A tradução realizada por tradutora-intérprete do nível internacional, professora do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Valdes Zenenko, especialmente para a Agência para o Desenvolvimento de Cooperação Bilateral Rússia-Brasil.
CONTACT 56 | Guerre en Ukraine: le narratif s’effondre – Jacques Baud (par Stéphan Bureau)
Fallait-il attendre deux ans et compter les morts par centaines de milliers pour réaliser que la Russie n’allait pas perdre la guerre en Ukraine ? Un constat qui confinait tous ceux qui avaient l’audace de le faire au rôle d’apologiste de Vladimir Poutine. Dans cette perspective, la lecture du réel s’est vite transformée en discours de propagande. La fiche Wikipédia de notre invité, Jacques Baud, ne laisse d’ailleurs pas de place au doute, nous serions en face d’un personnage à la solde de Moscou ! Jacques Baud n’aurait-il pas plutôt annoncé et répété très tôt une vérité que personne ne voulait entendre à l’ouest? Baud a travaillé pour le renseignement stratégique suisse, ancien chef de la doctrine des opérations de la paix de l’ONU, il a aussi collaboré à des programmes de l’OTAN en Ukraine. Selon lui, « la cause ukrainienne est perdue », « Zelensky a fait un pacte avec le diable. » La guerre n’est entretenue par l’Occident que dans l’espoir secret d’affaiblir Moscou. Jacques Baud est l’auteur de plusieurs livres sur le conflit en Ukraine, son plus récent, L’art de la guerre russe est sorti en janvier 2024 aux éditions Max Milo.
Eliezer and Rebecca at the Well, Nicolas Poussin, 1648
A surprised Rebecca listens as Abraham’s servant makes his proposal

ORIGEM DO POVO GREGO | in Estudos Históricos

A origem dos gregos é um tema que envolve mitos e verdades, pois não há uma única resposta definitiva sobre como esse povo se formou e se desenvolveu. Os gregos antigos não se consideravam um povo unificado, mas sim um conjunto de cidades-Estados independentes, que compartilhavam uma língua, uma religião e uma cultura comuns. No entanto, eles também tinham diferenças políticas, sociais e econômicas entre si, e muitas vezes entravam em conflito pelo domínio de territórios e recursos.
Segundo a mitologia grega, os primeiros habitantes da Grécia foram os titãs, seres gigantescos que governavam o mundo antes dos deuses olímpicos. Os titãs foram derrotados por Zeus e seus irmãos, que passaram a reinar no Olimpo. Os deuses, então, criaram os homens à sua imagem e semelhança, e os ensinaram as artes, as ciências e as leis. Os gregos se consideravam descendentes dos deuses, e atribuíam a eles a origem de suas cidades, de seus heróis e de seus costumes.
Continuar a lerPepe Escobar analisa confronto OTAN-Rússia 9 Fevereiro 2024
Neste episódio do podcast focamos na guerra de procuração entre a Rússia e a OTAN no território da Ucrânia, comparando opiniões de cientistas políticos de vários países.
Um olhar belo | Autor desconhecido

Janine Jansen | Mendelssohn Violin Concerto in E minor, Op. 64
O amor que nunca teve fim | FOTOS E VÍDEOS ANTIGOS in Facebook

O ator que mais doou dinheiro para causas humanitárias na história é Paul Newman.
Doou entre 150 e 175 milhões só até a década de oitenta, e quem sabe quanto doou até o fim da vida. Ele tinha sua própria marca de produtos alimentícios, “Newman’s Own”, que apresentava principalmente molhos para espaguete e molhos para salada. Ao longo dos anos, a empresa obteve lucros de mais de 100 milhões de dólares e doou todo o dinheiro para diversas instituições de caridade. O interessante sobre ele é que o personagem Lanterna Verde foi criado em sua homenagem quando ele tinha 34 anos e que em 1979, aos 54 anos, ficou em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans, a mais antiga corrida de carros esportivos.
Porém, o que mais o fascina é que durante 55 anos esteve apaixonado por uma mulher, a atriz Joanna Woodward. Exatamente 50 anos eles estavam casados, até sua morte, Joan ainda está viva. Eles têm três filhas. Eles se apaixonaram no set do filme “Long Hot Summer”. Ele teve um casamento que não durou, foi infeliz e não se sentia atraente mesmo sendo considerado um símbolo sexual, até conhecer Joan. Ele também brilhou em sua profissão. Ambos ganharam um Oscar.
“Uma vez perguntei a um motorista de Hollywood quem era seu cliente favorito e ele imediatamente disse: “Paul Newman foi muito legal. Ele me questionou sobre minha vida, e sua esposa Joan estava com ele. O cara tinha 80 anos e a beijava o tempo todo. Ele a abraçaria, eles se beijariam e ririam. Inacreditável!” — disse o jovem ator Ansel Elgort.
A filha deles, Melissa, encontrou no sótão de sua casa uma pilha de cartas que seu pai havia escrito para sua mãe há mais de 50 anos. Ela publicou alguns deles em suas memórias. Os dois até tinham sua própria cabana de “amor”.
🧔🏼👩🏼❤️🌎
Texto copiado de outra postagem, no grupo COISAS ANTIGAS.
Programa Eleitoral do PCP 2024 | Política patriótica e de esquerda – Soluções para um Portugal com futuro

A política alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao País, com as soluções para esse Portugal com futuro, encontra na Constituição nascida com Abril e nos direitos e projecto que consagra a referência que alarga a muitos democratas e patriotas o imperativo de acção para essa luta comum.
O Abril da liberdade e da democracia, de avanço e conquista que tem no PCP o elemento mais decisivo de realização plena. O Programa Eleitoral que agora se apresenta ao povo e ao País tem o valor da proposta mas vale sobretudo pelo projecto que transporta como nenhum outro, para mudar de política, dar vida e retomar Abril.
Programa e Projeto que afirmam a CDU como a força dos Valores de Abril e apontam os Valores de Abril ao futuro de Portugal.
Programa do LIVRE às Eleições Legislativas de 2024

Perante o medo, a esperança. Poucas eleições terão sido tão importantes como estas legislativas de 2024, onde se define o futuro de Portugal. No ano em que celebramos os 50 anos da nossa democracia, o país está colocado perante uma escolha clara. De um lado, quem nos quer devolver a um passado que julgávamos distante; do outro, quem quer construir mais 50 anos de reforço democrático.
O LIVRE sabe que futuro quer para o país e sabe que esse fu uro é possível: um Portugal com um novo modelo de desenvolvimento de alto valor acrescentado e base ado no conhecimento e na cooperação, e onde esse valor se traduza numa repartição de rendimento e de tempo mais justa e equitativa entre todas as pessoas. E esse futuro, um futuro da esperança, é possível e pode e deve ser construído agora, com todas as pessoas e todas as forças progressistas que se revêem numa sociedade ecologista, justa, libertária e universalista.
Programa eleitoral do Bloco de Esquerda Legislativas 2024

Fazer o que nunca foi feito
- O Governo de maioria absoluta do PS caiu por responsabilidade própria.
A instabilidade governativa e a promiscuidade entre a gestão pública e os
interesses privados são apenas parte do processo de degradação política.
Uma vez alcançado o objetivo da maioria absoluta, o Governo enredou-se
na sua incapacidade de resposta aos problemas do país e agravou a crise
social em questões determinantes para a vida de quem trabalha. - Convocadas as eleições para 10 de março, todas as perguntas apontam
para o dia seguinte: quem responde aos bloqueios nos salários, na saúde,
na habitação, nas escolas, no ambiente? Que maioria se pode formar?
Que medidas concretas poderão sustentar essa maioria? Estas perguntas
devem ter resposta. A clareza sobre o dia seguinte é uma condição da es
colha informada e uma exigência normal da democracia. O Bloco assume
as suas responsabilidades. - Portugal precisa de soluções para os problemas criados, mantidos ou
agravados pela maioria absoluta. Apresentado o seu programa, o Bloco
assume o compromisso da negociação de um acordo de maioria para um
programa de governo que faça o que nunca foi feito. O voto no Bloco ga
rante que haverá em Portugal uma maioria comprometida com soluções
de esquerda. - A mera soma de deputados não faz uma maioria estável. Essa esta
bilidade deverá resultar de políticas concretas, que invertam e corrijam
as escolhas da maioria absoluta em áreas prioritárias. Alguns elementos
dessas políticas são os seguintes, que estão no centro do programa do
Bloco
O segredo de Espinosa | por Paulo Rezzutti
Ele foi um dos filósofos mais importantes do período barroco. Suas ideias eram tão revolucionárias que ele foi perseguido tanto por católicos quanto por judeus. Mas isso não adiantou, a sua filosofia acabou influenciando até pensadores do século 20. Tudo isso sem nunca ter ensinado numa universidade, porque ele não queria perder a independência de seu pensamento.
CNV = COMUNICAÇÃO-NÃO VIOLENTA MARSHALL B. ROSENBERG

CNV = COMUNICAÇÃO-NÃO VIOLENTA
CNV : uma forma de comunicação que nos leva a contribuir do fundo do coração.
Percebemos as relações numa perspectiva nova quando usamos a CNV para captar, em nós e nos outros, as necessidades mais profundas.
Pela ênfase dada ao conhecimento profundo – o nosso e o dos outros -, a CNV promove o respeito, a atenção e a empatia, e gera o desejo mútuo de contribuir do fundo do coração.
MARSHALL B. ROSENBERG
Exclusive: Tucker Carlson Interviews Vladimir Putin | Tucker interviews Vladimir Putin in Moscow, Russia. February 6th, 2024.
TÓPICOS DA IMPRENSA | 09-02-2024 | VCS

1 – Carneiro passa a bola a Pedro Nuno: “É o tempo de os partidos assumirem compromissos”.
Ministro José Luís Carneiro reconhece que Finanças impediram resolução mais rápida do problema das carreiras e aponta uma receita: sentar à mesa cinco ministérios, sem esquecer as Finanças. | in Jornal Expresso
2 – O presidente russo, Vladimir Putin, afastou a possibilidade de invadir a Polónia ou a Letónia, durante uma entrevista ao apresentador norte-americano Tucker Carlson, divulgada na quinta-feira, uma vez que a Federação Russa “não tem interesses” nesses Estados.© Tucker Carlson Network, Reuters
Londres | Hyde Park | My 2nd city | VCS

Parabéns, Mariana | por Francisco Louçã

A Mariana concluiu esta semana a sua prova de doutoramento em economia na Universidade de Londres. Não há muitas pessoas que, tendo o trabalho intensissimo do parlamento ou noutra profissão ou função, tenham a capacidade de trabalho que permite escrever uma tese e para a levar ao juri numa universidade internacional de referência.
Parabéns, Mariana.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Louçã | 25 Abril 2019
Cyd Charisse | American dancer and actress


Como eu vejo as coisas | Francisco Seixas da Costa

Os debates, numa eleição com algumas caras novas na linha da frente, podem vir a ter alguma importância. Mas só alguma. Pressente-se que a esmagadora maioria dos eleitores já sabe bem em que “lado” vai votar.
Alguns, da brigada azeda e biliosa tentada pelo “é preciso dar cabo disto tudo!”, ainda estarão algo hesitantes entre o Chega ou o reforço do seu PSD de sempre, o único que sabem que pode oferecer-lhes o governo. Do outro lado do espetro, há quem hesite em renovar o voto no PS. Uns porque se sentem tentados a dar uma oportunidade ao Livre ou à nova liderança do Bloco. Outros, de um setor mais dado à prudência, é gente que ainda não percebeu bem se o novo líder pretende deslocar o partido do lugar onde tem estado e que, no fundo, lhes dava algum conforto.
Continuar a lerO Futuro Existe, mas é necessário moldá-lo, por Carlos Matos Gomes
Esta seria uma boa altura para separar as águas entre os que propõem um futuro e os que propõem um passado. Para distinguirmos o que, embrulhado em assuntos de mercearia e mexericos, faz parecer que todos são iguais. Os democratas deviam falar do futuro e deixar os neonazis – que é do que se trata quando os enxaguamos como populistas – a falar do regresso ao passado.

A propósito do que dizem os profetas no advento da época de peditório para recolha das boas vontades do povo. Comecemos por separar os profetas em duas classes, a dos que acreditam que o presente é um futuro que existe, porque vai existir e é racional preparamo-nos para ele, pensando e agindo; e a dos que amaldiçoam e denigrem o presente, propagandeando que o futuro é uma corrupção do passado e propondo que não raciocinemos, que acreditemos.
É vital para o futuro que os distingamos no que é essencial.
Continuar a lerEsperarei por ti | por Maria Isabel Fidalgo

Esperarei por ti até que a voz se cale
e a noite tenha a graça divina das estrelas.
São poemas com vida as esperas
se o canto desbrava o cacimbo
e a transparência da harmonia
é um percurso afinado de cigarras
a embelezar o que resta de mundo.
Canta e eleva o destino da música
esse farol de deleite desnudado
onde Deus pode ressuscitar sem que haja morte.
—
Retrato/Pintura de Maria Isabel Fidalgo, de Autor desconhecido
O Neandertal em Nós | Revelando o último mistério de nossa origem
Dizia-se que ele era o ‘Primeiro Europeu’, nosso irmão místico da era do gelo. Ninguém sabe exatamente por que ele desapareceu há 30.000 anos. Foi em 1856 que os primeiros ossos deste homem pré-histórico foram descobertos na Alemanha. Desde aquela época, o Neandertal está cercado de mistério. Quanto dele ainda existe dentro de nós? Por mais de 13 anos, cientistas do Instituto Max-Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig têm trabalhado na decifração do genoma Neandertal. Direção: Tamara Spitzing, Jörg Müllner
Ah o crepúsculo, o cair da noite, o acender das luzes nas grandes cidades | Álvaro de Campos

E a mão de mistério que abafa o bulício
E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe
Para uma sensação exacta e precisa e activa da Vida!
Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios
E que misterioso o fundo unânime das ruas.
Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde., ó Mestre.
Ó do ” Sentimento de um Ocidental” !
Que inquietação profunda, que desejo de outras coisas.
Que nem são países, nem momentos, nem vidas.
Que desejo talvez de outros modos de estados de alma
Humedece interiormente o instante lento e longínquo !
Um horror sonâmbulo entre luzes que se acendem.
Um pavor terno e liquido, encostado às esquinas
Como um mendigo de sensações impossíveis
Que não sabe quem lhas possa dar…
Álvaro de Campos | (Desenho de Júlio Pomar)
Um povo que fez o que fizemos, tem o dever moral de continuar | in Fogo Preso | Miguel Torga
«(…) Um povo que fez o que fizemos, tem o dever moral de continuar. Não na esteira desfeita das percorridas rotas do passado, mas à proa das imaginosas velas do futuro. Um povo com os oitocentos anos de memória ancestral onde identifica a sua cultura não pode desmemoriar-se numa hora aziaga de confusão e de irreflexão. Que seja a voz transmontana, na sua rude sinceridade, a dar alento ao resto do país. A voz sã, animosa e tenaz de quem nunca soube desesperar. A voz de quem, contra todas as pragas e adversidades, foi sempre capaz de erguer a enxadão olimpos naturais neste chão do extremo Ocidente, e deles repartir, pelos cinco continentes, gotas de um vinho generoso e luminoso como um sol de esperança.»
Retirado do Facebook | Mural de Maria José Diegues

TÓPICOS DA IMPRENSA | 06-02-2024 | VCS

1 – “Os partidos têm de respeitar a vontade do povo”: Adalberto Campos Fernandes defende que o PS deve viabilizar governo da AD nos Açores.
Adalberto Campos Fernandes considera que o PS deve viabilizar o governo da AD, tendo em conta os resultados das legislativas nos Açores, posicionando-se assim do lado dos socialistas que entendem que o governo de José Manuel Bolieiro deve governar em minoria relativa. “Não tenho a menor dúvida de que há apenas uma força política em condições de formar governo” nos Açores, defende o socialista, acrescentando que “faz todo o sentido” dar a vitória à coligação PSD/CDS-PP/PPM. | In CNN Portugal ( ver podcast ) |
COMO A REVOLUÇÃO FRANCESA MUDOU O MUNDO – Nostalgia História
QUEM TEM MEDO DE FRANCISCO LOUÇÃ?, por Francisco Seixas da Costa

Sinto por aí um certo mal-estar com a proeminência pública de Francisco Louçã, seja pela presença regular na comunicação social (imprensa, rádio e televisão), seja pelos lugares que ocupa no Banco de Portugal e no Conselho de Estado. Pena é que não se destaque, com igual nota, a sua atividade académica, em que, por um indiscutível mérito próprio, chegou ao topo da carreira letiva, com amplo reconhecimento dos seus pares. Louçã é, além disso, autor de uma bibliografia muito assinalável, também publicada no estrangeiro.
Esta atitude anti-Louçã – chamemos as coisas pelos nomes – apoia-se num pouco subliminar juízo de “ilegitimidade”. Porque as ideias políticas de Louçã são minoritárias, dar-lhes relevo não tem o menor sentido e representa uma injustificável cedência de espaço ao Bloco de Esquerda – é esta a “lógica” do raciocínio.
Ora Louçã tem todo o direito de pensar o que pensa. Não concordo com muitas coisas que ele defende, sentir-me-ia mesmo pouco confortável se algumas das suas ideias fossem levadas à prática, nomeadamente nos temas europeus. Mas reconheço que o seu pensamento tem uma indiscutível racionalidade e coerência, mesmo quando ataca aquilo que eu próprio penso. E fá-lo com uma inteligência e uma preparação intelectual muito raras.
Num país em que o pensamento económico dominante é um ecoado por um “coro” que papagueia uma linha quase uniforme, difundindo um “template” que surge vendido como verdade indiscutível nas salas das nossas universidades (isto sabe-se?), de que algum “jornalismo” económico é apenas um subproduto para “dummies”, fico muito feliz pelo facto de poder existir, com visibilidade nacional, um contraditório, mediático e não só, feito por alguém com a estatura de Francisco Louçã.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
Helenismo: cínicos, estoicos, epicureos | Serie Documental: Filosofía | Episodio 05
Diana Vishneva e Natasha Osipova, ballerinas


O que Fernando Pessoa não escreveu Consultar o site da Casa Fernando Pessoa

Circulam na Internet inúmeros apócrifos de Fernando Pessoa. Ou seja, textos que não foram escritos por Pessoa, apesar de lhe ser atribuída a autoria.
São exemplos disso o texto que refere um castelo a construir com as pedras encontradas no caminho ou a transcrição incorrecta do Guardador de Rebanhos que remete para altura do que os olhos podem ver.
A estrutura da rede faz com se multipliquem incontrolavelmente as referências e que se prolongue o equívoco.
Salvaguardando a obra de Fernando Pessoa, a equipa da Casa está disponível para confirmar a autenticidade de citações ou poemas, sugerindo as clarificações necessárias para evitar a perpetuação de erros. Em caso de dúvida, não deixe de nos contactar através do email info@casafernandopessoa.pt
Girl in Yellow Drapery (1901) | John William Godward (1861 – 1922)

António Galopim de Carvalho, 5 Fevereiro 2024

Estimados amigos
Vou ter de ser submetido a uma cirurgia cardíaca, de algum risco, tendo em conta a minha idade, a caminho dos 93. Tenho estado a perder qualidade de vida a um ritmo acelerado e tenho mesmo de a fazer. Será já amanhã, dia 5. Se tudo correr bem, como espero, voltaremos a encontrar-nos no próximo dia 9.
Preciso de ultrapassar esta barreira, pois tenho projectos em curso, muito trabalho pela frente e sei que ainda sou útil a muita gente. Estou perfeitamente consciente da situação, mas feliz, de bem comigo, com os outros e com o mundo.
Continuar a lerDuas frases de Victor Hugo, Escritor francês
Que coisa triste não saber o endereço da Alma.
As pessoas não carecem de força, elas carecem de vontade.

A religião confrontada com a razão crítica | por Anselmo Borges | in DN

Com a Bula Inter Caetera, o Papa Alexandre VI (1493) concedendo aos reis de Castela os mesmos direitos atribuídos aos reis portugueses de invadir, conquistar, combater, vencer e submeter quaisquer territórios e povos inimigos de Cristo, mas com uma diferença: não autoriza explicitamente a escravizar os pagãos (índios). Imagem: D.R. / AB
Afinal, o que justamente nos indigna noutros também já esteve presente, de uma forma ou outra, entre nós. E será que a tentação não continua lá?
Vamos dar exemplos.
Não foi há 1000 anos – muitos de nós ainda se lembram perfeitamente disso – que as mulheres só podiam entrar nas igrejas com o véu e que a missa era em latim, e as pessoas ali estavam durante uma hora ou mais a ouvir e a dizer o que exprimimos no dito: “Para mim, é chinês.”
Tudo indica que, enquanto pôde, o clero controlou a vida sexual dos fiéis, a ponto de o historiador Guy Bechtel afirmar que a fractura entre a Igreja Católica e o mundo moderno se deu essencialmente na teoria do sexo e do amor: “Onde Estaline se detinha à porta da alcova, a Igreja pretendia deslizar para o meio dos lençóis”, pois o diabo estava também, e sobretudo, dentro da cama. A confissão inquisitorial centrada na actividade sexual terá sido causa determinante na descristianização da Europa. Neste sentido, o historiador católico Jean Delumeau afirmou: “As minhas investigações históricas convenceram-me de que a imagem do Deus castigador e vingativo foi um factor decisivo de uma descristianização cujas raízes são antigas e poderosas.” Os homens e as mulheres começaram a abandonar a Igreja, quando recusaram a confissão do seu território sexual, isto é, quando contestaram a invasão do segredo da intimidade, considerado um direito inalienável. Ah! E o carácter hediondo da pedofilia!…
Continuar a lerAna Cristina Silva | Crónica do mês de Janeiro no Diário de Notícias

Eles não leem. Esta entidade na terceira pessoa do plural são os alunos, sobretudo adolescentes, e a afirmação constitui uma lamentação que ecoa pela sala de professores de dezenas de escolas do país. Se a educação implica, e muito, o exemplo, no contexto deste persistente desabafo que se repete em tantas escolas, talvez não seja descabido perguntar se o verbo ler se aplica com a devida frequência ao desejo leitor dos próprios professores. Eu sei: existe a falta de tempo, as pilhas de testes a corrigir, a burocracia que tantas vezes substitui a possibilidade de conhecer os alunos reais, as viagens entre a casa a escola com quilómetros a mais. Mas ainda assim, permitam-me a provocação: E os professores leem?
Continuar a lerCatalani: La Wally – Making of | Capriccio Records
O IMPÉRIO JÁ NÃO SE ESTÁ A EXPANDIR! | por Hugo Dionísio

Com a entrada em 2024 e no âmbito da guerra tecnológica que os EUA moveram à China, para que esta não se desenvolva, pelo menos tão depressa, os Países Baixos revogaram algumas licenças de exportação de impressoras litográficas da ASML.
A ASML, que tem vindo a perder terreno no mercado chinês – o maior do mundo – e a sofrer, financeiramente, com a decisão de aplicar, num primeiro momento, as sanções de Washington, decidiu, já no final do ano de 2023, retomar todas as exportações.
Perante o facto e cedendo às pressões de Washington – depois dizem que o 1.º ministro neerlandês é de extrema-direita e o Biden não é -, o governo do país europeu, decidiu, ele próprio, impedir a ASML de vender as suas impressoras para a China.
Continuar a lerO Aviso | Luís Paixão Martins

O homem que vivia junto ao rio ouviu na rádio que o rio ia inundar a cidade e que os habitantes deviam fugir. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
As águas subiram. Veio um tipo num barco e gritou que a cidade estava a ficar abandonada e que devia de fugir com ele pela sua segurança. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
Um helicóptero sobrevoou o local e um tipo com megafone gritou que a cidade estava a ficar inundada e que ele devia aproveitar o socorro. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
O homem afogou-se. Chegou ao céu e foi interpelar Deus: Porque é que isto aconteceu? Julguei que me amavas.
Deus respondeu-lhe: mandei-te um aviso pela rádio, um helicóptero e um barco”.
The West Wing
Retirado do Facebook | Mural de Luís Paixão Martins | Foto de Ps.pt
“BENDITO FILHO”, ROMANCE DE SILAS CORRÊA LEITE SOBRE A INFÂNCIA DO MENINO JESUS

Em Isaías 9:6, Isaías profetiza que Jesus Cristo viria como um bebê, Jesus é chamado por vários nomes. Miquéias 5:2—Miquéias profetiza que Jesus nasceria em Belém. Mateus 2:4–6.
Colocar-se no lugar de uma criança – o que ela pensa, reflete; como se expõe, como reage, manifestações etc. – e escrever sobre o Menino Jesus, seu tempo, espaço e lugar; seu entorno, inclusive, só mesmo sendo uma espécie de poeta pensador, sentidor. Ser Poeta é uma forma de se continuar menino? O pai do autor descendente de judeu, cristão novo oriundo de Ilha da Madeira, Portugal. A mãe do autor cristã, com origem ancestral africana (Angola) e ainda indígena (Tupi-Guarani). Dessas somas surgiu o escritor que, premiado em verso e prosa, formou-se, e ainda atuou a defender os fracos e oprimidos, os bem-aventurados. Nesse retrospecto, o Bendito Filho é só mais um mavioso projeto. Invencionice. Lépida imaginação, mas, antes de tudo, arte literária para aqui escrever sobre céus e terras. Professor, blogueiro e escritor premiado em verso e prosa, sabe que escrever é isso: colocar a alma para respirar luz, aliás, “salmar” a alma. Nem toda infância é igual, mas, a do Menino Jesus, bendito fruto, certamente que foi bem diferenciada. Foi nessa época de meninice que o ser humano Jesus começou a formar a sua persona? O que ele iria ser quando crescesse, quando jovem, e até mesmo o adulto do futuro, já passa rigorosamente por essa época. Como foi com Jesus? Ler para crer. Os jorros de historietas, ou, feito este romance em contações, diz da vida familiar de Jesus; alguns suportes de vivências para a sua missão espiritual fora de casa. Depois, pregando os Evangelhos que, afinal, mudaram o mundo e a vida na terra, e deram um sustentáculo para os canteiros da chamada Fé Cristã, no espírito do Cristianismo.
Continuar a lerA Inquisição na Europa e nas Américas
Aristóteles | Documental completo | Historia de la filosofia | Episodios 03 – 04
NÚS descendo uma escada. 1955 Hananias Harari (Américain, 1912-2000)

Concílio de Niceia: o que realmente aconteceu?
TIMGAD – BATNA – ARGÉLIA
A maior cidade romana construída fora da Itália. E a mais bem conservada.
No ano 100, durante o reinado do imperador romano Trajano (r. 98–117), o general Lúcio Munácio Galo fundou a colônia de Tamúgados. Seu nome completo era: Colônia Marciana Trajana Tamúgados e destinava-se a aumentar a área de domínio, influência e de negócios de Roma naquela região, além de proporcionar proteção para as rotas comerciais e aos habitantes da região contra ataques de nômades vindos do sul.[3] Ao longo dos anos desenvolveu-se e de colônia transformou-se numa típica e estruturada cidade romana, com tavernas, lojas, fórum e um grande teatro.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tingade (ver fotos aqui)

Giuditta e Oloferne (Caravaggio)

Mudança do URL do Blog DASCULTURAS para » www.dasculturas.pt | Vítor C. da Silva


Por motivo de ataque informático, perdemos o endereço anterior. Assim, o novo endereço, pelo menos durante três (3) anos, prazo que foi pago para o seu uso, será: https://www.dasculturas.pt. Ou seja, deixámos o ( .com ) e passámos para o ( .pt ), o que, em boa verdade, é muito mais patriótico. https://dasculturas.pt/2024/01/28/mudanca-de-endereco-do-blog-dasculturas-novo-www-dasculturas-pt
Every Les Misérables Song Ranked
Mecanismos e agentes de corrosão das armaduras no betão armado | Ação dos cloretos


Ação dos cloretos
A corrosão por ação dos cloretos é potenciada pelos cloretos presentes em solução nos poros do betão, sendo por isso necessária a existência de água. A penetração dos cloretos pode acontecer através da
estrutura porosa da pasta do cimento, dos poros na interface entre a pasta de cimento e os agregados, ou através de fendas e microfendas, sendo através desses mesmos poros que a penetração ocorre.
A corrosão por ação dos cloretos é caracterizada pela criação de ânodos pequenos, os quais são originados em zonas em que o teor de cloretos passou o valor crítico. As zonas catódias são, por sua vez, grandes, podendo estar próximas ou afastadas dos ânodos. Estas células de corrosão são designadas de macrocélulas de corrosão. O facto de os ânodos serem muito inferiores aos cátodos leva a que a velocidade de corrosão seja muito elevada. Isto acontece porque as correntes anódicas têm que ser bastante altas para que exista um equilíbrio com as correntes catódicas.
Continuar a lerPepe Escobar explica a derrota total do Ocidente (25.01.24)
Esculturas em Madeira | Peter Demetz (1969)
O artista italiano dá vida à madeira, um material que a maioria de nós acha duro e sem vida. Suas esculturas de madeira de pessoas são incrivelmente realistas. Seu controle preciso e perfeito da anatomia humana faz com que suas imagens pareçam pinturas ou esboços.
https://onlinegallery.art/nl/blog/ongelofelijk-realistische-houten-sculpturen-door-peter-demetz-523/

Acção de Formação: Dimensionamento de Estações de Tratamento e de Reutilização de Águas Residuais (ApR) | Prof. João de Quinhones Levy (IST)

Acção de Formação: Dimensionamento de Estações de Tratamento e de Reutilização de Águas Residuais (ApR)
A FUNDEC vai realizar uma acção de formação com o tema “Dimensionamento de Estações de Tratamento e de Reutilização de Águas Residuais (ApR)”, nos dias 28 e 29 de Fevereiro de 2024, das 9h30 às 18h00, em formato presencial, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.
O Decreto-Lei n.º 119/2019 relativo a águas para reutilização (ApR) estabelece a qualidade que deverá ser conseguida em função dos diversos usos, obrigando a novas tecnologias de tratamento que abrangem todas as fases do processo.
Esta qualidade, bem mais exigente, obriga a novas tecnologias de tratamento que abrangem todas as fases do processo, desde o pré-tratamento até aos sistemas terciários para recuperação e reutilização dos efluentes e das lamas.
Continuar a lerEl Estado nació de la violencia! Maquiavelo, Hobbes, Spinoza, Locke VII Filosofía moderna
El estado nació de la violencia, de la necesidad de regular el caos y la anarquía. Así el estado se convierte en el único que puede ejercerla por el bien de los individuos. La filosofía política como la conocemos actualmente tiene sus orígenes en cuatro autores muy importantes: Maquiavelo, Hobbes, Spinoza, Locke.
Cristina Campos: “A fidelidade está sobrevalorizada” | por Cristina Campos | in DN

Finalista do prémio Planeta 2022, o romance “Histórias de Mulheres Casadas” põe em cena quatro mulheres comuns, que, em determinado momento das suas vidas, querem algo mais do que um casamento morno e confortável. Entrevistámos a autora, a espanhola Cristina Campos.
Não têm a altivez trágica de Anna Karenina ou a sede hedonista de Emma Bovary mas, nem por isso, as protagonistas do romance de Cristina Campos, Histórias de Mulheres Casadas, estão imunes à herança de culpa que a sociedade faz pender sobre o desejo feminino. Ou sobre a falta dele, se o leito é conjugal.
Finalista do Prémio Planeta 2022, este livro reúne quatro mulheres da Barcelona de hoje, unidas pelo facto de todas amarem os respetivos maridos, sem que isso as impeça de pensar sobre o que realmente querem ou mesmo de se sentirem atraídas por outras pessoas. Por vezes, um olhar ou um toque são quanto basta para abrir uma clareira de possibilidades: “E se eu ousasse?” Mas, com ela, vem também um poço de recalcamento e culpabilização.
Continuar a lerAqui ao lado de onde moro há um lugar, uma praça, onde as pessoas se sentam à conversa | por João Costa, in Facebook

Aqui ao lado de onde moro há um lugar, uma praça, onde as pessoas se sentam à conversa.
Falam das suas vidas. Gostam de ouvir música, as suas preferidas, as que as transportam para as memórias da sua infância. Quem não gosta dos sons com que cresceu?
Nessa praça, encontram-se afinidades e discute-se a vida na terra. Sempre foi assim Lisboa, uma terra onde se chega, com saudades da terra de onde se veio. Uma cidade que acolhe e de onde “se vai à terra” e para onde se importam memórias e hábitos. O que seria Lisboa sem os restaurantes dos courenses, a Casa do Alentejo ou os seus mercados cheios dos produtos regionais? O que seria Lisboa sem os sotaques preservados dos que há décadas chegaram do interior, do sul ou do norte?
Aqui na praça os sotaques e as línguas encontram-se e fazem-se ouvir e percebemos todos que somos mais felizes quando a língua que falamos é aquela com que as nossas mães nos tranquilizaram e adormeceram ao colo.
Continuar a lerNational Geographic Photography | in Facebook | Rio de Janeiro e Nova York


𝑺𝒊𝒏𝒇𝒐𝒏𝒊́𝒂 𝑵º 8, 𝒆𝒏 𝑭𝒂 𝒎𝒂𝒚𝒐𝒓, 𝑶𝒑. 93. 𝑳𝒖𝒅𝒘𝒊𝒈 𝒗𝒂𝒏 𝑩𝒆𝒆𝒕𝒉𝒐𝒗𝒆𝒏
Álvaro de Campos/Fernando Pessoa | Pintura de Álvaro Cunhal

Não, não é cansaço…
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento.
A NATO E A REVOLUÇÃO DE ABRIL | Francisco Seixas da Costa | in Facebook

(Dedico este texto ao Nuno Santos Silva, valente capitão de Abril, que sei que me lê por aqui, a quem eu desafio a imaginar quem é a figura que retrato nesta história)
Com o seu papel catalizador da reação ocidental à ação russa na Ucrânia, a NATO tem andado muito na baila. A possibilidade do regresso de Trump à presidência americana está a provocar algumas interrogações sobre o futuro da aliança de que Portugal faz parte desde 1949, em especial se se olhar para aquilo que foi o seu comportamento perante a segurança europeia, durante o seu primeiro, e até agora único, mandato. Logo veremos, até porque não há nada que, pela nossa parte, possa ser ser feito no sentido de alterar o rumo que as coisas vierem a ter.
Nestes 50 anos do 25 de Abril, deixo memória de um episódio que julgo curioso, ligado à NATO, passado entre agosto e setembro de 1974. Repito: há cerca de meio século.
Continuar a lerMUDANÇA DE ENDEREÇO DO BLOG DASCULTURAS | NOVO = www.dasculturas.pt

Por motivo de ataque informático, perdemos o endereço anterior. Assim, o novo endereço, pelo menos durante três (3) anos, prazo que foi pago para o seu uso, será: https://www.dasculturas.pt. Ou seja, deixámos o ( .com ) e passámos para o ( .pt ), o que, em boa verdade, é muito mais patriótico.
As nossas desculpas pelos distúrbios causados e ânsias provocadas aos nossos mais de 50.000 membros registados e talvez outros tantos ainda não registados.
Um abraço cultural do Vítor Coelho da Silva
Pedra Filosofal – António Gedeão

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso,
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos,
que em oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho alacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que foça através de tudo
num perpétuo movimento.
TÓPICOS DA IMPRENSA | 27-01-2024 | VCS

1 – Três hábitos que prejudicam muito o cérebro, segundo a neurocientista Emily McDonald
1.1 – De acordo com McDonald, assistir a programas de terror, principalmente à noite, pode aumentar os níveis de cortisol e, consequentemente, atrapalhar o sono, essencial para a saúde cerebral.
1.2 – Mas há mais. Conforme explica a neurocientista, ouvir música ativa a neuroplasticidade, isto é, a capacidade que o cérebro tem de aprender, reprogramar-se e de se adaptar perante diferentes estímulos. “As letras que canta quando ouve música estão, na verdade, ainda mais conetadas do que se apenas as dissesse, especialmente porque a música muitas vezes também vincula emoções”, diz.
1.3 – Emily McDonald também sugere que pare de apontar as falhas e imperfeições dos outros. “Uma das táticas mais importantes que aprendi a respeito de saúde mental e mentalidade é que tudo o que julga noutras pessoas está ligado a algo sobre o qual se julga internamente.”
In Notícias ao Minuto | https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/tr%C3%AAs-h%C3%A1bitos-que-prejudicam-muito-o-c%C3%A9rebro-segundo-uma-neurocientista/ar-BB1hjG1D?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=51add7c58b3d46f1841d968bb8b365b7&ei=18
A poesia não se inventou para cantar o amor Eça de Queirós, in ‘A Correspondência de Fradique Mendes’

A poesia não se inventou para cantar o amor — que de resto não existia ainda quando os primeiros homens cantaram. Ela nasceu com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses, e de conservar na memória, pela sedução do ritmo, as leis da tribo. A adoração ou captação da divindade e a estabilidade social, eram então os dois altos e únicos cuidados humanos: — e a poesia tendeu sempre, e tenderá constantemente a resumir, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que estão interessando e conduzindo os homens. Se a grande preocupação do nosso tempo fosse o amor — ainda admitiríamos que se arquivasse, por meio das artes da imprensa, cada suspiro de cada Francesca. Mas o amor é um sentimento extremamente raro entre as raças velhas e enfraquecidas. Os Romeus, as Julietas (para citar só este casal clássico) já não se repetem nem são quase possíveis nas nossas democracias, saturadas de cultura, torturadas pela ansia do bem-estar, cépticas, portanto egoístas, e movidas pelo vapor e pela electricidade.
Continuar a lerPaul Gauguin: Portrait of Vincent van Gogh, sunflowers painting (1888)

Baudelaire, el dandy oscuro
Sin duda, Charles Baudelaire, es hoy por hoy un destino ineludible en todo aquel que persiga la poesía, la filosofía, y la belleza. El autor de Las flores del mal, el dandy oscurecido que desafío la moral y los conceptos de belleza es un nombre destinado a reverberar para siempre.
Estão a chegar as primeiras CARSOférias do ano

CARSOférias Fora d’Horas
Caro mini explorador de férias: as CARSOférias fora d’horas chegaram e estamos à espera que te juntes à tribo! Temos atividades experimentais de tirar o fôlego: no nosso laboratório vamos testar o poder do ar. Se andas sempre com a cabeça no ar, vamos construir um catavento para que não percas o norte! As energias são recuperadas na nossa cozinha científica: bolinhos de areia. Parece-te bem? E não largamos o tema da areia, que tem pano para um deserto: será que todas as areias são iguais? E para que nunca te atrases vamos construir uma ampulheta. Este relógio não precisa de corda mas damos corda aos sapatos e vamos para o exterior descobrir um mundo mágico: os líquenes. Há melhor maneira de começar um novo ano?Apressa-te, as inscrições estão abertas. Junta-te à tribo!
Aida Garifullina I Capuleti e i Montecchi – Oh! quante volte ti chiedo by Bellini, Operalia
Caravaggio | Magdalene Grieving, (1605)

Beethoven – Symphony No. 2 (Proms 2012)
LUÍS VAZ DE CAMÕES | 23 Janeiro de 1524 ANIVERSÁRIO dos 500 anos do seu nascimento

ADENDA ao alerta anterior | Nome provável no futuro »»» pnetcultura.pt
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Um abraço a todos os amigos que nos visitam. | Vítor Coelho da Silva, 22-01-2024
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Caros leitores
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Vítor Coelho da Silva, 22-01-2024
Geração Ronaldo | por Carlos Matos Gomes

Uma das possíveis formas de emprateleirar gerações — de “fazer” História — é recorrendo à taxionomia, a ciência que se ocupa da organização de grupos de seres vivos com base nas suas semelhanças e diferenças.
A taxionomia histórica tem recorrido a uma classificação dos seres humanos por gerações: geração dos babyboomers, os do pós Segunda Guerra, e depois há para todos os gostos: geração X, Y, Z, alfa, millennial, woke, de 70, aqui em Portugal até a ‘geração rasca’. Eu tenho a minha tabela privativa, que inclui a geração da ‘cena’ — termo que integra a novilíngua, revelador da diminuição drástica do vocabulário destas novas espécies geracionais, que acabarão a falar com os polegares nos ecrãs tácteis, prevejo, sem qualquer drama — dos alunos, ou de um aluno ou de frequentador ou frequentadores da Universidade Católica que agarrou ou agarraram num jornalista do jornal Expresso e o retiraram preso por braços e pernas da sala onde o doutor André Ventura, chefe do partido Chega, ia proferir uma conferência sobre a sua visão do mundo.
Continuar a lerA verdadeira face de Leonardo da Vinci (documentário dublado)
As Melhores Obras de Chopin
O poeta Silas Correa Leite escreveu o livro de disparates poéticos do ‘H 2 O P U S’ durante a pandemia da COVID

O que gera o fantasma são as fomes […].
A queda repentina do horizonte […].
O tiro pelas costas, a escuridão […].[ Millôr Fernandes ]
Colha o dia.
Acredite o mínimo possível no futuro.[ Homero ]
A dor é constitutiva de nosso ser e de nossa vida.
E é por isso que, por vezes, a gente escreve.
[ João Anzanello Carrascosa ]
Albert Einstein, de uma entrevista de 1929 com George Sylvester Viereck

Sou determinista. Como tal, não acredito no livre-arbítrio. Os judeus acreditam no livre arbítrio. Acreditam que o homem molda a sua própria vida. Rejeito filosoficamente esta doutrina. A este respeito, não sou judeu… Acredito com Schopenhauer: podemos fazer o que queremos, mas só podemos desejar o que devemos. Na prática, porém, sou obrigado a agir se existisse liberdade de vontade. Se quero viver numa comunidade civilizada, tenho de agir como se o homem fosse um ser responsável. “Não estou reivindicando nada. Tudo é determinado, começo e fim, por forças sobre as quais não temos controle. É determinado para o inseto, bem como para a estrela. Pó humano, vegetal ou cósmico, todos dançamos ao som de uma melodia invisível, cantada ao longe por um jogador misterioso. “Sou artístico o suficiente para explorar a imaginação livremente. A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação rodeia o mundo.”
~ Albert Einstein, de uma entrevista de 1929 com George Sylvester Viereck. (Albert Einstein por Lotte Jacobi.)
Carta divulgada em Davos. Mais ricos do mundo pedem mais impostos sobre fortunas | in RTP

Estão entre os mais ricos do mundo, também por isso participam no Fórum Económico Mundial, e querem que os líderes mundiais tomem “medidas para fazer face ao dramático aumento da desigualdade económica” para evitar consequências “catastróficas para a sociedade”. Em carta aberta apresentada na cimeira, afirmam que a luta por “impostos mais justos não é radical”.
“É uma exigência de um regresso à normalidade com base numa avaliação sóbria das atuais condições económicas”, escreveram os signatários de 17 países.
“Somos as pessoas que investem em startups, moldam os mercados de ações, fazem crescer os negócios e promovem o crescimento económico sustentável. Somos também as pessoas que mais beneficiam do status quo”, reconhecem ainda.
Contudo, consideram que: as desigualdades a nível global atingiram “um ponto de viragem e o custo para a nossa estabilidade económica, social e ecológica é grave e aumenta todos os dias”.
“Precisamos de ação já”, exigem os signatários, nos quais se incluem a herdeira da Disney, Abigail Disney, o ator Brian Cox e a norte-americana Valerie Rockefeller. “O nosso pedido é simples: pedimos que nos imponham mais impostos, a nós os mais ricos da sociedade”.
Continuar a ler‘Alucilâminas’: a poética do desespero | Nova obra de Silas Corrêa Leite | por Adelto Gonçalves

Nova obra de Silas Corrêa Leite homenageia a poeta, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath
I
Com versos inspirados na obra da poeta, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath (1932-1963), Silas Corrêa Leite (1952) acaba de lançar Alucilâminas: poemas plathônicos versos atemporais da redoma de vidro de Sylvia Plath (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023), em que trava um diálogo com aquela que é considerada uma das mais celebradas escritoras do Ocidente, ainda que só tenha chegado a essa condição depois de cometer suicídio, em Londres, na flor de seus 30 anos.
Repetindo o que Herberto Helder (1930-2015) e Hilda Hilst (1930-2004) já fizeram com versos de Luís de Camões (c.1524-c.1580) e Fernanda Young (1970-2019) com versos de Florbela Espanca (1894-1930) e Ana Cristina César (1952-1983), reproduzindo palavras destes autores em peças poéticas sem recorrer ao uso de itálico ou de notas de rodapé, Silas constrói poemas em que conserva o tom confessional de Sylvia Plath, chegando a um ponto em que não se sabe quem seria o verdadeiro autor do texto.
Olympia | Édouard Manet | Técnica óleo sobre tela, 1863 | Dimensões 130,5 × 190 | Localização Museu d´Orsay, Paris

Olympia é uma pintura realista de Édouard Manet. Foi pintada em 1863, mede 130,5 por 190 centímetros e está no Museu d’Orsay em Paris.[1] Foi selecionada para o Salon de Paris em 1865 e lá exibida.
O quadro mostra uma mulher nua (“Olympia”) deitada em uma cama, enquanto uma serva lhe traz flores. Foram modelos Victorine Meurent e Laure. O olhar direto de Olympia causou choque e espanto quando a pintura foi exibida pela primeira vez, porque um certo número de detalhes na pintura a identificavam como uma prostituta. O governo francês adquiriu a pintura em 1890 após uma subscrição pública organizada por Claude Monet.
Conteúdo
O que chocou o público contemporâneo não foi a nudez de Olympia, nem a presença de sua empregada totalmente vestida, mas o seu olhar de confrontação e uma série de detalhes identificando-a como uma semi-mundana ou prostituta. Estes incluem a orquídea em seus cabelos, sua pulseira, brincos de pérola e o xaile oriental em que ela repousa, símbolos de riqueza e sensualidade. A fita preta em volta do pescoço, em contraste com sua carne pálida, e seu chinelo solto sublinham a atmosfera voluptuosa.[2] “Olympia” era um nome associado a prostitutas na década de 1860 em Paris.[3]
Precedentes : A pintura foi inspirada na Vênus de Urbino de Ticiano, que por sua vez tem referência na obra Vênus Adormecida de Giorgione.
“Simplificar a língua” dá origem a um pensamento no presente, limitado ao momento, incapaz de projeções no tempo.

“O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, passado simples, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado, etc.) dá origem a um pensamento no presente, limitado ao momento, incapaz de projeções no tempo.
A generalização do uso do primeiro nome, o desaparecimento das letras maiúsculas e a pontuação são golpes fatais na sutileza da expressão.
Remover a palavra “miss” não é apenas renunciar à estética de uma palavra, mas também promover a ideia de que entre uma menina e uma mulher não há nada.
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos oportunidade de elaborar um pensamento.
Estudos têm demonstrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de colocar emoções em palavras.
Quanto mais pobre a língua, menos pensamento existe.
Não há pensamento crítico sem pensamento. E não há pensamento sem palavras.
Como construir o pensamento hipotético-dedutivo sem dominar o condicional? Como podemos encarar o futuro sem conjugação com o futuro? Como apreender uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, bem como a sua duração relativa, sem uma linguagem que diferencie entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que pode acontecer e o que será depois do que poderia acontecer?
Se há um grito de guerra a ser ouvido hoje, é aquele dirigido aos pais e professores: deixem os vossos filhos, os vossos alunos, os vossos alunos e os vossos alunos falarem, lerem e escreverem.
Ensine e pratique a língua nas suas mais variadas formas, mesmo que pareça complicada, especialmente se for complicada.
Porque neste esforço está a liberdade.
Aqueles que explicam o tempo todo que é necessário simplificar a ortografia, expurgar a língua de seus “defeitos”, abolir gêneros, tempos, nuances, tudo o que cria complexidade são os coveiros do espírito humano. «
Retirado do Facebook | Mural de Hélène Pereira
Vasco Núñez de Balboa, o primeiro europeu a ver o Oceano Pacífico

Em 15 de janeiro de 1519, Vasco Núñez de Balboa, o primeiro europeu a ver o Oceano Pacífico, foi decapitado. Marco da exploração que foi possível graças às instruções dos guias indígenas.
Em uma expedição complicada cheia de pântanos, chuvas e inimigos, eles fizeram o seu caminho para o que ele chamou de Mar do Sul (Oceano Pacífico). Fernando, o Católico, depois de ouvir as boas novas, reconheceu Núñez de Balboa como o descobridor do Mar do Sul e o governo do Panamá e Cohíba. No entanto, foi a partir deste momento que a inveja e a traição afetaram as façanhas do explorador. Pedro Arias Dávila entraria em cena e as disputas pelas terras recém-descobertas criaram uma inimizade entre os dois exploradores.
Continuar a lerBASHAR prevê a grande mudança da humanidade em 2024! Prepare-se AGORA! Darryl Anka
MULHER | JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher-cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama
E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração
Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha
Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são
A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade
Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher
OVNI EM HD GRAVADO DE AVIÃO NA CHINA (PERITOS DIZEM SER REAL)
Mick and Bianca

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;
Continuar a lerCONTRA A RÚSSIA, MARCHAR, MARCHAR! | por Carlos Fino | in Facebook

À medida que nos aproximamos do segundo aniversário da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, multiplicam-se os artigos de opinião e análise tentando fazer o ponto da situação.
Isto é perfeitamente compreensível. O que espanta, entretanto, é que, pelo menos até agora, as opiniões expressas entre nós nos media convirjam num só sentido: a necessidade de continuar a sancionar a Rússia e armar a Ucrânia com armas sempre mais poderosas e de maior alcance.
O DN, este fim de semana, é paradigmático – publica, logo no mesmo dia (!), duas colunas assim intituladas:
“A guerra da Ucrânia em 2024 – resistir e (re)construir (rapidamente) as condições para a derrota da Rússia”, da autoria do tenente-general Marco Serronha, do Europe’s War Institute;
e
“Ano Novo: Fazer sair a Rússia da Ucrânia sem mais demoras” (sic)
da autoria de Victor Ângelo, um conselheiro em segurança internacional, que sempre evoca a sua condição de ex-secretário-geral-adjunto da ONU.
Fórum Económico Mundial arranca amanhã em Davos: o que é, quem vai estar presente e quanto custa | in SAPO Executive

O próximo Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos, na Suíça, tem arranque marcado para esta segunda-feira (14-01-2024): mas por que motivo todos querem viajar, o que pretendem alcançar e o fórum está aberto a qualquer pessoa?
Em primeiro lugar, onde e o que é?
O 54º evento anual em Davos vai decorrer durante cinco dias na estação de esqui suíça e vai atrair líderes empresariais globais, políticos e organismos internacionais para falar sobre tudo, desde tensões geopolíticas até à ascensão da Inteligência Artificial.
Em edições anteriores estiveram presentes os líderes políticos dos Estados Unidos, do Reino Unido, França, Alemanha e China.
Quem vai estar presente?
Os ministros do Reino Unido, Jeremy Hunt e Rachel Reeves, já confirmaram a presença. Entre os participantes da esfera política global estão o número 2 chinês, Li Qiang, e o presidente francês, Emmanuel Macron, que vão fazer discursos especiais. Macron será o único líder do G7 presente no evento deste ano.
Continuar a lerGôndolas, pintura de Nadir Afonso

José Pacheco Pereira | Atribuição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural

A Temas e Debates felicita o historiador José Pacheco Pereira pela atribuição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural.
O autor de Álvaro Cunhal – Uma Biografia Política – de que estão publicados quatro volumes –, As Armas de Papel – Publicações Periódicas Clandestinas e do Exílio Ligadas a Movimentos Radicais de Esquerda Cultural Política (1963-1974) e Crónicas dos Dias do Lixo foi distinguido pela Estoril Sol pelo seu empenho na «defesa do interesse público quanto à preservação do património cultural».
Continuar a lerNovo Aeroporto de Lisboa | Aeroporto Mário Soares? | Fica a sugestão | Wikipédia

Mário Alberto Nobre Lopes Soares GColTE • GCC • GColL (Lisboa, Camões, 7 de dezembro de 1924 – Lisboa, São Domingos de Benfica, 7 de janeiro de 2017) foi um advogado e político português que ocupou os cargos de Primeiro-Ministro de Portugal de 1976 a 1978 e de 1983 a 1985 e de Presidente da República Portuguesa de 1986 até 1996.
Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, Mário Soares iniciou na juventude o seu percurso político, integrando grupos de oposição ao Estado Novo, primeiro como militante de base do Partido Comunista Português e membro de outras estruturas ligadas ao PCP, o MUNAF e o MUD, tendo sido cofundador do MUD Juvenil — e depois na oposição não comunista — Resistência Republicana e Socialista, que funda com dissidentes do PCP e através do qual entrará para o Diretório Democrato-Social. Pela sua atividade oposicionista foi detido 12 vezes pela PIDE — cumprindo cerca de três anos de cadeia (Aljube, Caxias e Penitenciária) — e, posteriormente, deportado para São Tomé.[1] Permaneceu nessa ilha até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o regresso a Portugal, sendo, posteriormente às eleições de 1969 — nas quais Soares foi cabeça-de-lista pela CEUD em Lisboa — forçado a abandonar o país, optando pelo exílio em França.[2]
No processo de transição democrática subsequente ao 25 de Abril de 1974 Mário Soares afirmou-se como líder partidário no campo democrático, contra o Partido Comunista, batendo-se de forma intransigente pela realização de eleições. Foi ainda Ministro de alguns dos governos provisórios — destaca-se sobretudo o facto de ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros, logo no I Governo Provisório, associando-se ao processo de descolonização, qualidade em que dirigiu o processo de rápida independência e autodeterminação das províncias ultramarinas, processo esse que ficou para sempre como o ponto menos consensual do seu percurso político.[3]
Vencedor das primeiras eleições legislativas realizadas em democracia, Soares foi Primeiro-Ministro dos dois primeiros governos constitucionais, o I e II governos constitucionais, este último de coligação com o CDS. A sua governação foi marcada pela instabilidade democrática — nomeadamente, pela tensão entre o Governo e o Presidente da República — Conselho da Revolução — pela crise financeira e pela necessidade de fazer face à paralisação da economia ocorrida após o 25 de Abril, que levou o Governo a negociar um grande empréstimo com os EUA. Ao mesmo tempo, foi um período em que o Governo, e Soares em particular, se empenhou em desenvolver contactos com outros líderes europeus, tendentes à adesão de Portugal às Comunidades Europeias.
Líder da oposição entre 1979 e 1983, no ano de 1982, Mário Soares conduziu o PS ao acordo com o PSD e o CDS (que então formavam um governo chefiado por Francisco Pinto Balsemão) para levar a cabo a revisão constitucional de 1982, que permitiu a extinção do Conselho da Revolução, a criação do Tribunal Constitucional e o reforço dos poderes da Assembleia da República.
Foi, de novo, Primeiro-Ministro do IX governo, do chamado Bloco Central, num período marcado por uma nova crise financeira e pela intervenção do FMI em Portugal, e pela formalização da adesão de Portugal à CEE.
Depois destas experiências governativas, Mário Soares viria a ser Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996 — venceu de forma tangente, e à segunda volta, as eleições presidenciais de 1986, contra Diogo Freitas do Amaral, e com larga maioria as de 1991, em que contou não só com o apoio do PS como do PSD, de Cavaco Silva. Sendo o primeiro civil a exercer o cargo de Presidente da República, deixou patente um novo estilo presidencial, promovendo a proximidade com as populações e a projeção de Portugal no estrangeiro; sendo marcado ao mesmo tempo pela tensão política com os governos de Cavaco Silva e pelo polémico caso TDM (Teledifusão de Macau).[2]
Bernie Sanders avisa: se não apresentar “propostas radicais” para a “classe trabalhadora” Biden vai perder para um Trump “vingativo” in Jornal Expresso
“a realidade apoia Bernie Sanders”

Em 2016, Bernie Sanders reuniu um exército de jovens eletrizados com as suas promessas de maior igualdade social e tornou o “socialismo democrático” uma coisa aceitável para muitos num país com medo da esquerda. Foi ele quem convenceu Biden a colocar na agenda os pozinhos mais progressistas que acabaram por ficar como marca do primeiro mandato: mais investimento nas energias verdes e em infraestrutura pública. Sanders, com 82 anos, em entrevista ao “The Guardian”, deixa um novo aviso ao democrata para este ano de eleições: ou fala das soluções para quem está a perder poder de compra, ou perde para um Trump ainda mais sedento de poder.
Bernie Sanders é, sem necessidade de contraditório, o mais conhecido político progressista norte-americano vivo. Tentou duas vezes ganhar a nomeação democrata para a presidência, falhou por ser considerado pelo partido como demasiado à esquerda. Sempre foi o arauto das más notícias, algumas soavam mesmo apocalípticas, mas, como escreveu a revista “New Yorker” sobre o senador do estado do Vermont num perfil que publicou recentemente, “a realidade apoia Bernie Sanders”.
Continuar a lerChopin Nocturne E Flat Major Op.9 No.2
“SUÉCIA PODE EM BREVE ENTRAR EM GUERRA”, ADVERTEM ALTOS RESPONSÁVEIS MILITARES DO PAÍS

Os principais intervenientes na segurança, incluindo o Ministro da Defesa Civil sueco, Carl-Oskar Bohlin, e o Comandante-em-Chefe do país, Micael Bydén, concordam que a Suécia poderá enfrentar em breve uma guerra e apelaram a uma maior resiliência, incluindo entre a população civil.
Dado que se espera que a Suécia adira à NATO em 2024 e no contexto mais amplo da guerra da Rússia na Ucrânia, o Ministro da Defesa Civil da Suécia, Carl-Oskar Bohlin, instou os seus concidadãos a prepararem-se para a guerra na conferência Folk och Försvar em Sälen.
Bohlin manifestou preocupação pelo facto de a modernização do sistema de defesa civil sueco não estar a acontecer com a rapidez suficiente e instou todos, desde gestores e vereadores locais a cidadãos privados, a agirem.
Continuar a lerA DESCOBERTA DO CORPO | SIMONE DE BEAUVOIR

“Desde que lhes desvendara o seu mistério, os livros proibidos amedrontavam-me menos; muitas vezes deixava demoradamente cair o meu olhar nas aparas de jornais pendurados nos W.C.. Foi assim que li um fragmento de folhetim em que o herói pousava sobre os seios brancos da heroína os seus lábios ardentes. Esse beijo queimou-me: simultaneamente macho, fêmea e “voyeur”, dava-o, recebia-o e enchia-me os olhos. Decerto, se senti uma tão grande emoção era porque o meu corpo já tinha despertado, mas os meus devaneios cristalizaram-se nesta imagem e não sei quantas vezes a evoquei antes de adormecer. Inventei outras: interrogo-me de onde as extraía. O facto de marido e mulher dormirem quase despidos na mesma cama não tinha bastado até então para me sugerir o abraço ou a carícia: suponho que os inventava a partir das minhas próprias necessidades, pois fui durante algum tempo o alvo de desejos torturantes; virava-me na cama com a garganta seca, chamando por um corpo de homem que viesse contra o meu corpo, por mãos de homem que tocassem a minha pele.
Continuar a lerA NOVA CULTURA
