O espelho da origem

Espelho

A arte que vive do seu lado performativo, em que o artista integra o processo criativo imolando-se na obra final, tem feito a sua história graças a uma particular atenção dos média. Confrontado com o ato de exibicionismo gratuito, o artista invoca em sua defesa, o contexto artístico em que o ato de criação decorre.

A artista plástica luxemburguesa Deborah de Robertis expôs o seu sexo diante do quadro do pintor Gustave Courbet ‘A origem do mundo’, no Museu D’Orsay, em Paris. Podemos ler aqui a defesa que a artista fez da sua intervenção. Contudo, esta arte vive de uma relação de provocação e escândalo que deixaria de fazer sentido sem a presença dos média. É uma arte para o grande consumo em diferido, no conforto do nosso sofá. Alimenta o impulso consumista burguês, partindo da estética formal dos nossos conceitos para nos chocar. Transversal a todos cânones é uma arte para consumo maciço.

Outras intervenções artísticas do tipo disruptivo:

Miló MoiréAna Borralho e João Galante.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.