O ÚLTIMO GRANDE PENSADOR PORTUGUÊS | Agostinho da Silva

agostinho-da-silvaFaria hoje 110 anos um dos últimos grandes pensadores portugueses. Nascido no Porto em 1906, George Agostinho Baptista da Silva foi filósofo, foi poeta, foi ensaísta e pedagogo; os seus pensamentos são de tal modo marcantes que ainda hoje se mantêm bem vivos nos círculos intelectuais portugueses.

Uma mistura de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, com forte afirmação da Liberdade no seu máximo esplendor e da realização do Ser Humano. Com grandes preocupações – e conselhos – sobre a vida em sociedade e sobre as mudanças necessárias para uma vida, quer individual, quer coletiva, com muito mais significado e tolerância pelo próximo.

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Francisco Pinto da Cunha Leal (1888-1970)

Francisco Pinto da Cunha LealComeça a vida política como militante do partido centrista de Egas Moniz em 1917. Deputado do parlamento sidonista em 1918, chegando a exercer, durante esse período, o cargo de diretor-geral dos transportes terrestres. Alinha na conspiração republicana contra Tamagnini Barbosa em 1919. Fundador do grupo popular, com Júlio Martins, assumindo a direção do jornal O Popular. Como membro dos populares é ministro das finanças dos governos de Álvaro de Castro e Liberato Pinto, de 20 de novembro de 1920 a 22 de janeiro de 1921. Chefe do governo de 16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922, acumulando a pasta do interior. Reitor da Universidade de Coimbra em 1924-1925 (demitido, por ter apoiado o 18 de abril de 1925). Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino, a partir de 1925. Fundador da União Liberal Republicana em 1926. Em 1930, como presidente do Banco de Angola, critica os efeitos nesse território da política financeira de Salazar. Foi demitido. Será preso em julho desse ano, acusado de promover um golpe de Estado. Deportado para os Açores, evade-se e vai para o exílio, em Espanha. Regressa em 1932. Conspira com Rolão Preto em 1934. Passa a dirigir A Noite, em 1934-1935. Volta a ser preso em 1935. Candidato pela oposição em Castelo Branco, em novembro de 1949 e em 1953. Em 1961 assume-se como defensor da autodeterminação com brancos e pretos…

Retirado do Facebook | Mural de José Maltez | 2016-02-14

https://www.facebook.com/jose.adelino.maltez?fref=nf

As más ondas gravitacionais de Portugal | Ferreira Fernandes in “Diário de Notícias”

ferreira-fernandesTudo isto é estranho. Mas Schäuble ter tantos fãs em Portugal ainda é mais.

O homem do dedo em riste voltou a atacar. “Estamos atentos aos mercados financeiros e acho que Portugal não pode continuar a perturbar os mercados”, disse ontem Wolfgang Schäuble. Se o problema era o nervosismo dos mercados, o ministro alemão deve ter acalmado, deve. Ontem, o italiano La Repubblica: “Profundo Vermelho na Bolsa”; o espanhol El Mundo: “Os Mercados Duvidam da Solvência do Deutsche Bank”; o francês Le Monde: “Ações da Societé Général Mergulham”… Meu Deus, Costa, põe mão no Centeno, que a Europa não aguenta! O papel de Portugal nas finanças mundiais é tremendo. Portugal não é a minhoquice de Espanha (onde as perdas do IBEX, este ano, são só cem mil milhões de euros…), não, nós somos capazes de ondas gravitacionais negativas como só Schäuble e Einstein são capazes de prever, a cem anos ou já para a próxima crise. A Espanha só merece um raspanete: “O Eurogrupo descarta dar a Espanha a flexibilidade no défice que pede Rajoy” (ontem, El País). Ela é minorca economicamente e tem solidez política (tirando, claro, não ter governo e, a tê-lo, será com o Podemos, solução que pode estilhaçar o país, mas só na Catalunha…). Essa não assusta Schäuble. O problema, mesmo, é Portugal. Não chega o Centeno não pedir flexibilidade, prometer cumprir o défice e dizer ao Eurogrupo que tem medidas para o caso de “vir a ser necessário”… Tudo isto é estranho. Mas Schäuble ter tantos fãs em Portugal ainda é mais.

Ver original aqui:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/ferreira-fernandes/interior/as-mas-ondas-gravitacionais-de-portugal-5025950.html

BISCATES | A Direita Vendida | por Carlos de Matos Gomes in “A Viagem dos Argonautas”

carlosdematosgomesO Estado Novo, ou o salazarismo, era um regime nacionalista. Por ser uma ditadura, conservador, anti-comunista e anti-liberal e, acima de tudo, por ter durado muito, o salazarismo foi confundido com a Direita portuguesa. Passou a ser entendido como a essência da direita portuguesa. Para os seus adeptos e opositores, durante quarenta e alguns anos a Direita era o salazarismo e era nacionalista.

A realidade não era essa, mas a imagem projectada pela propaganda de António Ferro foi a de uma direita que tinha as glórias de Quinhentos e os Lusíadas como padrão da identidade nacional. Um grande povo de uma pequena nação. Portugal contra o Adamastor. Portugal contra o Mundo. O mapa de Henrique Galvão para a Exposição Colonial, com as colónias portuguesas a cobrirem a Europa e a legenda: Portugal não é um país pequeno, representa o pensamento da direita nacionalista portuguesa.

Essa direita foi apenas um hiato na história política da direita portuguesa, pelo menos desde o Tratado de Methuen.  A velha direita, a direita da História, a direita de sempre, a da venda e do servilismo, é a que recebe hoje os funcionários da Troika com entusiasmo e fervor.

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