Dia de recordar Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 -14 de abril de 1986) | Bertrand Livreiros

Conhecida como ícone feminista, Simone de Beauvoir foi escritora, ativista, professora, socióloga e filósofa (apesar de nunca se ter considerado como tal). Tendo escrito sobre os mais variados assuntos, desde romances a ensaios, é pelo livro O Segundo Sexo, um verdadeiro tratado sobre a condição da mulher ao longo da História, que é mais conhecida. Neste, escreveu uma das suas ideias mais célebres, marcada pela sua teoria existencialista de que a existência antecede a essência: Não se nasce mulher, torna-se mulher.

Sugestão: O Segundo Sexo – vol. 1

Disponível aqui: bit.ly/segundo_sexo_

DEMOCRACIA | José Manuel Correia Pinto

É hoje do conhecimento geral que a entrada da União Europeia na guerra na Ucrânia, a mando dos Estados Unidos, está destruindo as economias dos países europeus, principalmente dos mais desenvolvidos, com efeitos devastadores nos demais dada a íntima ligação das suas economias. É um mal que não se cura com o tempo. Pelo contrário, tornar-se-á tanto mais grave quanto mais tempo passar .

Este alinhamento da União Europeia e dos seus Estados membros com a política americana levou a que os custos da guerra não apenas em armamento, em si brutais, mas também nos auxílios da mais diversa natureza, sejam, sem retorno econômico, suportados pelos europeus. Se a isto juntarmos as consequências decorrentes da estúpida política das sanções “decretadas” pela União Europeia e respectivos Estados membros contra Russia, cujos efeitos devastadores recaem sobre os próprios Estados Europeus sancionadores, temos aquilo a que se pode chamar a mais perfeita auto-destruição de uma zona de conforto e bem estar invejável aos olhos da esmagadora maioria da população deste planeta que pelas mais variadas razões e causas não pode gozar de idêntica situação

Se a isto ainda acrescentarmos a inoperância da fúria sancionatória contra os seus destinatários bem como o seu efeito reflexo positivo para a política imperialista americana que por esta via reforça a seu poder hegemónico sobre um dos seus principais concorrentes a nível mundial e se nos lembrarmos que todas estas consequências eram previsíveis e antecipaveis, como se demonstra por uma simples consulta ao que nas redes sociais se foi escrevendo sobre o assunto antes iniciada a guerra bem como logo que se começaram a esboçar as principais linhas políticas norteadores da política europeia, a pergunta que inevitavelmente terá de ser feita é esta:

Quem autorizou os governantes europeus a actuar no sentido indicado? Como se pode legítimar uma política de tão funestas consequências para os povos europeus?

A resposta é aparentemente muito simples: mediante a criação de um clima emocional orquestrado por toda a comunicação social apoiada em falsas ou unilaterais notícias e imagens bem como pelo massacre diário de comentadores imbuídos das mais diversas fobias com vista a criação e exploração emocional de um ambiente maniqueísta como fonte legitimadora substitutiva da vontade popular

A isto se chama DEMOCRACIA , tida, neste ocidente em que a UE se integra, como conceito valorativo impositivo universal

“Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!” | Papa Francisco

“Pensai numa mãe solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero batizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta mãe que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos fazendo o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral. (…) Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!”

(Papa Francisco)

“É preciso ensinar a compreensão humana” – Edgar Morin

Nos acostumamos a acreditar que pensamento e prática são compartimentos distintos da vida. Quem pensa o mundo não faz o mundo e vice-versa. Mas, houve um tempo em que os sábios, eventualmente chamados de cientistas ou artistas, circulavam por diversos campos da cultura. Matemática, física, arquitetura, pintura, escultura eram matéria-prima do pensamento e da ação. A revolução industrial veio derrubar a ideia do saber renascentista e, desde o século 19, a especialização foi ganhando força.

Mas, sempre haverá quem nos lembre que a vida é produto de um contexto, de um acúmulo de vivências e ideias. Pense num filósofo que pegou em armas contra o nazismo para depois empunhar as ferramentas da retórica contra o stalinismo, que reconhece a importância dos saberes dos povos originais sem abrir mão de pensar e repensar a educação formal.

Com mais de 90 anos, o francês Edgar Morin, nascido e criado Edgar Nahoum no início do século 20, é um dos mais respeitados pensadores do nosso tempo. Com uma gigantesca produção literária, pedagógica e filosófica. Em tempos de radicalismos, Morin é herdeiro do melhor do humanismo francês. Em entrevista ao programa Milênio, Edgar Morin fala sobre o extremismo e o significado da educação na contemporaneidade. Leia abaixo:

Continuar a ler