Metamorfoses | Públio Ovídio Naso

Públio Ovídio Naso , conhecido como Ovídio nos países de língua portuguesa (Sulmona, 20 de março de 43 a.C. — Constança, Romênia, 17 ou 18 d.C.) foi um poeta romano que é mais conhecido como o autor de Heroides, Amores, e Ars Amatoria, três grandes coleções de poesia erótica, Metamorfoses, um poema hexâmetro mitológico, Fastos, sobre o calendário romano, e Tristia e Epistulae ex Ponto, duas coletâneas de poemas escritos no exílio, no mar Negro.

Ovídio foi também o autor de várias peças menores, Remedia Amoris, Medicamina Faciei Femineae, e Íbis, um longo poema sobre maldição. Também é autor de uma tragédia perdida,Medeia. É considerado um mestre do dístico elegíaco e é tradicionalmente colocado ao lado de Virgílio e Horácio como um dos três poetas canônicos da literatura latina. O estudioso Quintiliano considerava-o o último dos elegistas amorosos latinos canônicos.[1] Sua poesia, muito imitada durante a Antiguidade tardia e a Idade Média, influenciou decisivamente a arte e a literatura europeias, particularmente Dante, Shakespeare e Milton, e permanece como uma das fontes mais importantes de mitologia clássica.[2] Seu estilo tem caráter jocoso e inteiramente pessoal — às vezes o eu-lírico de seus poemas são o próprio Ovídio.

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Escreveu sobre amor, sedução, exílio e mitologia. Estudou retórica com grandes mestres de Roma e viajou para Atenas e Ásia exercendo funções públicas com o objetivo de tornar-se um Cícero, mas, para desgosto do pai, resolveu dedicar sua vida à poesia.

O dístico elegíaco é a métrica mais comum em seus poemas: os Amores — Ars Amatoria, Remedia Amoris — são longos poemas didáticos; os Fastos, sobre festivais romanos; o Medicamina Faciei Femineae, sobre cosméticos para mulheres; cartas fictícias escritas por heroínas mitológicas permeiam o enredo das Heroides; e todas suas obras restantes são escritas no exílio e sobre o exílio (Tristia, Epistulae ex Ponto, e Íbis).

Os dois fragmentos restantes da tragédia Medeia estão escritos em triâmetro iâmbico e anapesto, respectivamente; as famosas Metamorfoses estão escritas em hexâmetro dactílico, e são conhecidas como “métrica épica” a exemplo da Eneida de Virgílio e da Ilíada e Odisseia de Homero.

Vivia uma vida boêmia, sendo admirado por toda a Roma antiga como um grande poeta. No ano 8 d.C., foi banido de Roma pelo imperador Augusto. Não é sabida a causa do banimento, mas muito provavelmente o seu envolvimento num escândalo com Júlia, a neta do imperador, e o facto provável deste ter achado imoral seus conselhos em Ars Amatoria deve ter contribuído para o acontecimento. Antes de morrer, preparava aquela que seria sua última obra, Haliêutica, sobre a arte da pesca; Caio Plínio Segundo acreditava que este era mais um ato de diversão de Ovídio, que não tinha qualquer interesse pelo tema tratado. Ovídio faleceu no ano 17 em Tomis (atual Constança na Romênia). Hoje, o país considera Ovídio o primeiro poeta romeno.

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