Pentacórdio para Domingo, 7 de Abril

A Viagem dos Argonautas

por Rui Oliveira

 

 

 

   Num Domingo, 7 de Abril calmo (e que já se não prevê chuvoso), será contudo prudente continuar a abrigar-nos em “templos da cultura” quais o CCB ou a FCG, com a particularidade de, neste dia, se ouvirem quase só artistas nacionais.

 

 

Ludovice Ensemble

   O destaque poderá ir para o concerto que neste Domingo dará, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 19h, o grupo de interpretação de Música Antiga “Ludovice Ensemble”, que aqui reúne diversos instrumentistas em torno de Miguel Jalôto (órgão e direcção), acompanhado de Hugo Oliveira (barítono).

Ludovice Ensemble 2   Criado em 2004 por Fernando Miguel Jalôto e Joana Amorim (na foto), com o objectivo de divulgar o repertório de câmara vocal e instrumental dos séculos XVII e XVIII através de interpretações historicamente informadas, usando instrumentos antigos, o nome de “Ludovice Ensemble”  homenageia o arquitecto…

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“União Europeia morreu em Chipre” | VIRIATO SOROMENHO MARQUES – DN 26-03-2013

“Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida.

A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos.

Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains.

A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.”