JESUS CRISTO | Comparar os princípios fundamentais do Islamismo e do Cristianismo | Como os personagens da Bíblia aparecem no Corão


Jesus, Maria, Adão, Eva, Moisés, Abraão, Davi. Eles também são personagens do livro sagrado do islão.

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Issa (em árabe: عيسى; romaniz.: ʿĪsā) é o nome árabe de Jesus, considerado pelo Islão como um profeta.


Issa no Corão

Corão não narra a vida de Issa de uma forma cronológica, nem a história da sua vida pode ser encontrada numa só passagem; em vez disso as referências à sua pessoa têm geralmente como objetivo ilustrar um determinado ensinamento.

O Corão refere-se a Issa em quinze suras (capítulos) e em noventa e três (93) versos. Ele é designado nesta escritura de várias maneiras, como al-Masih (messias), nabi (profeta), rasul (mensageiro), Ibn Maryam (filho de Maria), min al-muiarraben (entre os que estão próximos de Deus), wadjih (digno de louvor neste mundo e no próximo), mubarak (abençoado) e Abd Allah (servo de Deus).

Nascimento

O episódio da Anunciação de Maria relatado no Alcorão assemelha-se ao relatado no Evangelho. Maria recebe a visita do anjo Gabriel (em árabe é Jibral, Jibrīl, Jibrael, Džibril, Jabrilæ ou Jibrail (جبريل, جبرائيل, [dʒibræːʔiːl], [dʒibrɛ̈ʔiːl], ou [dʒibriːl]) no Islam). O anjo anuncia a Maria o nascimento de Issa e esta mostra-se inquieta uma vez que era uma mulher não casada e virgem.

Para o islão a concepção de Issa foi o resultado de um decreto de Deus: a concepção de Issa foi miraculosa e semelhante à de Adam (Adão).

Quando Issa nasceu este falou com Maria do berço e mais tarde com a família desta. Para evitar o escândalo que era o facto de uma mulher não casada ter um filho, Issa anunciou à família de Maria que era um servo de Deus e um profeta com uma revelação escrita.

Issa enquanto profeta e messias

No islão Issa é simultaneamente um profeta (nabi) e um mensageiro (rasul). Issa foi enviado a um povo em concreto e para além disso Issa recebeu uma escritura sagrada, o Evangelho. A missão profética de Issa é concretizada na realização de milagres, no apelo a que a humanidade siga o monoteísmo e pratique a caridade.

A questão da crucificação

Os muçulmanos não acreditam que Issa tenha morrido na cruz, acontecimento sobre o qual assenta a teologia cristã.[1][2] O Alcorão refere claramente que os judeus acreditaram que estavam crucificando Issa, mas que Deus o levou ao Céu, e que, antes da sua morte, Issa será uma testemunha contra os judeus.[3] Para a tradição muçulmana o homem que morreu no seu lugar foi Judas ou Simão de Cirene, tendo as pessoas sido iludidas a acreditar na sua crucificação. Esta visão do corpo de Issa como uma ilusão já existia no docetismo, doutrina cristã do século II. De acordo com a visão islâmica Issa continua vivo no céu; a sua morte só acontecerá nos últimos dias do mundo, quando ele regressar à terra e viver uma vida comum.

Referências

  1.  Muhammed bin Abdullah as-SaheemChristianity: The Origin and the Present Reality [1]
  2.  Iran English RadioA Glance at the Controversial Movie “The Passion of the Christ”, 23 de Julho de 2007 [em linha]
  3.  AlcorãoSura IV: As Mulheres, 155-157 [em linha]
[Expandir]vdeJesus
[Expandir]vdeProfetas do islão no Alcorão

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Comparar os princípios fundamentais do Islamismo e do Cristianismo

Na atualidade, o cristianismo e o islamismo são duas das maiores religiões do mundo designadas, também, por religiões abraâmicas por partilharem uma história e tradições comuns tendo Deus e ou Alá como entidade divina, apresentando, contudo, diferenças teológicas. Ambas surgiram no Médio Oriente e são monoteístas. Ambas têm um impacto na construção de modelos sociais, culturais e religiosos quer no mundo ocidental como oriental.

A região da Palestina foi conquistada pelos romanos, no século I a. C. criando a província da Judeia. Entre os povos que habitavam a região encontravam-se os hebreus que praticavam uma religião monoteísta, o judaísmo, ou seja, acreditavam num único Deus. Acreditavam, ainda, na vinda de um salvador, o Messias, para os libertar da opressão e do sofrimento.

Jesus Cristo, de origem judaica, terá nascido em Belém no tempo do imperador Octávio César Augusto. A partir dos 30 anos começou a pregar apresentando-se como o filho de Deus e o Messias que os judeus tanto esperavam. A sua vida é descrita nos Evangelhos, sendo difícil de reconstituir a mensagem original de Jesus.

No período da existência da vida de Jesus Cristo, um grupo de judeus, os zelotas, combatiam os romanos para pôr fim à ocupação romana na região. A pregação de Jesus Cristo implicava uma mensagem de paz, oposta à dos zelotas. Uns seguiram-no, acreditando que era o Messias, outros não. Foi acusado de blasfémia ao afirmar-se filho de Deus e condenado à morte. Pôncio Pilatos, o representante de Roma na região, aceitou a condenação e mandou-o crucificar.

A novidade da sua pregação era a defesa de princípios de igualdade, fraternidade, e humildade, devendo os homens condenar todo o tipo de violência e injustiça. Surgiu assim o Cristianismo destacando-se os seguintes mandamentos:

  • Amar a Deus e ao próximo, tal como a si mesmo
  • Todos os homens são iguais e filhos de Deus, sejam ricos ou pobres, escravos ou homens livres
  • A renúncia aos bens materiais e a esperança na salvação, na vida eterna e o perdão para os arrependidos.

Os seguidores de Jesus Cristo são os apóstolos, em número de 12, que tinham como missão espalhar os seus ensinamentos e a sua palavra.  Os principais acontecimentos da vida de Jesus foram registados nos Evangelhos, compostos pelo Novo Testamento. O Antigo Testamento ou Escritura Hebraica e o Novo Testamento, compõem o livro sagrado dos cristãos, a Bíblia.

Os discípulos de Jesus Cristo, depois de instruídos na sua doutrina, tinham como missão evangelizar, ou seja, pregar a mensagem de Jesus Cristo espalhando-a pelo Império romano. Ainda hoje a evangelização é uma das características do Cristianismo.

Islamismo

No século VI a região da Arábia era um território em que diversas tribos praticavam o politeísmo. Também se encontravam judeus e cristãos na região que aí se tinham estabelecido. Esta região era, pois, um local de passagem e de contacto entre culturas, religiões e povos de origens diversas.

Por volta de 570, na Península Arábica, nasceu Maomé, na cidade de Meca. Órfão desde cedo, foi educado por familiares. Casou com uma viúva rica, que tinha como principal atividade económica o comércio, o que possibilitou a Maomé o contacto com diversas comunidades, entre as quais se destacam judeus e cristãos, seguidores de religiões monoteístas, crentes num Deus único.

Maomé aproximou-se dos ensinamentos monoteístas e, a certa altura, afirmou que o anjo Gabriel lhe apareceu para lhe transmitir as palavras de Alá, afirmando ser o último dos profetas. Recitou as palavras de Alá aos seus seguidores que as imortalizam no livro sagrado do Islão, o Corão. Surgiu, assim, uma nova religião monoteísta, o Islamismo. Os seguidores desta nova religião passaram a designar-se por muçulmanos, ou seja, aquele que crê, aquele que acredita. As mesquitas são os seus lugares de culto.

A pregação da nova religião não foi bem aceite por todos. Alguns habitantes da cidade de Meca, desagradados com a pregação de Maomé, tentaram assassiná-lo, obrigando-o a fugir para a cidade de Medina.

Este acontecimento, conhecido como Hégira e ocorrido em 622, deu início ao calendário muçulmano. Em 630, Maomé conquistou a cidade de Meca e esta passou a ser considerada como cidade santa. A partir de 632, ano em que morreu Maomé, os Muçulmanos, cujo principal objetivo era espalhar a fé islâmica, conquistaram um território vastíssimo, que se estendia por três continentes: Ásia, África e Europa. Após a morte de Maomé, os seus sucessores, os califas, chefes religiosos e políticos, continuaram com a expansão do islamismo.

Os cinco pilares da fé são:

  • a crença em Alá, (shahada) nos anjos, nos profetas e no dia do juízo final;
  • o dever da oração (salat) – cinco vezes ao dia na direção de Meca;
  • o dever de dar esmola (zakat) aos desfavorecidos;
  • o dever de jejuar, (swam) durante o mês do Ramadão, do nascer ao pôr do sol;
  • o dever de realizar uma peregrinação à cidade de Meca (hajj) pelo menos uma vez na vida.

Tal como no Cristianismo e nas sociedades cristãs, o Islão e as sociedades muçulmanas não são uma única realidade, mas sim realidades plurais e diversas, apresentando diversas interpretações a partir das mensagens originais.

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FICHA TÉCNICA

  • TÍTULO: Comparar os princípios fundamentais do Islamismo e do Cristianismo
  • AUTORIA: Associação dos Professores de História/ Marta Torres
  • PRODUÇÃO: RTP/ Associação dos Professores de História
  • ANO: 2021
  • IMAGEM: Retrato de Maomé.

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