Do MDLP ao MEL e do ELP ao Chega: sempre o mesmo fel | Carlos Matos Gomes

Do MDLP ao MEL e do ELP ao Chega: sempre o mesmo fel.

Do que li, vi e ouvi a propósito de presença de Rui Rio e Passos Coelho numa sessão organizada por uma nova empresa de marketing político que adotou para o efeito o pseudónimo de MEL — Movimento Europa e Liberdade — conclui que eles não sabem de quem são filhos, ou quem são os pais. Em sentido político, é evidente. São dois seres sem raízes, sem passado, sem história, sem leituras, sem referências, sem credibilidade. Os frangos de aviário são assim fabricados, como os hambúrgueres ou as salsichas em lata. Já quanto à participação de políticos até agora aderentes ao Partido Socialista, a questão não é a de desconhecerem a paternidade, mas sim a de, segundo o Princípio de Peter, terem atingido o seu patamar de incompetência e de ali terem ido para adoção e uma segunda vida. Foram seguir os passos da atriz em decadência Maria Vieira, que representa o papel de madrinha do Chega.

Quanto ao convívio do MEL, na realidade uma ação de relações públicas do Chega, as presenças significativas são as de Rio e de Passos Coelho. Eles são ou foram dirigentes de um partido político que em 1974 começou por se designar PPD e mais tarde, para aproveitar as aragens da história, assumiu a social-democracia!

Um pouco de passado:

Após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 realizado pelo Movimento das Forças Armadas, quer o PS quer o PPD fizeram parte de todos os acontecimentos marcantes e ocuparam todos os degraus do poder que construiu o regime em que hoje vivemos. Um regime de democracia política, económica e social com variantes mais ou menos avançadas. O PS e o PPD/PSD fizeram parte do consenso político que definiu a Constituição de 1976, aceite e aprovada pelos dois partidos mais o PCP, o MDP/CDE e a UDP.

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