Bar Casa da Música

OPORTOCOOL

No último piso do edifício da Casa da Música, as noites de sábado estendem-se quando o restaurante se transforma no Bar Casa da Música, com que partilha o espaço. Entre copos e conversas, num ambiente informal e de certa forma alternativo, dança-se noite dentro ao som das últimas tendências da música electrónica. A programação a cargo de Rui Trintaeum aposta em DJ’s nacionais, sendo que nas noites de Clubbing o bar tem uma dimensão mais internacional.

O espaço tem um ar industrial, com tecto alto e disforme, como o próprio edifício onde se insere, de onde pendem painéis metálicos. Por baixo fica a pista de dança, ao longo do bar propriamente dito onde se destaca a instalação multicolor de Pedro Cabrita Reis. Existe ainda o privilégio de se desfrutar da esplanada exterior, que nos dias mais quentes nos presenteia com uma vista de excelência sobre a cidade, voltada para…

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Tenham medo, ele agora está do vosso lado

Aventar

Manuel Buiça e Alfredo Costa- herois nacionais

Perante uma afirmação de Mário Soares, por menos do que se está a fazer caiu Carlos de Bragança, a extrema-direita entrou em pânico. O problema desta gente é a noção de impunidade que imaginam protegê-los. Não há impunidade. Nem num ciclo político normal, onde se paga nas urnas, muito menos no golpe de estado que vão orquestrando, que conduz inevitavelmente a outras urnas.

Aquilo que estão a tentar fazer em Portugal falha sempre em democracia, seja porque esta funciona, seja porque deixa mesmo de funcionar.

Por enquanto não apareceu um Manuel Buiça e um Alfredo Costa, ilustres portugueses que sacrificaram a sua vida em combate contra uma ditadura, apenas porque ainda não foi tempo disso. Quem ataca doentes e  desempregados com a desfaçatez de saberem que isso não os atinge, quem pensa que a humanidade é uma selva darwinista,  arrisca-se a levar com a selva em cima e está a fabricar…

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Portugal não pode ter êxito sem mudança no enquadramento europeu | Maria João Rodrigues

Portugal não pode ter sucesso sem uma mudança do enquadramento europeu, defendeu nesta sexta-feira Maria João Rodrigues, conselheira do presidente da Comissão Europeia, na conferência “Portugal na Balança da Europa e do Mundo”.

Portugal só poderá superar a crise em que se encontra se a União Europeia avançar no sentido de completar a união económica e monetária, defendeu a economista, acrescentando que o Governo português devia apresentar uma proposta nesse sentido nas instâncias europeias.

“Não podemos ter sucesso sem uma mudança do enquadramento europeu”, disse Maria João Rodrigues, acrescentando que a crise está actualmente a gerar níveis de divergência inaceitáveis entre os países da zona euro.

“Já não é um problema de crise financeira e um problema de crise da integração europeia”, declarou Maria João Rodrigues, para quem “o mais urgente é completar a união bancária e normalizar o acesso ao crédito nas empresas dos países da zona euro em situação problemática”

“O modelo português tem de ser mais competitivo, não pela via da compressão de salários mas da criação de produtos de valor acrescentado. Há ajustamentos a fazer mas não podemos pôr em causa funções sociais do Estado”, defendeu.

“O nosso objectivo central é evitar cair na espiral recessiva para consolidar as finanças públicas, o crescimento e o pleno regresso aos mercados. O caso português pode dar um contributo para resolver o problema europeu e temos o capital de contribuição para a construção europeia que nos permitirá ser ouvidos”, afirmou ainda.

http://www.publico.pt … (FONTE)

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Casanova em Setúbal.

Casanova

No Muito cá de casa, na Casa da Cultura de Setúbal, foi noite de Casanova.

António Mega Ferreira encontrou seis cartas que Casanova escreveu – em francês – a partir de Lisboa, no ano de 1757 (dois anos após o terramoto) e acrescentou-lhes umas brevíssimas notas de rodapé, dando-lhes corpo de livro.
Foi disso e muito mais o que se falou ontem; ou o convidado não fosse o AMF.

A sessão abriu com um interlúdio musical a que se seguiu a leitura parcial de uma dessas cartas, num momento de extrema elegância – digno dos mais nobres salões da corte – abrilhantado pelo ator José Nobre.

Em 1998, afogueado com a insistente pergunta sobre os seus projetos a seguir à Expo 98 (que liderou), AMF respondeu ter como propósito traduzir a “Histoire de ma vie” de Giacomo Casanova. Não o chegou a fazer, mas acrescentou-lhe estas seis cartas.
O romance “Cartas de Casanova, Lisboa 1757”, a que o AMF deu uma forma epistolar (tão ao gosto do séc. XVIII), preenche um hiato de três meses, em que nada é referido na “Histoire de ma vie”.

Casanova só podia ter estado em Lisboa e ter escrito aquelas seis cartas (em francês) que, agora, com brio e desenvoltura de homem de filosofia, AMF, deu ao prelo.

Como sempre, no Muito cá de casa, o José Teófilo brindou-nos com uma noite animada, digna de um renascimento português, onde se falou de literatura e do seu processo criativo, se evocou Bocage…

E mais não digo. Tivessem aparecido.

A opressão para-totalitária da classe política em relação ao povo | Orlando Braga in “Perspectivas”

politicamente-incorrectoA classe política decidiu que vivemos em liberdade, e como que por acção de uma varinha mágica, passamos a “viver em liberdade”.
Mas a verdade é que não é porque a classe política “decide” que vivemos em liberdade que, por sua alta recreação, passamos de facto a viver em liberdade. Para que vivamos em liberdade não chega a manipulação sistemática da opinião pública por parte da classe política: é preciso também que a classe política respeite o senso-comum e uma ética racional.

Quando a opinião pública muda tão rapidamente como tem mudado em assuntos tão diversos como a submissão canina e indigna à União Europeia ou ao “casamento” gay, então, ou a opinião não mudou de facto, ou a sociedade não é livre — porque a opinião pública, numa sociedade que seja de facto livre, não muda com a rapidez que tem mudado nos últimos dez anos. Já não vivemos em democracia; e a “liberdade” é apenas aquilo que a classe política quer que seja.

A classe política — tal como Rousseau preconizou mediante o conceito abstracto, abstruso e absurdo de “vontade geral” — “obriga os cidadãos a serem livres”. O povo é obrigado a ser livre em conformidade com o conceito exclusivista de “liberdade” imposto pelas elites.

http://espectivas.wordpress.com/2013/04/13/a-opressao-para-totalitaria-da-classe-politica-em-relacao-ao-povo/ … (FONTE)

O Inferno de Dante capitalista e pós-moderno | António Pinho Vargas

111apv 01Os media, as tvs, tratam com o mesmo entusiasmo, todos os acontecimentos que seleccionam como se todos tivessem a mesma importância. A expressão que há uns anos se tentou introduzir na área cultural, “indústria de conteúdos”, que, aliás, desapareceu com a mesma velocidade com que foi introduzida por algumas luminárias industriais, aplica-se com mais propriedade a esta máquina diária de produção de eventos; o que disse fulano é tratado como o que disse sicrano; a crise financeira de Chipre tem a mesma importância da crise financeira do Sporting; a remodelação de dois ministros é tratada como idêntica – como assunto propulsor de discursos – a uma manifestação de um milhão de pessoas; a gritaria da Assembleia de manhã é transposta para uma pequena gritaria à noite em vários canais em simultâneo sobre os mesmos assuntos que foram discutidos à tarde. E todos, mas todos os “acontecimentos” servem para uma tempestade imparável de comentários, debates, entrevistas, seguidas de análises das entrevistas anteriores e assim sucessivamente. Com uma variante: a crise de todos os dias é suspensa todas as segundas-feiras para se juntarem vários grupos de 3 pessoas e falarem de futebol à mesma hora, não de futebol propriamente dito, mas da vária miséria que anda à sua volta, da qual esses programas fazem parte integrante.
O inferno não deve ser muito diferente de tudo isto (somado multiplicado, amplificado e eternizado).
Quanto tudo é equivalente a qualquer outra coisa é o mesmo que qualquer coisa ser equivalente ao nada.
Claro que não é verdade. Mas parece. É uma indústria de “conteúdos” florescente, produtora de um stress síncrono no qual todos participamos (dentro ou fora) com maior ou menor alegria, ou com maior ou menor fúria.

Falta apenas um aspecto a constatar: a arte nunca existe.

António Pinho Vargas

FILIPA DE LENCASTRE – por Fernando Correia da Silva

A Viagem dos Argonautas

Um Café na Internet

logótipo um café na internet

O inglês John Gaunt, duque de Lancaster (os portugueses dizem e escrevem Lencastre…) é pretendente ao trono de Castela em virtude do seu casamento com Constança,Imagem1 filha de Pedro-o-Cruel. Já conquistou todo o norte da Galiza e agora muito lhe convém uma aliança com D. JOÃO I, Mestre de Avis, pois este, para garantir a independência de Portugal, está sempre em guerra contra os castelhanos. E a aliança, porque interessa a uma e outra parte, é assinada em 1386 e reforçada em 1387 através de um casamento político: John Gaunt dá a mão da sua primogénita D. Filipa de Lencastre a D. JOÃO I. O casamento realiza-se na Sé do Porto, a 2 de Fevereiro.

 Em 14 anos, de 1388 a 1402, D. Filipa dá à luz oito filhos: D. Branca, D. Afonso, D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, D. Isabel, D. João e D…

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