Esta seria uma boa altura para separar as águas entre os que propõem um futuro e os que propõem um passado. Para distinguirmos o que, embrulhado em assuntos de mercearia e mexericos, faz parecer que todos são iguais. Os democratas deviam falar do futuro e deixar os neonazis – que é do que se trata quando os enxaguamos como populistas – a falar do regresso ao passado.
A propósito do que dizem os profetas no advento da época de peditório para recolha das boas vontades do povo. Comecemos por separar os profetas em duas classes, a dos que acreditam que o presente é um futuro que existe, porque vai existir e é racional preparamo-nos para ele, pensando e agindo; e a dos que amaldiçoam e denigrem o presente, propagandeando que o futuro é uma corrupção do passado e propondo que não raciocinemos, que acreditemos.
É vital para o futuro que os distingamos no que é essencial.
Dizia-se que ele era o ‘Primeiro Europeu’, nosso irmão místico da era do gelo. Ninguém sabe exatamente por que ele desapareceu há 30.000 anos. Foi em 1856 que os primeiros ossos deste homem pré-histórico foram descobertos na Alemanha. Desde aquela época, o Neandertal está cercado de mistério. Quanto dele ainda existe dentro de nós? Por mais de 13 anos, cientistas do Instituto Max-Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig têm trabalhado na decifração do genoma Neandertal. Direção: Tamara Spitzing, Jörg Müllner
«(…) Um povo que fez o que fizemos, tem o dever moral de continuar. Não na esteira desfeita das percorridas rotas do passado, mas à proa das imaginosas velas do futuro. Um povo com os oitocentos anos de memória ancestral onde identifica a sua cultura não pode desmemoriar-se numa hora aziaga de confusão e de irreflexão. Que seja a voz transmontana, na sua rude sinceridade, a dar alento ao resto do país. A voz sã, animosa e tenaz de quem nunca soube desesperar. A voz de quem, contra todas as pragas e adversidades, foi sempre capaz de erguer a enxadão olimpos naturais neste chão do extremo Ocidente, e deles repartir, pelos cinco continentes, gotas de um vinho generoso e luminoso como um sol de esperança.»
Retirado do Facebook | Mural de Maria José Diegues
1 – “Os partidos têm de respeitar a vontade do povo”: Adalberto Campos Fernandes defende que o PS deve viabilizar governo da AD nos Açores.
Adalberto Campos Fernandes considera que o PS deve viabilizar o governo da AD, tendo em conta os resultados das legislativas nos Açores, posicionando-se assim do lado dos socialistas que entendem que o governo de José Manuel Bolieiro deve governar em minoria relativa. “Não tenho a menor dúvida de que há apenas uma força política em condições de formar governo” nos Açores, defende o socialista, acrescentando que “faz todo o sentido” dar a vitória à coligação PSD/CDS-PP/PPM.|In CNN Portugal ( ver podcast )|
Sinto por aí um certo mal-estar com a proeminência pública de Francisco Louçã, seja pela presença regular na comunicação social (imprensa, rádio e televisão), seja pelos lugares que ocupa no Banco de Portugal e no Conselho de Estado. Pena é que não se destaque, com igual nota, a sua atividade académica, em que, por um indiscutível mérito próprio, chegou ao topo da carreira letiva, com amplo reconhecimento dos seus pares. Louçã é, além disso, autor de uma bibliografia muito assinalável, também publicada no estrangeiro.
Esta atitude anti-Louçã – chamemos as coisas pelos nomes – apoia-se num pouco subliminar juízo de “ilegitimidade”. Porque as ideias políticas de Louçã são minoritárias, dar-lhes relevo não tem o menor sentido e representa uma injustificável cedência de espaço ao Bloco de Esquerda – é esta a “lógica” do raciocínio.
Ora Louçã tem todo o direito de pensar o que pensa. Não concordo com muitas coisas que ele defende, sentir-me-ia mesmo pouco confortável se algumas das suas ideias fossem levadas à prática, nomeadamente nos temas europeus. Mas reconheço que o seu pensamento tem uma indiscutível racionalidade e coerência, mesmo quando ataca aquilo que eu próprio penso. E fá-lo com uma inteligência e uma preparação intelectual muito raras.
Num país em que o pensamento económico dominante é um ecoado por um “coro” que papagueia uma linha quase uniforme, difundindo um “template” que surge vendido como verdade indiscutível nas salas das nossas universidades (isto sabe-se?), de que algum “jornalismo” económico é apenas um subproduto para “dummies”, fico muito feliz pelo facto de poder existir, com visibilidade nacional, um contraditório, mediático e não só, feito por alguém com a estatura de Francisco Louçã.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
Circulam na Internet inúmeros apócrifos de Fernando Pessoa. Ou seja, textos que não foram escritos por Pessoa, apesar de lhe ser atribuída a autoria.
São exemplos disso o texto que refere um castelo a construir com as pedras encontradas no caminho ou a transcrição incorrecta do Guardador de Rebanhos que remete para altura do que os olhos podem ver.
A estrutura da rede faz com se multipliquem incontrolavelmente as referências e que se prolongue o equívoco.
Salvaguardando a obra de Fernando Pessoa, a equipa da Casa está disponível para confirmar a autenticidade de citações ou poemas, sugerindo as clarificações necessárias para evitar a perpetuação de erros. Em caso de dúvida, não deixe de nos contactar através do email info@casafernandopessoa.pt
Vou ter de ser submetido a uma cirurgia cardíaca, de algum risco, tendo em conta a minha idade, a caminho dos 93. Tenho estado a perder qualidade de vida a um ritmo acelerado e tenho mesmo de a fazer. Será já amanhã, dia 5. Se tudo correr bem, como espero, voltaremos a encontrar-nos no próximo dia 9.
Preciso de ultrapassar esta barreira, pois tenho projectos em curso, muito trabalho pela frente e sei que ainda sou útil a muita gente. Estou perfeitamente consciente da situação, mas feliz, de bem comigo, com os outros e com o mundo.
Com a Bula Inter Caetera, o Papa Alexandre VI (1493) concedendo aos reis de Castela os mesmos direitos atribuídos aos reis portugueses de invadir, conquistar, combater, vencer e submeter quaisquer territórios e povos inimigos de Cristo, mas com uma diferença: não autoriza explicitamente a escravizar os pagãos (índios). Imagem: D.R. / AB
Afinal, o que justamente nos indigna noutros também já esteve presente, de uma forma ou outra, entre nós. E será que a tentação não continua lá?
Vamos dar exemplos.
Não foi há 1000 anos – muitos de nós ainda se lembram perfeitamente disso – que as mulheres só podiam entrar nas igrejas com o véu e que a missa era em latim, e as pessoas ali estavam durante uma hora ou mais a ouvir e a dizer o que exprimimos no dito: “Para mim, é chinês.”
Tudo indica que, enquanto pôde, o clero controlou a vida sexual dos fiéis, a ponto de o historiador Guy Bechtel afirmar que a fractura entre a Igreja Católica e o mundo moderno se deu essencialmente na teoria do sexo e do amor: “Onde Estaline se detinha à porta da alcova, a Igreja pretendia deslizar para o meio dos lençóis”, pois o diabo estava também, e sobretudo, dentro da cama. A confissão inquisitorial centrada na actividade sexual terá sido causa determinante na descristianização da Europa. Neste sentido, o historiador católico Jean Delumeau afirmou: “As minhas investigações históricas convenceram-me de que a imagem do Deus castigador e vingativo foi um factor decisivo de uma descristianização cujas raízes são antigas e poderosas.” Os homens e as mulheres começaram a abandonar a Igreja, quando recusaram a confissão do seu território sexual, isto é, quando contestaram a invasão do segredo da intimidade, considerado um direito inalienável. Ah! E o carácter hediondo da pedofilia!…
Eles não leem. Esta entidade na terceira pessoa do plural são os alunos, sobretudo adolescentes, e a afirmação constitui uma lamentação que ecoa pela sala de professores de dezenas de escolas do país. Se a educação implica, e muito, o exemplo, no contexto deste persistente desabafo que se repete em tantas escolas, talvez não seja descabido perguntar se o verbo ler se aplica com a devida frequência ao desejo leitor dos próprios professores. Eu sei: existe a falta de tempo, as pilhas de testes a corrigir, a burocracia que tantas vezes substitui a possibilidade de conhecer os alunos reais, as viagens entre a casa a escola com quilómetros a mais. Mas ainda assim, permitam-me a provocação: E os professores leem?
Com a entrada em 2024 e no âmbito da guerra tecnológica que os EUA moveram à China, para que esta não se desenvolva, pelo menos tão depressa, os Países Baixos revogaram algumas licenças de exportação de impressoras litográficas da ASML.
A ASML, que tem vindo a perder terreno no mercado chinês – o maior do mundo – e a sofrer, financeiramente, com a decisão de aplicar, num primeiro momento, as sanções de Washington, decidiu, já no final do ano de 2023, retomar todas as exportações.
Perante o facto e cedendo às pressões de Washington – depois dizem que o 1.º ministro neerlandês é de extrema-direita e o Biden não é -, o governo do país europeu, decidiu, ele próprio, impedir a ASML de vender as suas impressoras para a China.
O homem que vivia junto ao rio ouviu na rádio que o rio ia inundar a cidade e que os habitantes deviam fugir. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
As águas subiram. Veio um tipo num barco e gritou que a cidade estava a ficar abandonada e que devia de fugir com ele pela sua segurança. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
Um helicóptero sobrevoou o local e um tipo com megafone gritou que a cidade estava a ficar inundada e que ele devia aproveitar o socorro. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
O homem afogou-se. Chegou ao céu e foi interpelar Deus: Porque é que isto aconteceu? Julguei que me amavas.
Deus respondeu-lhe: mandei-te um aviso pela rádio, um helicóptero e um barco”.
The West Wing
Retirado do Facebook | Mural de Luís Paixão Martins | Foto de Ps.pt
Em Isaías 9:6, Isaías profetiza que Jesus Cristo viria como um bebê, Jesus é chamado por vários nomes. Miquéias 5:2—Miquéias profetiza que Jesus nasceria em Belém. Mateus 2:4–6.
Colocar-se no lugar de uma criança – o que ela pensa, reflete; como se expõe, como reage, manifestações etc. – e escrever sobre o Menino Jesus, seu tempo, espaço e lugar; seu entorno, inclusive, só mesmo sendo uma espécie de poeta pensador, sentidor. Ser Poeta é uma forma de se continuar menino? O pai do autor descendente de judeu, cristão novo oriundo de Ilha da Madeira, Portugal. A mãe do autor cristã, com origem ancestral africana (Angola) e ainda indígena (Tupi-Guarani). Dessas somas surgiu o escritor que, premiado em verso e prosa, formou-se, e ainda atuou a defender os fracos e oprimidos, os bem-aventurados. Nesse retrospecto, o Bendito Filho é só mais um mavioso projeto. Invencionice. Lépida imaginação, mas, antes de tudo, arte literária para aqui escrever sobre céus e terras. Professor, blogueiro e escritor premiado em verso e prosa, sabe que escrever é isso: colocar a alma para respirar luz, aliás, “salmar” a alma. Nem toda infância é igual, mas, a do Menino Jesus, bendito fruto, certamente que foi bem diferenciada. Foi nessa época de meninice que o ser humano Jesus começou a formar a sua persona? O que ele iria ser quando crescesse, quando jovem, e até mesmo o adulto do futuro, já passa rigorosamente por essa época. Como foi com Jesus? Ler para crer. Os jorros de historietas, ou, feito este romance em contações, diz da vida familiar de Jesus; alguns suportes de vivências para a sua missão espiritual fora de casa. Depois, pregando os Evangelhos que, afinal, mudaram o mundo e a vida na terra, e deram um sustentáculo para os canteiros da chamada Fé Cristã, no espírito do Cristianismo.
A maior cidade romana construída fora da Itália. E a mais bem conservada.
No ano 100, durante o reinado do imperador romanoTrajano (r. 98–117), o general Lúcio Munácio Galo fundou a colônia de Tamúgados. Seu nome completo era: Colônia Marciana Trajana Tamúgados e destinava-se a aumentar a área de domínio, influência e de negócios de Roma naquela região, além de proporcionar proteção para as rotas comerciais e aos habitantes da região contra ataques de nômades vindos do sul.[3] Ao longo dos anos desenvolveu-se e de colônia transformou-se numa típica e estruturada cidade romana, com tavernas, lojas, fórum e um grande teatro.
A corrosão por ação dos cloretos é potenciada pelos cloretos presentes em solução nos poros do betão, sendo por isso necessária a existência de água. A penetração dos cloretos pode acontecer através da
estrutura porosa da pasta do cimento, dos poros na interface entre a pasta de cimento e os agregados, ou através de fendas e microfendas, sendo através desses mesmos poros que a penetração ocorre.
A corrosão por ação dos cloretos é caracterizada pela criação de ânodos pequenos, os quais são originados em zonas em que o teor de cloretos passou o valor crítico. As zonas catódias são, por sua vez, grandes, podendo estar próximas ou afastadas dos ânodos. Estas células de corrosão são designadas de macrocélulas de corrosão. O facto de os ânodos serem muito inferiores aos cátodos leva a que a velocidade de corrosão seja muito elevada. Isto acontece porque as correntes anódicas têm que ser bastante altas para que exista um equilíbrio com as correntes catódicas.
O artista italiano dá vida à madeira, um material que a maioria de nós acha duro e sem vida. Suas esculturas de madeira de pessoas são incrivelmente realistas. Seu controle preciso e perfeito da anatomia humana faz com que suas imagens pareçam pinturas ou esboços.
Acção de Formação: Dimensionamento de Estações de Tratamento e de Reutilização de Águas Residuais (ApR)
A FUNDEC vai realizar uma acção de formação com o tema “Dimensionamento de Estações de Tratamento e de Reutilização de Águas Residuais (ApR)”, nos dias 28 e 29 de Fevereiro de 2024, das 9h30 às 18h00, em formato presencial, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.
O Decreto-Lei n.º 119/2019 relativo a águas para reutilização (ApR) estabelece a qualidade que deverá ser conseguida em função dos diversos usos, obrigando a novas tecnologias de tratamento que abrangem todas as fases do processo.
Esta qualidade, bem mais exigente, obriga a novas tecnologias de tratamento que abrangem todas as fases do processo, desde o pré-tratamento até aos sistemas terciários para recuperação e reutilização dos efluentes e das lamas.
El estado nació de la violencia, dela necesidad de regular el caos y la anarquía. Así el estado se convierte en el único que puede ejercerla por el bien de los individuos. La filosofía política como la conocemos actualmente tiene sus orígenes en cuatro autores muy importantes: Maquiavelo, Hobbes, Spinoza, Locke.
Finalista do prémio Planeta 2022, o romance “Histórias de Mulheres Casadas” põe em cena quatro mulheres comuns, que, em determinado momento das suas vidas, querem algo mais do que um casamento morno e confortável. Entrevistámos a autora, a espanhola Cristina Campos.
Não têm a altivez trágica de Anna Karenina ou a sede hedonista de Emma Bovary mas, nem por isso, as protagonistas do romance de Cristina Campos, Histórias de Mulheres Casadas, estão imunes à herança de culpa que a sociedade faz pender sobre o desejo feminino. Ou sobre a falta dele, se o leito é conjugal.
Finalista do Prémio Planeta 2022, este livro reúne quatro mulheres da Barcelona de hoje, unidas pelo facto de todas amarem os respetivos maridos, sem que isso as impeça de pensar sobre o que realmente querem ou mesmo de se sentirem atraídas por outras pessoas. Por vezes, um olhar ou um toque são quanto basta para abrir uma clareira de possibilidades: “E se eu ousasse?” Mas, com ela, vem também um poço de recalcamento e culpabilização.
Aqui ao lado de onde moro há um lugar, uma praça, onde as pessoas se sentam à conversa.
Falam das suas vidas. Gostam de ouvir música, as suas preferidas, as que as transportam para as memórias da sua infância. Quem não gosta dos sons com que cresceu?
Nessa praça, encontram-se afinidades e discute-se a vida na terra. Sempre foi assim Lisboa, uma terra onde se chega, com saudades da terra de onde se veio. Uma cidade que acolhe e de onde “se vai à terra” e para onde se importam memórias e hábitos. O que seria Lisboa sem os restaurantes dos courenses, a Casa do Alentejo ou os seus mercados cheios dos produtos regionais? O que seria Lisboa sem os sotaques preservados dos que há décadas chegaram do interior, do sul ou do norte?
Aqui na praça os sotaques e as línguas encontram-se e fazem-se ouvir e percebemos todos que somos mais felizes quando a língua que falamos é aquela com que as nossas mães nos tranquilizaram e adormeceram ao colo.
(Dedico este texto ao Nuno Santos Silva, valente capitão de Abril, que sei que me lê por aqui, a quem eu desafio a imaginar quem é a figura que retrato nesta história)
Com o seu papel catalizador da reação ocidental à ação russa na Ucrânia, a NATO tem andado muito na baila. A possibilidade do regresso de Trump à presidência americana está a provocar algumas interrogações sobre o futuro da aliança de que Portugal faz parte desde 1949, em especial se se olhar para aquilo que foi o seu comportamento perante a segurança europeia, durante o seu primeiro, e até agora único, mandato. Logo veremos, até porque não há nada que, pela nossa parte, possa ser ser feito no sentido de alterar o rumo que as coisas vierem a ter.
Nestes 50 anos do 25 de Abril, deixo memória de um episódio que julgo curioso, ligado à NATO, passado entre agosto e setembro de 1974. Repito: há cerca de meio século.
Por motivo de ataque informático, perdemos o endereço anterior. Assim, o novo endereço, pelo menos durante três (3) anos, prazo que foi pago para o seu uso, será: https://www.dasculturas.pt. Ou seja, deixámos o ( .com ) e passámos para o ( .pt ), o que, em boa verdade, é muito mais patriótico.
As nossas desculpas pelos distúrbios causados e ânsias provocadas aos nossos mais de 50.000 membros registados e talvez outros tantos ainda não registados. Um abraço cultural do Vítor Coelho da Silva
Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso, em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos, que em oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho alacre e sedento, de focinho pontiagudo, que foça através de tudo num perpétuo movimento.
1 – Três hábitos que prejudicam muito o cérebro, segundo a neurocientista Emily McDonald
1.1 – De acordo com McDonald, assistir a programas de terror, principalmente à noite, pode aumentar os níveis de cortisol e, consequentemente, atrapalhar o sono, essencial para a saúde cerebral.
1.2 –Mas há mais. Conforme explica a neurocientista, ouvir música ativa a neuroplasticidade, isto é, a capacidade que o cérebro tem de aprender, reprogramar-se e de se adaptar perante diferentes estímulos. “As letras que canta quando ouve música estão, na verdade, ainda mais conetadas do que se apenas as dissesse, especialmente porque a música muitas vezes também vincula emoções”, diz.
1.3 – Emily McDonald também sugere que pare de apontar as falhas e imperfeições dos outros. “Uma das táticas mais importantes que aprendi a respeito de saúde mental e mentalidade é que tudo o que julga noutras pessoas está ligado a algo sobre o qual se julga internamente.”
A poesia não se inventou para cantar o amor — que de resto não existia ainda quando os primeiros homens cantaram. Ela nasceu com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses, e de conservar na memória, pela sedução do ritmo, as leis da tribo. A adoração ou captação da divindade e a estabilidade social, eram então os dois altos e únicos cuidados humanos: — e a poesia tendeu sempre, e tenderá constantemente a resumir, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que estão interessando e conduzindo os homens. Se a grande preocupação do nosso tempo fosse o amor — ainda admitiríamos que se arquivasse, por meio das artes da imprensa, cada suspiro de cada Francesca. Mas o amor é um sentimento extremamente raro entre as raças velhas e enfraquecidas. Os Romeus, as Julietas (para citar só este casal clássico) já não se repetem nem são quase possíveis nas nossas democracias, saturadas de cultura, torturadas pela ansia do bem-estar, cépticas, portanto egoístas, e movidas pelo vapor e pela electricidade.
Sin duda, Charles Baudelaire, es hoy por hoy un destino ineludible en todo aquel que persiga la poesía, la filosofía, y la belleza. El autor de Las flores del mal, el dandy oscurecido que desafío la moral y los conceptos de belleza es un nombre destinado a reverberar para siempre.
Caro mini explorador de férias: as CARSOférias fora d’horas chegaram e estamos à espera que te juntes à tribo! Temos atividades experimentais de tirar o fôlego: no nosso laboratório vamos testar o poder do ar. Se andas sempre com a cabeça no ar, vamos construir um catavento para que não percas o norte! As energias são recuperadas na nossa cozinha científica: bolinhos de areia. Parece-te bem? E não largamos o tema da areia, que tem pano para um deserto: será que todas as areias são iguais? E para que nunca te atrases vamos construir uma ampulheta. Este relógio não precisa de corda mas damos corda aos sapatos e vamos para o exterior descobrir um mundo mágico: os líquenes. Há melhor maneira de começar um novo ano?Apressa-te, as inscrições estão abertas. Junta-te à tribo!
Por precaução, registámos o URL https://pnetcultura.pt, pois em caso de impossibilidade definitiva de utilização do nome atual, teremos de mudar de nome e endereço.
Um abraço a todos os amigos que nos visitam. | Vítor Coelho da Silva,22-01-2024
Fomos sujeitos a intervenção “estranha” que não permite o acesso ao nosso endereço https://dasculturas.com.
No entanto, a gestão do blog está operacional, pelo que resolvemos enviar esta mensagem aos mais de 50.000 membros registados, que irão receber esta notificação via email. Estamos a tentar resolver o problema com a ajuda do WordPress, sistema que utilizamos.
Por precaução, registámos o URL https://pnetcultura.pt, pois em caso de impossibilidade definitiva de utilização do nome atual, teremos de mudar de nome e endereço.
Uma das possíveis formas de emprateleirar gerações — de “fazer” História — é recorrendo à taxionomia, a ciência que se ocupa da organização de grupos de seres vivos com base nas suas semelhanças e diferenças.
A taxionomia histórica tem recorrido a uma classificação dos seres humanos por gerações: geração dos babyboomers, os do pós Segunda Guerra, e depois há para todos os gostos: geração X, Y, Z, alfa, millennial, woke, de 70, aqui em Portugal até a ‘geração rasca’. Eu tenho a minha tabela privativa, que inclui a geração da ‘cena’ — termo que integra a novilíngua, revelador da diminuição drástica do vocabulário destas novas espécies geracionais, que acabarão a falar com os polegares nos ecrãs tácteis, prevejo, sem qualquer drama — dos alunos, ou de um aluno ou de frequentador ou frequentadores da Universidade Católica que agarrou ou agarraram num jornalista do jornal Expresso e o retiraram preso por braços e pernas da sala onde o doutor André Ventura, chefe do partido Chega, ia proferir uma conferência sobre a sua visão do mundo.
Sou determinista. Como tal, não acredito no livre-arbítrio. Os judeus acreditam no livre arbítrio. Acreditam que o homem molda a sua própria vida. Rejeito filosoficamente esta doutrina. A este respeito, não sou judeu… Acredito com Schopenhauer: podemos fazer o que queremos, mas só podemos desejar o que devemos. Na prática, porém, sou obrigado a agir se existisse liberdade de vontade. Se quero viver numa comunidade civilizada, tenho de agir como se o homem fosse um ser responsável. “Não estou reivindicando nada. Tudo é determinado, começo e fim, por forças sobre as quais não temos controle. É determinado para o inseto, bem como para a estrela. Pó humano, vegetal ou cósmico, todos dançamos ao som de uma melodia invisível, cantada ao longe por um jogador misterioso. “Sou artístico o suficiente para explorar a imaginação livremente. A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação rodeia o mundo.”
~ Albert Einstein, de uma entrevista de 1929 com George Sylvester Viereck. (Albert Einstein por Lotte Jacobi.)
Estão entre os mais ricos do mundo, também por isso participam no Fórum Económico Mundial, e querem que os líderes mundiais tomem “medidas para fazer face ao dramático aumento da desigualdade económica” para evitar consequências “catastróficas para a sociedade”. Em carta aberta apresentada na cimeira, afirmam que a luta por “impostos mais justos não é radical”.
“É uma exigência de um regresso à normalidade com base numa avaliação sóbria das atuais condições económicas”, escreveram os signatários de 17 países.
“Somos as pessoas que investem em startups, moldam os mercados de ações, fazem crescer os negócios e promovem o crescimento económico sustentável. Somos também as pessoas que mais beneficiam do status quo”, reconhecem ainda.
Contudo, consideram que: as desigualdades a nível global atingiram “um ponto de viragem e o custo para a nossa estabilidade económica, social e ecológica é grave e aumenta todos os dias”.
“Precisamos de ação já”, exigem os signatários, nos quais se incluem a herdeira da Disney, Abigail Disney, o ator Brian Cox e a norte-americana Valerie Rockefeller. “O nosso pedido é simples: pedimos que nos imponham mais impostos, a nós os mais ricos da sociedade”.
Nova obra de Silas Corrêa Leite homenageia a poeta, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath
I Com versos inspirados na obra da poeta, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath (1932-1963), Silas Corrêa Leite (1952) acaba de lançar Alucilâminas: poemas plathônicos versos atemporais da redoma de vidro de Sylvia Plath (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023), em que trava um diálogo com aquela que é considerada uma das mais celebradas escritoras do Ocidente, ainda que só tenha chegado a essa condição depois de cometer suicídio, em Londres, na flor de seus 30 anos. Repetindo o que Herberto Helder (1930-2015) e Hilda Hilst (1930-2004) já fizeram com versos de Luís de Camões (c.1524-c.1580) e Fernanda Young (1970-2019) com versos de Florbela Espanca (1894-1930) e Ana Cristina César (1952-1983), reproduzindo palavras destes autores em peças poéticas sem recorrer ao uso de itálico ou de notas de rodapé, Silas constrói poemas em que conserva o tom confessional de Sylvia Plath, chegando a um ponto em que não se sabe quem seria o verdadeiro autor do texto.
Olympia é uma pintura realista de Édouard Manet. Foi pintada em 1863, mede 130,5 por 190 centímetros e está no Museu d’Orsay em Paris.[1] Foi selecionada para o Salon de Paris em 1865 e lá exibida.
O quadro mostra uma mulher nua (“Olympia”) deitada em uma cama, enquanto uma serva lhe traz flores. Foram modelos Victorine Meurent e Laure. O olhar direto de Olympia causou choque e espanto quando a pintura foi exibida pela primeira vez, porque um certo número de detalhes na pintura a identificavam como uma prostituta. O governo francês adquiriu a pintura em 1890 após uma subscrição pública organizada por Claude Monet.
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O que chocou o público contemporâneo não foi a nudez de Olympia, nem a presença de sua empregada totalmente vestida, mas o seu olhar de confrontação e uma série de detalhes identificando-a como uma semi-mundana ou prostituta. Estes incluem a orquídea em seus cabelos, sua pulseira, brincos de pérola e o xaile oriental em que ela repousa, símbolos de riqueza e sensualidade. A fita preta em volta do pescoço, em contraste com sua carne pálida, e seu chinelo solto sublinham a atmosfera voluptuosa.[2] “Olympia” era um nome associado a prostitutas na década de 1860 em Paris.[3]
Precedentes : A pintura foi inspirada na Vênus de Urbino de Ticiano, que por sua vez tem referência na obra Vênus Adormecida de Giorgione.
“O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, passado simples, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado, etc.) dá origem a um pensamento no presente, limitado ao momento, incapaz de projeções no tempo.
A generalização do uso do primeiro nome, o desaparecimento das letras maiúsculas e a pontuação são golpes fatais na sutileza da expressão.
Remover a palavra “miss” não é apenas renunciar à estética de uma palavra, mas também promover a ideia de que entre uma menina e uma mulher não há nada.
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos oportunidade de elaborar um pensamento.
Estudos têm demonstrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de colocar emoções em palavras.
Quanto mais pobre a língua, menos pensamento existe.
Não há pensamento crítico sem pensamento. E não há pensamento sem palavras.
Como construir o pensamento hipotético-dedutivo sem dominar o condicional? Como podemos encarar o futuro sem conjugação com o futuro? Como apreender uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, bem como a sua duração relativa, sem uma linguagem que diferencie entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que pode acontecer e o que será depois do que poderia acontecer?
Se há um grito de guerra a ser ouvido hoje, é aquele dirigido aos pais e professores: deixem os vossos filhos, os vossos alunos, os vossos alunos e os vossos alunos falarem, lerem e escreverem.
Ensine e pratique a língua nas suas mais variadas formas, mesmo que pareça complicada, especialmente se for complicada.
Porque neste esforço está a liberdade.
Aqueles que explicam o tempo todo que é necessário simplificar a ortografia, expurgar a língua de seus “defeitos”, abolir gêneros, tempos, nuances, tudo o que cria complexidade são os coveiros do espírito humano. «
Em 15 de janeiro de 1519, Vasco Núñez de Balboa, o primeiro europeu a ver o Oceano Pacífico, foi decapitado. Marco da exploração que foi possível graças às instruções dos guias indígenas.
Em uma expedição complicada cheia de pântanos, chuvas e inimigos, eles fizeram o seu caminho para o que ele chamou de Mar do Sul (Oceano Pacífico). Fernando, o Católico, depois de ouvir as boas novas, reconheceu Núñez de Balboa como o descobridor do Mar do Sul e o governo do Panamá e Cohíba. No entanto, foi a partir deste momento que a inveja e a traição afetaram as façanhas do explorador. Pedro Arias Dávila entraria em cena e as disputas pelas terras recém-descobertas criaram uma inimizade entre os dois exploradores.
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;
À medida que nos aproximamos do segundo aniversário da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, multiplicam-se os artigos de opinião e análise tentando fazer o ponto da situação.
Isto é perfeitamente compreensível. O que espanta, entretanto, é que, pelo menos até agora, as opiniões expressas entre nós nos media convirjam num só sentido: a necessidade de continuar a sancionar a Rússia e armar a Ucrânia com armas sempre mais poderosas e de maior alcance.
O DN, este fim de semana, é paradigmático – publica, logo no mesmo dia (!), duas colunas assim intituladas:
“A guerra da Ucrânia em 2024 – resistir e (re)construir (rapidamente) as condições para a derrota da Rússia”, da autoria do tenente-general Marco Serronha, do Europe’s War Institute;
e
“Ano Novo: Fazer sair a Rússia da Ucrânia sem mais demoras” (sic)
da autoria de Victor Ângelo, um conselheiro em segurança internacional, que sempre evoca a sua condição de ex-secretário-geral-adjunto da ONU.
A Davos sign sits atop a hotel roof ahead of this year’s World Economic Forum in Davos, Switzerland.
O próximo Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos, na Suíça, tem arranque marcado para esta segunda-feira (14-01-2024): mas por que motivo todos querem viajar, o que pretendem alcançar e o fórum está aberto a qualquer pessoa?
Em primeiro lugar, onde e o que é?
O 54º evento anual em Davos vai decorrer durante cinco dias na estação de esqui suíça e vai atrair líderes empresariais globais, políticos e organismos internacionais para falar sobre tudo, desde tensões geopolíticas até à ascensão da Inteligência Artificial.
Em edições anteriores estiveram presentes os líderes políticos dos Estados Unidos, do Reino Unido, França, Alemanha e China.
Quem vai estar presente?
Os ministros do Reino Unido, Jeremy Hunt e Rachel Reeves, já confirmaram a presença. Entre os participantes da esfera política global estão o número 2 chinês, Li Qiang, e o presidente francês, Emmanuel Macron, que vão fazer discursos especiais. Macron será o único líder do G7 presente no evento deste ano.
A Temas e Debates felicita o historiador José Pacheco Pereira pela atribuição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural.
O autor de Álvaro Cunhal – Uma Biografia Política – de que estão publicados quatro volumes –, As Armas de Papel– Publicações Periódicas Clandestinas e do Exílio Ligadas a Movimentos Radicais de Esquerda Cultural Política (1963-1974) e Crónicas dos Dias do Lixo foi distinguido pela Estoril Sol pelo seu empenho na «defesa do interesse público quanto à preservação do património cultural».
Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, Mário Soares iniciou na juventude o seu percurso político, integrando grupos de oposição ao Estado Novo, primeiro como militante de base do Partido Comunista Português e membro de outras estruturas ligadas ao PCP, o MUNAF e o MUD, tendo sido cofundador do MUD Juvenil — e depois na oposição não comunista — Resistência Republicana e Socialista, que funda com dissidentes do PCP e através do qual entrará para o Diretório Democrato-Social. Pela sua atividade oposicionista foi detido 12 vezes pela PIDE — cumprindo cerca de três anos de cadeia (Aljube, Caxias e Penitenciária) — e, posteriormente, deportado para São Tomé.[1] Permaneceu nessa ilha até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o regresso a Portugal, sendo, posteriormente às eleições de 1969 — nas quais Soares foi cabeça-de-lista pela CEUD em Lisboa — forçado a abandonar o país, optando pelo exílio em França.[2]
No processo de transição democrática subsequente ao 25 de Abril de 1974 Mário Soares afirmou-se como líder partidário no campo democrático, contra o Partido Comunista, batendo-se de forma intransigente pela realização de eleições. Foi ainda Ministro de alguns dos governos provisórios — destaca-se sobretudo o facto de ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros, logo no I Governo Provisório, associando-se ao processo de descolonização, qualidade em que dirigiu o processo de rápida independência e autodeterminação das províncias ultramarinas, processo esse que ficou para sempre como o ponto menos consensual do seu percurso político.[3]
Vencedor das primeiras eleições legislativas realizadas em democracia, Soares foi Primeiro-Ministro dos dois primeiros governos constitucionais, o I e II governos constitucionais, este último de coligação com o CDS. A sua governação foi marcada pela instabilidade democrática — nomeadamente, pela tensão entre o Governo e o Presidente da República — Conselho da Revolução — pela crise financeira e pela necessidade de fazer face à paralisação da economia ocorrida após o 25 de Abril, que levou o Governo a negociar um grande empréstimo com os EUA. Ao mesmo tempo, foi um período em que o Governo, e Soares em particular, se empenhou em desenvolver contactos com outros líderes europeus, tendentes à adesão de Portugal às Comunidades Europeias.
Foi, de novo, Primeiro-Ministro do IX governo, do chamado Bloco Central, num período marcado por uma nova crise financeira e pela intervenção do FMI em Portugal, e pela formalização da adesão de Portugal à CEE.
Depois destas experiências governativas, Mário Soares viria a ser Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996 — venceu de forma tangente, e à segunda volta, as eleições presidenciais de 1986, contra Diogo Freitas do Amaral, e com larga maioria as de 1991, em que contou não só com o apoio do PS como do PSD, de Cavaco Silva. Sendo o primeiro civil a exercer o cargo de Presidente da República, deixou patente um novo estilo presidencial, promovendo a proximidade com as populações e a projeção de Portugal no estrangeiro; sendo marcado ao mesmo tempo pela tensão política com os governos de Cavaco Silva e pelo polémico caso TDM (Teledifusão de Macau).[2]
Em 2016, Bernie Sanders reuniu um exército de jovens eletrizados com as suas promessas de maior igualdade social e tornou o “socialismo democrático” uma coisa aceitável para muitos num país com medo da esquerda. Foi ele quem convenceu Biden a colocar na agenda os pozinhos mais progressistas que acabaram por ficar como marca do primeiro mandato: mais investimento nas energias verdes e em infraestrutura pública. Sanders, com 82 anos, em entrevista ao “The Guardian”, deixa um novo aviso ao democrata para este ano de eleições: ou fala das soluções para quem está a perder poder de compra, ou perde para um Trump ainda mais sedento de poder.
Bernie Sanders é, sem necessidade de contraditório, o mais conhecido político progressista norte-americano vivo. Tentou duas vezes ganhar a nomeação democrata para a presidência, falhou por ser considerado pelo partido como demasiado à esquerda. Sempre foi o arauto das más notícias, algumas soavam mesmo apocalípticas, mas, como escreveu a revista “New Yorker” sobre o senador do estado do Vermont num perfil que publicou recentemente, “a realidade apoia Bernie Sanders”.
Os principais intervenientes na segurança, incluindo o Ministro da Defesa Civil sueco, Carl-Oskar Bohlin, e o Comandante-em-Chefe do país, Micael Bydén, concordam que a Suécia poderá enfrentar em breve uma guerra e apelaram a uma maior resiliência, incluindo entre a população civil.
Dado que se espera que a Suécia adira à NATO em 2024 e no contexto mais amplo da guerra da Rússia na Ucrânia, o Ministro da Defesa Civil da Suécia, Carl-Oskar Bohlin, instou os seus concidadãos a prepararem-se para a guerra na conferência Folk och Försvar em Sälen.
Bohlin manifestou preocupação pelo facto de a modernização do sistema de defesa civil sueco não estar a acontecer com a rapidez suficiente e instou todos, desde gestores e vereadores locais a cidadãos privados, a agirem.
“Desde que lhes desvendara o seu mistério, os livros proibidos amedrontavam-me menos; muitas vezes deixava demoradamente cair o meu olhar nas aparas de jornais pendurados nos W.C.. Foi assim que li um fragmento de folhetim em que o herói pousava sobre os seios brancos da heroína os seus lábios ardentes. Esse beijo queimou-me: simultaneamente macho, fêmea e “voyeur”, dava-o, recebia-o e enchia-me os olhos. Decerto, se senti uma tão grande emoção era porque o meu corpo já tinha despertado, mas os meus devaneios cristalizaram-se nesta imagem e não sei quantas vezes a evoquei antes de adormecer. Inventei outras: interrogo-me de onde as extraía. O facto de marido e mulher dormirem quase despidos na mesma cama não tinha bastado até então para me sugerir o abraço ou a carícia: suponho que os inventava a partir das minhas próprias necessidades, pois fui durante algum tempo o alvo de desejos torturantes; virava-me na cama com a garganta seca, chamando por um corpo de homem que viesse contra o meu corpo, por mãos de homem que tocassem a minha pele.
No, los socialistas democráticos de hoy no tienen nada que ver con los del siglo XIX o de la primera mitad del siglo XX. Sus ideas han evolucionado, han analizado la realidad a su alrededor y se han adaptado a la comprensión de los peligros que entraña el autoritarismo y la incapacidad de la economía centralmente planificada para satisfacer las necesidades de una sociedad.
Han reevaluado los objetivos importantes para una sociedad y han cambiado la realidad de muchos países actuando desde las leyes, desde la democracia plural y desde los principios éticos más sólidos. Pero a muchos les conviene seguir confundiendo las distintas vertientes del socialismo entre sí, como si fueran lo mismo, como si las ideas no evolucionaran, ni lo hicieran quienes se guían por los ideales nobles de una vida más digna para todos en todas las sociedades.
Más datos sobre la socialdemocracia actual en el sitio web de la Internacional Socialista en español:
Poemas do israelense Rami Saari chegam ao Brasil pela primeira vez e encantam por seu viés multicultural.
I Um hebreu que nasceu em Israel, filho de um romeno e de uma argentina, que vive entre Helsinque e Atenas, fala um perfeito castelhano e conhece mais de uma dezena de idiomas, e ainda é poeta, só podia produzir uma obra multilinguística e multicultural, como bem a definiu o jornalista, ensaísta e poeta Moacir Amâncio, doutor em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP). Esse poeta chama-se Rami Saari (1963), tradutor para o hebraico de uma centena de livros das literaturas albanesa, catalã, espanhola, estoniana, finlandesa, grega, húngara, turca, portuguesa e brasileira, que agora, pela primeira vez, tem uma antologia de seus versos publicada no Brasil, com texto de apresentação de Moacir Amâncio, professor titular da USP, que fez também algumas adaptações para o Português do Brasil na tradução do hebraico, de autoria do tradutor português Francisco da Costa Reis.
1 – António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, diz que os portugueses “estão muito viciados na subsídiodependência” e dependentes dos fundos europeus, cultura que limita as opções e que tem de ser mudada.
António Costa Silva deixará o Governo com a economia em desaceleração, mas satisfeito com a diversificação que tem vindo a ser trilhada. Confessa que ser ministro “não foi uma das melhores experiências” que teve na vida, pelos obstáculos à decisão que teve de enfrentar. Defende que há muito a mudar na forma como a Administração Pública funciona e que é urgente deixar de demonizar as empresas. Eis o balanço que o ministro da Economia e do Mar faz de quase dois anos no Governo.
O que foi mais difícil nestes dois anos?
O mais difícil foi uma pessoa que trabalhou sempre no sector privado adaptar-se à Administração Pública portuguesa. São os obstáculos, a burocracia. Quem trabalha numa empresa reúne-se com os colaboradores e decide: amanhã vamos fazer isto, na próxima semana está feito. Na Administração Pública é muito difícil, tem de se andar sempre a negociar. O que mais me deixa fora de mim são as coisas que penso que já estão decididas, depois dão uma cambalhota e voltam de outra maneira. Temos uma Administração que tem muita burocracia. Há muito a mudar na forma como funciona. Precisamos de atuar rapidamente, precisamos de simplificar mais.
Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.
2 – Maló de Abreu sai do PSD porque as propostas do partido “abandonam o Estado Social, o SNS”
Não me revejo neste PSD, em absoluto”, reiterou, dizendo que o partido “virou à direita” na saúde.
Questionado sobre as áreas em que menos se revê no partido, Maló de Abreu lembra que é presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, dizendo que as propostas do PSD para a saúde, nomeadamente a não garantia de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) bem gerido, não lhe agradam.
“O PSD tem propostas que são, do meu ponto de vista, propostas que abandonam o Estado Social, abandonam o SNS e põem no mesmo patamar a saúde privada, social e o SNS”, vincou, brincando com a possibilidade de ser convidado por Pedro Nuno Santos.
Já sobre a formação da Aliança Democrática, que volta a juntar PSD, CDS e PPM, Maló de Abreu entende que esta coligação não passa de uma “máscara” criada pelos partidos. O agora deputado não inscrito vai mesmo mais longe, dizendo que há “falta de direção política, liderança e clarividência”.
“O partido neste momento não tem credibilidade junto da sociedade portuguesa”, concluiu.
3 – É preciso “rever com muita urgência as condições de exercício de funções políticas”, alerta Mendonça Mendes
Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro e dirigente do PS, António Mendonça Mendes acreditaque a democracia tem muito a perder se não forem alteradas as condições para o exercício de cargos públicos. Acredita que António Costa pode ser o que quiser, mesmo sem o fim da investigação de que é alvo, porque não tem direitos políticos limitados e aponta baterias à direita, a área política do Presidente, como faz questão de lembrar. | in Jornal Expresso (ver entrevista).
4 – Quais são os Países com Governos de Extrema-Direita, em que os povos vivem financeiramente bem e felizes? | VCS
Num mundo violento, cheio de preconceitos, conflitos e mal-entendidos, procuramos ansiosamente por soluções que melhorem a relação que temos com os outros. Infelizmente, durante séculos, a nossa cultura nos ensinou a pensar e a falar de maneira a perpetuar o conflito, a violência e até a dor.
Mas saber ouvir o que está de facto a ser dito pelo outro e ser capaz de expressar o que de facto queremos dizer pode parecer simples, mas não o é. Nesta obra, Marshall Rosenberg apresenta o método da comunicação não-violenta que conjuga aptidões práticas com uma consciência e vocabulário poderosos, para ajudar qualquer pessoa a conseguir aquilo que deseja de forma pacífica.
«Marshall B. Rosenberg pôs em primeiro plano a simplicidade da comunicação bem-sucedida. Sejam quais forem as suas questões, as suas estratégias para a comunicação com outras pessoas preparam o leitor para ganhar sempre.» TONY ROBBINS
«Hipácia (o nome significa “a maior”) de Alexandria foi uma matemática distinta, especialista em álgebra e mecânica. Nasceu em 370 d.C. e era filha de Teon, um professor da Universidade de Alexandria que era filósofo, astrónomo, matemático e diretor do museu. Hipácia viveu sob o jugo do Império Romano, cuja jurisdição compreendia o Egito e, evidentemente, Alexandria, centro do conhecimento. Mas a sua formação pode dizer-se que era grega, o que a torna ainda mais fascinante. Foi a tradição do racionalismo grego que levou os seus estudos suficientemente longe para que se tornasse aquilo que o seu pai desejava para ela e que ela própria se propunha alcançar: um ser perfeito que combinava em si um corpo e uma mente perfeitamente sãos. Ao que parece, Hipácia era extremamente bela e igualmente talentosa, tendo partido para Atenas, ainda muito jovem, para estudar com Plutarco. Quando regressou a Alexandria, a sua fama ultrapassava as fronteiras do mundo antigo. Era conhecida por conseguir decifrar os mais complicados problemas matemáticos, sendo consultada amiúde pelas mais brilhantes cabeças do mundo.
Neste livro, o autor aborda questões polémicas no nosso meio cultural e universitário: de onde vêm a verborreia empolada e a dificuldade lusitana de se debater argumentos sem entrar em ataques pessoais?
Porque eram os intelectuais portugueses tão sensíveis às modas francesas?
Porque é que os intelectuais europeus não compreendem a América?
Porque é que o provincianismo português é tão arrogante?
Tudo em Beckenbauer é grande e portentoso. Até o nome. Experimentem dizer: Franz Beckenbauer. Mesmo para quem nunca ouviu falar (e esses têm de ser multados), é toda uma sonoridade que nos deixa em sentido. Sílaba por sílaba, mostra que está ali alguém maior do que a vida. A alcunha futebolística também representa essa enormidade. Kaiser (imperador) foi um dos maiores de sempre. Campeão do mundo como jogador e treinador, o homem que (re)inventou a posição de líbero e revolucionou o futebol. Sempre com uma liderança digna dos melhores e mais bravos comandantes. Imparável mesmo quando partiu a clavícula nas meias-finais do Mundial de 1970, frente à Itália, e continuou a jogar. Seria “apenas” mais um capítulo na história do homem que se transformou em lenda. | Retirado do Facebook | Mural de Luís Aguilar
Em entrevista por email, Nabil Abuznaid, embaixador da Palestina em Portugal, espera uma mudança do Hamas para que este possa vir a aderir à Autoridade Palestiniana.
Que balanço faz dos três meses decorridos desde os atentados terroristas de 7 de outubro? Após três meses da mais sangrenta guerra e destruição, não houve solução. Até as esperanças de paz diminuíram. Isto diz-nos que a paz entre a Palestina e Israel não pode ser alcançada através de guerras e que não há solução militar para este conflito. A única via é a das negociações pacíficas entre ambas as partes, e a única forma de Israel poder viver em segurança é se os palestinianos puderem viver em paz e com dignidade num Estado próprio chamado Estado da Palestina.
Escritor e poeta, Fernando Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. O crítico literário Harold Bloom afirmou que a obra de Fernando Pessoa é o legado da língua portuguesa ao mundo.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade, aos 47 anos, em consequência de uma cirrose hepática. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: ‘I know not what tomorrow will bring’ (Não sei o que o amanhã trará).
Segundo a autarquia de Setúbal, a inauguração da obra do escultor setubalense Ricardo Crista é a primeira iniciativa de 2024 do projeto Venham Mais Vinte e Cincos, que, entre 2022 e 2025, comemora os 50 Anos da Revolução dos Cravos, numa organização da Câmara Municipal de Setúbal com as juntas de freguesia e o movimento associativo.