Bibliothèques numériques : faut-il tourner la page ?

BIBLIOTECA-VATICANO - 200Le terme même de bibliothèque on le trouve pour la première fois, en Grèce, au IVe siècle avant Jésus-Christ. Le terme de numérisation, en tout cas dans le grand public, on l’enregistre pour la première fois dans une vallée de Californie, il y a à peu près 25 ou 30 ans. Il se trouve qu’en ce début du 21e siècle l’improbable est en train de se produire : les bibliothèques du monde entier se numérisent, une page se tourne pour les bibliothèques. Une page ou plutôt, des milliers ou des millions. Un exemple : la bibliothèque de France, en 2010, a mis à disposition du public via sa bibliothèque en ligne Gallica 2, près de 400 000 documents imprimés, cela représente un peu plus de 45 millions de pages. Cela dit, numérisation oui, mais pourquoi, pour qui, pour quoi faire, pour relever quel défi ? Géopolitis décrypte ce moment, transmission du savoir, entre connaissances du passé et technologies de l’avenir.

http://enseigner.tv5monde.com/fle/bibliotheques-numeriques-faut-il-tourner-la-page

VALÉRIO ROMÃO | DEZ RAZÕES PARA ASPIRAR A SER GATO

ser-gato-capaJPEG - 250Capa e ilustração de Alex Gozblau

O novo livro de Valério Romão é um conjunto de dez contos. Histórias de personagens que de boa vontade trocariam as suas vidas com a de um gato, à excepção de um menino que daria tudo para não ter que ser o gato da Alice na festa da 4ª classe.

Neste livro é melhor ser gato que ser pobre (Razão 1); melhor do que ser gato-sapato num emprego abaixo de cão (Razão 2); antes gato que rato de biblioteca num curso para o desemprego (Razão 3); porque os gatos podem ter todos os defeitos, mas não são ga-a-a-a-gos (Razão 4); antes gato do que viver preso aos fios de uma existência entrevada (Razão 5); porque os gatos não pedem nem fazem juras de amor eterno (Razão 6); porque os gatos não têm problemas de visão (Razão 7);  só quando se é ainda muito criança é que não se percebe a vantagem de ser gato – “eu não quero ser gato, não quero, não quero! “(Razão 8); porque ninguém leva a mal que um gato tenha uma vida assim-assim (Razão 9) “porque os gatos não são felizes, são melhores”, como se diz na Razão 10.

YVETTE K. CENTENO | Aniversário

Yvette - 200Figura maior da cultura portuguesa, Yvette Centeno.
Poeta, ficcionista, dramaturga, ensaísta e tradutora, é, desde 1986, professora catedrática na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona desde 1974. Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa (1963) com uma tese sobre Robert Musil e o Homem sem Qualidades, doutorou-se em Literatura Alemã, em 1979, com uma dissertação sobre A Alquimia e o Fausto de Goethe e um trabalho complementar sobre Thomas Vaughan, Um Filósofo Hermético do Século XVII.

Desde cedo se interessou pela simbologia, tendo orientado um seminário sobre Filosofia Hermética na obra de Fernando Pessoa, de 1976 a 1978, e tendo criado, em 1980, o Gabinete de Estudos de Simbologia, de que é directora. Mais recentemente, criou um núcleo de estudos dedicado ao Teatro e à Sociedade. Dirige a ACARTE, desde 1994, órgão ligado à Fundação Gulbenkian, que promove manifestações culturais em Lisboa em teatro, dança, literatura e música. No âmbito dos mestrados que organizou em Estudos Alemães e Estudos Literários Comparados, dirige um Seminário regular sobre Fernando Pessoa. Assegura também regularmente seminários de Literatura, História das Ideias e História da Cultura Alemã, constando do seu currículo numerosos seminários e conferências em universidades estrangeiras, com destaque para Paris, Bordéus, Berlim, Colónia, Madrid, Barcelona, Granada, Londres, Oxford e, mais recentemente, os Estados Unidos da América (Universidades de Harvard, Brown, Southern Massachussets e Tulane/New Orleans).

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