António Pinho Vargas

apv003-1 copyGravou 10 discos de jazz como pianista/compositor incluindo os dois CDs duplos Solo (2008) e Solo II (2009) em piano solo. Foram já editados 4 discos monográficos com algumas das suas obras. Compôs 4 óperas, 1 oratória, 9 peças para orquestra, 8 obras para ensemble, 18 obras de câmara, 7 obras para solistas e música para 5 filmes. Podem destacar-se as óperas Édipo, Tragédia de Saber (1996) Os Dias Levantados (1998) e Outro Fim (2008), as obras para orquestra Acting Out (1998), A Impaciência de Mahler (2000), Graffiti [just forms] (2006), Six Portraits of Pain, para violoncelo solo e ensemble (2005) Um Discurso de Thomas Bernhard, para narrador e orquestra (2007) e a Suite para violoncelo solo (2008). Em 2011 estreou a obra sinfónica Onze Cartas para orquestra, três narradores (pré-gravados) e electrónica. Publicou Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas (Afrontamento, 2002) e Cinco Conferências sobre a História da Música do Século XX (Culturgest, 2008) e, em 2011, o livro Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu. (CES/Almedina) Recebeu em 2012 o Prémio Universidade de Coimbra e o Prémio José Afonso 2010.

http://antoniopinhovargas.blogspot.pt/ … (FONTE)

A dimensão de Deus

Diálogo entre Deus e Caim. Deus interpela Caim:

“Que sabes tu do coração de job, Nada, mas sei tudo do meu e alguma coisa do teu, respondeu caim, Não creio, os deuses são como poços sem fundo, se te debruçares neles nem mesmo a tua imagem conseguirás ver, Com o tempo todos os poços acabam por secar, a tua hora também há-de chegar. O senhor não respondeu, mas olhou fixamente caim e disse, O teu sinal na testa está maior, parece um sol negro a levantar-se do horizonte dos olhos, Bravo, exclamou caim batendo as palmas, não sabia que fosses dado à poesia, É o que eu digo, não sabes nada de mim. Com esta magoada declaração deus afastou-se e, mais discretamente que à chegada, sumiu-se noutra dimensão.”

Caim, de José Saramago

As diversas dimensões onde Deus se some são um mistério para os homens.

Mais aqui, em breve.

Carta aberta a uns pedaços de merda | Ferreira Fernandes in Diário de Notícias

Olá, amiguinhos do FMI. Eu sou o ratinho branco. Desculpem estar a incomodar-vos agora que vocês estão com stress pós-traumático por terem lixado isto tudo. Concluíram vocês, depois do leite derramado: “A austeridade pode ser autodestrutiva.” E: “O que fizemos foi contraproducente.” Quem sou eu para desmentir, eu que, no fundo, só fiquei com o canto dos lábios caídos, sem esperança? O que é isso comparado com a vossa dor?! Eu só estiquei o pernil ou apanhei três tipos de cancro, mas é para isso que servimos nos laboratório: somos baratos e dóceis. Já vocês não têm esses estados de alma (ficar sem emprego, que mau gosto…), vocês são deuses com fatos de alpaca e gravata vermelha como esses três novos que acabam de desembarcar para nos analisar os reflexos. “Corre, ratinho branco!”, e eu corro. Vocês cortam-me as patas: “Corre, ratinho branco!”, e eu não corro. E vocês apontam nos vossos canhenhos sábios: “Os ratos sem pernas ficam surdos.” Como vocês são sábios! E humildes. Fizeram-nos uma experiência que falhou e fazem um relatório: olha, falhou. Que lição de profissionalismo, deixam-nos na merda e assumem. Assumir quer dizer “vamos mudar-lhes as doses”, não é? E, amanhã, se falhar, outro relatório: olha, falhou. O vosso destino, amiguinhos do FMI, eu compreendo. Vocês são aves de arribação, falham aqui, partem para ali. Entendo menos o dos vossos kapos locais: em falhando e ficando, porque continuam seguros no laboratório?

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3428237 … (FONTE)

Na Livraria Ler Devagar – Tertúlias de Lisboa – nos segundos sábados de cada mês

Uma iniciativa dos sítios Tertúlia de eBooks e PNET-Literatura em parceria com a Livraria Ler Devagar.

A iniciativa das Tertúlias de Lisboa visa criar um espaço de debate dedicado à cultura. Pretende-se promover encontros entre escritores e outros agentes culturais, criando uma dinâmica que, a partir da literatura, abra um espaço de debate inovador e plural, onde exista a convergência das mais diversas valências culturais. Uma proposta eclética assente na inquestionável qualidade dos seus convidados e no desassossego dos temas propostos.

As sessões têm lugar no segundo Sábado de cada mês, pelas 17 horas, na Livraria Ler Devagar, na Lx-Factory em Lisboa, com convidados e um moderador. Após uma introdução e exposição inicial dos convidados, o espaço de debate é aberto à sala, existindo um tempo limite para cada intervenção.

As intervenções iniciais dos convidados serão recolhidas em vídeo, sendo que, a partir desse momento, apenas serão recolhidas imagens, sem som, da sala e dos participantes. Este procedimento visa promover as condições para um debate aberto, plural e participado. No final de cada sessão, será recolhido em vídeo o testemunho de cada convidado e de alguns elementos da assistência.

Estes testemunhos estarão disponíveis online a partir da página no Facebook das Tertúlias de Lisboa.

A iniciativa dos debates pertence aos organizadores sendo acolhidas as sugestões que pretendam fazer chegar para: tertuliasdelisboa@gmail.comtertc3balialogo Ler Devagar

Logo Pnetliteratura