Isto é Arte!

Gataescondida's Blog

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(Concepção do espaço por Atelier de Arquitetura Likearchitects)

 

A Arte Chegou ao Colombo, exposição “Andy Warhol – Icons” Psaier and the Factory Artworks. (11 de Abril a 11 de Julho)

 

Cerca de 30 obras de Andy Wharol e Pietro Psaier. Provando que não é necessário criar nada de novo, a partir do zero, Wharol “apenas” usou nos seus trabalhos novas directrizes conceptuais e artísticas. Um génio.

 

Andy

 

 

 

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Estamos Neuróticos | José Saramago

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Faz sentido que se esteja a enviar para o espaço uma sonda para explorar Plutão enquanto aqui as pessoas morrem de fome? Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose colectiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.

José Saramago, in ‘Zero Hora (1997)’

Rafael Trobat

Caixa Negra

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Rafael Trobat é mais um fascinante fotógrafo da nova geração da fotografia espanhola.

O seu trabalho mais conhecido, dado à estampa no livro “Aquí, junto al agua. Nicaragua” corresponde a um projecto que, ao longo de 16 anos (1990-2006) desenvolveu no país.

O período escolhido não é, de todo, arbitrário. De facto, retrata a sociedade da Nicarágua nos anos de mudança que caracterizaram o consulado político da Presidente Violeta Chamorro, ou seja, o período que media o final da Revolução Sandinista (que, pela via armada, derrubou Anastacio Somoza em 1979 e governou o país durante uma década) e o regresso ao poder, pela via eleitoral, de Daniel Ortega, um dos comandantes sandinistas (Ortega, um dos cinco membros da Junta Sandinista, foi eleito presidente da Nicarágua em 1984. Foi derrotado, em eleição democrática, por Violeta Chamorro em 1990. Foi candidato vencido em 1996 e 2001, antes de ser novamente eleito presidente…

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Kim’s Review of Losing It (Losing It #1) by Cora Carmack

Reflections of a Book Addict

li1ccBack in December 2012 the New York Times published an article about the advent of a new genre in publishing, new adult.  In simplistic terms they say new adult novels are young adult novels with sex.  My own personal feelings, however, run a bit deeper.  First let me say that this new genre is being marketed to 18-25 year-olds.  Nobody doubts that being a teenager is hard, but so is coming into your own and becoming an adult.  Those in the 18-25 age bracket are usually entering college/graduating college, thinking about sex, their future, taking care of themselves financially, mature relationships, and beginning life on their own two feet.  As someone who can seriously relate to all of these thoughts, having gone through them myself fairly recently (I’m 26),  I’ve been happy about the explosion of this genre.  Books written with honesty and depth about the problems this age bracket…

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Nó Cego | Carlos Vale Ferraz in “Babélia” do “El Pais”

Nó Cego, Carlos Vale Ferraz (Casa das Letras, 2008). “Puta compañía… maricones, chulos, seminaristas, niños de papá, vagabundos…”, así describe el Capitán a su grupo de comandos destinado en Mozambique. La novela relata con extrema crudeza las operaciones del grupo e indaga en las vidas de sus miembros. La historia de un joven campesino alentejano que se fue a buscar la vida a Lisboa, pero que en la capital solo encontró dolor y miseria, y que acabó enrolado en el Ejército, es el ejemplo de muchas vidas de jóvenes portugueses que acabaron implicados en las guerras africanas. Carlos Vale Ferraz, cuyo nombre es Carlos Matos Gomes, fue oficial del Ejército portugués y participó en operaciones especiales en Angola, Mozambique y Guinea Bisáu.

in “Babélia” do “El Pais”

Nó Cego

Era uma vez os intelectuais | António Guerreiro

Numa das suas últimas crónica, no “Público”, fazendo uma crítica feroz deste Governo, J. Pacheco Pereira evocava “os intelectuais” e a tarefa que Emerson lhes atribuía: anular o destino, pelo pensamento. Pacheco Pereira é suficientemente lúcido, culto e conhecedor da história para não cair na nostalgia pelos intelectuais universais do tempo das visões do mundo, a que muita gente se abandona ciclicamente. Ele sabe muito bem que esse intelectual universal, que desempenhou um papel tão importante no final do século XIX e princípio do século XX, deu lugar a uma outra figura a que Foucault chamou o “intelectual específico”, com outro significado político. Mas o facto de evocar a obrigação do antigo intelectual – recordando também os erros e os crimes de que este foi autor ou cúmplice – mostra que se tornou inevitável, em certas circunstâncias, revisitar esta figura depositada nas caves da história, quando as circunstâncias reclamam mais do que escritores, artistas e filósofos que se limitam a gerir as regras autónomas do seu próprio campo.   ¶ 

Como mostra Bauman num livro sobre a “decadência dos intelectuais”, estes passaram de legisladores modernos a intérpretes pós-modernos, e a elite intelectual é hoje um grupo social que se ocupa preferencialmente de si ou, na melhor das hipóteses, do sector específico a que pertence. Assim, a cultura já não pode ter uma função crítica relativamente à sociedade, pondo em confronto valores e modos de vida, na medida em que se tornou um mero sector ‘produtivo’, rendido às argúcias teológicas da mercadoria como fetiche. Sob administração de burocratas e comissários políticos que só pensam em termos de consenso, este território inofensivo luta apenas para se manter e reproduzir. A sua tarefa é fazer a síntese total, onde tudo é compatível com tudo, e não a cesura crítica que “anula o destino”.
António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Atual, Portugal, 1.12.2012.