Gonçalo M. Tavares na Jornada Nacional da Pastoral da Cultura | Fátima | 2 de Junho de 2018

CAR7799 SÃO PAULO 22/06/2017 ALIAS GONÇALO M. TAVARES Gonçalo M. Tavares , escritor portugues durante palestra realizada na UNIBEs, rua Oscar Freire 2500 . FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

O escritor e professor universitário Gonçalo M. Tavares é um dos participantes na 14.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que a 2 de junho debate, em Fátima, o tema “Desporto – Virtudes e riscos”.

A extraordinária cartografia do humano de Gonçalo M. Tavares, o “Atlas do Corpo e da Imaginação” de 2013 – tributário da formação académica do autor nas Ciências da Motricidade e do Desporto –, assinala um entendimento fulgurante da saudade como «nostalgia de uma possibilidade» que pode valer esteticamente por todo um programa de resgate ético e metafísico.

O encontro, aberto a crentes e não crentes, centra-se no significado antropológico e nas atuais conexões socioculturais do Desporto – poética e ética do corpo e do espírito, poderes e desvios da irradiação social (negócio, corrupção, alienação, etc.).

Na Jornada os conferencistas, que continuarão a ser divulgados nos próximos dias, refletirão também sobre a possibilidade de atualização da perspetiva cristã do ideal humanista de “mens sana in corpore sano” (mente sã em corpo são).

O tema foi escolhido na sequência das múltiplas intervenções do papa Francisco e dos seus antecessores sobre o Desporto, área que suscitou a criação de um departamento exclusivo por parte do Conselho Pontifício da Cultura.

Entre as numerosas iniciativas do Vaticano contam-se a primeira conferência global sobre fé e desporto, a organização de competições internacionais no campo do atletismo, futebol de salão e críquete, a participação de delegações da Santa Sé nos Jogos Olímpicos e a criação de equipas desportivas.

Durante a Jornada Nacional da Pastoral da Cultura será concedido o prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes ao ator Ruy de Carvalho.

Gonçalo M. Tavares

Entre prosa e verso, a figura que partilha com o poeta Tolentino Mendonça o topo do cânone literário português do século XXI é Gonçalo M. Tavares (n. 1970), com sua obra a um tempo construtivista e vertiginosa, com seu próprio mapa estrutural “in progress”, num persistente gesto de afirmação autoral: a delimitação de um território textual, a cartografia da sua constituição por programas de géneros e subgéneros e a distribuição de sinais de sua ligação a uma “enciclopédia” pessoal.

Num estilo inconfundível, de aparente normalidade vocabular e sintática a recobrir uma explosiva carga de antinomia semântica, lavra um jogo de ideias com fundo filosófico; e lavra sobretudo a ambiguidade de paradoxos morais a que conduz, com a emergência em humor surreal no quotidiano das grandes intuições suscitadas pelas pequenas coisas (por exemplo, o absinto em “O Senhor Henri”), o entrechoque dessas ideias com a experiência existencial.

Em Gonçalo M. Tavares imperam o paradoxo e a violência lógica nas personagens, no enredo e na imagística das prolíficas criações deste escritor, onde aliás tudo passa por uma espécie de fisiologia cognitiva, imaginativa e volitiva, mediada pelos recursos e ditames do corpo (a força e a compaixão, o desejo e a saciedade, a violência e a ternura, por exemplo).

SNPC 
Imagem: D.R. 
Publicado em 13.05.2018

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s