Aeroporto da Portela | Vítor Coelho da Silva, Engº Civil


O Aeroporto da Portela, em Lisboa, foi inaugurado a 15 de outubro de 1942 (há 80 anos), e é o maior aeroporto português e um dos maiores do sul da Europa, estando dotado de duas pistas, uma de 3805 metros e outra de 2400 metros.

O Aeroporto da Portela serve de base às duas principais companhias aéreas portuguesas, a TAP e a Portugália.

Precisa de mais uma pista (de 4 kms) – e haverá espaço para a fazer a poente – puxando pelos pergaminhos da Engenharia Portuguesa, uma das melhores do Mundo.

Disponibilizar terrenos em volta da Portela/Humberto Delgado, a oeste da actual pista para anexar ao aeroporto, compensando os proprietários com terrenos e habitação/construção equivalente?

Poderia ser uma solução fora do comum. Li algures, num artigo de há alguns anos, que seria necessário realojar 10.000 pessoas. Umas 2500 habitações. 2.500 x 200.000 €/cada = 500.000.000 €. Evitava-se uma nova Ponte sobre o Tejo, que só ela irá custar pelo menos 2.500.000.000 €. Em opção, poderia ser criada uma nova vila na zona de Lisboa onde todos os habitantes e atividades existentes seriam realocados. Enfim, uma ideia arrojada. Que, com uma equipa extremamente dinâmica poderia resolver os projetos (ampliação do aeroporto HD e realocação) em poucos anos.

Os edifícios existentes precisam de um bom estudo para melhor aproveitamento dos espaços. Há zonas “mortas” que precisam de ser bem reaproveitadas. Eventualmente com ampliações pontuais em área e/ou altura.

No exterior, especialmente na zona das chegadas, deverá ser feito um estudo para melhoramento das áreas envolventes.

À atenção das Ordens, do LNEC, do Governo e da AR.

Temos excelentes Engenheiros, é chamá-los e começar a trabalhar ; (IST, FUNDEC, LNEC, FEP etc). Começando por um levantamento da área necessária para a nova pista e respectiva negociação com os actuais habitantes e actividades a realocar.

A nossa Arquitectura, com arquitectos muito experientes e dos melhores do mundo, encontraria soluções ideais para esta solução.

É tudo o que tenho para dizer. Não digo mais nem entro em guerras. E, acima de tudo, que não se continue a arrastar no tempo uma tomada de decisão que urge. E que não se gaste dinheiro mal gasto e em exagero. O País não é nem estará rico tão cedo. Basta olhar para a nossa dívida (132,8% do PIB – Junho 2021).

Lisboa 02/10/2022, Vítor Coelho da Silva, Engº Civil.

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