Da Wikilusa, a Enciclopédia de Portugal antonio valdemar - jornalista  e escritorAntónio Valdemar, (Ilha de São MiguelAçores) é o presidente da Academia Nacional Belas Artes, sócio efectivo da Academia das Ciências, membro da Academia Portuguesa da Históriainvestigadorolisipógrafo e jornalista profissional.

Vida e obra

Tem desenvolvido, a partir do final dos anos 50, intensa actividade cultural, com textos de intervenção crítica, abordagem e pesquisa histórica, além da participação em colóquios, júris e conferências. Tem investigado e publicado trabalhos acerca da história e a evolução de Lisboa, nas suas múltiplas transformações sociais, políticas, literárias, artísticas e urbanísticas. É também autor de inúmeros outros trabalhos publicados em livros, jornais e revistas a propósito dos Açores. Organizou, em 1988, com o patrocínio da Câmara Municipal da Ribeira Grande, da Presidência da Republica e da Academia Nacional de Belas Artes a I Semana do Barroco, com a intervenção de intelectuais e críticos de renome nacional. O Conselho da Europa associou-se a esta manifestação. Presidiu ao grupo que procedeu à coordenação da informatização e digitalização dos tomos do Inventário Artístico de Portugal do Distrito de Aveiro (Zona Nordeste, Norte e Sul); Distrito de Beja (Zona Norte); Distrito de Coimbra (Cidade e Distrito), Distrito de Évora, Distrito de Leiria, Distrito dePortalegre, Cidade do Porto e Distrito de Santarém. Representante em Portugal e no estrangeiro da Academia Nacional de Belas-Artes no Conselho Europeu das Academias de Belas-Artes, tem representado, igualmente, a Academia, dentro e fora de Portugal, em congressos, seminários, simpósios e outras reuniões de projecção nacional e internacional. Faz parte, desde 1987, dos júris anuais de atribuição dos prémios da Academia Nacional Belas-Artes, José de Figueiredo, Doutor Gustavo Cordeiro Ramos, Aquisição e Investigação. Dirigiu, durante seis anos, a galeria Diário de Notícias, no Chiado. Organizou dezenas de exposições de escultores, pintores e ceramistas. Entre outras destacam-se uma retrospectiva de Barata Feyo, escultura e desenho e outra de João da Silva, com grande destaque na área da medalhística. A carreira profissional de António Valdemar principiou, em 1958, no jornal República colaborando, entretanto, no Diário de Lisboa. Entrou em 1960 para o quadro do Diário de Notícias, esteve ligado ao grupo fundador de A Capital; desempenhou o cargo de chefe de redacção de A Vida Mundial; exerceu de 1968 a 1980 a chefia de redacção, em Lisboa, de O Primeiro de Janeiro, regressando depois ao Diário de Noticias. Desde o noticiário e a reportagem até à entrevista, à crónica e ao artigo de opinião acompanhou os grandes acontecimentos nacionais ocorridos nas últimas décadas. Integrou, o gabinete editorial do Diário de Notícias, leccionou jornalismo no Instituto Politécnico de Santarém; e orientou em vários locais do País outros cursos de Comunicação Social e de Cultura Portuguesa (séculos XIX e XX). Participou durante vários anos no desenvolvimento do programa de incentivo ao livro e à leitura, sendo co-autor com Jacinto Baptista de dois volumes publicados pelo Conselho de Imprensa e pela Alta Autoridade da Comunicação social. Teve um programa diário na RTP2, de 1984 a 1996; foi colaborador permanente do programa ACONTECE da RTP, dirigido por Carlos Pinto Coelho; é colaborador efectivo, desde 2007, do semanárioExpresso, no caderno de arte e cultura ACTUAL.

Obra publicada

É autor, entre outros, dos seguintes livros:

Prefaciou: Hermano Neves, a Grande reportagem, da autoria de Norberto Lopes;

  • Memórias de Um Ex Morfinómano, de Reinaldo Ferreira (Repórter X) edições portuguesa e brasileira.
  • Amores da Cadela Pura I e II, memórias de Margarida Vitória, marquesa de Jácome Correia
  • Os Maias, de Eça de Queiroz, edição comemorativa do centenário promovida pelo Circulo dos Leitores
  • Nemésio, sem limite de idade, foi editado pelo Clube do Coleccionador e lançado, em 2001, nos Açores (Horta e Angra) no âmbito das manifestações comemorativas do centenário do nascimento do autor de Mau Tempo no Canal.

Reproduz inúmeros autógrafos inéditos e percorre passo a passo os múltiplos aspectos da vida e da obra de Vitorino Nemésio. Para a publicação oficial, da Presidência da República, das Comemorações do 10 de Junho de 2002, efectuadas em Beja, com uma exposição bio-bibliográfica e iconográfica sobre Mariana Alcoforado, escreveu;

  • As Cinco Cartas do Desassossego.

Acompanhou a última viagem presidencial de Jorge Sampaio ao estrangeiro, sendo o orador oficial na homenagem prestada a Teixeira Gomes em Bougie e o autor do livro e antologia de textos literários de Teixeira Gomes Um Português no Magreb, com prefácios de Jorge Sampaio e Abdelaziz Bouteflika (presidente da República da Argélia). Este livro foi traduzido em árabe por Badr Hassanien, numa edição conjunta do Instituto Camões e da Presidência da República A importância de trabalhos de António Valdemar e/ou a colaboração que prestou a obras de erudição vêm assinaladas na História de Portugal de Veríssimo Serrão e na última edição da História de Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes.

Prémios

José de Figueiredo, por duas vezes, para o melhor estudo na área da história (Chiado: o peso da Memória-1991 e A Cidade dos Sítios-1994); Prémio Júlio César Machado – 1987, para a melhor reportagem ou artigo sobre Lisboa – Cesário Verde em novos manuscritos; Prémio Júlio de Castilho – 1990, para o melhor livro sobre Lisboa Chiado: o Peso da Memória. Tem o grande oficialato das ordens honoríficas portuguesas. Foi condecorado, em 1991, no Dia de Portugal, em Tomar, pelo Presidente da República, Mário Soares com a Ordem de São Tiago; e, em Maio de 2000, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, com o Grande Oficialato da Ordem de Mérito. Também foi condecorado pelo Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso com a Ordem do Rio Branco. Recebeu, em Maio de 2008, a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores atribuída, por unanimidade

Academia Nacional de Belas Artes | Lisboa

Da Wikilusa, a Enciclopédia de Portugal

ABA

História

Segundo o “Dicionário de História de Portugal” foi Passos Manuel quem fundou a Academia de Belas Artes, referendando os três decretos de 25 de Outubro de 1836, todos relativos à Academia. O primeiro decreto teve por fim criar a Academia, o segundo, colocá-la numa parte do edifício do extinto convento de São Francisco da Cidade, onde ainda hoje existe, e criou uma biblioteca de Belas Artes no mesmo edifício, por último nomeou para os diversos empregos da academia as pessoas constantes duma relação que acompanhava o mesmo decreto.

Esta criação veio no seguimento da Revolução Setembrista e no âmbito de uma alargada reforma do ensino, sendo, desta forma, colocadas em prática as anteriores reformas de Agostinho José Freire. Assim, o então Estado Liberal assume a responsabilidade de centralizar o ensino artístico, anteriormente disperso, sendo-lhe conferido o objectivo de formar os artistas de belas artes e das artes fabris.
A Academia tinha funções honoríficas, culturais e pedagógicas, sendo constituída por docentes proprietários e substitutos, académicos de mérito, académicos honorários e académicos agregados. Entre estes podem-se referir: António Manuel da Fonseca, Joaquim Rafael, André Monteiro da Cruz, Domingos José da Silva, Francisco de Assis Rodrigues, Caetano Aires de Andrade, Benjamin Comte, José da Costa Sequeira, Constantino José dos Reis e José Francisco Ferreira de Freitas.

Inauguração

Inaugurada em 1837, os estatutos da Academia foram elaborados e redigidos por uma comissão presidida pelo tenente-coronel do Real Corpo de Engenheiros João José Ferreira de Sousa, director das Aulas Régias, e da qual faziam parte: Joaquim Rafael, José da Cunha Taborda e André Monteiro da Cruz, pintores, José António do Vale e Francisco Vasques Martins, professores de Desenho, João Maria Feijó e José da Costa Sequeira, arquitectos, Francisco de Assis Rodrigues, escultor, que também era secretário, João Vicente Priaz e Benjamin Comte, gravadores.

Estes estatutos foram posteriormente “corrigidos e adicionados” por uma nova comissão composta por três membros da Academia Real das Ciências: o bispo-conde D. Francisco de S. Luís (posteriormente cardeal Saraiva), Francisco Pedro Celestino Soares e José Cordeiro Feio.

Instalada no antigo convento quinhentista de São Francisco da Ci¬dade, confiscado em 1834 através dos decretos anticlericais, a Academia tinha inicialmente como funções: a formação de novos artistas, a identificação, a classificação, a inventariação, a conservação e o restauro das obras artísticas com o intuito de promover o desenvolvimento das belas artes e dos estudos arquitectónicos, a preparação de exposições e conferências, entre outras.
No reinado de D. Luís, com o decreto de 22 de Março de 1862, a Academia de Belas-Artes passa a ser designada por Academia Real de Belas-Artes, sendo que, em 1881, houve uma reforma no ensino artístico, a qual ratificou algumas inovações curriculares já antes introduzidas, dando-se a separação entre a Escola de Belas-Artes de Lisboa, com fins didácticos, e a Academia Real de Belas-Artes propriamente dita, com fins culturais.

Em 1882, integrada no Conselho de Arte e Arqueologia, surge a Comissão dos Monumentos Nacionais, presidida pelo arquitecto Possidónio da Silva, à qual se seguiram sucessivamente novas comissões, até que, a 9 de Dezembro de 1898, surge uma nova reestruturação organizacional e é criado o Conselho Superior dos Monumentos Nacionais, basicamente com as mesmas competências das comissões anteriores, fazendo parte deste Conselho os inspectores das belas artes de Lisboa e do Porto, os inspectores das Academias das belas artes, o inspector dos serviços de obras públicas, o conservador do museu nacional e os professores de arquitectura das Academias das belas artes. Este Conselho estava incumbido de estudar, classificar e inventariar os monumentos nacionais, de consultar e propor ao Governo as providências necessárias à guarda, conservação, reparação e exposição pública dos monumentos, de instruir, projectar ou propor as respectivas reparações, apropriações, aquisições e destinos do património, bem como de promover a propaganda e o culto público pela conservação e pelo estudo dos monumentos, velando pelos mesmos.

A Academia e a República

Em 1911 a Academia Real de Belas-Artes é extinta pelo Governo Provisório da República, sucedendo-lhe a 29 de Maio de 1911 o Conselho de Arte e Arqueologia (1.ª Circunscrição), com objectivos semelhantes, especialmente na conservação, administração e valorização dos monumentos e museus portugueses, sendo este por sua vez extinto a 7 de Março de 1932.

Com o Decreto n.º 20 977 de 1932, a Academia é restaurada sob o nome de Academia Nacio¬nal de Belas-Artes, por iniciativa do então ministro da Instrução Pública, Gustavo Cordeiro Ramos. Participaram também nesta instituição José de Figueiredo, também fundador do Museu Nacional de Arte Antiga, Reinaldo dos Santos, Raul Lino, José Luciano Freire, Teixeira Lopes, Xavier da Costa, Sousa Lopes, José Pessanha, Afonso Lopes Vieira, entre outros.

A galeria da Academia de Belas¬-Artes formou-se a partir de pinturas e outras obras de arte provenientes dos antigos conventos, maioritariamente da zona Centro e Sul de Portugal, os quais foram extintos em 1834. Pelo facto de se ter reunido este espólio no antigo Convento de São Francisco da Cidade aí foi instalada a Academia, juntamente com a Biblioteca Pública. Devido à falta de instalações as pinturas foram sendo colocadas em salas e corredores. Sousa Holstein reorganizou a galeria em salas para o efeito, sendo estas abertas ao público em 1869.

Os Museus Centrais

Em 1881 Delfim Guedes arrendou o Palácio Pombal, na Rua das Janelas Verdes, hoje Museu de Arte Antiga, com o intuito de se realizar a Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola. Este edifício foi comprado pelo Estado, sendo a sua abertura oficial a 12 de Junho de 1884, sob o nome de Museu Nacional de Belas-Artes e Arqueologia, concretizando o objectivo de nele instalar o que então se designava por “Museus Centrais”, ficando entregue à Academia, nessa altura, a direcção e orientação do Museu.

Com a primeira República o Museu deixa de depender da Academia. As colecções de arte moderna foram retiradas do Museu Nacional de Belas-Artes em 1911 para serem instaladas no Convento de São Francisco da Cidade, no então criado Museu Nacional de Arte Contemporânea (actual Museu do Chiado).

Em termos de instalações a Academia permaneceu nos dois pisos inferiores do Convento de São Francisco da Cidade (Decreto de 9 de Maio de 1837), à excepção de toda a zona nascente do mesmo edifício, confinado com a Rua de Serpa Pinto, a qual foi destinada para as instalações do Museu Nacional de Arte Contemporânea, criado nesta data, albergando ainda a Biblioteca Pública e, em 1875, as instalações do Governo Civil de Lisboa.

Prémios e Publicações

A Academia Nacional de Belas-Artes tem diversas actividades, podendo-se destacar, publicações como: “Os Primitivos Portugueses”, “O Manuelino” de Reinaldo dos Santos, de saída periódica o “Inventário Artístico de Portugal” referente à inventariação por distritos de diversas obras distribuídas entre arquitectura, escultura, pintura e artes decorativas, ou uma publicação se¬mestral ou anual, o “Belas artes: revista e boletim da Academia Nacional de Belas Artes”.

A biblioteca da Academia Nacional de Belas-Artes possui milhares de volumes, sendo uma referência na arte portuguesa. A Academia Nacional de Belas-Artes possui também uma galeria de arte, na qual se expõem obras de interesse artístico e histórico.

O sistema de concursos e a atribuição de prémios produziam um elemento dinamizador da progressão da aprendizagem. Desta forma existiram concursos anuais de Desenho incidindo nas áreas do desenho de figura. Os concursos trienais eram realizados para as áreas de arquitectura, escultura e pintura histórica, sendo estas posteriormente articuladas com as exposições, também estas trienais. Mais tarde deu-se a substituição do regime de concursos por um sistema de exames finais no Curso de Desenho.

No seguimento da prática usada no reinado de D. João V e por D. José I, estavam previstas para a Academia de Belas de Lisboa bolsas de estudo para complemento da formação no estrangeiro.

Após um processo de diversos anos de discussão de regulamentos de bolsas, o então Vice-Inspector da Academia de Lisboa, Francisco de Borja Pedro Maria António de Sousa Holstein consegue aprovar, em 1865, o regulamento, sendo que no ano lectivo de 1866/1867 efectuou-se a partida para Paris dos primeiros bolseiros.

Os prémios e bolsas de estudo concedidos anteriormente pela Academia Nacional de Belas-Artes, em cumprimento do Decreto-Lei n.º 28003 de 31 de Agosto de 1937 – prémios Anunciação, Lupi, Ferreira Chaves, Soares dos Reis, José Luciano Freire, Rocha Cabral, Barão de Castelo de Paiva e Júlio Mardel e subsídio de viagem do legado dos Viscondes de Valmor – deixaram de corresponder, pela sua definição, à realidade artística do final do século XX. Assim, segundo o Decreto-Lei n.º 42, de 25 de Janeiro de 1983, e respectivo regulamento, os prémios anuais passaram a ser somente dois – o prémio Investigação e o prémio Aquisição.

A Insígnia

No ano de 1937, pela Portaria n.º 8630 de 20 de Fevereiro, é aprovada a insígnia destinada aos vogais da Academia, a qual é composta por uma medalha dourada, suspensa por um cordão com o respectivo passador. No anteverso da mesma, é figurada uma mulher jovem, realizada ao natural, que representa a Academia, e, em plano afastado, a figura do mármore pentélico do Museu de Atenas, cópia da estátua que Fidias esculpiu para o Parthenon, no reverso figura a legenda “Academia Nacional de Belas-Artes” e uma coluna dórica, adornada com livros e utensílios de escultura, pintura e arquitectura.

A 2 de Dezembro de 1982 foi aprovada, em sessão plenária da Academia, uma Medalha de Mérito abrangendo as classes de ouro, prata e bronze, com vista a galardoar pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, por actos considerados relevantes em prol da vida académica, artística ou cultural.

Em 1982 através do edital n.º 51 da Câmara Municipal de Lisboa, houve uma mudança toponímica do local, passando a designar-se Largo da Academia Nacional de Belas¬-Artes.

A 10 de Fevereiro de 1987 os estatutos da Academia Nacional de Belas-Artes de Lisboa foram renovados. Segundo a Portaria n.º 80, de 10 de Fevereiro de 1987, a Academia é uma instituição de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica, sob a tutela da Secretaria de Estado da Cultura.

Ao longo da sua existência a Academia tem-se evidenciado pelo seu apoio à divulgação cultural e à formação de novos intérpretes culturais nas mais diversas áreas, quer através da atribuição de bolsas de estudo, para estudar em Portugal e principalmente no estrangeiro, quer através dos prémios que fomenta anualmente. Os últimos estatutos aprovados para a Academia indicam o mesmo caminho.

175 anos de existência

Prestes a comemorar 175 anos de existência, a Academia Nacional de Belas Artes, situada ao Chiado, em Lisboa, aguarda maior atenção dos poderes públicos para a sua conservação e dos documentos históricos que ali se encontram.

Rómulo de Carvalho/António Gedeão – Príncipe Perfeito

Existem homens que são maiores do que o seu tempo e por isso lhes foi reservado a eternidade. Permanecem, lá onde os podemos rever: na sua obra, na sua integridade e no seu exemplo de vida. “…não existe a ausência nem a distância. Nem saudade. Existe vida.” Estão vivos na nossa memória e na forma como entendemos o mundo, a história, a ciência e a arte. Na humanidade acontecem homens assim, mas são raros.

Esta não é uma biografia escrita de uma forma convencional, um conjunto de eventos enumerados por ordem cronológica ou alinhados pela sua relevância. Um objecto de estudo. Esta é uma biografia escrita por quem arrisca, quem arrisca tudo e muito, sem perder a noção do lado simples da vida: “Eu percebo-o. Não porque tenha o mesmo pensamento, mas porque o percebo. Apenas.”

Não existem obras definitivas. Esta biografía escrita por Cristina Carvalho, como é característico da autora, vai para além do cânon imposto a este género literário. Funde, numa dimensão única, a ficção com a memória, o sonho com a vida e celebra a profunda admiração e o amor por esse homem ímpar que também aconteceu ser seu pai.

(ler mais no Acrítico)

Jérémie Rhorer [Biografia]

jeremieLa critique française l’a consacré « Révélation musicale » de l’année 2008. Né en 1973 à Paris, Jérémie Rhorer a fait des études de clavecin, d’analyse et de composition au Conservatoire National Supérieur de Paris, avant de devenir l’assistant de Marc Minkowski et, plus tard, de William Christie. En 2005, au festival de Pâques de Deauville, il crée avec le violoniste Julien Chauvin Le Cercle de l’Harmonie, un ensemble sur instruments d’époque qui se focalise sur le répertoire de la fin du XVIIIe siècle.

C’est en 2006, au Festival International d’Opéra Baroque de Beaune, que Rhorer et Le Cercle de l’Harmonie sont découverts par un plus large public grâce à leur interprétation électrisante d’Idomeneo. LeursNoces de Figaro (version de concert), données également à Beaune en 2007, leur vaut des échos enthousiastes et un franc triomphe lors de leur reprise au Théâtre des Champs-Élysées. En 2008, c’est le Festival d’Aix-en-Provence, où il dirige L’Infedeltà delusa de J.Haydn, qui, cette fois, récompense les mérites de ce jeune interprète des partitions de Mozart, en lui remettant le Prix Gabriel Dussurget.

Le Théâtre des Champs-Élysées l’invite avec le Cercle de l’Harmonie à diriger son festival Mozart avec notamment trois productions scéniques, Idomeneo en 2011, Così fan tutte en 2012 et Don Giovanni en 2013.

Il fait ses débuts au Wiener Staatsoper en janvier 2011 avec Così fan tutte, suivis directement d’une invitation pour les Noces de Figaro en 2012. Il fait ses débuts au festival de Salzbourg en 2010 lors de deux matinées Mozart avec Diana Damrau. Il est l’invité du Mostly Mozart du Lincoln center à New York en 2011 et en 2013.

A la Monnaie de Bruxelles, il dirige successivement Les Noces de FigaroIdomeneo et il y reviendra en 2013 et 2014. A l’Opéra-Comique, il dirige Auber (2009), Grétry (2010) et J.C.Bach (2011) etMahagonny Songspiel et les Sept péchés capitaux de K.Weill au théâtre des Champs-Élysées avec Angelika Kirchschlager.

En 2011 il dirige le Requiem de Brahms à Hambourg avec la Deutsche Kammerphilharmonie, ainsi que l’orchestre de chambre de Munich, le Kammerorchester Basel et l’Orchestre National de Bordeaux-Aquitaine. En 2012, il est invité pour les Noces de Figaro à la tête du Cercle de l’Harmonie au Festival d’Aix-en-Provence et dirige à la Radio de Francfort, à la Radio d’Amsterdam et à Poznan.

Parmi ses projets figurent ses débuts au festival de Glyndebourne en 2013 avec les Noces de Figaro à la tête du London Philharmonic, des invitations du philharmonique de Rotterdam ainsi que La Vestalede Spontini et les Dialogues des Carmélites au Théâtre des Champs-Elysées.

Jérémie Rhorer s’est par ailleurs fait un nom en tant que compositeur. Il a été récompensé, entre autres, par le Prix Pierre Cardin de l’Académie des Beaux-Arts et obtenu plusieurs commandes de Radio France. L’intégrale de sa musique de chambre a été donné au festival de La Roche-Posay en 2006. L’Orchestre National de France créé la version pour orchestre de son œuvre Le cimetière des enfants en novembre 2008.

Il a enregistré plusieurs disques pour EMI/Virgin Classics avec Diana Damrau, Philippe Jaroussky et Le Cercle de l’Harmonie, tous salués par la critique. Ses enregistrements avec Le Cercle de l’Harmonie sont désormais publiés chez Ambroisie/Naïve, tel Beethoven : the birth of a master sorti en juin 2011 suivi par  le Paris des Romantiques avec Bertrand Chamayou et Julien Chauvin en solistes et la Lodoïska de Cherubini.

http://cercledelharmonie.fr/presentation/jeremie-rhorer/ … (FONTE)

Justyna Kopania | Biografia

Justyna Kopania

My name is Justyna Kopania. I am a painter. Art is my asylum, life, poetry, music, the    best cigar, tasty strong tea, everything.My Art reflects the world I perceive with all mysenses; people I meet and love; nature I admire, and all the things that affect the way I am.The Man is my main inspiration and This Man is the principal topic of my project. I am focusing on Their psyche, attitudes, as well as Their appearance, manners and all the complex processes that take place both outside and inside the Man.I cannot imagine existing without my art, my paintings, my inspirations – it is, and will be, an intrinsic part of my life. I prefer oil painting on huge canvases. People from all around Europe find the pieces of their selves in my works and are impressed with the sincerity and truth expressed through them.In my studio – work – I paint a few, sometimes  several hours a day. This is typical painting – easel, oil, structural. Paintings are “fleshy.” Paint requires both painting, as well as brushes – and I do not regret the paint. Paintings are painted this way – creates a kind of reliefs. Paintings are painted in a sort of style, original … – Inspired by certain  passages of what I see, and stay in my memory. Paitings are entirely painted by hand. I always try to give the climate the moment that stuck in my memory.

http://studiounderthemoon.webs.com/… (FONTE)

Alípio de Freitas | copiado de Carlos Matos Gomes in Facebook

Alípio de Freitas

Alípio de Freitas

Hoje faz anos um Homem. Alípio de Freitas está, obviamente deslocado nesta época de meninos bem comportados. Tive a oportuidade de o conhecer e de aprender a respeitar. Deixar aqui a lembrança do seu aninersário, para dizer que há e houve homens como este, constitui a minha homenagem e a minha prova de otimismo. Quem era Alípio de Freitas?
Alípio de Freitas ou Padre Alípio de Freitas nasceu em Fevereiro de 1929 e cresceu em Vinhais (Bragança, Trás-os-Montes). Foi padre em Portugal e revolucionário no Brasil.
Em 1957 aceitou um convite do arcebispo de Maranhão para viver no Brasil, onde deu aulas na universidade. Num subúrbio miserável de São Luís do Maranhão, fundou uma paróquia, uma escola, um posto médico. De início não celebrava missa, nem tão-pouco ia à missa, e depois quando o fez (em atenção ao arcebispo), era em Português, no que antecipava o Concílio Vaticano II. Em 1962 foi a Moscovo, ao Congresso Mundial da Paz, onde privou com Pablo Neruda, a Pasionaria e Kruchtchev. Regressou ao Brasil e rompeu com a hierarquia da Igreja. Apoiou a candidatura de Miguel Arraes ao governo de Pernambuco, o que lhe valeu ser raptado pelo exército e detido durante 40 dias. Naturalizou-se brasileiro, foi para o Rio de Janeiro, viveu nas favelas, e ajudou a fundar as Ligas Camponesas, um movimento radical que entre outras iniciativas organizava ocupações de terras.
Na sequência do golpe militar de 1964, pediu asilo político no México, depois recebeu treino político-militar em Cuba, regressando clandestinamente ao Brasil em 1966. A partir daí percorreu o país de ponta a ponta, promovendo o movimento camponês. Em Maio de 1970 foi preso, sujeito à tortura do sono durante 30 dias. Saiu da prisão em 1979, como apátrida. Em 1981 foi viver para Moçambique, num projecto com camponeses. O álbum de José Afonso Com as Minhas Tamanquinhas inclui uma canção-homenagem com o nome Alípio de Freitas. Uma das suas frases: “Trabalhadores, ontem vos ensinei a rezar e hoje aqui estou para ensiná-los a pegar em armas e lutar”.
Nos anos 80 regressou a Portugal, entrando para a RTP até 1994, realizando com Mário Zambujal, Carlos Pinto Coelho e José Nuno Martins o programa Fim de Semana. Está ligado ao Tribunal Mundial sobre o Iraque, assim como a diversos movimentos sociais e associações cívicas, nomeadamente o Fórum Social Mundial.

Carlos Matos Gomes in Facebook

Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson (Chanteloup-en-Brie22 de agosto de 1908 — Montjustin2 de agosto de 2004) foi um fotógrafo do século XX, considerado por muitos como o pai do fotojornalismo.

Cartier-Bresson era filho de pais de uma classe média (família de industriais têxteis), relativamente abastada. Quando criança, ganhou uma câmera fotográfica Box Brownie, com a qual produziu inúmeros instantâneos. Sua obsessão pelas imagens levou-o a testar uma câmera de filme 35mm. Além disto, Bresson também pintava e foi para Paris estudar artes em um estúdio.

Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou à África, onde passou um ano como caçador. Porém, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaroMartin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.

Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, Bresson serviu o exército francês. Durante a invasão alemã, Bresson foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Tentou por duas vezes escapar e somente na terceira obteve sucesso. Juntou-se à Resistência Francesa em sua guerrilha pela liberdade.

Quando a paz se restabeleceu, Cartier-Bresson, em 1947, fundou a agência fotográfica Magnum junto com Bill VandivertRobert Capa,George Rodger e David Seymour “Chim”. Começou também o período de desenvolvimento sofisticado de seu trabalho.

Revistas como a LifeVogue e Harper’s Bazaar contrataram-no para viajar pelo mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aosEstados Unidos da América, da Índia à China, Bresson dava o seu ponto de vista especialíssimo.

Tornou-se também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.

Na década de 1950, vários livros com seus trabalhos foram lançados, sendo o mais importante deles “Images à la Sauvette”, publicado em inglês sob o título “The Decisive Moment” (1952). Em 1960, uma megaexposição com quatrocentos trabalhos rodou os Estados Unidos em uma homenagem ao nome forte da fotografia.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Cartier-Bresson … (FONTE)

A primeira câmera Leica de Henri Cartier-Bresson

A primeira câmera Leica de Henri Cartier-Bresson

ANA MARIA PEREIRINHA, editora

Ana Maria Pereirinha

Ana Maria Pereirinha

ANA MARIA PEREIRINHA, editora – Planeta Manuscrito, Portugal

Nasceu em Lisboa, no outono de 1965. Aprendeu o prazer de comer com os livros dos Cinco e foi asmática como o Proust (o que lhe proporcionou longos dias de leitura, inclusive de Proust). Tem um mestrado em Literatura Portuguesa Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa, onde trabalhou a obra de Maria Gabriela Llansol. Fez teatro e ativismo cultural, o que lhe deu uma superior formação sobre modos de fazer coisas. Trabalhou no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas antes de entrar para o mundo da edição, onde passou pela Temas e Debates, QuidNovi e, desde 2010, Planeta. É editora. Gosta de árvores, de ervas e de coisas aromáticas e com folhas.

Fonte: Booktailors Entrevistas – Março 2012

http://blogtailors.com/5789002.html

ANA MARIA PEREIRINHA editou e publicou “A CASA DAS AURORAS” em 2011 e “MARGINAL” em 2013 de CRISTINA CARVALHO entre muitos outros livros

Paulo Tavares

Paulo Tavares

Paulo Tavares

Paulo Tavares (Lisboa, 1977), poeta e professor de Português e de Inglês, é, actualmente, investigador do CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies) e do CECL (Centro de Estudos de Comunicações e Linguagens) da Universidade Nova de Lisboa, estando a desenvolver, como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, uma tese de doutoramento na área dos Estudos Literários. Publicou os livros de poesia Pêndulo (Quasi, 2007), Minimal Existencial(Artefacto, 2010) e Linhas de Hartmann (&etc, 2011). É editor da Artefacto e director da revista Agio, ambas integrantes do Departamento Literário da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul.
Mantém, com alguma intermitência, o blogue Atravessando o Inverno (atravessandooinverno.blogspot.com)

Pedro Tiago

Pedro Tiago

Pedro Tiago

Pedro Tiago nasceu em Óbidos, em 1983. Vai mantendo o seu percurso existencial. Lê livros. Vê filmes. Ouve música. Vai a concertos. Gosta de ir ao cinema. Passeia. Vai a cafés. Bebe cafés. Fuma muito. Pedro Tiago ainda insiste em acabar uma licenciatura naquilo a que, em tempos, se chamou de “Línguas e Literaturas Modernas” e que, hoje em dia, possui uma imensidão de nomenclaturas. Em 2011 publicou o seu primeiro livro, por intermédio das Edições Artefacto, sob o nome de O Comportamento das Paisagens. Pedro Tiago mantém blogs vários, ou, pelo menos, nunca se deu ao trabalho de os apagar e, de quando em vez, ainda vai lá deixando coisas. Uma vez que o mais frequentemente actualizado é o blog lonely gigolo, fica a referência apenas a esse, teimosamente alojado no servidor blogdrive. Leva para todo o lado o seu caderno de capa preta, à espera de uma epifania joyciana, e escreve sempre, sempre muito, sempre muito tempo.

http://pnetliteratura.pt/membro.asp?id=1242 … (FONTE)

Joana Bértholo

BERTHOLO-by-luis-de-barrosJoana Bértholo
nasceu em Lisboa em 1982 e passou boa metade desse entretanto no estrangeiro.

Em Lisboa formou-se em Design de Comunicação, em Buenos Aires mestrou-se em praticas artísticas de intervenção social e em Berlim doutora-se (ainda, e demoradamente) em Estudos Culturais. A sua tese fala muito de sombras.

Publicados tem pela editorial Caminho o romanceDiálogos para o Fim do Mundo (2010) e Havia – histórias de coisas que havia e de outras que vai havendo (2012) que saiu antes em versão mais curta pela editora Primeiro Exemplar (2006); e ainda pela Baleiazul o argumento banda-desenhado Ausência de Cor (1999).

Premiados tem vários contos, o projeto Boa-Nova(Prémio Jovens Criadores – Literatura, Clube Português de Artes e Ideias, 2005) e o romanceDiálogos para o Fim do Mundo (Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, 2009).

A mencionar ainda o 1.º lugar no Concurso Literário Persona (2006), ou o Prémio Escrevendo a Partir da Pintura (Fundação Calouste Gulbenkian, 2000); a menção honrosa no Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (1998); o Melhor Argumento para BD (SOSracismo e editora Baleiazul, 1999); Melhor Ensaio sobre o Movimento Olímpico (Comité Olímpico Português, 2000); e a menção honrosa no Prémio UP-Utopia (Universidade de Letras do Porto, 2005); entre outros.

Acredita no coletivo e faz parte de bastantes, a mencionar a plataforma Xerem e a plataforma editorial Amor-Livro. Há até livros-coletivos para os quais contribuiu com um capítulo, como é o caso d’O Caso do Cadáver Esquisito (edição Prado, 2011)

O último romance tem por título O Lago Avesso, e deve estar a sair.

mais?
http://www.unscratchable.info
http://cargocollective.com/amorlivro

Machado de Assis | Biografia

machado_dados_biográficosMachado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor deO Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução deQueda que as mulheres têm para os tolos (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 69, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos. O primeiro romance de Machado,Ressurreição, saiu em 1872. No ano seguinte, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, O Globo (jornal de Quintino Bocaiúva), em folhetins, o romance A mão e a luva. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O CruzeiroA EstaçãoRevista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita. De 1881 a 1897, publicou naGazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1880, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis –Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março a 15 de dezembro de 1880. Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos(1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.

Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando naRevista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense. Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.

A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo deCrisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo emAmericanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses(1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição(1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.

A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1937, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas(1958); Contos esparsos (1956); Contos esquecidos (1956); Contos recolhidos (1956); Contos avulsos (1956); Contos sem data (1956);Crônicas de Lélio (1958); Diálogos e reflexões de um relojoeiro(1956). Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura e encabeçada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, organizou e publicou, também pela Civilização Brasileira, as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes, reunindo contos, romances e poesias desse escritor máximo da literatura brasileira.

http://www.machadodeassis.org.br/ … (FONTE)

Federico Patellani

(b Monza, 1911; d Milan, 1977). Italian photographer and painter. He studied law before becoming a painter, and he was associated with various artistic movements in Lombardy, in particular the Chiaristi group, which was close to the avant-garde critic Edoardo Persico. Patellani took up photography in 1935, the same year in which he served in the war in East Africa. His first photographs were published in the Milanese newspaper L’Ambrosiano. In 1939 he became part of the team of photographers on the weekly magazine Tempo, which was inspired by the first great international illustrated magazines, in particular Life. Here, he devised the fototesta, an innovative way of presenting news stories using a large number of photographs with a few brief captions, the story thus being told mainly through images, with the photographer as narrator. This was the first time in Italy that the photographer was considered as an intellectual in his own right and not simply a subordinate craftsman.

http://www.answers.com/topic/federico-patellani-2#ixzz2JZxVcFG9 … (FONTE)

silvana mangano

silvana mangano

Sandro William Junqueira

Sandro William Junqueira

Sandro William Junqueira

Nasceu na Rodésia em 1974.
Escreve ao computador de forma lenta: usa apenas quatro dedos dos dez possíveis.
Designer gráfico de formação.
Trabalha regularmente no teatro como encenador e actor.
Publicou em 2009, o romance O Caderno do Algoz, na Editorial Caminho.
E em 2011, a novela policial O Caso do Cadáver Esquisito, em colaboração com outros dez escritores, Edição Prado.

http://pnetliteratura.pt/membro.asp?id=1072 … (FONTE)

Sonia Coutinho | Brasil

Sónia Coutinho

Sónia Coutinho

Sonia Coutinho nasceu em Itabuna, Bahia, mas mudou-se muito jovem para o Rio de Janeiro, onde atualmente reside. Participou do International Writing Program, em Iowa e foi escritora residente em Austin, Texas.
Foi jornalista em alguns dos principais jornais do Rio. Tornou-se tradutora de livros, já tendo traduzido quase cem títulos, entre eles obras de Gertrude Stein, Carson McCullers, E.M. Forster, Joyce Carol Oates, Doris Lessing.
Entre romances e contos, tem dez volumes publicados. Alguns deles: “Os venenos de Lucrécia,” “O último verão de Copacabana”, “Atire em Sofia” e “Ovelha negra e amiga loura”.
Seus contos figuram em inúmeras antologias, no Brasil e no exterior. Ganhou dois prêmios Jabuti e um Prêmio Clarice Lispector de Conto.

http://pnetliteratura.pt/membro.asp?id=1061 … (FONTE)

Urbano Bettencourt

Urbano Bettencourt

Urbano Bettencourt

(Piedade, ilha do Pico, Açores, 1949).

Licenciado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. Desde 1990, tem leccionado na Universidade dos Açores as disciplinas de Literatura Portuguesa, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa e Literatura Açoriana, entre outras. Têm-lhe merecido particular atenção as literaturas insulares, sobre as quais já proferiu conferências em Cabo Verde, Madeira, Canárias e Açores.
Colaborador da imprensa desde muito jovem, ficou ligado ao suplemento «Glacial», de A União, jornal terceirense em que viria a alargar a sua participação através dos suplementos «Juvenil» e «Cartaz», nos anos de 1972-1974, altura em que cumpria serviço militar obrigatório na Guiné.
No final dos anos 70 dirigiu em Lisboa, juntamente com o poeta J. H. Santos Barros, A Memória da Água-Viva (revista de cultura açoriana).
Colaborou na rádio e na televisão – para esta última colaborou com José Medeiros na adaptação do romance Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio, e no documentário «Djutta Ben-David, Voz & Alma».
Tem colaboração frequente em revistas da especialidade, no país e no estrangeiro e participou na edição das seguintes antologias de poesia açoriana:
Caminhos do Mar. Antologia Poética Açoriano-Catarinense (com Lauro Junkes e Osmar Pisani); Florianópolis, Santa Catarina, 2005.
Pontos Luminosos. Açores e Madeira, Antologia Poética do Século XX (com Maria Aurora Homem e Diana Pimentel). Campo das Letras, 2006.
Azoru. Dzejas antologija (com Leons Briedis). Riga Letónia, 2009.

Obra
Poesia e narrativa: Raiz de mágoa (1972); Ilhas (1976, de parceria com J. H. Santos Barros);Marinheiro com residência fixa (1980); Naufrágios Inscrições (1987); Algumas das Cidades(1995); Lugares sombras e afectos (2005 com desenhos de Seixas Peixoto); Santo Amaro Sobre o Mar (2005, com desenhos de Alberto Péssimo; 2.ª ed. 2009); Antero (2006, com desenhos de Alberto Péssimo); Que paisagem apagarás (2010).
Ensaio: O Gosto das Palavras, 3 vols. (1983, 1995, 1999); Emigração e Literatura (1989); De Cabo Verde aos Açores – à luz da «Claridade (1998); Ilhas conforme as circunstâncias (2003).

http://pnetliteratura.pt/membro.asp?id=1002 … (FONTE)

Vamberto Freitas

Vamberto Freitas

Vamberto Freitas

Vamberto Freitas nasceu nas Fontinhas, Ilha Terceira, em 1951. Emigrou com a família para os EUA em 1964, onde se formou em Estudos Latino-Americanos pela California State University, Fullerton, em 1974. Foi correspondente e colaborador do suplemento literário do Diário de Notícias (Lisboa) durante largos anos. Desde 1991 é Leitor de Língua Inglesa na Universidade dos Açores, tendo entretanto publicado inúmeros estudos críticos e ensaios sobre as literaturas norte-americana e açoriana. Para além da sua já considerável obra sobre estes temas e áreas de estudo, tem ainda publicado algumas traduções, principalmente da poesia de Frank X. Gaspar, e continua a colaborar em vários periódicos do arquipélago e da Diáspora com textos de crítica literária e cultural. No Brasil, tem colaboração no suplemento Cultura do Diário Catarinense e na revista Cartaz: Cultura e Arte, ambos de Florianópolis, Santa Catarina, assim como no Jornal de Letras, Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, participou em congressos e colóquios em Portugal, nos Estados Unidos, Canadá e Brasil. De 1995 a 2000, coordenou o Suplemento Açoriano de Cultura (SAC) do Correio dos Açores, e de 2003 a 2006, dirigiu o Suplemento Atlântico de Artes e Letras (SAAL) da revista Saber Açores. Faz parte desde há alguns anos do Conselho Consultivo da Gávea-Brown: A Bilingual Journal Of Portuguese-American Letters And Studies e da Comissão Editorial do Boletim Do Núcleo Cultural Da Horta.

Lançou recentemente o seu décimo livro de ensaios, Imaginários Luso-Americanos e Açorianos: do outro lado do espelho.

http://pnetliteratura.pt/membro.asp?id=1003 … (FONTE)

João Moreira de Sá

João Moreira de Sá

João Moreira de Sá

Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 42 anos (embora um teste da Sábado diga que na realidade tenho 47). Engenheiro, embora possa e insista em provar que é apenas Bacharel em Línguas e Turismo, tem uma Graduação acentuada na lente esquerda e alergia aos ácaros. Presentemente desempregado por estar na moda mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir viver da escrita.
Com uma vasta obra literária por editar, lançou em 2008 o seu primeiro livro, “Manjares do Arcebispo de Cantuária”, obra pioneira em Portugal no estilo culinário-humorístico e escreve em diversos blogues enquanto forem gratuitos.

email: jmoreiradesa@gmail.com

Miguel Real

Miguel Real

Miguel Real

Sintrense, Miguel Real, professor do ensino secundário e investigador no CLEPUL – Centro de Literatura de Expressão Portuguesa da Faculdade de Letras de Lisboa, publicou os romances A Voz da Terra (2005), O Último Negreiro (2006), O Último Minuto na Vida de S. (2007), O Sal da Terra (2008), A Ministra (2009) e Memórias Secretas da Rainha D. Amélia (D. Quixote), e os ensaios O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa (2005), O Último Eça(2006), Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa(2007), Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa(2008) e Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa(2008) na editora Quidinovi, bem como os ensaios A Morte de Portugal (2007, Campo das Letras), Matias Aires. As Máscaras da Vaidade (2008, Setecaminhos) e José Enes, Filosofia, Açores e Poesia (2009). Publicou também, em 2003, o romance Memórias de Branca Dias, sobre a primeira mulher a praticar cultos judaicos no Brasil, a primeira “mestra de meninas” (professora) e a primeira senhora de engenho do Pernambuco (Temas e Debates), levada à cena pelo Cendrev, de Évora, em 2008, com representação de Rosário Gonzaga e encenação de Filomena Oliveira.

No teatro, sempre em co-autoria com Filomena Oliveira, para além da dramaturgia deMemorial do Convento, de Saramago, encenado por Joaquim Benite, e de nova dramaturgia para cinco actores, em cena no Convento de Mafra, escreveu as peças Os Patriotas, sobre a Geração de 70 (Europress), O Umbigo de Régio e Liberdade, Liberdade, esta última sobre os presos políticos durante o regime do Estado Novo, e 1755 O Grande Terramoto (Europress), levado à cena no Teatro da Trindade, Lisboa, entre Abril e Julho de 2006. A peça, Vieira – O Céu na Terra, representada nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, no Verão de 2008, teve encenação de Filomena Oliveira e produção do Teatro Nacional D. Maria II.
Recebeu os Prémios Revelação Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio de romance Ler/Círculo de Leitores, o Prémio de Romance Fernando Namora, o Prémio Jacinto do Prado Coelho e, com Filomena Oliveira, o Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores 2008 com a peça Uma Família Portuguesa, representada no teatro Aberto, em Lisboa, em 2010, com encenação de Cristina Carvalhal.

HELMUT NEWTON

De nacionalidade australiana, Helmut Newton nasceu em Berlim no dia 31 de outubro de 1920.
Depois de participar, durante a segunda grande guerra, do exército australiano, em 1957 transferiu-se para Paris onde iniciou, profissionalmente, a atividade de fotógrafo.
Fotógrafo de moda e de nus femininos, colaborou com as mais importantes revistas de moda, entre as quais “VOGUE”, “ELLE”, “QUEEN”, “STERN”, “PLAYBOY”. A partir de 1981 passou a residir em Montecarlo.
Devemos reconhecer em Newton o maestro incontestável do “beauty” e de um erotismo personalíssimo. Ele mesmo diz: “Eu sou superficial, as minhas imagens não são profundas, não sou um fotógrafo engajado, amo tudo que é artificial, belo, divertido. O bom gosto é a anti-moda, a anti-foto, a anti-mulher, o anti-erotismo! A vulgaridade é vida, diversão, desejo de reações extremas.”
O ambiente dominante nas suas fotos são as praias da moda, os halls ou quartos de grandes hotéis. O seu erotismo é a exaltação da superficialidade, levada a extremas consequências, mas mesmo assim de grande efeito plástico.
Suas modelos são exatamente o oposto das de Hamilton,delicadas e frágeis,enquanto as de Newton são frias, austeras e inquietantes.
Um grande, um único, com certeza, da fotografia erótica.
Entre as obras publicadas lembramos, “White Woman”, “Sleepless Nights”e “Big Nudes”.
Morre em Los Angeles, em um incidente estradal, no dia 23 de Janeiro de 2004.

Helmut Newton

Helmut Newton

Machado de Assis – Brasil

Machado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor deO Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio.

Machado de Assis

Machado de Assis

Portugal – Ana Cristina Leonardo

Ana Cristina Leonardo (Olhão, 1959) estudou Filosofia, faz traduções e revisões literárias e publicou um livro infantil chamado Joaninha, a Menina que não Queria Ser Gente (na GRADIVA, com ilustrações de Álvaro Rosendo). Trabalhou na Assírio & Alvim no tempo do Hermínio Monteiro e frequentou as áreas do jornalismo cultural, viagens e moda. Colabora semanalmente com o semanário Expresso onde publica crítica literária no caderno ACTUAL. Se só pudesse levar consigo um escritor para a tal ilha levava Tolstói apesar de não saber russo.

FONTE:  http://pnetliteratura.pt

anacristinaleonardo-cv

Portugal – Patrícia Reis

Patrícia Reis nasceu em Lisboa em 1970. Começou a sua carreira jornalística no semanário O Independente em 1988. Passou pela revista Sábdo, fez um estágio na revista norte-americana Time, trabalhou no Expresso, na Marie Claire, na Elle e nos projectos especiais do jornal Público. Fez produção para o programa televisivo “Sexualidades” (RTP) e para “Vida de Casal” (SIC). Começou a editar a revista Egoísta há 10 anos, em 2000. Desde 1997 que é sócia-gerente do atelier 004, um atelier especializado em contéudos e design no âmbito do qual produz projectos variados, de exposições a contéudos para sites ou eventos, além de livros, revistas, ferramentas corporativas. Tem cinco romances publicados (D. Quixote), quatro livros infanto-juvenis (Quidnov) que formam uma colecção que integra o Plano Nacional de Leitura, dois livros infantis cujas receitas revertem para a Fundação do Gil (Quidnov). Mantém diariamente o blogue vaocombate.blogs.sapo.pt. É casada e tem dois filhos rapazes.

FONTE:  http://pnetliteratura.pt

Crédito/foto: Jorge Nogueira

Crédito/foto: Jorge Nogueira

Portugal – Henrique Monteiro

DADOS PESSOAIS

NOME: Henrique Manuel Baptista da Costa Monteiro
LOCAL DE NASCIMENTO: Lisboa
IDADE: 54 anos (1 de Setembro de 1956)

DADOS ACADÉMICOS

Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa (1981)
Bolseiro da German Marshall Fund of the United States (1989)

DADOS PROFISSIONAIS

Jornalista profissional desde 1979
Redactor do «Jornal de Notícias» e «Notícias da Tarde»
Redactor de «O Jornal»
Redactor do «Expresso», onde exerceu funções de editor da Revista
e da secção Nacional
Subdirector do Expresso (1995) responsável pelo caderno Actual e pelos projectos especiais
Director do Expresso desde 2006
Publisher de Jornal Expresso, Intelligent Life, Exame e Courrier

OUTRAS ACTIVIDADES

Membro da Comissão Negociadora Sindical do Sindicato dos Jornalistas (1983-85)
Eleito para a direcção do Sindicato dos Jornalistas (1983-87)
Eleito para o Conselho Geral do Sindicato dos Jornalistas (1991-1995)
Membro do Observatório de Imprensa
Membro da Associação de Jornalistas Europeus
Membro e fundador do Clube da Esquerda Liberal
Membro e fundador do Clube Alexis de Tocqueville

OBRAS PUBLICADAS

«Cartas Abertas – Espólio do Comendador Marques de Correia»; recolha das Cartas Abertas, publicadas no EXPRESSO entre 1990 e 2000); Bertrand, 2001
«Papel Pardo»; Romance; Bertrand, 2002
«Toda uma vida»; Romance; D. Quixote, 2010

FONTE:  http://pnetliteratura.pt

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Portugal – Eduardo Pitta

EDUARDO PITTA nasceu em 1949. É poeta, escritor e ensaísta, crítico do jornal Público e colunista da revista LER. Desde 1968 tem colaboração dispersa por jornais e revistas literárias, de Moçambique, Portugal, Espanha, França, Brasil e Estados Unidos. Colaborou na revista Colóquio-Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1980 e 2005. Entre 1974 e 2007 publicou oito livros de poesia, cinco volumes de ensaio, uma trilogia de contos, um romance e um diário. Os títulos mais recentes são Poesia Escolhida, 2004, Os Dias de Veneza, 2005, Intriga em Família, 2007, Cidade Proibida, 2007, e Aula de Poesia (2010). Em 2008 adaptou para crianças o clássico de Eça de Queirós O Crime do Padre Amaro. Poemas seus encontram-se traduzidos em inglês, francês, castelhano e italiano. O contoKalahari está publicado na revista inglesa Chroma. A partir de 1976 participou em congressos, seminários e festivais de poesia, em Portugal e no estrangeiro (Espanha, França, Itália e Colômbia). Tem efectuado conferências sobre escritores e, em 1998, a convite da Unesco, participou em Atenas num colóquio sobre Fernando Pessoa e Konstandinos Kavafis. Organizou para a revista francesa Arsenal um dossiê sobre literatura portuguesa, Du Portugal, Babel de Contraires, com lançamento, seguido de debate, no Salão do Livro de Paris, em 2002. Dirige actualmente a edição das obras completas de António Botto. É autor do blogue Da Literatura. Tudo sobre o autor em www.eduardopitta.com.

FONTE:  http://pnetliteratura.pt

Eduardo Pitta

Eduardo Pitta

Brasil – Patrícia Melo

Crédito/foto: Bel Pedrosa

Crédito/foto: Bel Pedrosa

Patrícia Melo publicou seu primeiro romance Acqua Toffana em 1994, pela Companhia das Letras, obtendo grande reconhecimento da crítica e do público.

O Matador, seu segundo romance, publicado em 1995, também pela Companhia das Letras, firmou o lugar da autora na moderna literatura brasileira. O romance foi publicado na França (Albin Michel, 1996), Itália (Feltrinelli, 1996), Inglaterra (Bloomsbury, 1997), Espanha (Ediciones B, 1997), Holanda (Wereldbibliotek, 1997), Noruega (Aschenhoug, 1998), com excelente repercussão.

Com O Matador, Patrícia Melo foi indicada, em 1996, para o Prix Femina (um dos prêmios literários mais importantes da França) e conquistou os prêmios Deux Océans (França, 1996) e Deutscher Krimi Preis (Alemanha, 1998).

O Matador foi relacionado pela revista World Literature Today como um dos melhores romances publicados na década de 90 no Brasil.

Em 2000, a revista Time Magazine inclui-a entre os cinquenta “Latin American Leaders for the New Millenium”.

Patrícia Melo também é dramaturga, tendo adaptado A Doença da Morte de Marguerite Duras, que recebeu quatro indicações para o prêmio Mambembe (Brasil, 1987). A autora escreveu a peça Duas Mulheres e Um Cadáver, que esteve em cartaz em 2000 e 2001 no Rio de Janeiro e em São Paulo, com as atrizes Fernanda Torres e Débora Bloch nos papéis principais. A peça foi um grande sucesso de público e crítica.

Patrícia Melo também é roteirista de TV e Cinema, foi responsável pela adaptação de O Caso Morel e Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca, dirigido por Flávio Tambelini e que recebeu o prêmio de melhor roteiro no festival de cinema de Miami em 2001.

Foi roteirista de O Xangô de Baker Street, de Jô Soares (com direção de Miguel Farias) eCachorro!, inspirada na obra de Nelson Rodrigues (dirigido por José Henrique Fonseca, produzido pela Conspiração Filmes).

Seu livro O Matador foi adaptado para o cinema, com o roteiro de Rubem Fonseca, direção de José Henrique Fonseca e produção da Conspiração Filmes. Murilo Benício e Claudia Abreu são protagonistas do filme, que esta em fase de montagem.

A autora publicou seu terceiro romance, Elogio da Mentira, em Maio de 1998, também pela Companhia das Letras. O livro foi editado na Inglaterra (Bloomsbury), Alemanha (Klett-Cotta), Estados Unidos (Bloomsbury / USA), Espanha (Grijalbo Mondadori), Holanda (Wereldbibliotek), França (Actes Sud), Portugal (Campo das Letras), Itália (Fanucci), Finlândia (Albert Bonniers Forlag) e China (Choice), entre outros países.

Em setembro de 2000, publicou Inferno, pela Companhia das Letras. O livro que conta a saga de um traficante de drogas, foi publicado no mundo interiro e recebeu, no Brasil, o prêmio Jabuti, na categoria de melhor romance.

Em Outubro de 2001, a revista Time publicou o artigo “The Murder Business” de sua autoria.

Seu romance Valsa Negra, que trata a questão do ciúmes, foi lançado em 2003 pela Companhia das Letras, e traduzido para diversos idiomas. Na Inglaterra, onde foi editado pela editora Bloomsburry, o livro indicado para o IMPAC Award (2005).

Em 2005, a atriz Carolina Ferraz estreou sua peça do O Rim, sob a direção de Elias Andreato, com temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e São Paulo.

O romance Mundo Perdido, que traz de volta o personagem protagonista do Matador foi publicado pela Companhia das Letras em 2005 e seu último romance Jonas, o copromanta, também da Companhia das Letras, editado no ano passado, está para ser lançado em Portugal pela editora Campo das Letras. Este último foi indicado para o prêmio Telecom Portugal.

Em 2008, sua peça A Ordem do Mundo, foi encenada pela a atriz Drica de Moraes, com direção de Aderbal Filho.

Atualmente, Patrícia vive entre Brasil e Suíça, e escreve seu novo romance.

FONTE:  http://pnetliteratura.pt