O GPS e a mentira política, por Carlos Matos Gomes

A mentira política tradicional incidia habitualmente ou sobre segredos autênticos, ou sobre intenções. Atualmente as mentiras políticas manipulam factos conhecidos de toda a gente. A técnica de mentira atual assenta no desvio da atenção e na negação ou adulteração de qualquer acontecimento cuja narrativa convenha ser estabelecida consoante os interesses de um grupo com capacidade para a impor.

Com as técnicas modernas utilizadas pelos massmedia é hoje muito mais fácil realizar a operação de reescrita da verdade do que alguma vez o foi. As duas mentiras políticas do momento dizem respeito, uma à autorização dada ao regime de Kiev dado pelo “Ocidente alargado” para utilizar as suas armas de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. A outra mentira, a de que, de novo o “Ocidente alargado”, em particular os Estados Unidos, o seu cabeça de império, está muito incomodado com o massacre e chacina de Gaza, mas que os israelitas, e o seu cabo de guerra Netanyiahu, não seguem as determinações de moderação.

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GILLES DELEUZE, O ÚLTIMO GRANDE SPINOZISTA | por Marcos Bazmandegan

Deleuze foi um filósofo original. A sua obra foi uma das mais importantes do século XX, não só porque reavivou o debate metafísico com a questão da Diferença e Repetição, como trouxe novos insights à Ontologia e à Ética. Acima de tudo, foi um grande spinozista. Considerou e apelidou Spinoza de “O Príncipe dos Filósofos”, título roubado a Aristóteles. No seu entusiasmo pelo pensamento de Spinoza, soube ser original, desenvolvendo questões que Spinoza apontou, trazendo-as para o centro da lide filosófica e existencial do terrível e difícil século XX.

O melhor comentário a um original é a produção de outro original, e por isso Deleuze repetiu Spinoza recriando-o, inovando-o, no mesmo espírito.

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Le pissenlit est la seule fleur qui symbolise le soleil, la lune et les étoiles | in Grammaire et conjugaison, Facebook.

Le pissenlit est la seule fleur qui symbolise le soleil, la lune et les étoiles. La fleur jaune représente le soleil, la boule de bouffée symbolise la lune et les graines qui se dispersent ressemblent à des étoiles. Le pissenlit s’ouvre pour saluer le matin et se ferme le soir pour dormir.

Chaque partie du pissenlit est utile : sa racine, ses feuilles et sa fleur peuvent être utilisés pour la nourriture, les médicaments et la teinture pour la coloration.

Jusqu’aux années 1800, les gens retiraient l’herbe de leurs pelouses pour faire de la place aux pissenlits. Le nom “pissenlit” est attesté dès le XV e siècle, il provient des propriétés diurétiques de la plante, littéralement “pisser en lit”,  Il possède une des plus longues saisons de floraison de toute plante. Les graines peuvent voyager jusqu’à plus de 3 km de leur origine. Les animaux comme les oiseaux, les insectes et les papillons consomment le nectar ou les graines du pissenlit. 

Les fleurs de pissenlit ne nécessitent pas de pollinisation pour produire des graines. Ils étaient connus des anciens Égyptiens, Grecs et Romains et ont été utilisés dans la médecine traditionnelle chinoise depuis plus de mille ans. En médecine populaire, les pissenlits sont utilisés pour traiter les infections et les troubles du foie. Le thé au pissenlit agit comme un diurétique.

Les pissenlits sont sans doute les plantes les plus réussies qui existent, maîtres de la survie dans le monde entier.

Pintura | Maher Morcos, artista egípcio

Maher Morcos é um artista egípcio. Nasceu em 23 de fevereiro de 1946 no Cairo, Egito, filho de mãe egípcia e pai italiano. Começou sua carreira como artista aos 13 anos, quando começou a vender aquarelas para turistas que retratavam cenas da vida cotidiana entre as antigas ruínas do Egito. Aos 14 anos, participou do concurso nacional patrocinado pelo governo egípcio e venceu.

 Floriano Martins: a prosa poética à flor da pele, por Adelto Gonçalves

Em seu novo livro, ‘Sombras no Jardim’, o poeta reafirma sua busca pela experimentação linguística.

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Se a prosa poética se dá a partir da fusão do enredo e da poesia, com “a narratividade desenvolvida em ambiência lírica ou épica”, como observou o professor Massaud Moisés (1928-2018) em A Criação Literária – Prosa II (São Paulo-SP, Editora Cultrix, 2015, p. 29), é, certamente, essa a definição mais apropriada para Sombras no Jardim (Natal-RN, Arc Edições/Sol Negro Edições, 2023), de Floriano Martins (1957), poeta, dramaturgo, ensaísta, crítico literário, artista plá ;stico e tradutor, dono de vasta obra que inclui mais de uma centena de livros publicados no Brasil, em Portugal e em outros países.

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