O PROJECTO ANGLO-AMERICANO DA GUERRA PERPÉTUA | José Gabriel Pereira Bastos

Duas Guerras contra a Alemanha deixaram o Eixo Imperial Anglo-Americano (com a França a tentar não ficar de fora) numa posição de prepotência que a Guerra Fria (a “luta contra o comunismo”) reforçou.

Com a implosão da URSS, o Eixo ficou sem ‘inimigo’ e rapidamente teve que inventar um, com Dick Cheeney. A inventona do 9/11 permitiu avançar o “projecto imperial de invasão de sete países em 5 anos”.tendo como alvo último o Irão Xiita, utilizando os Sunitas como instrumento.

Correu mal, como corre sempre mal aos Americanos, quando atacam na Ásia (Coreia, Vietname). Agora não só não conseguem sair de lá (estão no Afeganistão há 17 anos e no Iraque há 15, perderam a guerra da Síria e, ao apoiarem a Al Qaeda, o ISIS, a Al-Nusra, perderam o contrôlo instrumental do terrorismo Sunita.

Subjacente a toda esta desestabilização histórica programada, continua o projecto Maçónico Anglo-Americano da New Age, isto é, do sincretismo religioso místico-ritual, que veio substituir o projecto republicano francês, com a sua ‘religião cívica’, que se tornou obsoleta, como a França, a burguesia, o proletariado, a Arte Nova, a Modernidade.e o ateísmo.

Os Americanos, já Freud lembrava, não teorizam, sincretizam, E a sincretização dos DOIS DEUSES ÚNICOS com umas festas pagãs da Primavera e uns rituais homoeróricos secretos para burgueses, tudo ao serviço do Deep-State, parece-lhes bem. Não vão a parte alguma com a New Age mas como são muito ‘religiosos’ e já têm multidões de Evangélicos Republicanos Nacionalistas, dão uns para os outros, já que não conhecem o Mundo e pouco ou nada lêem ou viajam. É a Democracia do Vale tudo (até tirar olhos) e da Grande Confusão Ideológica a que chamam, por lá, “Democracia” Bilionária.

A invasão islâmica da Europa a partir da Líbia e da Síria, destruídas e o multiculturalismo (com a imposição de regras islâmicas em tribunais da Sharia, e nas escolas) tornam-se inquietantes com o RETORNO DA GERONTOCRACIA RELIGIOSA, enquando associado ao RETORNO DAS RELIGIÕES e com o RETORNO DO AUTORITARISMO FÁLICO, um ‘cluster’ bem conhecido mas pouco reconhecido, associado à repressão das mulheres e dos jovens, ao minguar da liberdade sexual e, no actual contexto, ao receio do ‘sacerdócio mártir’ do terrorismo sunita que viaja e se organiza nos fluxos de refugiados..

Quando algo pode correr mal, vai correr mal. Mal para o Eixo Anglo-Americano, mal para o mundo islâmico destroçado, mal para o Mundo que assiste calado à vitória da Indústria americana do armamento, (NATO-CIA-Deep State) que utiliza o controlo dos Media para propagar fachadas “civilizacionais” a que ‘devemos’ aderir.

A Síria, mais do que um objectivo militar, é um objectivo televisivo muito bem encenado para promover a militância da “Civilização Ocidental” contra os Demónios Islâmicos e Russos, que, se acreditarmos nos Media Ocidentais, adoram gasear populações na Síria e espiões em Inglaterra para se auto-destruírem moralmente. Há quem acredite na televisão e nos jornais, que conseguem boas vendas com o Drama Histórico (histérico?), como se fosse credível que a Rússia e a Síria achassem que era altura de gasear fosse quem fosse, em territórios controlados pelos Anglo-Americanos, que podem encenar o que muito bem lhes apetecer.

Os Media conseguem até a proeza de levar o povão a achar que o Governo nacional da Síria deve colapsar perante uma multidão de grupúsculos sunitas terroristas pagos pelos Americanos, que têm dois mil soldados em território sírio, e que a Rússia é um monstro quando apoia coerentemente um país vizinho contra a invasão Anglo-Americana, vinda de muito longe.

Acontece que convém olhar para o Mapa Mundo – o Próximo Oriente fica a milhares de quilómetros do Reino (des)Unido e a muitos mais da América e não atacou, foi invadido por um Projecto Imperialista longamente planeado de Construção de Inimigos Inventados (com apoio em Israel e na Arábia Saudita).

O AGRESSOR é o tal “civilizado”, como desde há séculos, primeiro com a colonização directa de três continentes, de seguida com a descolonização anglo-americana, programada em 1942, durante a 2ª GG e agora com a corrupção sistemática dos líderes de Bruxelas e com a invasão militarizada do Islão, início da Guerra Eternizada, sem a qual as Indústrias do Armamento Anglo-Americano não podem sobreviver.e a sua economia colapsa.

Vendem-nos, desdeAdam Smith e Marx, o discurso da Economia, mas os Processos Identitários é que propulsionam as dinâmicas do Mundo, nomeadamente económicas. A Luta de Classes já lá vai, a Luta dos Impérios continua. Quem está atento aos clubismo no futebol, sabe do que falo.

O ‘povo’ deixa? Como sabem, o Povo (um mito francês) nunca existiu, embora possa integrar procissões e manifs, por poucas horas, para a fotografia.. As populações trabalhadoras pagarão muito caro em ‘crises do capitalismo’ e ‘terrorismo’.

Como sempre,nos Processos Identitários, trata-se de ‘inventar demónios’ para soltar os Demónios Imperial-Militaristas de uma Geo-Estratégia serôdia,a que chamam ‘Globalização’ (Imperial), algo que o Mundo que quer viver em Paz dispensaria se não permanecesse estático, passivo e calado, como se a Guerra (militar e terrorista) fosse um espectáculo inevitável, como vamos sendo informados pela produção cinéfila americana. (O cinema europeu continental é sociológico e micro-dramático, a Inglaterra é que tenta arrastar-se penosamente atrás dos Americanos, com Churchils e Dunquerques).

Ao que parece, ninguém (excepto os Militares da NATO) e a Mega Banca quer a Guerra e o Terrorismo que lhe (co)responde (a Guerra é o maior negócio do Mundo), mas também ninguém quer a Paz, essa é o principal fundamento do Mal-Estar na Civilização, a paralisia estarrecida com que os Filhos da Civilização assistem à Cena Primitiva sangrenta e à brutalidade do “Pai” Americano.

Um Ciclo de Cinema sobre a “VIOLÊNCIA AMERICANA” seria muito esclarecedor, mas nada resolveria, porque as populações têm pequenas ‘tarefas’ caseiras a tratar, trabalhos académicos a apresentar ou noitadas já combinadas. As formiguinhas evitam olhar para o COMBATE DOS CHEFES
e lá vão fazendo penosa e burocraticamente, as suas humildes Manifs.(histriónicas).

O Eixo Anglo-Americano conseguiu apropriar-se da “Civilização” (seja isso o que for, além do Grande Mito Racionalista” do século XIX). Consequências: a preocupação ética e a militância pelo DESARMAMENTO E PELA PAZ NO MUNDO atingiram o seu ponto zero, a União Europeia transformou-se num Estado-Vassalo da América e a Extrema-Direita cresce na Europa identitariamente deprimida, e na América Latina.economicamente devastada pela manipulação imperial dos preços do petróleo que já atingiu os seus objectivos políticos, uma vez que estão já a subir para criar um novo tipo de crise).

A manipulação económica e a Guerra Eternizada são os dois grandes instrumentos da Política Imperias, como se vai vendo, sem que surjam TEÓRICOS pós-‘republicanos’ e pós ‘marxistas´, agora que ‘O POVO’ e ‘OS TRABALHADORES’ recolheram ao Museu da História.

Como cantava Rilke. “Quem, se eu gritar (,,,), me ouvirá?” É aí que estamos.

José Gabriel Pereira Bastos

Retirado do Facebook | Mural de José Gabriel Pereira Bastos

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