A sabedoria deveria conseguir despertar, pelo menos, a prudência… contudo ambas têm andado bastante adormecidas, nesta actual fase do mundo, a vários níveis.
E ainda que a sabedoria sempre tenha estado bem presente em todo o processo civilizacional… muitos dos que têm actualmente os destinos do mundo nas suas mãos, lá vão insistindo em mostrar-nos, até onde podemos chegar… sem ela. Já nem sei se, com a nossa concordância… ou indiferença.
Vamos esquecer, por agora, que há uma guerra europeia que se pode tornar mundial. Por amor à disciplina do pensamento crítico, enfrentemos esta dolorosa pergunta: o que é o Ocidente e quais os seus valores atuais?
Comecemos pelos EUA, cuja perspetiva, seguindo as vozes autorizadas da Casa Branca e do Congresso, considera existir um saldo positivo desta guerra. O que está em causa não é, nem nunca foi, a vitória da Ucrânia, mas sim usar esse povo como aríete para enfraquecer a Rússia, de acordo com orientações estratégicas há muito públicas e publicadas.
Trinta anos a encostar a NATO às suas fronteiras, sobretudo na Ucrânia, levariam o Urso a acordar. Mas os EUA estavam em prontidão. As sanções, o ataque à exportação de petróleo e gás natural russos, o impedimento de mais oleodutos (sabotagem do Nordstream II), a fuga de cérebros, o fomento da instabilidade no Cáucaso, tudo isso já estava prescrito num vasto documento que mais parece uma declaração de guerra: James Dobbins et alia, Extending Russia. Competing from Advantageous Ground, Santa Monica, CA, Rand Corporation, 2019, 354 pp..
05/02/2024 – Russian History with Dr.Brovkin – This video is about the History of US Russian relations since the end of the Cold War. Why was it that in the 1990s Russia was considered a friend and almost an ally? At what poibt did the relations turn to distrust, hostility and then intoo a proxy war? Is it all Putin’s fault? Did the expansion of NATO have anything to do with it? Why were these crucial for mankind decisions made? Dr. Brovkin is a Russian born American Historian, now retired, served as an Associate Professor of Soviet History at Harvard University, and the author of his newest book: From Vladimir Lenin to Vladiir Putin. Russia in Search of Its Identity. 1913-2023. All of his books are available on Amazon.
Silas Corrêa Leite, em “Ensaios Gerais”, reúne resenhas e breves ensaios que valorizam os autores nacionais Adelto Gonçalves (*) I O romancista, contista, poeta e ensaísta Silas Corrêa Leite acaba de reunir em livro resenhas, críticas literárias, artigos e breves ensaios publicados nas duas últimas décadas em jornais, revistas e sites, direcionados especialmente às obras de autores brasileiros, entre os que já fazem parte da história da literatura nacional e outros, mais jovens, que ainda buscam o reconhecimento da crítica e dos historiadores, sem deixar de analisar também alguns clássicos da literatura mundial. O resultado está em EnsaiosGerais: compêndiodecríticaslítero–culturais, lançado pela Caravana Grupo Editorial, de Belo Horizonte, editora que, em seu início, chamava-se Sangre Editorial e produzia apenas formatos artesanais, costurados manualmente, em sua oficina de Buenos Aires.
A Páscoa veio com a Primavera! E quem resiste a esta explosão colorida da natureza? Por isso, as cores são o tema destas férias que se querem científicas e docinhas. Senão, vejamos: começamos por descobrir o que é afinal a cor; Avançamos pela natureza e observamos as aves e identificamos algumas, pelas cores das suas penas. Vamos tentar resolver um mistério: se alguns animais atraem os companheiros exibindo a sua bela coloração, como é que isto acontece se não conseguem ver o mundo colorido como nós? Estratégia? Por falar nisso, já reparaste na forma dos favos de mel? E como fazem alguns animais para escaparem aos predadores? Terminamos estas férias de forma bem descontraída: um peddy-paper, seguido de uma prova de sabores bem docinhos e coloridos: será que a cor influencia o sabor? Ups! Lá vem a cor outra vez!
Enche as tuas férias de cor e junta-te à tribo! As inscrições estão abertas!
Inscrições e informações através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
No próximo Sábado, dia 23 de Março, às 18:00h, inauguramos a exposição “10 Dias que Abalaram Portugal”, Materiais da Revolução no Arquivo Ephemera, realizada em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito das celebrações dos 50 anos do 25 de Abril.
A exposição estará patente no Mercado do Forno do Tijolo, em Arroios (R. Maria da Fonte, 4).
É com gosto que vos convidamos a assistir à inauguração.
há 4 anos – Magnifica e poderosa interpretação de uma canção que, mais do que ser de protesto, é uma canção de estimulo e que nos incentiva (a todos) a “acordar” para os muitos perigos que nos rodeiam e a lutar por um mundo melhor. Parabéns e muito obrigado.
Doutora em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense, mestre em Direito Constitucional e Teoria do Estado pela PUC-Rio e graduada em Direito pela PUC-Rio/UniFMU-SP. É professora do curso de aperfeiçoamento em filosofia para o vitaliciamento e promoção na carreira de juiz da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) e no curso de graduação em Direito da Universidade Gama e Souza. Professora de cursos livres de filosofia da Casa do Saber.
A medalha representa o reconhecimento do trabalho do ator e humorista, dedicado à televisão, à rádio e às artes do espetáculo ao longo de 50 anos de carreira.
A cerimónia aconteceu esta terça-feira à tarde na residência oficial do primeiro-ministro, dia em que Herman José celebra 70 anos.
“Com o Herman José a nossa democracia saiu da televisão a preto e branco, ganhou cor, riu, riu-se e fez-nos rir. Com Herman crescemos em democracia e a democracia cresceu na sua liberdade”, afirma o primeiro-ministro.
Para Costa, “fazer humor é, por vezes, um ato de coragem“, que é “vital” para qualquer democracia.
Dos pecados mortais de Spínola às armas em boas mãos de Otelo
COMO JAIME NEVES NÃO QUIS SER NOVAMENTE HERÓI. OS «PECADOS MORTAIS» DE SPÍNOLA. OTELO PÕE AS ARMAS EM «BOAS MÃOS».
O coronel Sousa e Castro foi um dos mais destacados protagonistas do ciclo de mudanças políticas, militares e sociais que Portugal viveu entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Neste livro, Rodrigo Sousa e Castro faz o relato de um dos períodos mais turbulentos do século XX português.
Percorremos com o autor os bastidores da história. Como ele somos espectadores privilegiados e emocionados da preparação do 25 de Abril, do plano de batalha que os capitães traçaram e da explosão pós-revolucionária que se lhe seguiu.
Sousa e Castro mostra-nos sobretudo a face oculta da história. O verdadeiro teatro que foi o Verão Quente de 75, a contagem de espingardas que precedeu o 25 de Novembro, e o definitivo estabelecimento da democracia que nesse dia Portugal ganhou.
No «quem é quem» e no «quem fez o quê» da história, Rodrigo Sousa e Castro revela-nos muitas surpresas e estilhaça alguns mitos.
« […] é curioso ver como Rodrigo de Sousa Castro chegou a 1974, como descreve o 16 de Março, o 25 de Abril e o 25 de Novembro, como critica Spínola ou Otelo, como faz sobressair Vasco Lourenço, Melo Antunes e Eanes, como conta a sua experiência de conselheiro da Revolução.» | do prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa
Publicado pela primeira vez no blog em 23 de abril de 2018 às 07:11
Solitário
por entre a gente eu vi o meu país.
Era um perfil
de sal
e abril.
Era um puro país azul e proletário.
Anónimo passava. E era Portugal
que passava por entre a gente e solitário
nas ruas de Paris.
Vi minha pátria derramada
na Gare de Austerlitz. Eram cestos
e cestos pelo chão. Pedaços
do meu país.
Restos.
Braços.
Minha pátria sem nada
sem nada
despejada nas ruas de Paris.
E o trigo?
E o mar?
Foi a terra que não te quis
ou alguém que roubou as flores de abril?
Solitário por entre a gente caminhei contigo
os olhos longe como o trigo e o mar.
Éramos cem duzentos mil?
E caminhávamos. Braços e mãos para alugar
meu Portugal nas ruas de Paris.
Manuel Alegre | 04-08-2023 (1ª publicação no blog)
16/07/2023 – Et si une bombe atomique tombait sur Paris ? Quels seraient les dégâts ? 😨 C’est la question que nous nous sommes posée à l’occasion de la sortie du film Oppenheimer.
18-03-2024 |Jeffrey David Sachs (/sæks/; born November 5, 1954) is an American economist, academic and public policy analyst. He is the former director of The Earth Institute at Columbia University. He is known as one of the world’s leading experts on economic development and the fight against poverty. Detroit, Michigan, U.S.
L’ancien chancelier allemand Helmut Schmidt a déclaré mercredi qu’il comprend le comportement du président russe Vladimir Poutine dans la péninsule de Crimée.
Dans un entretien avec l’hebdomadaire allemand Die Zeit, Schmidt a qualifié de « totalement compréhensible » la signature de Poutine sur l’annexion de la Crimée à la Russie.
Il a en outre dit qu’ « il doute du fait que cette annexion soit une violation du droit international », comme le disent les Occidentaux.
Il a expliqué que « le droit international a été violé à maintes reprises, dont récemment l’intervention occidentale dans la guerre civile en Libye ».
Pour ce qui est de l’histoire de la Crimée, il a rappelé que « jusqu’au dans les années 90, l’Occident n’avait aucun doute que la Crimée et l’Ukraine faisaient tous les deux partie de la Russie. Même les historiens ne sont pas tous d’accord sur le fait qu’il y ait une nation ukrainienne ».
O Conselho Diretivo da Ordem dos Engenheiros – Região Sul promove no dia 21 de março, pelas 18h00, a divulgação do livro dos Engenheiros Carlos Matias Ramos e Elói Figueiredo “Engenharia Civil: Uma Perspetiva Sobre a Formação e a Profissão”.
Nuno Júdice, um dos maiores nomes da poesia contemporânea nacional, morreu este domingo aos 74 anos. Deixamos aqui cinco poemas sobre o amor, a vida e a morte para o conhecer melhor. Só um pouquinho melhor. Portanto: podíamos saber um pouco mais acerca de Nuno Júdice. Mas não seria isso que nos impediria de ir comprar mais logo os livros dele.
Princípios
Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
23/02/2024 | Des grèves à répétition ont marqué ce début d’année en Allemagne, mettant à mal un gouvernement de coalition déjà fragile. Et ce alors que le pays stagne économiquement et traverse une crise budgétaire. Invité : Gilbert Casasus, professeur émérite en Études européennes à l’Université de Fribourg. Présentation : Laurent Huguenin-Élie
Em 1938 Salazar e o Estado Novo garantiam à Pátria ordem e segurança. A Legião e a Mocidade Portuguesa eram, desde 1936, instrumentos de enquadramento ideológico e de defesa dos valores nacionalistas.
O País vivia satisfeito com o homem que, segundo confidência posterior da freira Lúcia, vidente em Fátima, ao Cardeal Cerejeira, fora enviado pela Providência, desígnio que os hereges contestavam e os crentes repudiariam muitos anos depois.
14/03/2024 | Diretor da CIA fala abertamente em atacar a Crimeia. A reação em caso de ataque à Federação da Rússia seria devastadora. Veja o que planeja o Ocidente para evitar uma humilhação cósmica na guerra por procuração Rússia-OTAN.
14/03/2024 | Jeffrey David Sachs (/sæks/; born November 5, 1954) is an American economist, academic and public policy analyst. He is the former director of The Earth Institute at Columbia University. He is known as one of the world’s leading experts on economic development and the fight against poverty. Detroit, Michigan, U.S.
Temos milhares de trabalhadores estrangeiros em Portugal.
Deles, sabemos muito pouco. E o que sabemos, mais coisa menos coisa, são números.
Não sabemos porque e como vieram, que ilusões tinham, quem lhes contou que Portugal era a terra do mel e que os portugueses eram o povo mais hospitaleiro do mundo.
Pela 1ª vez na minha vida aderi a um partido, em 2015. Eu já pensava à esquerda, sendo um social-democrata, mas foi Costa que me motivou a filiar-me.
Senti que devia sair “zona de conforto” intelectual, embora a minha militância seja um modesto contributo. Além de pagar as quotas, vou a alguns comícios e comento aqui, defendendo as minhas ideias e as propostas do PS.
No momento em que o PS perdeu as eleições e que o PM sai de cena, é justo elogiá-lo pelo trabalho dedicado e competente ao longo de 8 anos.
Em Portugal e Brasil, vários partidos políticos têm afinidades com os princípios da social-democracia. Alguns deles incluem:
Partido Socialista (PS): O PS é um partido de centro-esquerda que historicamente se identifica com a social-democracia. Ele defende políticas sociais, igualdade de oportunidades e uma economia de mercado regulada.
Partido Social Democrata (PSD): O próprio nome do partido sugere sua afinidade com a social-democracia. O PSD é um partido de centro-direita que também promove políticas sociais e uma economia mista.
Bloco de Esquerda (BE): Embora o BE tenha raízes mais à esquerda, ele também incorpora elementos da social-democracia. O partido defende a justiça social, direitos dos trabalhadores e políticas progressistas.
Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB): No Brasil, o PSDB é o partido mais associado aos princípios sociais-democratas. Ele busca um equilíbrio entre o mercado e o bem-estar social.
Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia, exibição trágica, não aquela desinibida, que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós.
Os Portugueses não convivem entre si, como uma lenda tenaz o proclama, espiam-se, controlam-se uns aos outros; não dialogam, disputam-se, e a convivência é uma osmose do mesmo ao mesmo, sem enriquecimento mútuo, que nunca um português confessará que aprendeu alguma coisa de um outro, a menos que seja pai ou mãe.
Retirado do Facebook | Mural de Maria Teresa Carrapato | 14-03-2024
O que faz um atleta que entrou em decadência para tentar manter-se em competição? Droga-se! Injeta ou toma produtos que lhe dão a sensação de força e euforia, mas que a prazo mais ou menos curto lhe arruínam os órgão vitais e as suas capacidades de sobrevivência. Entra em ressaca.
O programa armamentista proposto pela comissão europeia presidida por Úrsula Von Der Leyen é uma proposta de dopping para a Europa acreditar que ainda tem um papel de relevo na competição pelo poder mundial. É um estímulo de efeito imediato, que se extinguirá e com ele o “atleta”. Restará um farrapo!
A referência para esta visão desencantada é o artigo: “A Europa entra em estado de pé de guerra” , do El País de 3 de Março de 2024, de que deixarei o link no final.
Uma magnífica Escola de Ciência, que hoje quero fraternalmente saudar
Tive a sorte de ter feito a minha formação técnica e científica numa reputadíssima Escola de Engenharia, a nível internacional: o Instituto Superior Técnico (da Universidade de Lisboa), hoje a maior escola portuguesa de Engenharia, Arquitetura, Ciência e Tecnologia, sendo considerada uma das mais reputadas instituições de Engenharia da Europa.
Foi fundada em 1911 pelo Engenheiro Alfredo Bensaúde, com a criação dos primeiros cursos de Engenharia (Minas, Civil, Mecânica, Eletrotécnica e Químico-Industrial).
A partir de 2013, integra a maior universidade portuguesa (Universidade de Lisboa), tendo, até então e desde 1930, integrado a Universidade Técnica de Lisboa.
Le IXe siècle fut marqué par une série de raids vikings en Francie, suscités en partie par la mort de l’Empereur Romain Germanique Charlemagne en 814. Ces raids, initialement entravés par la puissance de Charlemagne, gagnèrent en intensité après sa disparition. Parmi les attaques les plus notables figurent les sièges de Paris en 845 et 885-886. Ce texte se penchera sur le premier de ces sièges, dirigé par le chef viking Reginherus, analysant les facteurs déclenchants, le déroulement des événements, et les conséquences historiques.
Contexte Historique :
Les Guerres Saxonnes menées par Charlemagne dans la première moitié du IXe siècle ont ébranlé la région, conduisant à une alliance entre les Saxons et les Danois. La mort de Charlemagne en 814 a ouvert la voie à des incursions vikings, les premières frappant la Francie en 820. Les conflits internes entre les fils de Charlemagne ont affaibli la défense contre ces raids.
1 – Con 85 años … no me doy cuenta y la tatareo de cuando en cuando. Así me caló de hondo. Gracias, Nina. (@palleter1936)
2 – Cuando imagino un coro de angeles, instantaneamente surge la voz de Nana. Un registro inconfundible, dulce, amoroso que transforma la realidad y transporta al ensueño que uno quiera. Mi preferida. (@jorgearturoolrgo)
3 – NANA MOUSKOURI !!! Su voz angelical llega al alma en cualquier idioma. Nos hermana a todos los seres de este planeta. Porque sólo con AMOR se llega al alma del resto de los seres humanos !!! Bravo NANA !!! (@zubernormabestrizfca)
4 – Impossível de ouvir sem lágrimas nos olhos (vcs)
Após as Eleições o que nos resta de Poder? O que torna democrática a representação política? O voto é a arma do Povo ou uma arma para legitimar o poder dos poderosos? Quem elegemos e como elegemos?
O direito ao voto pode originar uma democracia representativa, mas esta não é necessariamente uma democracia eleitoral. As campanhas eleitorais pretendem fazer crer que sim. O caso do derrube o anterior governo demonstra a diferença: os cidadãos que votaram nas anteriores eleições e elegeram os seus representantes — os deputados da Assembleia — para um mandato de quatro anos viram o seu voto ser “anulado” pela utilização de meios formalmente legítimos por parte de instituições de outra entidade, o Estado. O resultado das eleições, em particular o volume de votos atribuídos a um Partido “SAD”, para utilizar uma imagem vinda do futebol, tal como o líder do Chega, expõe a fragilidade da representação como trave mestra de um regime democrático.
Comment mettre en pratique les principes de vie que nous enseigne Spinoza ? À la fin de la 4ème partie de L’Éthique, Spinoza a écrit un résumé simplifié de sa philosophie, une sorte de manuel facile à mémoriser, afin que chacun puisse l’utiliser dans sa vie quotidienne. C’est ce précis de philosophie spinoziste que nous allons étudier dans cet épisode.
Nous poursuivons notre étude complète de la philosophie de Spinoza avec la question : “Qui est Dieu ?”. Dans la 1ère partie de L’Éthique, Spinoza propose une conception de Dieu radicalement différente de celle que nous en avons traditionnellement. Cette conception de Dieu, souvent réputée comme la partie plus complexe de la pensée de Spinoza, est ici expliquée simplement.
A Quetzal Editores e a FNAC Portugal têm a honra de o/a convidar para a sessão de lançamento do livro Como Sobreviver depois da Morte, de André Canhoto Costa, que decorre na quarta-feira, 20 de março, às 18h30, na FNAC Chiado, em Lisboa. Com apresentação de Francisco José Viegas.
Há muito tempo que, na ficção portuguesa, não havia um romance tão surreal, cheio de magia, fantasia e domínio da história como o que André Canhoto Costa traz na estreia como autor Quetzal.
Samedi 3 juillet 2021, 14h30 – 15h15 — Amphi Jean-Fourastié “L’univers n’est pas obligé d’être beau, et pourtant il est beau.
La beauté reste un mystère. Après tout, l’univers pourrait n’être que vrai.” a écrit François Cheng. Comment l’univers a-t-il engendré les formes des galaxies, des étoiles et des planètes ? Étrange hasard dans un monde dont on dit qu’il tend vers toujours plus de désordre. En y regardant de plus près, on s’aperçoit que l’émergence de la complexité et de l’unicité des formes, donc de la beauté, est une conséquence naturelle, universelle, et même fatale des lois de la physique. Derrière l’éternel combat entre universalité et particularité se cachent des composantes invisibles, des liens entre les étoiles et les galaxies que l’on découvre à peine aujourd’hui et qui semblent détenir une part du secret de l’émergence de la beauté. Les astronomes ne disposent que de quelques particules de lumière pour dévoiler ces liens invisibles, mais il n’est de forme qui ne soit née sans générer de la lumière dans un univers qui tend vers toujours plus de lumière.
David Elbaz est co-auteur de Pourquoi moi ? Le hasard dans tous ses états, paru aux éditions Belin https://www.belin-editeur.com/pourquo… David Elbaz a tout récemment publié chez Odile Jacob l’ouvrage ” La plus belle ruse de la lumière Et si l’univers avait un sens…” https://www.odilejacob.fr/catalogue/s…
Não conheço Miguel Carvalho. Mas li e penso valer a pena reflectir sobre o que este senhor escreve. Pensar um Povo e um País talvez comece por se reflectir em voz bem “sonora”. (Vítor C. da Silva)
1 – Quem me conhece sabe que ando, no mínimo há dois anos, a dizer a frase que Pedro Nuno Santos proferiu esta noite, (exceptuando a percentagem, claro, pois não seria bruxo para adivinhar): não há tantos racistas e xenófobos em Portugal como se pretende fazer crer. Mas o que fez a esquerda para perceber a potencial base eleitoral do Chega e o seu crescimento? Zero. O Chega cresce à custa das mentiras, enganos e sonhos por cumprir que só responsabilizam PS, PSD e, em parte, o CDS. Mas também cresce porque há uma esquerda que julga que lhe basta ter uma agenda e imensas certezas sobre um povo que, como se nota, não conhece de todo. Nem escuta de verdade.
Pedro Nuno Santos e Rui Tavares parecem ter sido os únicos a perceber, ainda que tarde, que há um trabalho que a esquerda tem de fazer (além de renovar-se, claro): falar com os eleitores, ouvi-los, mostrar que as ideias, mesmo quando são muito boas, também se explicam e podem demorar a convenver quem acumula muitos desencantos, de muitos anos, por esse País fora. Há um quotidiano devastador, no País rural e suburbano, que precisa de ser vivido e percebido, e para os quais não chega uma resposta “pronto-a-vestir”. Uma esquerda que só tem agenda e acha que não deve discuti-la terra a terra serve para pouco ou nada.
Pourquoi l’Ukraine est en train de perdre la guerre contre la Russie ? Comment les deux camps pensent et mènent leurs opérations ? Quelles ont été les erreurs de part et d’autre ? Comment l’Occident a contribué à la défaite ukrainienne ?…
Pour répondre à ces questions et à bien d’autres, Jacques Baud s’appuie sur des informations officielles, des documents américains, occidentaux et russes. Il explique la manière dont la Russie comprend et conduit la guerre. Il montre combien l’incapacité des Occidentaux à comprendre cette réalité et leur détermination à affaiblir la Russie s’est retournée contre l’Ukraine. Après les best-sellers Poutine, le maître du jeu ?, Opération Z et Ukraine entre guerre et paix dont le travail d’analyse a été salué dans le monde entier et dont les ouvrages ont été traduits dans plusieurs pays, l’auteur revient sur la guerre en Ukraine. Il expose la manière dont la Russie l’a menée et comment l’image qu’en ont donné les Occidentaux a conduit l’Ukraine vers l’échec.
O mundo está cada vez mais sombrio. Uma guerra na Europa há mais de dois anos. Em Gaza, a banalização do genocídio. Netanyahu é hoje o mais poderoso e inimputável carniceiro do planeta. Ele exibe, com visível prazer, o total domínio sobre Biden, e o conformismo colaborante da UE, através da desastrada Ursula von der Leyen.
Podem as coisas bater ainda mais no fundo? Sim. Numa dezena de dias, dois acontecimentos envolvendo Berlim e Paris – o duplo “motor da construção europeia”, como se dizia nos tempos de ilusão – concorreram para uma eventual escalada bélica.
Na Europa, discute-se dinheiro para a Defesa do Continente Europeu baseado nesse sofisma da invasãoda Europa pela Rússia, mas o que se discute é quanto dinheiro cada potência europeia espera ganhar com uma nova indústria de Defesa e com a cópia do modelo industrial militar americano que tanta prosperidade e guerras perdidas trouxe aos nossos aliados do outro lado do Atlântico.
Clara Ferreira Alves, in Jornal Expresso 08-03-2024
“Álvaro Santos Pereira é um importante economista que foi ministro da Economia e Emprego de Portugal entre 2011 e 2013 [no XIX Governo Constitucional liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho], sendo responsável pelas áreas da Indústria, Comércio e Serviços, Turismo, Energia e Obras Públicas, Transportes e Emprego”, descreve a instituição.
Tese de doutoramento de 1997 do historiador holandês Ernst Pijning ainda aguarda sua publicação no Brasil
I Tradicionalmente, faz-se resenha de livro impresso lançado recentemente, mas o que o leitor vai encontrar aqui é uma recensão de tese de doutoramento defendida em 1997 na Johns Hopkins University, de Baltimore, Maryland/EUA, que, passadas quase três décadas, incompreensivelmente, ainda não despertou o interesse de nenhuma editora brasileira ou portuguesa, apesar de sua excepcional importância para a história do Brasil colonial e de Portugal. Tem como título ControllingContraband: < i>Mentality, EconomyandSocietyinEighteenth–CenturyRiodeJaneiro (Contrabando: Mentalidade, Economia e Sociedade no Século XVIII no Rio de Janeiro) e seu autor é o historiador holandês Ernst Pijning (1963), professor titular de História da Minot State University, de Dakota do Norte/EUA, desde 1999. O tema de suas pesquisas é o comércio de contrabando no Brasil colonial e suas relações com Portugal e os Países Baixos (Holanda), especialmente no período que vai de 1690 a 1808.
Título: “A albarda” | Autor: Pierre Subleyras | Realização: 1730 | Localização: Museu Hermitage, São Petersburgo | #pag.altacultura, in Facebook
O grande literato Jean de la Fontaine escreveu uma fábula sobre um pintor muito ciumento que suspeitava que a sua esposa lhe era infiel.
Para impedir que a sua esposa tivesse relações com outro homem na sua ausência, pintava-lhe um burro debaixo do seu umbigo, desta forma, se lhe fosse infiel, o burro seria apagado e o engano seria descoberto. Certamente, sua esposa o traiu, o que o marido não contava é que o amante também era pintor e além disso, estava tão confiante no seu talento que, a esposa e ele fizeram amor, pois tinha certeza que seria capaz de copiar perfeitamente o jumento que tinha pintado o marido.
Quando terminam, o pintor começa a pintar um burro na barriga da esposa, entusiasmado com a sua obra, pinta ao burro uma albarda (mochila que carregam ao burros de carga) Quando o marido chega, descobre o engano, pois ele não tinha pintado nenhuma albarda no burro…
Moral? Talvez… Se copiarmos seremos descobertos ou talvez a vontade de superar o próximo possa nos prejudicar… Excesso de criatividade, talvez? Tire suas próprias conclusões!
Leonard Norman Cohen (21 de setembro de 1934 – 7 de novembro de 2016) foi um cantor, compositor, poeta e romancista canadense. Temas comumente explorados ao longo de sua obra incluem fé e mortalidade, isolamento e depressão, traição e redenção, conflito social e político, amor sexual e romântico, bem como desejo, arrependimento. Ele foi introduzido no Canadian Music Hall of Fame, no Canadian Songwriters Hall of Fame e no Rock and Roll Hall of Fame. Foi nomeado Companheiro da Ordem do Canadá, a mais alta honraria civil do país. Em 2011 foi galardoado com um dos Prémios Príncipe das Astúrias de Literatura e com o nono Prémio Glenn Gould.
21h 03m | Creio que os dados neste momento divulgados trazem uma enorme responsabilidade aos Partidos Social-Democrata e Socialista. Talvez seja a altura de ambos não olharem apenas para os seus umbigos, mas sim para as aspirações do País e do Povo Português …Se ambos teoricamente se regem pela Social-Democracia, é o tempo certo para a implementarem em profundidade, com uma forte aposta no “estado social”… Acredito que a grande maioria do Povo Português ficaria radiante.
«Acredito que algures na Europa Oriental, junto a uma floresta verdejante, ao longo de um talude ferroviário, ocorreu uma extraordinária metamorfose. Foi aí que as pessoas deste comboio infernal fortemente trancado foram transformadas em animais. Do mesmo modo que todas as outras – as centenas de milhares de pessoas que a loucura arrancara a quinze países e levara para fábricas de morte e câmaras de gás.»
Quando teve conhecimento de que a Hungria iniciara negociações na Itália e na Turquia com os Aliados ocidentais para assinar uma paz separada, Hitler tomou a decisão de ocupar o país até então seu aliado. A 19 de março de 1944, o SS-Obersturmbannführer Adolf Eichmann e o seu Sondereinsatzkommando chegavam a Budapeste para organizar o terrível plano de deportação do último grande grupo de judeus sobreviventes da Europa. O primeiro transporte com destino a Auschwitz-Birkenau partiu a 29 de abril de Kistarcsa, perto de Budapeste, com 1800 homens e mulheres; o segundo saiu a 30 de abril do campo de trabalho de Topolya, na Jugoslávia ocupada pela Hungria, com cerca de duas mil pessoas.
Entre elas, encontrava-se o poeta, jornalista e autor deste livro, József Debreczeni.
Paul-Émile Bécat (1885-1960), pintor, gravador e designer francês, vencedor de um primeiro segundo Grande Prémio de Roma em 1920.
Le Diable au corps, um romance de Raymond Radiguet publicado em 1923, fala de uma relação romântica entre um rapaz e uma mulher casada, enquanto o marido desta última luta na frente de batalha durante a Primeira Guerra Mundial.
O livro causou um grande escândalo porque postulava a guerra como a própria condição para a felicidade dos amantes e violava o sagrado respeito devido ao soldado.
É imperioso que as próximas eleições sejam olhadas no significado de legítima defesa, que o voto comporta aqui.
Os imbecis das diversas direitas, em competição, não escondem as suas nostalgias pelos tempos das crianças descalças na cidade, sob ameaça de multa por andarem descalças. Lembro-me de ainda as ver na minha adolescência e não sou tão velho como isso.
Não me sinto de esquerda, nem aliás se sabe o que isso seja nos tempos que correm. Mas nestas estruturas de direita não caibo, nem posso caber.
Os insultos soezes ao 25 de Abril, que vamos ouvindo, não expressam apenas o ressentimento, nunca resolvido, dos que foram forçados a partir de África para Lisboa, em risco de vida e com a espoliação de todos os seus bens. Esses vieram assim, porque os USA assim quiseram, para reforçarem o eleitorado de direita em Portugal, como reforçaram e continuam a reforçar. Graças ao ressentimento.
Mas este não pode ser perspectiva aceitável para a determinação dos legítimos interesses do maior número, embora, na medida do possível, deva ser eficazmente eliminado e não faltam modos de o fazer.
Estes insultos vêm de quem quer cortar reformas definitivamente, como já tentaram. Cortar salários, como já fizeram. Vender o que resta das empresas públicas a pesadíssimos parasitas, como já fizeram também, reduzir o país à pobreza, como já disseram em voz alta, discutir (e restringir) o que os pobres comem, com discussão (sempre em voz alta) dos bifes que se não poderiam comer todos os dias, como o fez a desgraçada Jonet que é desta mentalidade bom exemplo e faz fichas de quem se socorra da organização sob sua direcção. Lembro-me de intervenção da criatura, em tom acusatório – “querem dar tudo aos filhos”, veja-se lá bem o disparate do filho do trabalhador indiferenciado ir a um concerto…
Mas, coisa mais aterradora de todas, querem privar de medicação subvencionada os maiores de 65 anos, como o disse a execranda Ferreira Leite (sem o mandar dizer por ninguém). E não convém, ainda, esquecer a exemplaridade da execranda lei Cristas – à qual ninguém reagiu em tempo útil – cujas virtualidades de devastação social são um bom exemplo do que voltou a estar em causa (e nem Salazar teria concedido).
A população comum, com mais ou menos de 65 anos, está em situação de ataque iminente e estas eleições são o ludíbrio que permitiria aos atacantes arguir o consentimento da vítima.
Sei que um socialismo do nepotismo não é um bom antecedente.
Mas há uma diferença entre querer empregar e privilegiar os filhos deslealmente e à nossa custa e querer negar o nosso direito à vida, à assistência clínica, à retribuição digna, à reforma aceitável, à habitação compatível com a dignidade mínima e até à alimentação.
Nem é de esquecer que a ICAR local se lhes junta, como Manuel Clemente o fez. Esta padralhada juntar-se-lhes-há sempre.
É precisa outra igreja. Como é precisa outra Escola. E outra imprensa. E é precisa a transfiguração do Estado, claro que sim. Sendo seguro que só de nós todos poderá vir tal coisa, que foi inútil confiar (ao longo de 50 anos) ao execrando leque partidário que outra vez se nos apresenta.
Mas é preciso discernir entre males. E decidir pelo menor deles, enquanto não estivermos em condições de reagir.
E ainda não chegou o momento de o podermos fazer. Infelizmente.
NOTA :Mural de Joseph Praetorius, 08-03-2024, in Facebook
O filme “Morte em Veneza”, que fez a minha geração embandeirar em arco, e que hoje é varrido para debaixo do tapete com aquele pudor hipócrita que a ignorância sempre traz. Esse filme é um magistral levantamento da dualidade ético-epistemológica que sempre tem lavrado na cultura ocidental.
W. K. C. Guthrie, na sua magistral História da Filosofia Grega em 6 volumes, não se coíbe em afirmar que o Pensamento Ocidental, ao longo dos séculos, não tem sido mais do que um confronto entre Platão e Aristóteles. Ou seja: entre o primado da Alma, do racional, com a subsequente subalternização dos sentidos ou, até mesmo, a sua recusa, e o encumear dos sentidos, com a respetiva secundarização do intelecto.
Este é o tema central do filme de Visconti, bem como do conto homónimo de Thomas Mann. Logo no início da película assistimos à estreia de uma Sinfonia de Aschenbach, que é, depois, incrivelmente pateada. No diálogo que se segue, um dos grandes amigos do maestro grita-lhe dizendo que o insucesso que ele acabara de experimentar era mais do que merecido, já que ele criara uma sinfonia puramente racional (geométrica?), de onde os sentidos tinham sido abolidos, isto é, Aschenbach desenvolvera a tese pitagórica (convém não esquecer que Kepler e Einstein não andaram muito longe de correspondências análogas!) da correspondência entre os números e as nota musicais, urge também referir, aliás, que em Platão o conhecimento matemático funcionava como uma mera propedêutica ao saber filosófico.
Esta relação matemática/ filosofia vigora ainda hoje em algumas Escolas filosóficas! O amigo de Aschenbach salta, então, para o piano e ataca uns acordes, continuando a gritar que a obra de arte, a Beleza, não pode ignorar os sentidos, as emoções.
Esta situação dilemática atravessou, e atravessa, toda a nossa cultura: na literatura podemos encontrá-la em Stefan Zweig (Confusão dos sentimentos), Hermann Hesse (Narciso e Goldmund), Julien Green (Terre Lointaine), etc. No entanto, este tema não aparece só na literatura assumidamente homoerótica ou, como é o caso no conto de Mann, naquela outra em que a heterossexualidade de uma personagem sofre um qualquer abanão (Veja-se o filme “Oito mulheres” de Ozon), podemos encontrar esta temática, por exemplo, no cinema: em “Para além das Nuvens” de Antonioni, vemos que Kim Rossi Stuart sofrendo de uma paixão avassaladora por Chiara Caselli, depois de muito peregrinar e quando se encontrou, finalmente, a sós com ela num quarto, não deixou que a sua mão tocasse o corpo nu da amada (que o conspurcasse?): a mão aproxima-se e, a uns 3/4 centímetros da pele daquela porque tanto ansiara, a dita mão recolhe-se, e Rossi Stuart abandona o quarto abruptamente, fugindo rua afora.
Esta recusa do corpo é exatamente a mesma que esteve na base da surpresa de Alcibíades, que, segundo os historiadores, era extremamente belo e nada – mulher ou homem – lhe escapava, mas que “agora” não entendia como é que aquele velho feio e imundo (Sócrates) tinha dormido a seu lado e nem sequer lhe tocara (Cf. final do “Banquete”).
Esta linha de raciocínio e comportamental podemos encontrá-la ainda hoje, passando por obras como, por exemplo, “Estudios sobre el amor” de Ortega y Gasset. Se por um lado temos todos estes quadros mentais, por outro acena-nos Aristóteles com o seu privilegiar dos sentidos, embora depois, reconheçamos, os ideais de Felicidade e de AMIZADE (tão necessária àquela!) já não tenham nada a ver com o sensorial.
Esta tentativa de vivenciar o aristotelismo no quotidiano foi sempre marcada por um certo insucesso, e nem a afirmação de Averróis de que a alma era mortal e que, de facto, havia um intelecto, mas que este era uno e partilhado por toda a espécie… nem sequer esse averroísmo latino conseguiu singrar, que o digam Sigério de Brabante exilado na corte papal e depois estranhamente assassinado, bem como um Boécio incansavelmente perseguido.
Aristóteles – e o averroísmo latino – passaram a vigorar, sim, mas através da leitura de Tomás de Aquino. Os sentidos contavam, mas vigiados pela razão!
Claro que encontramos grandes exceções: Sade, Condillac… e contemporaneamente Miller, Genet e Tony Duvert, mas tudo isso não passa de exceção (Duvert, que tem um livro em português traduzido pela Luiza Neto Jorge, não encontra hoje, em França, quem o publique!).
É com este dilema que Aschenbach, e após a morte da filha, parte para Veneza, para o Lido. Aí, nessa solidão procurada, o Destino coloca-o à prova! O tal corpo belo, que Platão, no Fedro, afirma só servir de ponto de partida e deve ser imediatamente afastado, o tal corpo belo atenaza-lhe diariamente “o coração”. Coração esse que o matará!
Repare-se em toda a simbologia! É confrangedora a cena em que Aschenbach, no barbeiro, tenta o “alindar do corpo”. Não restam dúvidas que a atração do maestro é correspondida, mas não restam também dúvidas que ela, para permanecer, deve ser irrealizável e com a distância de permeio.: o Absoluto, onde o amor (incorpóreo) fusional se pode concretizar só é passível de ser encontrado no para-lá-do-aqui, por isso no final do filme Tadzio levanta o braço e aponta o horizonte.
Será interessante incorporar aqui algumas leituras como, por exemplo, os místicos do século XVI: quem ler “Os caminhos da Perfeição” de Teresa d’Ávila e “A subida ao Carmelo” de S. João da Cruz verá que não se está assim tão longe de Mann, de Visconti e do “Morte em Veneza”.
Notas
a) quando refiro obras que privilegiam os sentidos não refiro certos pseudo-decadentismos que andam por aí, pois as caricaturas não são a minha especialidade, isto caso eu tenha alguma;
b) não referi propositadamente o “Teorema” de Pasolini, e outros trabalhos dele, pois em breve sairá um artigo meu sobre o tema nesse autor;
c) convém não esquecer também, no filme, as interpretações de Silvana Mangano e de Marisa Berenson
d) quanto a Tony Duvert, a primeiro livro que li dele, era eu menino e moço, e andava com a cunhada do Ricardo Pais pela feira do livro de Madrid, quando comprei o “Diario de un inocente”: ia tendo um enfarte.
Em seu novo livro, Salomão Sousa homenageia a poeta com um texto em que corrige várias informações sobre a sua vida pessoal
I
Um instigante texto que procura mostrar que a obra da poeta Cecília Meireles (1901-1964) ultrapassa os padrões originais do Modernismo e corrige várias informações a respeito de sua vida pessoal é o que o leitor irá encontrar, além de outros ensaios e artigos igualmente atraentes, no livro Bifurcações – memória, resistência e leitura (Cidade Ocidental-GO, edição do autor, 2022), do poeta e jornalista Salomão Sousa (1952). Trata-se de um “pequeno artigo”, na própria definição do autor, que prenuncia o que pode vir a constituir uma biografia que o poeta tem todas as condições de escrever.
Explore conosco o rico legado da antiga civilização de Kush (também conhecida como Cuche), que floresceu na região sul do Egito, na Núbia, hoje parte do Sudão.
Explore conosco o rico legado da antiga civilização de Kush (também conhecida como Cuche), que floresceu na região sul do Egito, na Núbia, hoje parte do Sudão.
Iniciando como uma colônia egípcia, Kush logo conquistou sua independência, expandindo seu domínio sobre o Egito e grande parte do vale do rio Nilo
Esta civilização mesclou a cultura egípcia com influências de outros povos africanos.
Os cuchitas, povo de Kush, predominantemente agricultores, também incluíam artesãos e mercadores em sua sociedade.
Embora se destacassem em comércio, às vezes recorriam à prática da escravidão capturando pessoas de outros povos.