Câmaras Municipais de Alcanena e Torres Novas, Novo Parque Empresarial com 1000 ha

MÉDIO TEJO APOSTA NUM PARQUE EMPRESARIAL COM MAIS DE MIL HECTARES PARA AFIRMAR PORTUGAL COMO DESTINO DE INVESTIMENTO

A proposta conjunta de Alcanena e Torres Novas assenta numa área inicial de 388 hectares, com potencial de expansão de cerca de 696 hectares, e visa reforçar a capacidade de atração de investimento e criação de emprego.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo assume como prioridade estratégica a proposta de criação do Parque Empresarial Alcanena–Torres Novas, uma iniciativa conjunta dos dois municípios que reúne condições territoriais, logísticas e económicas para se afirmar como uma nova centralidade de investimento empresarial na região Oeste e Vale do Tejo.

A proposta foi apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), no âmbito do processo de identificação das Áreas Empresariais Estratégicas de interesse nacional, procurando afirmar o potencial do território para acolher novos investimentos produtivos e logísticos de dimensão relevante.

Com uma primeira fase de 388 hectares, o projeto contempla ainda uma possibilidade de expansão de aproximadamente 696 hectares, num total de 1084 ha, com maturidade e racionalidade económica, reforçando significativamente a capacidade de acolhimento de empresas e a criação de uma área empresarial com escala, condições de crescimento e ambição nacional.

Entre os principais fatores diferenciadores destaca-se a localização estratégica no eixo A1/A23, com boas ligações aos principais corredores rodoviários nacionais e ao mercado ibérico, bem como a proximidade à estação ferroviária e aos Terminais Porto Seco de Riachos e Entroncamento. Esta localização constitui uma vantagem para empresas que valorizam a acessibilidade, a distribuição de mercadorias e a integração em cadeias de abastecimento nacionais e internacionais.

O território beneficia igualmente de uma base populacional e económica relevante. Segundo os elementos apresentados na proposta, a área de influência de 30 minutos abrange uma população superior a 200.000 mil habitantes, proporcionando uma base importante para o recrutamento de trabalhadores e para o desenvolvimento de atividades empresariais.

Outro elemento relevante é a possibilidade de concretizar o projeto por fases. A proposta identifica uma área de cerca de 40 hectares com obras de infraestruturação em curso, 141 hectares de espaço industrial classificado e 207 hectares em fase de classificação, a que acresce a possibilidade de expansão territorial conjunta entre os dois municípios.

Mais do que disponibilizar solo para atividades económicas, o Parque Empresarial Alcanena–Torres Novas pretende contribuir para uma estratégia integrada de desenvolvimento, associando a atração de investimento à criação de emprego qualificado, à qualificação das infraestruturas, à habitação a custos acessíveis e à valorização urbana.

Para o Médio Tejo, esta proposta representa uma oportunidade de reforçar a competitividade regional, captar novos projetos empresariais e industriais e afirmar o território como um destino relevante para investimentos capazes de gerar valor acrescentado, emprego e desenvolvimento económico sustentável.

A CIM Médio Tejo considera que a articulação entre os municípios e a valorização das complementaridades territoriais são fundamentais para construir uma proposta sólida, com capacidade de resposta às necessidades dos investidores e alinhada com os objetivos nacionais de reforço da capacidade produtiva e de atração de investimento.

O Parque Empresarial Alcanena–Torres Novas constitui, assim, uma aposta estratégica na escala, na acessibilidade e na capacidade de crescimento, colocando o potencial do território ao serviço do desenvolvimento económico regional e nacional.

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