orchester Georges Bizet: “La fleur que tu m’avais jetée” 1:19:37 aus der Oper “Carmen” Charles Gounod: “Je veux vivre” 1:24:38 aus der Oper “Roméo et Juliette” Jules Massenet: “Manon! Sphinx étonnant” 1:09:30 aus der Oper “Manon”

Nadine Sierra, Sopran

Andrzej Filończyk, Bariton Stephen Costello, Tenor Ivan Repušić, Dirigent

NDR Radiophilharmonie

Mitschnitt vom 21. August 2021, Hannover Klassik Open Air, Maschpark Hannover