O percurso da economista luso-brasileira, nas suas vitórias e derrotas, é uma inspiração para a República dos Pijamas.
No passado sábado, a economista Maria da Conceição Tavares faleceu aos 94 anos. Apesar de ser um nome relativamente desconhecido em Portugal, a economista nascida em Anadia, no dia 24 de Abril de 1930, foi uma das principais referências do debate económico brasileiro e latinoamericano do século XX.
A vida de Maria da Conceição Tavares desdobrou-se entre a academia, a formação de políticas públicas e o combate político. No plano académico, o seu livro “Da Substituição de Importações ao Capitalismo Financeiro” analisa o processo de transformação capitalista da economia brasileira no século XX, no início do período da sua industrialização.
«Leituras para compreender a Europa em perigo» é o titulo de um artigo na Babelia, o suplemento cultural do El País (nenhum jornal português tem um suplemento cultural) — e começa com uma declaração do escritor Jean-Baptiste Andre, vencedor do último prémio Goncourt (em Portugal nenhum escritor, premiado ou não, é ouvido sobre o mundo que o cerca e que é matéria de reflexão nos seus romances) — diz o escritor: Estamos à beira de um regresso da extrema direita. Não deveria surpreendermos neste tempo que a História tende a repetir-se . A pergunta é, portanto, a de sabermos se é possível detê-la ou não.
Neste vídeo, o professor John Mearsheimer, renomado estudioso das relações internacionais, discute as origens do conflito na Ucrânia, a expansão da OTAN, a situação atual na Ucrânia e as consequências do apoio dos EUA às ações israelenses em Gaza.
In this video, Prof. John Mearsheimer, a renowned political scientist and realist theorist, discusses his realist perspective on international relations, the Russia-Ukraine war, and U.S. foreign policy. Key topics include the realist framework, Russia’s motivations in Ukraine, the role of ideology, critiques of U.S. strategy in Ukraine and the Middle East, the power of the Israel Lobby in the US, and the Israel-Palestine conflict. Mearsheimer emphasizes the importance of power dynamics and security concerns in shaping global politics.
Romance Social O SEQUESTRO DO SONHO de Silas Corrêa Leite destrincha a farsa de um político sósia no poder, no lugar do verdadeiro Presidente
“Enquanto os homens exercem seus podres poderes/
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede/
São tantas vezes gestos naturais…/
(Podres poderes – Caetano Veloso”)
O que um brasilianista estrangeiro e pensador já com conhecimento e prática de jornalismo policial e investigativo, um crítico que adora Lisarb espera na historicidade do país LISARB (Brasil ao contrário) com sua terrível dívida social enorme desde os primórdios da história e da colonização, império, libertação de escravos, república, passando pelo golpe da chamada canalha de 64 (o medo do comunismo criou monstros), até eleger um socialista ateu e intelectual cult que deveria resgatar essa dívida, realizar esse sonho ético-humanitário, pagar essa dívida, mas que, ao apear no poder, não faz o que dele se esperava nos bastidores da redemocratização do país. Um romance meio policial, meio investigativo, tecendo ramas subterrâneas nos meandros dos chamados podres poderes, como cantou Caetano Veloso.
Junte-se a nós nesta fascinante exploração da provocativa afirmação de Friedrich Nietzsche sobre a fé e sua influência na percepção da realidade. Descubra como o renomado filósofo alemão desafia os fundamentos das crenças humanas, lançando luz sobre a interação entre experiência, crença e conhecimento. Em meio a uma jornada intelectual instigante e crítica, examinaremos como Nietzsche nos convida a repensar não apenas o papel da fé em nossas vidas, mas também sua validade como base para compreender o mundo ao nosso redor. Prepare-se para mergulhar nas complexidades da condição humana e nas implicações filosóficas dessa reflexão profunda.
“Spinoza contrapôs a Liberdade Humana (tema da Ética V) à Servidão Humana (tema da Ética IV), definindo servidão como a “impotência humana para regrar e reprimir os afectos.” (E4, pref.). Onde logo acrescenta: “o homem sujeito aos afectos não está sob jurisdição de si próprio, mas da fortuna, em poder da qual está de tal maneira que, apesar de ver o melhor para si, é, no entanto, amiúde coagido a seguir o pior.” (E4, pref.).
A servidão é, portanto, a nossa impotência de agir face à coação de causas externas contrárias à razão, que determina aquilo que é mais útil à conservação do nosso ser. Por sermos parte da natureza, limitados e superados pela potência das causas exteriores, sofremos, isto é, estamos submetidos à servidão dos afectos e necessariamente sujeitos às paixões. A servidão é, deste modo, uma condição humana universal.
Só somos livres quando, na medida das nossas forças, somos a causa adequada das nossas ações, isto é, quando entendemos a ordem e a conexão das coisas, agindo adequadamente para a conservação do nosso ser. E grande parte desse entendimento passa por compreender que “um afecto não pode ser reprimido, nem suprimido, a não ser por um afecto contrário e mais forte do que o afecto a reprimir.” (E4, prop. 7). Em suma, não temos o poder de alterar os efeitos dos afectos com que somos afectados, mas temos a possibilidade de escolher alguns dos afectos a que queremos estar sujeitos. Nessa possibilidade reside a nossa difícil liberdade, tão árdua quão rara de ser alcançada.
A verdadeira Liberdade Humana não é, pois, universal, nem garantida à partida: vai sendo conquistada.“
A mentira política tradicional incidia habitualmente ou sobre segredos autênticos, ou sobre intenções. Atualmente as mentiras políticas manipulam factos conhecidos de toda a gente. A técnica de mentira atual assenta no desvio da atenção e na negação ou adulteração de qualquer acontecimento cuja narrativa convenha ser estabelecida consoante os interesses de um grupo com capacidade para a impor.
Com as técnicas modernas utilizadas pelos massmedia é hoje muito mais fácil realizar a operação de reescrita da verdade do que alguma vez o foi. As duas mentiras políticas do momento dizem respeito, uma à autorização dada ao regime de Kiev dado pelo “Ocidente alargado” para utilizar as suas armas de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. A outra mentira, a de que, de novo o “Ocidente alargado”, em particular os Estados Unidos, o seu cabeça de império, está muito incomodado com o massacre e chacina de Gaza, mas que os israelitas, e o seu cabo de guerra Netanyiahu, não seguem as determinações de moderação.
Deleuze foi um filósofo original. A sua obra foi uma das mais importantes do século XX, não só porque reavivou o debate metafísico com a questão da Diferença e Repetição, como trouxe novos insights à Ontologia e à Ética. Acima de tudo, foi um grande spinozista. Considerou e apelidou Spinoza de “O Príncipe dos Filósofos”, título roubado a Aristóteles. No seu entusiasmo pelo pensamento de Spinoza, soube ser original, desenvolvendo questões que Spinoza apontou, trazendo-as para o centro da lide filosófica e existencial do terrível e difícil século XX.
O melhor comentário a um original é a produção de outro original, e por isso Deleuze repetiu Spinoza recriando-o, inovando-o, no mesmo espírito.
Le pissenlit est la seule fleur qui symbolise le soleil, la lune et les étoiles. La fleur jaune représente le soleil, la boule de bouffée symbolise la lune et les graines qui se dispersent ressemblent à des étoiles. Le pissenlit s’ouvre pour saluer le matin et se ferme le soir pour dormir.
Chaque partie du pissenlit est utile : sa racine, ses feuilles et sa fleur peuvent être utilisés pour la nourriture, les médicaments et la teinture pour la coloration.
Jusqu’aux années 1800, les gens retiraient l’herbe de leurs pelouses pour faire de la place aux pissenlits. Le nom “pissenlit” est attesté dès le XV e siècle, il provient des propriétés diurétiques de la plante, littéralement “pisser en lit”, Il possède une des plus longues saisons de floraison de toute plante. Les graines peuvent voyager jusqu’à plus de 3 km de leur origine. Les animaux comme les oiseaux, les insectes et les papillons consomment le nectar ou les graines du pissenlit.
Les fleurs de pissenlit ne nécessitent pas de pollinisation pour produire des graines. Ils étaient connus des anciens Égyptiens, Grecs et Romains et ont été utilisés dans la médecine traditionnelle chinoise depuis plus de mille ans. En médecine populaire, les pissenlits sont utilisés pour traiter les infections et les troubles du foie. Le thé au pissenlit agit comme un diurétique.
Les pissenlits sont sans doute les plantes les plus réussies qui existent, maîtres de la survie dans le monde entier.
Maher Morcos é um artista egípcio. Nasceu em 23 de fevereiro de 1946 no Cairo, Egito, filho de mãe egípcia e pai italiano. Começou sua carreira como artista aos 13 anos, quando começou a vender aquarelas para turistas que retratavam cenas da vida cotidiana entre as antigas ruínas do Egito. Aos 14 anos, participou do concurso nacional patrocinado pelo governo egípcio e venceu.
Em seu novo livro, ‘Sombras no Jardim’, o poeta reafirma sua busca pela experimentação linguística.
I Se a prosa poética se dá a partir da fusão do enredo e da poesia, com “a narratividade desenvolvida em ambiência lírica ou épica”, como observou o professor Massaud Moisés (1928-2018) em ACriaçãoLiterária – ProsaII (São Paulo-SP, Editora Cultrix, 2015, p. 29), é, certamente, essa a definição mais apropriada para SombrasnoJardim (Natal-RN, Arc Edições/Sol Negro Edições, 2023), de Floriano Martins (1957), poeta, dramaturgo, ensaísta, crítico literário, artista plá ;stico e tradutor, dono de vasta obra que inclui mais de uma centena de livros publicados no Brasil, em Portugal e em outros países.
13/03/2024 | Nicolas Dupont-Aignan, président de Debout la France et député de l’Essonne, était l’invité de la matinale de Public Sénat ce mercredi 13 mars. Le député a voté contre l’accord d’aide à l’Ukraine en discussion mardi 12 mars à l’Assemblée nationale. S’exprimant sur les sanctions économiques visant la Russie, il a déclaré qu’elles étaient inutiles et qu’elles pesaient d’abord sur les économies d’Europe de l’Ouest, telles que celles de la France et de l’Allemagne.
A derrota de Napoleão na Batalha de Trafalgar levou o imperador francês a abandonar o plano de invasão da Grã-Bretanha e a conceber como alternativa o Bloqueio Continental, visando asfixiar economicamente o inimigo, tão dependente do comércio marítimo. Em novembro de 1806, chegado a Berlim, Bonaparte proclamou o fecho de todos portos do Velho Continente aos navios britânicos. E em Tilsit, deu conta ao imperador russo do seu objetivo de depor as casas reais da Península Ibérica, resistentes ao bloqueio.
Neste vídeo, exploramos a intrigante afirmação de Albert Camus: “Não acredito em Deus e não sou ateu.” Mergulhamos profundamente na vida e no pensamento deste renomado filósofo existencialista, conhecido por sua abordagem única sobre a fé, a razão e a condição humana. Camus desafia as noções tradicionais de crença e descrença, propondo uma visão que transcende os rótulos simplistas de teísmo e ateísmo. Vamos discutir como essa perspectiva pode nos levar a repensar nossas próprias convicções e a busca por significado em um mundo marcado pela incerteza e pelas adversidades. Como Camus equilibra a rejeição de Deus com uma postura que não se alinha ao ateísmo?
Sinais de Fumo, romance de Alex Couto, captura o espírito do empreendedorismo vazio de Portugal durante os anos da Troika.
Se tivermos de selecionar o que se destacou em Sinais de Fumo, primeiro romance de Alex Couto, para os autores desta República, foi de uma memória dos tempos da Troika. Entre o bairro do Viso em Setúbal e o consumo de cannabis, o motor desta história são as narrativas sobre o empreendedorismo que eram injetadas em doses massivas nas cabeças dos portugueses, em especial nas dos mais jovens sobre quem pairava o desemprego e a precariedade.
Enquanto o país se “ajustava” sob a supervisão do trio Comissão Europeia-Banco Central Europeu-FMI, a solução para o desemprego quase nos 18% (o desemprego jovem rondava os 40%) e a vaga de emigração em massa, passava pelo empreendedorismo.
O índice ambiental é um instrumento criado no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. No Porto, já há um projeto-piloto.
A construção e a reabilitação de empreendimentos imobiliários que obedeçam às melhores práticas de sustentabilidade ambiental e que tenham impacto comunitário vão receber um conjunto de bónus, que vão desde a redução de taxas urbanísticas ao aumento da capacidade construtiva dos projetos.
Esta medida, que passa pela criação de um índice ambiental e premeia os projetos urbanísticos que promovam as melhores práticas — enquadrada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por todos os Estados-membros das Nações Unidas em 2015 —, está a ser trabalhada, a diferentes ritmos, pelos vários municípios portugueses, embora, em alguns casos, como é o do Porto, a sua implementação esteja mais avançada. Noutros municípios, como em Lisboa e Braga, estão também a ser desenvolvidas um conjunto de medidas para premiar os promotores de edifícios com elevada performance energética e ambiental, mediante incentivos urbanísticos ou de reduções em taxas municipais.
Descubra a Essência da Coragem com Immanuel Kant! Neste vídeo, desvendamos a profunda sabedoria de Kant sobre a coragem, alicerçada na convicção de que é a força primordial que sustenta todas as outras qualidades humanas. Uma análise envolvente sobre como a coragem molda nosso caráter e impulsiona a busca de virtudes.
Retirado (parcialmente) com a devida vénia e aplauso de : Vamoláver vamolaver@substack.com | https://vamolaver.com
Economia
🇵🇹 A grande maioria do aumento da dívida portuguesa entre 2000 e 2023 deveu-se ao pagamento de juros, totalizando mais de 136 mil milhões de euros, segundo um relatório do Banco de Portugal. Em dezembro de 2023, a dívida nacional atingiu os 263 mil milhões de euros, um aumento de 194 mil milhões desde o início do século. O Banco de Portugal alerta para a necessidade de uma política orçamental prudente, dado o esperado aumento da taxa de juro implícita, para minimizar os riscos orçamentais futuros. • expresso.pt
🇵🇹 Portugal atingiu 87% de energia renovável no consumo de eletricidade nos primeiros cinco meses deste ano. A energia hídrica foi a maior fonte, representando 43%, seguida da eólica com 30%, solar com 8% e biomassa com 6%. Apenas 9% do consumo foi abastecido por gás natural e 4% por importações. • publico.pt
MUNDO
🇬🇧 O Partido Trabalhista britânico está prestes a alcançar a sua maior vitória de sempre nas próximas eleições gerais, superando o recorde de 1997 sob Tony Blair, segundo a YouGov. A sondagem MRP prevê que os Trabalhistas ganhem 422 assentos, garantindo uma maioria de 194 assentos, enquanto os Conservadores de Rishi Sunak enfrentam a sua maior derrota em mais de um século, com apenas 140 assentos. • reuters.com
🇲🇽 Claudia Sheinbaum foi eleita como a primeira presidente mulher do México, conquistando cerca de 60% dos votos. A sua vitória esmagadora pode garantir uma supermaioria no congresso, permitindo ao governo alterar a constituição. Sheinbaum, ex-presidente da Câmara da Cidade do México, pretende continuar o legado do Presidente Andrés Manuel López Obrador, e o seu programa inclui propostas controversas como enfraquecer o Supremo Tribunal. • reuters.com
OPINIÃO
Ricardo Paes Mamede critica a falta de discussão sobre política industrial em Portugal, contrastando com o debate global sobre o papel dos Estados na promoção de sectores específicos. O autor sublinha que, no contexto português, qualquer tentativa de estratégia selectiva é rapidamente rotulada de estatizante ou mesmo soviética por figuras políticas de destaque.. 🗣 publico.pt
SONDAGENS
📰 Quatro em cinco: PS continua a liderar sondagens mas deverá perder um eurodeputado
A cabeça de lista do Partido Socialista, Marta Temido, lidera a intenção de voto dos portugueses para as eleições europeias na sondagem da Aximage para o DN, o JN e a TSF. Temido apresenta 30,6% das intenções de voto, seguida por Sebastião Bugalho, cabeça de lista da AD, com 26,6%, e Tânger Corrêa, do Chega, em terceiro lugar com 15,5%.
Quais são os resultados em mandatos se a sondagem se confirmar?
Se estes resultados se confirmarem, o PS consegue eleger oito eurodeputados (menos um do que teve no período 2019-2024), a AD seis, o Chega quatro e o Bloco de Esquerda, o Livre e a Iniciativa Liberal um cada. A CDU ficaria sem representação europeia, tal como o PAN.
Outras sondagens recentes mostram cenários variados:
Sondagem CNN/IPESPE Duplimétrica: PS com 25%, AD com 23%, Chega com 7%
Sondagem ICS/ISCTE para Expresso/SIC: PS com 32%, AD com 26%, Chega com 18%
Sondagem Intercampus para CM: PS com 27,5%, AD com 23,2%, Chega com 10,7%
Sondagem RTP/Antena 1/Público: AD com 31%, PS com 30%, Chega com 15%
Editor: Paulo Querido. Ilustrador: Mário Pires. Etiquetas: Ana Roque. Apoio na pesquisa e filtragem: Cecil. LLM usados: GPT-4 e Claude.
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Ao escrever o seu Tratado Teológico-Político, Spinoza afirma que o seu principal objetivo com esta obra é separar a Filosofia da Teologia. Até então, a Filosofia era serva ou escrava (ancilla) da Teologia, isto é, a razão e o exercício da mesma estiveram condicionados pelos dogmas das diferentes instituições religiosas. A Filosofia estava refém de um conhecimento revelado e desenvolvido dogmaticamente, tido como superior, ao qual a razão devia submeter-se incondicionalmente.
Spinoza esforça-se por libertar a Filosofia desta servidão e deste compromisso teológico. Luta por uma filosofia comprometida somente com a própria razão e com o bem comum do ser humano. Spinoza quer a autonomia da razão, quer a autonomia da Filosofia.
Não discuto a bondade do apoio da U.E. a esta guerra, mas gostaria de pôr em causa a sensatez das suas decisões perante as consequências, sem ser acusado de estar ao lado da Rússia.
Há mais de dez anos que acompanho a guerra civil na Ucrânia e, há mais de dois, a sua escalada após a invasão russa. Já ouvi todos os prognósticos, e demasiados argumentos para justificar a continuação da guerra que devora as juventudes da Ucrânia e da Rússia e os recursos financeiros da UE.
Não me atrevo a discordar das boas razões, mas permitam-me a reflexão, sem anátemas ou insultos, para prosseguir a guerra, arriscando a vida de todos os europeus, o que só é legítimo se essa for a vontade democrática dos europeus, livremente expressa.
Primeiro-ministro destaca-se de todos os outros, com 54% de avaliações positivas. Também está à frente (40%) de Pedro Nuno Santos (28%) na confiança. Principal figura da oposição é André Ventura (43%).
Não há nenhum político português com mais avaliações positivas (54%) do que Luís Montenegro, de acordo com os resultados do primeiro barómetro deste novo ciclo político feito pela Aximage para o DN, JN e TSF. Num outro indicador relevante, o atual primeiro-ministro (40%) bate Pedro Nuno Santos (28%) na confiança para chefiar o governo. Acresce outra má notícia para o líder socialista: os portugueses indicam André Ventura como principal figura da oposição (43%).
Temos um primeiro-ministro em estado de graça neste arranque de mandato: dois meses depois de ter tomado posse, surge com 54% de avaliações positivas e 34% de negativas, o que resulta num “excedente” de 20 pontos.
Por Nate Allen e Nicole Mazurova, 21 de maio de 2024
A utilização das contribuições avaliadas pelas Nações Unidas para apoiar as operações de paz lideradas pela União Africana poderia revitalizar as operações de paz em África.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas adopta por unanimidade a Resolução 2719 sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana. (Foto: UN/Eskinder Debebe)
A Resolução 2719 do Conselho de Segurança das Nações Unidas fornece um quadro para as operações de paz lideradas pela União Africana (UA) acederem ao financiamento da ONU através de contribuições avaliadas. Isto poderia tornar as operações de paz mais eficazes e sustentáveis, ao mesmo tempo que fortaleceria o papel de liderança de África na sua gestão. Foi necessário em parte pelo declínio das operações de manutenção da paz da ONU e pela mudança para missões lideradas por africanos. Embora essas missões tenham tido algum sucesso na resolução de conflitos armados na África, elas geralmente não têm os recursos, as capacidades expedicionárias e a infraestrutura civil das operações de manutenção da paz da ONU. Ao proporcionar às missões lideradas por africanos acesso ao financiamento da ONU, a Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU oferece uma oportunidade para a ONU e a UA inovarem as ferramentas, práticas e parcerias necessárias para enfrentar o conflito armado na África.
Ao permitir que as missões lideradas por africanos tenham acesso ao financiamento da ONU, a Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU oferece uma oportunidade para a ONU e a UA inovarem as ferramentas, práticas e parcerias necessárias para lidar com o conflito armado na África.
Resultado de mais de 15 anos de negociações, a Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU chega em um momento de mudanças e incertezas para as operações de paz na África. A ascensão da militância islâmica e as guerras civis na República Democrática do Congo (RDC), norte de Moçambique, Sahel, Somália e Sudão estão a cobrar o seu preço. A persistência dos conflitos armados, apesar da aspiração da UA de pôr fim a todas as guerras no continente, tem contribuído para um crescente sentimento de desilusão com as operações multilaterais de paz e com a UA. Estas frustrações devem-se, em parte, a uma desconexão entre o que os cidadãos esperam das operações de paz e o que podem trazer como ferramentas eficazes, mas limitadas, para a gestão de conflitos. Este desfasamento reflecte a necessidade de melhores respostas colectivas aos desafios de segurança que África enfrenta.
Informamos que os links anteriormente existentes estão online de novo. Aceitamos sugestões para novos endereços. Qualquer anomalia favor transmitir para vcs.viplano@hotmail.com | As nossas desculpas. Vítor Coelho da Silva, Administrador.
Neste vídeo, mergulhe nas ideias revolucionárias de Baruch Espinosa, que desafiam as concepções tradicionais de divindade, moralidade e liberdade. Descubra como suas visões panteístas e deterministas redefiniram o cenário filosófico do século XVII e continuam a inspirar reflexões profundas sobre a natureza da existência humana. Prepare-se para uma jornada intelectual que desafia o status quo e convida à exploração de novos horizontes filosóficos.
Um metro e meio basta para pôr o mundo arder. Olhem para Elizabeth Taylor. Por esse metro e meio, de uma geografia alcantilada, diga-se, incendiaram-se corações, mentes e corpos. O pobre Richard Burton, que estava a menos de um dedo do 1,80, tinha todos os centímetros em fogo quando via essa pequena Liz. Pior, ainda mais quando a não via.
Liz Taylor não foi caso único. O metro e cinquenta e dois de Joana d’Arc pareceu gigantesco aos franceses guerreiros que queriam expulsar os ingleses invasores. Baixinhas como ela foram Cleópatra e a Rainha Victoria, o que não as impediu de terem o mundo a seus pés.
A Suécia fornecerá aeronaves de vigilância ASC 890 à Ucrânia e lançará o maior pacote de ajuda.
O Ministério da Defesa sueco disse que a aeronave de vigilância oferecerá à Ucrânia “uma capacidade inteiramente nova de reconhecimento de radar aerotransportado e controle de combate contra alvos no ar e no mar”.
Por TIM MARTIN, em 29 de maio de 2024
A Suécia deve fornecer à Ucrânia duas aeronaves aerotransportadas de alerta e controle antecipado ASC 890 (Foto: Ministério da Defesa sueco)
Spinoza e nós é a questão que mais importa, isto é, a atualidade do pensamento de Spinoza para o nosso tempo, para pensar os nossos problemas contemporâneos. O spinozismo como força e instrumento de problematização do contemporâneo.
Por isso, Deleuze, no seu livro Spinoza: Filosofia Prática, dedica o último capítulo a este tema.
Mas este é o tema que sempre se renova e nunca cessa. É a questão aglutinadora de todo o Spinozismo contemporâneo, na política, na religião, nas artes, na psicologia, etc.
Nós também como contemporâneos de problemas de Spinoza, que ainda se colocam, que apesar das diferenças continuam os mesmos. Como passar da servidão à liberdade? Como construir uma vida feliz? Como pensar a religião na sociedade? Como organizar o coletivo em ordem à segurança e estabilidade? Como equacionar as liberdades individuais com a sustentabilidade do coletivo? Quais são os sistemas de servidão que nos ameaçam hoje?
Estas são algumas das questões desta grande temática que é o Spinoza e nós. A elas se dedicaram pensadores como Deleuze, Guattari, Foucault, Negri e tantos outros que sabem que o Spinozismo está vivo.
Permissão de uso de armas dos EUA contra a Rússia é perigosa: “Estão a fazer escalar imprudentemente a guerra, rumo à conflagração global”
Deverá tratar-se de uma medida contida, mas pode levar Moscovo a retaliar: face à possibilidade de grande avanço russo na Ucrânia neste verão, Joe Biden acedeu a que a Ucrânia use mísseis americanos contra alvos em território russo. Os analistas temem que não só seja difícil vigiar os ataques que Kiev fará como controlar os danos que causem. Uma escalada nuclear é o que se segue, defendem vários investigadores
Até agora Joe Biden recusava-se a permitir que a Ucrânia utilizasse armas produzidas nos Estados Unidos fora das fronteiras ucranianas, independentemente de qual fosse a “provocação”. Alegava que qualquer ataque ao território russo violaria o seu objetivo de “evitar a III Guerra Mundial”.
This iconic photograph is still considered one of the most-terrifying space photographs to date. Astronaut Bruce McCandless II became the first human being to do a spacewalk without a safety tether linked to a spacecraft. In 1984, he floated completely untethered in space with nothing but his Manned Maneuvering Unit keeping him alive.
Paul McCartney, um dos pilares criativos dos Beatles, encontrou a inspiração para “Let It Be” em um momento de tranquilidade onírica que iluminou sua mente em um período de turbulência
Naquele sonho, McCartney viu sua falecida mãe, Mary, que havia morrido quando ele tinha apenas 14 anos. Ela apareceu a ele em uma visão serena, irradiando uma calma celestial que penetrou em seu coração inquieto. Com um sorriso gentil e olhos cheios de sabedoria, Mary disse-lhe: “It will be all right, just let it be.” Essas palavras simples, mas profundamente reconfortantes, tocaram uma corda em McCartney, oferecendo-lhe uma sensação de alívio e clareza em meio ao caos.
Provável “ataque/infiltração” informático/a fez desaparecer do Blog Das Culturas as listas de endereços da coluna à esquerda. No total de 324 URLs. Do facto pedimos desculpa aos leitores do blog e aos detentores desses Sites e/ou Blogs, que com todo o gosto publicamos e continuaremos a publicar. A sua recolocação foi começada e em breve ficará completa. As nossas desculpas.
Gilles Deleuze, para além dos dois livros que dedicou a Spinoza, lecionou na Universidade de Vincennes – Paris VIII, entre 1978 e 1981, um curso dedicado a este filósofo. As aulas são magistrais, coloquiais e didáticas. Deleuze conduz-nos pelos principais temas e conceitos da filosofia de Spinoza numa interseção contínua e original com a história da Filosofia.
Sem dúvida que estas aulas constituem uma grande introdução ao pensamento de Spinoza, uma das melhores, através de uma das mentes mais preparadas no século XX para o atualizar e explicar. Estas aulas foram em grande parte gravadas e registadas.
Contudo, foram ainda poucas as editoras que se deram ao trabalho de publicar a sua transcrição. A editora Cactus (Argentina) apresenta uma bela edição em língua espanhola. Esta editora publicou também os outros cursos lecionados por Deleuze, bem como grande parte da sua obra.
Já vai na 3ª edição. Tem 542 pp. E reproduz as lições de 1980-81.
Para os interessados no pensamento de Spinoza e de Deleuze ou do Deleuze-Spinoza, como é o meu caso, este é um livro que tanto complementa os outros dois, como tão bem os introduz.
Numa intervenção que fiz há pouco na CNN Portugal, chamei a atenção para alguns aspectos da guerra na Ucrânia que, em minha opinião, têm sido pouco sublinhados. Vou desenvolvê-los aqui.
O primeiro é dizer, com todas as letras, que a NATO não está em guerra com a Rússia. Isto não é uma “technicality”, é uma realidade. E, que eu saiba, também nenhum Estado membro da NATO, muito menos Portugal, está em guerra com a Rússia. Se outro país NATO se considerar como tal, tem de avisar, porque, nesse caso, todos os restantes Estados devem avaliar se são obrigados a mostrarem-se solidários com esse eventual estado de guerra.
Em seu novo livro, a autora reúne textos que primam pela sensibilidade e pela emoção
I Se para o professor Massaud Moisés (1928-2018) “a crônica oscila entre a reportagem e a literatura, entre o relato impessoal, frio e descolorido de um acontecimento trivial, e a recriação do cotidiano por meio da fantasia”, como se lê em Acriaçãoliterária – prosaII (São Paulo, Editora Cultrix, 2015, p.105), o livro Manacá (Guaratinguetá-SP, Editora Penalux, 2021), de Raquel Naveira (1957), não só preenche todos esses requisitos como vai além. Reúne crônicas que se avizinham da poesia, reconstituin do passagens e experiências de uma vida multifacetada, sem perder o lirismo que é a qualidade inata de todo grande poeta. E que a colocam entre os melhores prosadores da literatura brasileira de hoje.
“… A Esperança de que falo vê e inventa mulheres e homens que anonimamente acendem a alegria nos gestos quotidianos mais simples, na voz humana, nas mãos jovens ou nodosas, brancas, negras ou amarelas que se apertam. As segregações explodem, mas somos cada vez mais mestiços, mais humanos. A Esperança de que falo desemboca em multidões na rua larga em defesa da dignidade, e das liberdades conquistadas em séculos de invenção, de luta e de sangue. A Esperança de que falo amanhece com um sorriso nos lábios.
Excerto retirado da nota do autor do livro Crónicas e Discursos, de António Borges Coelho
António Borges Coelho nasceu em Murça, Trás-os-Montes, em 1928. Professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, dedica-se à investigação no campo da História desde 1957. Tem em curso a edição de «Uma História de Portugal». A sua bibliografia inclui poesia, ficção, ensaio e teatro.
Os dirigentes europeus, de um e do outro lado da cortina de ferro, apostaram na dissuasão, porque sabiam que uma guerra quente entre os dois blocos levaria ao extermínio. Falava-se então na Destruição Mútua Assegurada (MAD, Mutual Assured Destruction), um conceito que parece ter sido esquecido pelos atuais líderes do Velho Continente. Pelo menos, é isso que podemos deduzir do discurso desta nova geração de dirigentes que não viveu o flagelo da guerra.
Foi graças à dissuasão e à MAD, que os dois arqui-inimigos coexistiram pacificamente durante mais de quatro décadas. As grandes potências – EUA e URSS – optaram por se confrontar noutras latitudes, noutros teatros de operações, através de guerras por procuração, afastadas dos seus territórios. Os afegãos, os vietnamitas e outros povos de África saberão certamente do que falo.
Os debates da integração europeia vão bem além de ser pró ou contra a Europa. Uma agenda soberanista passa por boas políticas em áreas como transportes, uso de solos, energia e produção alimentar
No âmbito das eleições europeias, a CDU organizou uma sessão pública sobre a economia portuguesa na União Europeia. Num painel que maioritariamente partilhou o diagnóstico que o processo integração europeia, e em especial o Euro, foram danosos para o desenvolvimento nacional, foi possível encontrar discordâncias sobre a capacidade de transformar a economia nacional dentro destes constrangimentos. Ricardo Paes Mamede e Paulo Coimbra, ambos economistas e autores do blogue Ladrões de Bicicletas, representaram os polos opostos.
O Meu Corpo Humano, de Maria do Rosário Pedreira, uma das grandes vozes da poesia portuguesa, foi anunciado pelo Município de Oeiras como vencedor da 2.ª edição do Prémio de Poesia de Oeiras – Homenagem a Alda Lara, na categoria de Consagração. Esta é mais uma distinção para a obra que marcou o regresso de Maria do Rosário Pedreira à poesia, depois de alguns anos de silêncio. Em fevereiro de 2023, O Meu Corpo Humano conquistou também o Prémio Literário Casino da Póvoa, conhecido como Prémio das Correntes d’Escritas.
Os sumérios foram um dos primeiros povos a desenvolver uma forma de escrita, chamada de escrita cuneiforme. Essa escrita consistia em símbolos feitos com um instrumento em forma de cunha sobre tábuas de argila.
A escrita cuneiforme era usada para registrar atividades administrativas, comerciais, religiosas, literárias e científicas dos sumérios. A escrita cuneiforme também influenciou outras línguas e culturas da Mesopotâmia, como os acádios, os babilônios e os assírios.
A importância dos sumérios para a escrita é que eles foram os pioneiros em transformar o som da fala em símbolos, criando assim um sistema de comunicação que podia ser transmitido e preservado ao longo do tempo. A escrita cuneiforme permitiu aos sumérios registrar e divulgar seus conhecimentos, suas leis, seus poemas, seus mitos e sua história.
A escrita cuneiforme também facilitou o desenvolvimento da matemática, da astronomia, da medicina e da arquitetura dos sumérios. A escrita cuneiforme é considerada uma das maiores invenções da humanidade, pois abriu as portas para a civilização e a cultura.
Spinoza tem um projeto teológico e um projeto Ético. Um repousa sobre o outro, um conduz ao outro. O projeto teológico de Spinoza é de uma teologia radical, que é delineada no Tratado Teológico-Político, mas é, sobretudo, na Ética que é apresentado com toda a sua potência. É uma teologia do terceiro género.
Da mesma forma que a teologia radical de Spinoza procura suplantar as teologias do primeiro género, teologias do medo e da esperança, assim também a ética spinozana procura suplantar uma moral do bem e do mal, rumo a uma etologia humana.
Foi Eduard Bernstein (1850-1932) quem melhor leu criticamente a obra de Karl Marx, uma vez que acompanhou diretamente o percurso intelectual do autor alemão, sendo também muito próximo de Friedrich Engels, de quem, aliás, foi testamenteiro. Estudioso dos economistas marginalistas, demonstrou com clareza as limitações da conceção de David Ricardo sobre o valor dos bens, corrigindo a dialética de Hegel, com recusa do determinismo e da ideia do capitalismo como fase transitória, antes de um final comunista. Por outro lado, libertou-se do utopismo de Saint Simon, com a distinção de ociosos e laboriosos, pondo a tónica na afirmação essencial do movimento e não do objetivo. Ou seja, o fundamental seria a ideia de reforma gradual associada ao respeito pela liberdade expressa na legitimidade do voto dos cidadãos e na mediação das instituições.
Gilles Deleuze fala-nos da possibilidade de uma dupla leitura na obra de Spinoza. A primeira é a leitura sistemática, que procura a ideia de conjunto do seu pensamento. A outra, a leitura afetiva, que sem procurar uma ideia de conjunto, detém-se num ou noutro detalhe da sua vida e do seu pensamento.
Elas são complementares. Esta possibilidade, particularmente a afetiva, faz com que Spinoza seja um filósofo tão apreciado entre os não-filósofos, fazendo dele um filósofo peculiar. Iremos encontrar muitos admiradores de Spinoza no mundo da literatura, da música, da arte, etc. Spinozistas não-filósofos, que admiram a sua vida e pensamento, aplicam-no, na medida da sua compreensão, à vida e ao trabalho que fazem.
O sucesso de alguns livros faz não raro eclipsar o conhecimento de livros mais antigos que os inspiraram. Assim, muitos talvez desconheçam que o famoso romance 1984 de George Orwell foi inspirado por Nós do escritor russo Evgueni Zamiatine. Ou, se recuarmos mais no tempo, verificamos que o mesmo sucedeu com Os Cadernos de Malte Laurids Brigge de Rainer Maria Rilke que muito devem à admiração do autor pelo romance Niels Lyhne do dinamarquês Jens Peter Jacobsen. Em Portugal, também se estabeleceu em certos círculos a ideia de que O Crime do Padre Amaro de Eça de Queiroz seria tributário do romance La faute de l´Abbé Mouret de Émile Zola, sendo que o nosso Eça refutou essa alegação, afirmando que o seu livro até era anterior ao livro de Zola. Parece que, a bem da verdade, serão do mesmo ano (1875). Porém, infelizmente para nós e malgrado a indiscutível qualidade literária do nosso grande escritor, Eça de Queiroz nunca foi tão conhecido extra-muros como o conceituado escritor francês.
Quando o abade cego pergunta ao investigador William de Baskerville: ′′Que almejam verdadeiramente?”
Baskerville responde: ′′ Eu quero o livro grego, aquele que, segundo vocês, nunca foi escrito. Um livro que só trata de comédia, que odeiam tanto quanto risos.
Provavelmente é o único exemplar conservado de um livro de poesia de Aristóteles. Existem muitos livros que tratam de comédia. Por que esse livro é precisamente tão perigoso?”
O abade responde: ′′ Porque é de Aristóteles e vai fazer rir “.
Baskerville replica: ′′ O que há de perturbador no fato de os homens poderem rir?”
O abade: ′′O riso mata o medo, e SEM MEDO NÃO PODE HAVER FÉ. Aquele que não teme o demónio não precisa de Deus”.
Um incrível trecho de “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco!
“A literatura não tem uma função. É um efeito do que somos de mais misterioso, de mais enigmático e ao mesmo tempo de mais ambicioso. Penso que, de todas as artes, a que revela o que a Humanidade é de mais profundo e absoluto é a música.A literatura é uma música um tom abaixo. Não se explica, não é da ordem do conceito como a filosofia. É natural que os homens reservem à literatura a sua maior atenção. A literatura é o nosso discurso fantasmático, absoluto. Todas as culturas se definem pela relação com o seu próprio imaginário. A encarnação dele é a literatura.”
— EDUARDO LOURENÇO (São Pedro de Rio Seco, Almeida, 23 de Maio de 1923 – Lisboa, 1 de Dezembro de 2020), pensador, professor e ensaísta, em entrevista ao Público, de 31 de Julho de 2017, na íntegra em bit.ly/2SoqVKY, se for assinante.
Silas Corrêa Leite, em “Ensaios Gerais”, reúne resenhas e breves ensaios que valorizam os autores nacionais
I
O romancista, contista, poeta e ensaísta Silas Corrêa Leite acaba de reunir em livro resenhas, críticas literárias, artigos e breves ensaios publicados nas duas últimas décadas em jornais, revistas e sites, direcionados especialmente às obras de autores brasileiros, entre os que já fazem parte da história da literatura nacional e outros, mais jovens, que ainda buscam o reconhecimento da crítica e dos historiadores, sem deixar de analisar também alguns clássicos da literatura mundial. O resultado está em EnsaiosGerais: compêndiodecríticaslítero–culturais, lançado pela Caravana Grupo Editorial, de Belo Horizonte, editora que, em seu início, chamava-se Sangre Editorial e produzia apenas formatos artesanais, costurados manualmente, em sua oficina de Buenos Aires.
Antoine de Saint-Exupéry est connu pour avoir été un pionnier de l’aviation et un célèbre écrivain. Mais une partie de sa vie est moins connue : son histoire de guerre. Pourtant, c’est sans doute la partie la plus importante de son existence. Car c’est en plein cœur de la Seconde Guerre mondiale, que Saint-Exupéry va se battre pour la France et la Liberté. Et c’est en 1943, alors en plein exil à New York, qu’il va donner naissance à son chef d’œuvre : Le Petit Prince. Et surtout, c’est le 31 juillet 1944, en pleine mission de reconnaissance aérienne, qu’il va mystérieusement disparaître à bord de son avion. Pendant plus de 50 ans, son avion restera introuvable… Jusqu’à un certain 7 septembre 1998 et la découverte miraculeuse d’un indice par un pêcheur marseillais ! Merci à toute l’équipe qui a participé à la préparation de cet épisode.
É um dos livros mais aguardados do ano. A Contraponto publica a 20 de junho, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões, de Isabel Rio Novo, uma das mais reconhecidas romancistas portuguesas da atualidade e autora da muito elogiada biografia de Agustina Bessa-Luís (Contraponto, 2019).
500 anos depois do nascimento de Camões, Isabel Rio Novo aventura-se a navegar pela vida do poeta e dá a conhecer o homem por detrás do mito.
Fruto de um trabalho de cinco anos, que obrigou a autora a mergulhar a fundo em todas as biografias antigas e recentes, na pesquisa de fontes conhecidas e na reunião de informação que estava dispersa, bem como a fazer viagens a Goa e a Moçambique, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte é um avanço decisivo no conhecimento do homem e do poeta. Reconstitui a época para reerguer o indivíduo, revelar aspetos escondidos durante séculos e restituir a história de uma personalidade extraordinária.
O filósofo holandês Baruch de Espinosa parte do imanentismo e do princípio da unidade substancial para chegar a uma concepção de Deus, sendo que este então seria, por sua vez, também imanente e detentor do título de única substância. Desse modo, a intenção primordial de nossa comunicação é analisar como se dá a relação entre estes conceitos, no caso, imanentismo, Deus e substância, como se definem e se situam ao longo da Ética de Espinosa. Para isso, também analisaremos conceitos que agregam conhecimentos básicos para nosso propósito, principalmente as definições de atributo e modo, sendo estes partes fundamentais constituintes da definição de substância e consequentemente, parte vital para a realização de nossa intenção. Assim, através desse percurso, é possível chegarmos à conclusão sobre a definição do Deus espinosista, ou seja, de um Deus que é imanente e única substância existente, a partir da qual todo o mundo existe e por ela é determinado a existir.
Marilena Chaui- Na verdade, Spinoza não é um panteísta. O panteísmo afirma que tudo (pan) é deus (théos), mas não é isso o que diz Spinoza. O que ele demonstra é que tudo o que existe, existe em Deus e sem Deus nada pode ser nem ser concebido, e que Deus é causa eficiente imanente de todas as coisas.
Ora, essas demonstrações têm como fundamento o primeiro axioma da Ética, que enuncia que “tudo o que é, ou é em si e concebido por si ou é em outro e concebido por meio de outro”, evidenciando, assim, a diferença ontológica entre duas maneiras de ser.
Não nos esqueçamos também que na Parte I da Ética, Spinoza demonstra que no mesmo sentido em que se diz que Deus é causa de si deve-se dizer que Ele é causa de todas as coisas e, na Parte II, demonstra que a essência de Deus não pertence à essência das coisas singulares, e sim as constitui.
Haveria panteísmo se, na Parte I, Spinoza houvesse dito que Deus é todas as coisas singulares, mas ele demonstra que Deus é causa eficiente imanente de todas elas; e se ele tivesse demonstrado, na Parte II, que a essência de Deus pertence à essência de todas coisas singulares, mas ele demonstra exatamente o contrário, ao demonstrar que a essência de Deus não pertence às essências das coisas singulares justamente porque ela as causa, isto é, as constitui.
Spinoza parte de um conceito muito preciso, o de Substância, isto é, de um ser que existe em si e por si, que pode ser concebido em si e por si e sem o qual nada existe nem pode ser concebido.
D. Antónia Adelaide Ferreira, (Godim, Peso da Régua, 4 de Julho de 1811 — Godim, Peso da Régua, 26 de Março de 1896), mais conhecida por Ferreirinha, foi uma empresária portuguesa do século XIX.
Ficou conhecida por se dedicar ao cultivo do Vinho do Porto e pelas notáveis inovações que introduziu. A sua família era muito abastada, possuía muito dinheiro e vinhas. O pai, José Bernardo Ferreira casou-a com um primo, mas este não se interessou pela cultura da família e esbanjou grande parte da fortuna.
D. Antónia teve dois filhos: uma menina, Maria de Assunção, mais tarde Condessa de Azambuja, e um rapaz, António Bernardo Ferreira,.
De 24 a 26 de maio há Walking Festival no concelho de Alcanena (freguesia de Moitas Venda). E nós vamos lá estar!
Numa caminhada com cariz interpretativo, a Maria João vai dar a conhecer os aspetos mais relevantes da morfologia do Cabeço de Santa Marta e das suas imediações. Conhecido como um excelente miradouro natural da região, o Cabeço de Santa Marta resulta de fenómenos geológico que enrugaram esta paisagem e que resultaram na sua elevação para os 415 metros! Vamos conhecer o património geológico associado a este local?
Quinhentos anos depois, a musicalidade do nosso maior poeta, cuja data de nascimento se supõe ter sido em 1524, continua a ecoar nos nossos ouvidos. É de Luís Vaz de Camões o verso «Amor é fogo que arde sem se ver» ou o não menos conhecido «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades», e isto apenas para citar alguns dos inúmeros exemplos com que o autor de Os Lusíadas, o texto mais célebre da literatura portuguesa, se confunde com a identidade nacional.
«O que impressiona acima de tudo na poesia de Camões é a profundidade da sua cultura, das suas leituras: daquilo a que os romanos chamariam a sua doctrina. Se há poeta doctus na história da literatura que possa ser posto ao lado de Vergílio e de Horácio, esse poeta é Camões», escreve Fre derico Lourenço na introdução de Camões. Uma Antologia, uma coletânea de alguns dos melhores textos do maior autor da língua portuguesa, que a Quetzal faz chegar às livrarias a 29 de maio. «Para as pessoas que gostariam de ler Camões, mas não sabem por onde começar, propõe-se aqui um ponto de partida.»
Na sua produção épica e lírica, Camões criou um universo único, cujos encantos e mistérios despertam há séculos a paixão de leitores e estudiosos. Esta antologia dá a ler as passagens mais brilhantes de Os Lusíadas e das Rimas, com um comen tário ao mesmo tempo acessível, erudito e ousado de um dos maiores conhece dores da sua obra. Frederico Lourenço dedica-se aqui a explorar, com elementos novos, a velha questão da presença clássica na obra camoniana, não deixando de enfrentar o problema de como lê-la à luz das mentalidades contemporâneas.
A sessão de lançamento de Camões. Uma Antologia decorre a 10 de junho, às 17h00, na Feira do Livro de Lisboa.
Nota de imprensa disponível aqui. Capa do livro nesta ligação.