Estados Unidos da América | Um debate impensável? | Manuel Augusto Araújo

Um debate impensável? Impensável porquê? Anda todo o mundo e ninguém distraído ou mentalmente intoxicado pelo que nem sequer se apercebe da realidade que há decadas é perfeitamente vísivel!!! Nos EUA o que existe é um totalitarismo corporativo bipartidário que trabalha para o complexo militar industrial e financeiro em que se elegem presidentes, senadores e representantes para a Câmara dos Representantes desde que sejam flexíveis para os lobistas que os direccionam. Têm dúvidas?

Desiludam-se !!! Comparem as gestões dos dois Bush e do Clinton e do Obama. Diferenças substanciais? Nenhumas nas políticas agressivas para o império sobreviver. O problema é que o império está em decadência económica mas continua a ser uma superpotência militar o que é um perigo real para a paz mundial. A esquerda norte-americana, com todos as suas particularidades, demite-se como o fez Bernie Sanders, da vez anterior trucidado pelos golpes sujos de Hillary Clinton que impossibilitaram a sua escolha, agora porque acabou abandonado por muitos apoios que lhe eram essenciais.

Se exceptuarmos Franklin Roosevelt, o que também muito se deve às particularidades e circunstâncias em que decorreram os seus mandatos, escolher entre um candidato republicano ou democrata é pouco expressivo no totalitarismo sistémico partilhado pelos dois partidos, o que agora provavelmente ficou mais visível pela qualidade(???) dos candidatos, para desilusão dos demo-liberais de todo o mundo que muito se comprazem com os espectáculos de opera buffa das democracias formais, o que explica os derrames lacrimosos nos media e nas redes sociais.

Leiam de Sheldon Wollin, Democracy Incorporated, Maneged Democracy and ther Specter of Iinverted Totalitarism «O governo não precisa acabar com a dissidência. A uniformidade da opinião pública imposta através da media corporativa faz um trabalho muito eficaz (…) as elites, especialmente a classe intelectual, foram compradas por meio de uma combinação de contratos governamentais, fundos corporativos e fundações, projectos conjuntos envolvendo pesquisadores universitários e corporativos.

Com doações de indivíduos muito ricos, universidades (especialmente as chamadas universidades de pesquisa), os intelectuais, os estudiosos e os pesquisadores foram perfeitamente integrados ao sistema (…) Nenhum livro é queimado, nenhum Einstein permanece na condição de refugiado (…) mas no totalitarismo invertido, o inverso é verdadeiro, a economia domina a política e com essa dominação surgem formas diferentes de crueldade (…)

Os Estados Unidos tornaram-se a vitrine de como somos tolerados como cidadãos, apenas enquanto participamos da ilusão de que vivemos numa democracia participativa. No momento em que nos rebelamos e nos recusamos a participar dessa ilusão, o rosto do totalitarismo invertido parecerá o rosto dos sistemas totalitários do passado.»

Retirado do Facebook | Mural de Manuel Augusto Araujo

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