Sou determinista. Como tal, não acredito no livre-arbítrio. Os judeus acreditam no livre arbítrio. Acreditam que o homem molda a sua própria vida. Rejeito filosoficamente esta doutrina. A este respeito, não sou judeu… Acredito com Schopenhauer: podemos fazer o que queremos, mas só podemos desejar o que devemos. Na prática, porém, sou obrigado a agir se existisse liberdade de vontade. Se quero viver numa comunidade civilizada, tenho de agir como se o homem fosse um ser responsável. “Não estou reivindicando nada. Tudo é determinado, começo e fim, por forças sobre as quais não temos controle. É determinado para o inseto, bem como para a estrela. Pó humano, vegetal ou cósmico, todos dançamos ao som de uma melodia invisível, cantada ao longe por um jogador misterioso. “Sou artístico o suficiente para explorar a imaginação livremente. A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação rodeia o mundo.”
~ Albert Einstein, de uma entrevista de 1929 com George Sylvester Viereck. (Albert Einstein por Lotte Jacobi.)
Estão entre os mais ricos do mundo, também por isso participam no Fórum Económico Mundial, e querem que os líderes mundiais tomem “medidas para fazer face ao dramático aumento da desigualdade económica” para evitar consequências “catastróficas para a sociedade”. Em carta aberta apresentada na cimeira, afirmam que a luta por “impostos mais justos não é radical”.
“É uma exigência de um regresso à normalidade com base numa avaliação sóbria das atuais condições económicas”, escreveram os signatários de 17 países.
“Somos as pessoas que investem em startups, moldam os mercados de ações, fazem crescer os negócios e promovem o crescimento económico sustentável. Somos também as pessoas que mais beneficiam do status quo”, reconhecem ainda.
Contudo, consideram que: as desigualdades a nível global atingiram “um ponto de viragem e o custo para a nossa estabilidade económica, social e ecológica é grave e aumenta todos os dias”.
“Precisamos de ação já”, exigem os signatários, nos quais se incluem a herdeira da Disney, Abigail Disney, o ator Brian Cox e a norte-americana Valerie Rockefeller. “O nosso pedido é simples: pedimos que nos imponham mais impostos, a nós os mais ricos da sociedade”.
Nova obra de Silas Corrêa Leite homenageia a poeta, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath
I Com versos inspirados na obra da poeta, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath (1932-1963), Silas Corrêa Leite (1952) acaba de lançar Alucilâminas: poemas plathônicos versos atemporais da redoma de vidro de Sylvia Plath (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023), em que trava um diálogo com aquela que é considerada uma das mais celebradas escritoras do Ocidente, ainda que só tenha chegado a essa condição depois de cometer suicídio, em Londres, na flor de seus 30 anos. Repetindo o que Herberto Helder (1930-2015) e Hilda Hilst (1930-2004) já fizeram com versos de Luís de Camões (c.1524-c.1580) e Fernanda Young (1970-2019) com versos de Florbela Espanca (1894-1930) e Ana Cristina César (1952-1983), reproduzindo palavras destes autores em peças poéticas sem recorrer ao uso de itálico ou de notas de rodapé, Silas constrói poemas em que conserva o tom confessional de Sylvia Plath, chegando a um ponto em que não se sabe quem seria o verdadeiro autor do texto.
Olympia é uma pintura realista de Édouard Manet. Foi pintada em 1863, mede 130,5 por 190 centímetros e está no Museu d’Orsay em Paris.[1] Foi selecionada para o Salon de Paris em 1865 e lá exibida.
O quadro mostra uma mulher nua (“Olympia”) deitada em uma cama, enquanto uma serva lhe traz flores. Foram modelos Victorine Meurent e Laure. O olhar direto de Olympia causou choque e espanto quando a pintura foi exibida pela primeira vez, porque um certo número de detalhes na pintura a identificavam como uma prostituta. O governo francês adquiriu a pintura em 1890 após uma subscrição pública organizada por Claude Monet.
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O que chocou o público contemporâneo não foi a nudez de Olympia, nem a presença de sua empregada totalmente vestida, mas o seu olhar de confrontação e uma série de detalhes identificando-a como uma semi-mundana ou prostituta. Estes incluem a orquídea em seus cabelos, sua pulseira, brincos de pérola e o xaile oriental em que ela repousa, símbolos de riqueza e sensualidade. A fita preta em volta do pescoço, em contraste com sua carne pálida, e seu chinelo solto sublinham a atmosfera voluptuosa.[2] “Olympia” era um nome associado a prostitutas na década de 1860 em Paris.[3]
Precedentes : A pintura foi inspirada na Vênus de Urbino de Ticiano, que por sua vez tem referência na obra Vênus Adormecida de Giorgione.
“O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, passado simples, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado, etc.) dá origem a um pensamento no presente, limitado ao momento, incapaz de projeções no tempo.
A generalização do uso do primeiro nome, o desaparecimento das letras maiúsculas e a pontuação são golpes fatais na sutileza da expressão.
Remover a palavra “miss” não é apenas renunciar à estética de uma palavra, mas também promover a ideia de que entre uma menina e uma mulher não há nada.
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos oportunidade de elaborar um pensamento.
Estudos têm demonstrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de colocar emoções em palavras.
Quanto mais pobre a língua, menos pensamento existe.
Não há pensamento crítico sem pensamento. E não há pensamento sem palavras.
Como construir o pensamento hipotético-dedutivo sem dominar o condicional? Como podemos encarar o futuro sem conjugação com o futuro? Como apreender uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, bem como a sua duração relativa, sem uma linguagem que diferencie entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que pode acontecer e o que será depois do que poderia acontecer?
Se há um grito de guerra a ser ouvido hoje, é aquele dirigido aos pais e professores: deixem os vossos filhos, os vossos alunos, os vossos alunos e os vossos alunos falarem, lerem e escreverem.
Ensine e pratique a língua nas suas mais variadas formas, mesmo que pareça complicada, especialmente se for complicada.
Porque neste esforço está a liberdade.
Aqueles que explicam o tempo todo que é necessário simplificar a ortografia, expurgar a língua de seus “defeitos”, abolir gêneros, tempos, nuances, tudo o que cria complexidade são os coveiros do espírito humano. «
Em 15 de janeiro de 1519, Vasco Núñez de Balboa, o primeiro europeu a ver o Oceano Pacífico, foi decapitado. Marco da exploração que foi possível graças às instruções dos guias indígenas.
Em uma expedição complicada cheia de pântanos, chuvas e inimigos, eles fizeram o seu caminho para o que ele chamou de Mar do Sul (Oceano Pacífico). Fernando, o Católico, depois de ouvir as boas novas, reconheceu Núñez de Balboa como o descobridor do Mar do Sul e o governo do Panamá e Cohíba. No entanto, foi a partir deste momento que a inveja e a traição afetaram as façanhas do explorador. Pedro Arias Dávila entraria em cena e as disputas pelas terras recém-descobertas criaram uma inimizade entre os dois exploradores.
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;
À medida que nos aproximamos do segundo aniversário da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, multiplicam-se os artigos de opinião e análise tentando fazer o ponto da situação.
Isto é perfeitamente compreensível. O que espanta, entretanto, é que, pelo menos até agora, as opiniões expressas entre nós nos media convirjam num só sentido: a necessidade de continuar a sancionar a Rússia e armar a Ucrânia com armas sempre mais poderosas e de maior alcance.
O DN, este fim de semana, é paradigmático – publica, logo no mesmo dia (!), duas colunas assim intituladas:
“A guerra da Ucrânia em 2024 – resistir e (re)construir (rapidamente) as condições para a derrota da Rússia”, da autoria do tenente-general Marco Serronha, do Europe’s War Institute;
e
“Ano Novo: Fazer sair a Rússia da Ucrânia sem mais demoras” (sic)
da autoria de Victor Ângelo, um conselheiro em segurança internacional, que sempre evoca a sua condição de ex-secretário-geral-adjunto da ONU.
A Davos sign sits atop a hotel roof ahead of this year’s World Economic Forum in Davos, Switzerland.
O próximo Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos, na Suíça, tem arranque marcado para esta segunda-feira (14-01-2024): mas por que motivo todos querem viajar, o que pretendem alcançar e o fórum está aberto a qualquer pessoa?
Em primeiro lugar, onde e o que é?
O 54º evento anual em Davos vai decorrer durante cinco dias na estação de esqui suíça e vai atrair líderes empresariais globais, políticos e organismos internacionais para falar sobre tudo, desde tensões geopolíticas até à ascensão da Inteligência Artificial.
Em edições anteriores estiveram presentes os líderes políticos dos Estados Unidos, do Reino Unido, França, Alemanha e China.
Quem vai estar presente?
Os ministros do Reino Unido, Jeremy Hunt e Rachel Reeves, já confirmaram a presença. Entre os participantes da esfera política global estão o número 2 chinês, Li Qiang, e o presidente francês, Emmanuel Macron, que vão fazer discursos especiais. Macron será o único líder do G7 presente no evento deste ano.
A Temas e Debates felicita o historiador José Pacheco Pereira pela atribuição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural.
O autor de Álvaro Cunhal – Uma Biografia Política – de que estão publicados quatro volumes –, As Armas de Papel– Publicações Periódicas Clandestinas e do Exílio Ligadas a Movimentos Radicais de Esquerda Cultural Política (1963-1974) e Crónicas dos Dias do Lixo foi distinguido pela Estoril Sol pelo seu empenho na «defesa do interesse público quanto à preservação do património cultural».
Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, Mário Soares iniciou na juventude o seu percurso político, integrando grupos de oposição ao Estado Novo, primeiro como militante de base do Partido Comunista Português e membro de outras estruturas ligadas ao PCP, o MUNAF e o MUD, tendo sido cofundador do MUD Juvenil — e depois na oposição não comunista — Resistência Republicana e Socialista, que funda com dissidentes do PCP e através do qual entrará para o Diretório Democrato-Social. Pela sua atividade oposicionista foi detido 12 vezes pela PIDE — cumprindo cerca de três anos de cadeia (Aljube, Caxias e Penitenciária) — e, posteriormente, deportado para São Tomé.[1] Permaneceu nessa ilha até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o regresso a Portugal, sendo, posteriormente às eleições de 1969 — nas quais Soares foi cabeça-de-lista pela CEUD em Lisboa — forçado a abandonar o país, optando pelo exílio em França.[2]
No processo de transição democrática subsequente ao 25 de Abril de 1974 Mário Soares afirmou-se como líder partidário no campo democrático, contra o Partido Comunista, batendo-se de forma intransigente pela realização de eleições. Foi ainda Ministro de alguns dos governos provisórios — destaca-se sobretudo o facto de ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros, logo no I Governo Provisório, associando-se ao processo de descolonização, qualidade em que dirigiu o processo de rápida independência e autodeterminação das províncias ultramarinas, processo esse que ficou para sempre como o ponto menos consensual do seu percurso político.[3]
Vencedor das primeiras eleições legislativas realizadas em democracia, Soares foi Primeiro-Ministro dos dois primeiros governos constitucionais, o I e II governos constitucionais, este último de coligação com o CDS. A sua governação foi marcada pela instabilidade democrática — nomeadamente, pela tensão entre o Governo e o Presidente da República — Conselho da Revolução — pela crise financeira e pela necessidade de fazer face à paralisação da economia ocorrida após o 25 de Abril, que levou o Governo a negociar um grande empréstimo com os EUA. Ao mesmo tempo, foi um período em que o Governo, e Soares em particular, se empenhou em desenvolver contactos com outros líderes europeus, tendentes à adesão de Portugal às Comunidades Europeias.
Foi, de novo, Primeiro-Ministro do IX governo, do chamado Bloco Central, num período marcado por uma nova crise financeira e pela intervenção do FMI em Portugal, e pela formalização da adesão de Portugal à CEE.
Depois destas experiências governativas, Mário Soares viria a ser Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996 — venceu de forma tangente, e à segunda volta, as eleições presidenciais de 1986, contra Diogo Freitas do Amaral, e com larga maioria as de 1991, em que contou não só com o apoio do PS como do PSD, de Cavaco Silva. Sendo o primeiro civil a exercer o cargo de Presidente da República, deixou patente um novo estilo presidencial, promovendo a proximidade com as populações e a projeção de Portugal no estrangeiro; sendo marcado ao mesmo tempo pela tensão política com os governos de Cavaco Silva e pelo polémico caso TDM (Teledifusão de Macau).[2]
Em 2016, Bernie Sanders reuniu um exército de jovens eletrizados com as suas promessas de maior igualdade social e tornou o “socialismo democrático” uma coisa aceitável para muitos num país com medo da esquerda. Foi ele quem convenceu Biden a colocar na agenda os pozinhos mais progressistas que acabaram por ficar como marca do primeiro mandato: mais investimento nas energias verdes e em infraestrutura pública. Sanders, com 82 anos, em entrevista ao “The Guardian”, deixa um novo aviso ao democrata para este ano de eleições: ou fala das soluções para quem está a perder poder de compra, ou perde para um Trump ainda mais sedento de poder.
Bernie Sanders é, sem necessidade de contraditório, o mais conhecido político progressista norte-americano vivo. Tentou duas vezes ganhar a nomeação democrata para a presidência, falhou por ser considerado pelo partido como demasiado à esquerda. Sempre foi o arauto das más notícias, algumas soavam mesmo apocalípticas, mas, como escreveu a revista “New Yorker” sobre o senador do estado do Vermont num perfil que publicou recentemente, “a realidade apoia Bernie Sanders”.
Os principais intervenientes na segurança, incluindo o Ministro da Defesa Civil sueco, Carl-Oskar Bohlin, e o Comandante-em-Chefe do país, Micael Bydén, concordam que a Suécia poderá enfrentar em breve uma guerra e apelaram a uma maior resiliência, incluindo entre a população civil.
Dado que se espera que a Suécia adira à NATO em 2024 e no contexto mais amplo da guerra da Rússia na Ucrânia, o Ministro da Defesa Civil da Suécia, Carl-Oskar Bohlin, instou os seus concidadãos a prepararem-se para a guerra na conferência Folk och Försvar em Sälen.
Bohlin manifestou preocupação pelo facto de a modernização do sistema de defesa civil sueco não estar a acontecer com a rapidez suficiente e instou todos, desde gestores e vereadores locais a cidadãos privados, a agirem.
“Desde que lhes desvendara o seu mistério, os livros proibidos amedrontavam-me menos; muitas vezes deixava demoradamente cair o meu olhar nas aparas de jornais pendurados nos W.C.. Foi assim que li um fragmento de folhetim em que o herói pousava sobre os seios brancos da heroína os seus lábios ardentes. Esse beijo queimou-me: simultaneamente macho, fêmea e “voyeur”, dava-o, recebia-o e enchia-me os olhos. Decerto, se senti uma tão grande emoção era porque o meu corpo já tinha despertado, mas os meus devaneios cristalizaram-se nesta imagem e não sei quantas vezes a evoquei antes de adormecer. Inventei outras: interrogo-me de onde as extraía. O facto de marido e mulher dormirem quase despidos na mesma cama não tinha bastado até então para me sugerir o abraço ou a carícia: suponho que os inventava a partir das minhas próprias necessidades, pois fui durante algum tempo o alvo de desejos torturantes; virava-me na cama com a garganta seca, chamando por um corpo de homem que viesse contra o meu corpo, por mãos de homem que tocassem a minha pele.
No, los socialistas democráticos de hoy no tienen nada que ver con los del siglo XIX o de la primera mitad del siglo XX. Sus ideas han evolucionado, han analizado la realidad a su alrededor y se han adaptado a la comprensión de los peligros que entraña el autoritarismo y la incapacidad de la economía centralmente planificada para satisfacer las necesidades de una sociedad.
Han reevaluado los objetivos importantes para una sociedad y han cambiado la realidad de muchos países actuando desde las leyes, desde la democracia plural y desde los principios éticos más sólidos. Pero a muchos les conviene seguir confundiendo las distintas vertientes del socialismo entre sí, como si fueran lo mismo, como si las ideas no evolucionaran, ni lo hicieran quienes se guían por los ideales nobles de una vida más digna para todos en todas las sociedades.
Más datos sobre la socialdemocracia actual en el sitio web de la Internacional Socialista en español:
Poemas do israelense Rami Saari chegam ao Brasil pela primeira vez e encantam por seu viés multicultural.
I Um hebreu que nasceu em Israel, filho de um romeno e de uma argentina, que vive entre Helsinque e Atenas, fala um perfeito castelhano e conhece mais de uma dezena de idiomas, e ainda é poeta, só podia produzir uma obra multilinguística e multicultural, como bem a definiu o jornalista, ensaísta e poeta Moacir Amâncio, doutor em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP). Esse poeta chama-se Rami Saari (1963), tradutor para o hebraico de uma centena de livros das literaturas albanesa, catalã, espanhola, estoniana, finlandesa, grega, húngara, turca, portuguesa e brasileira, que agora, pela primeira vez, tem uma antologia de seus versos publicada no Brasil, com texto de apresentação de Moacir Amâncio, professor titular da USP, que fez também algumas adaptações para o Português do Brasil na tradução do hebraico, de autoria do tradutor português Francisco da Costa Reis.
1 – António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, diz que os portugueses “estão muito viciados na subsídiodependência” e dependentes dos fundos europeus, cultura que limita as opções e que tem de ser mudada.
António Costa Silva deixará o Governo com a economia em desaceleração, mas satisfeito com a diversificação que tem vindo a ser trilhada. Confessa que ser ministro “não foi uma das melhores experiências” que teve na vida, pelos obstáculos à decisão que teve de enfrentar. Defende que há muito a mudar na forma como a Administração Pública funciona e que é urgente deixar de demonizar as empresas. Eis o balanço que o ministro da Economia e do Mar faz de quase dois anos no Governo.
O que foi mais difícil nestes dois anos?
O mais difícil foi uma pessoa que trabalhou sempre no sector privado adaptar-se à Administração Pública portuguesa. São os obstáculos, a burocracia. Quem trabalha numa empresa reúne-se com os colaboradores e decide: amanhã vamos fazer isto, na próxima semana está feito. Na Administração Pública é muito difícil, tem de se andar sempre a negociar. O que mais me deixa fora de mim são as coisas que penso que já estão decididas, depois dão uma cambalhota e voltam de outra maneira. Temos uma Administração que tem muita burocracia. Há muito a mudar na forma como funciona. Precisamos de atuar rapidamente, precisamos de simplificar mais.
Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.
2 – Maló de Abreu sai do PSD porque as propostas do partido “abandonam o Estado Social, o SNS”
Não me revejo neste PSD, em absoluto”, reiterou, dizendo que o partido “virou à direita” na saúde.
Questionado sobre as áreas em que menos se revê no partido, Maló de Abreu lembra que é presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, dizendo que as propostas do PSD para a saúde, nomeadamente a não garantia de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) bem gerido, não lhe agradam.
“O PSD tem propostas que são, do meu ponto de vista, propostas que abandonam o Estado Social, abandonam o SNS e põem no mesmo patamar a saúde privada, social e o SNS”, vincou, brincando com a possibilidade de ser convidado por Pedro Nuno Santos.
Já sobre a formação da Aliança Democrática, que volta a juntar PSD, CDS e PPM, Maló de Abreu entende que esta coligação não passa de uma “máscara” criada pelos partidos. O agora deputado não inscrito vai mesmo mais longe, dizendo que há “falta de direção política, liderança e clarividência”.
“O partido neste momento não tem credibilidade junto da sociedade portuguesa”, concluiu.
3 – É preciso “rever com muita urgência as condições de exercício de funções políticas”, alerta Mendonça Mendes
Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro e dirigente do PS, António Mendonça Mendes acreditaque a democracia tem muito a perder se não forem alteradas as condições para o exercício de cargos públicos. Acredita que António Costa pode ser o que quiser, mesmo sem o fim da investigação de que é alvo, porque não tem direitos políticos limitados e aponta baterias à direita, a área política do Presidente, como faz questão de lembrar. | in Jornal Expresso (ver entrevista).
4 – Quais são os Países com Governos de Extrema-Direita, em que os povos vivem financeiramente bem e felizes? | VCS
Num mundo violento, cheio de preconceitos, conflitos e mal-entendidos, procuramos ansiosamente por soluções que melhorem a relação que temos com os outros. Infelizmente, durante séculos, a nossa cultura nos ensinou a pensar e a falar de maneira a perpetuar o conflito, a violência e até a dor.
Mas saber ouvir o que está de facto a ser dito pelo outro e ser capaz de expressar o que de facto queremos dizer pode parecer simples, mas não o é. Nesta obra, Marshall Rosenberg apresenta o método da comunicação não-violenta que conjuga aptidões práticas com uma consciência e vocabulário poderosos, para ajudar qualquer pessoa a conseguir aquilo que deseja de forma pacífica.
«Marshall B. Rosenberg pôs em primeiro plano a simplicidade da comunicação bem-sucedida. Sejam quais forem as suas questões, as suas estratégias para a comunicação com outras pessoas preparam o leitor para ganhar sempre.» TONY ROBBINS
«Hipácia (o nome significa “a maior”) de Alexandria foi uma matemática distinta, especialista em álgebra e mecânica. Nasceu em 370 d.C. e era filha de Teon, um professor da Universidade de Alexandria que era filósofo, astrónomo, matemático e diretor do museu. Hipácia viveu sob o jugo do Império Romano, cuja jurisdição compreendia o Egito e, evidentemente, Alexandria, centro do conhecimento. Mas a sua formação pode dizer-se que era grega, o que a torna ainda mais fascinante. Foi a tradição do racionalismo grego que levou os seus estudos suficientemente longe para que se tornasse aquilo que o seu pai desejava para ela e que ela própria se propunha alcançar: um ser perfeito que combinava em si um corpo e uma mente perfeitamente sãos. Ao que parece, Hipácia era extremamente bela e igualmente talentosa, tendo partido para Atenas, ainda muito jovem, para estudar com Plutarco. Quando regressou a Alexandria, a sua fama ultrapassava as fronteiras do mundo antigo. Era conhecida por conseguir decifrar os mais complicados problemas matemáticos, sendo consultada amiúde pelas mais brilhantes cabeças do mundo.
Neste livro, o autor aborda questões polémicas no nosso meio cultural e universitário: de onde vêm a verborreia empolada e a dificuldade lusitana de se debater argumentos sem entrar em ataques pessoais?
Porque eram os intelectuais portugueses tão sensíveis às modas francesas?
Porque é que os intelectuais europeus não compreendem a América?
Porque é que o provincianismo português é tão arrogante?
Tudo em Beckenbauer é grande e portentoso. Até o nome. Experimentem dizer: Franz Beckenbauer. Mesmo para quem nunca ouviu falar (e esses têm de ser multados), é toda uma sonoridade que nos deixa em sentido. Sílaba por sílaba, mostra que está ali alguém maior do que a vida. A alcunha futebolística também representa essa enormidade. Kaiser (imperador) foi um dos maiores de sempre. Campeão do mundo como jogador e treinador, o homem que (re)inventou a posição de líbero e revolucionou o futebol. Sempre com uma liderança digna dos melhores e mais bravos comandantes. Imparável mesmo quando partiu a clavícula nas meias-finais do Mundial de 1970, frente à Itália, e continuou a jogar. Seria “apenas” mais um capítulo na história do homem que se transformou em lenda. | Retirado do Facebook | Mural de Luís Aguilar
Em entrevista por email, Nabil Abuznaid, embaixador da Palestina em Portugal, espera uma mudança do Hamas para que este possa vir a aderir à Autoridade Palestiniana.
Que balanço faz dos três meses decorridos desde os atentados terroristas de 7 de outubro? Após três meses da mais sangrenta guerra e destruição, não houve solução. Até as esperanças de paz diminuíram. Isto diz-nos que a paz entre a Palestina e Israel não pode ser alcançada através de guerras e que não há solução militar para este conflito. A única via é a das negociações pacíficas entre ambas as partes, e a única forma de Israel poder viver em segurança é se os palestinianos puderem viver em paz e com dignidade num Estado próprio chamado Estado da Palestina.
Escritor e poeta, Fernando Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. O crítico literário Harold Bloom afirmou que a obra de Fernando Pessoa é o legado da língua portuguesa ao mundo.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade, aos 47 anos, em consequência de uma cirrose hepática. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: ‘I know not what tomorrow will bring’ (Não sei o que o amanhã trará).
Segundo a autarquia de Setúbal, a inauguração da obra do escultor setubalense Ricardo Crista é a primeira iniciativa de 2024 do projeto Venham Mais Vinte e Cincos, que, entre 2022 e 2025, comemora os 50 Anos da Revolução dos Cravos, numa organização da Câmara Municipal de Setúbal com as juntas de freguesia e o movimento associativo.
Ando fascinado com esta actividade, sobretudo depois de ter sido apontado (por um influencer renomado) como um notável influencer de costumes. Fui debruçar-me sobre os meus escritos e tive que concordar: sou um influencer. E qual é a minha influência? Em primeiro lugar, exorto ao tratamento cuidado da língua, um órgão sublime de possibilidades. Uma língua afinada e afiada (e fluente) faz magia e milagres. Depois, incito os meus influenciados à prática da arte do Amor que inclui uma sexualidade sã e aprazível para ambas as partes. Fomento ainda a baterem-se pelos direitos básicos e a votarem, nem que seja em branco, pese embora não veja a política dissociada da mentira. Há quem exiba decotes e seios e pernas e saltos altos e as bordas de reentrâncias. Eu exibo manuais hindus ou nórdicos como o Kamasutra ou o Kalevala. Tudo acaba por levar a uma certa influência.
Numa altura em que o Presidente russo, Vladimir Putin, olha para o segundo aniversário do seu ataque total à Ucrânia, é difícil ignorar a sua autoconfiança.
A tão esperada contra-ofensiva ucraniana não conseguiu o avanço que daria a Kiev uma mão forte para negociar. A turbulência no Médio Oriente domina as manchetes, e o apoio bipartidário à Ucrânia nos EUA foi anulado pela polarização e pela disfunção no Congresso, para não mencionar as tendências pró-Putin do candidato republicano à presidência, Donald Trump.
Putin tem motivos para acreditar que o tempo corre a seu favor.
Na linha da frente, não há indicações de que a Rússia esteja a perder o que se tornou uma guerra de desgaste. A economia russa foi abalada, mas não está em frangalhos. O poder de Putin foi até, paradoxalmente, fortalecido após a rebelião fracassada de Yevgeny Prigozhin em Junho. O apoio popular à guerra continua sólido e o apoio da elite a Putin não se desfez.
Lisboa, 04 de janeiro de 2024 – Dificilmente haverá, na história portuguesa e brasileira, uma figura política tão sujeita a processos de reinterpretação e construção de imagens ambivalentes, contrastadas ou mitificadas – com os mais diversos propósitos – como Sebastião José de Carvalho e Melo. Contudo, e inequivocamente, o contributo da ação reformativa do primeiro-ministro para o processo de unificação e construção de uma nação imensa na América do Sul é inegável. José Eduardo Franco e Luiz Eduardo Oliveira demonstram-no com rigor na primeira novidade da Temas e Debates para este novo ano de 2024: O Marquês de Pombal e a Unificação do Brasil – Pombalismo, História e Literatura chega às livrarias a 11 de janeiro.o.
Sinopse
O Marquês de Pombal é uma chave importante para compreendermos dimensões relevantes do Portugal e do Brasil de hoje e até de outros países que a sua ação política influenciou. A sua política reformista é fundamental para o processo de unificação do Brasil e das condições estruturantes para a futura independência deste que é um dos maiores países do mundo. A reforma administrativa civil que visava garantir a soberania do Estado em todo o território, a reforma linguística que impôs o português como língua única, a mudança da capital da Bahia para o Rio de Janeiro, a lei da liberdade dos ameríndios, a expulsão dos Jesuítas e o fim dos aldeamentos missionários autónomos administrados por religiosos, o estabelecimento das bases do ensino público, a criação da companhia monopolista para o Grão-Pará e Maranhão, a continuação do impedimento de criação de universidades nas colónias, que inibiu a constituição de elites diferenciadas nos diferentes pontos do território, são algumas das medidas políticas josefino-pombalinas que impediram a fragmentação política do imenso território que passou a designar-se como brasileiro, conferindo-lhe uma coerência e unidade maior. Esta política colonial dirigida sob a batuta do rei D. José I e do seu primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo foi fundamental para a construção do Brasil que hoje conhecemos, sendo precursora do sucesso da sua autodeterminação proclamada no século seguinte, no ano de 1822, com o simbólico grito do Ipiranga de D. Pedro.
1 – Há um cargo europeu que vai ficar vago: socialistas querem “o melhor para António Costa”.
Charles Michel vai ser candidato às eleições europeias e, por isso, sairá mais cedo da presidência do Conselho Europeu. Será cedo para António Costa? Socialistas acham que é possível primeiro-ministro ficar com o lugar.
O atual presidente do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, vai deixar a presidência do Conselho Europeu mais cedo do que esperado, já em junho, pelo que volta a colocar-se a questão da sucessão e, pelo menos pelo congresso do PS, os olhos voltam-se para António Costa, que está no encerramento do 24º Congresso.
“Queremos o melhor para António Costa”, respondeu Pedro Nuno Santos à chegada à FIL. Questionado sobre o futuro político do ainda primeiro-ministro, o novo líder so PS diz que Costa “tem o futuro aberto” e será “aquilo que ele quiser, pelo que deu ao país e à Europa”.
Para ler este artigo na íntegra clique aqui / JORNAL EXPRESSO
“Cada partido tem a responsabilidade de dizer como é que vai ser o dia a seguir às eleições”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua.
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) considerou este sábado que todos os partidos têm de dizer com clareza aos eleitores o que vão fazer no dia a seguir às eleições legislativas, nomeadamente que maiorias vão constituir.
“Por uma questão de transparência e de respeito para com os eleitores, cada partido tem a responsabilidade de dizer como é que vai ser o dia a seguir às eleições e que maiorias é que vão constituir-se e em torno de que medidas porque as eleições são sobre isso”, afirmou Mariana Mortágua aos jornalistas, no Porto, à margem de um protesto dos trabalhadores dos bares dos comboios.
O jornal El País, um grande jornal europeu, publica na edição de 1 de Janeiro de 2024 uma entrevista do escritor Arturo Pérez-Reverte ao programa El Hormiguero (O Formigueiro) da cadeia SER, de televisão, para falar do seu último romance. Uma conjugação de acontecimentos impossível de encontrar em Portugal, um grande jornal (que não há) noticiar a ida de um escritor a uma estação de televisão (de onde a literatura está banida, assim como os escritores) e descrever o que o escritor disse sobre a política do seu país e, no caso, a opinião que tem sobre a lei de amnistia que o primeiro-ministro Pedro Sanchez promoveu para comprar os votos dos independentistas catalães que lhe permitiram formar governo.
Antes de falar de Pedro Sanchez, diz Arturo Perez-Reverte, citado pelo El País: “suponho que irei ao programa falar de livros, mas temo que não somente de livros”. Arturo Pérez-Reverte acabou falando sobre o seu livro e sobre outros temas, entre eles a lei de amnistia e a figura de Pedro Sánchez.
Elogiar uma qualidade ou uma caraterística da sociedade através do comportamento dos seus elementos é, tem sido, uma forma de os publicistas, sob várias designações, filósofos, pensadores, conselheiros, sociólogos, historiadores, escritores de obras de vários tipos, e agora os ‘cientistas políticos’, transmitirem a sua visão do mundo que os rodeia, dos seres que dominam e que são dominados, da atitude que determina o modo como os seus correligionários e os seus adversários se comportam para atingirem os seus objetivos. Em resumo, os valores de uma dada sociedade.
Numa rápida pesquisa encontramos além do clássico «Elogio da Loucura», de Erasmo, títulos como «Elogio da Divergência», «Elogio da Superficialidade», «Elogio da Felicidade», «Elogios Fúnebres», «Elogio do Silêncio», «Elogio da Morte» e até dois títulos de autores portugueses tão distintos quanto José Vilhena com o sarcástico «Elogio da Nobreza» e o sério «Elogio da Sede» de Tolentino Mendonça. Não faltam, pois, temas, para Elogio. Deve haver nalguma biblioteca um elogio da coragem, mas julgo que não haverá, estou quase certo de que não, um «Elogio à Cobardia». Por mim não o penso fazer, embora o tenha estado a ouvir sob diversas formas nas ações de propaganda que o núcleo duro da força de vendas das empresas de propaganda e manipulação de massas tem vindo a apresentar a propósito da ação de limpeza de Israel contra os palestinianos acantonados na Faixa de Gaza e na Cisjordânia!
Morreu a mulher imortalizada por Doisneau em fotografia de beijo em Paris.Françoise Bornet, que morreu aos 93 anos, era uma das protagonistas da fotografia intitulada ‘O Beijo do Hotel de Ville’. «“Le Baiser de l’hôtel de ville”, ‘O Beijo do hôtel de ville’. A fotografia mostra um casal se beijando espontaneamente, passando pela calçada de um café parisiense, em meio a outros pedestres, tendo ao fundo, o Hôtel de Ville, a Prefeitura de Paris. O cliclê do fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1994) é um dos mais românticos da história da fotografia.»
O contínuo político-mediático muda o carácter daquilo a que chamávamos jornalismo. Não adianta virem-me dizer que essa relação existiu desde sempre em democracia, porque a resposta é não.
Há muitos anos que escrevo sobre um dos factores que penso estar na origem da crise das democracias, o domínio da política democrática pela sua transformação num contínuo político-mediático, que diminui a autonomia da decisão política e a torna cada vez mais dependente dos mecanismos da comunicação social e da sua evolução. Seguindo as tendências actuais, da ignorância agressiva, à culpabilidade afectiva, à colocação da racionalidade como uma coisa do passado e de velhos, sem capacidade de competir com o glamour da superficialidade, tudo puxando para baixo, a política foi pelo mesmo caminho de vulgaridade e comodismo.
Isso afecta a qualidade da democracia, e o contínuo político-mediático muda o carácter daquilo a que chamávamos jornalismo. Não adianta virem-me dizer que essa relação existiu desde sempre em democracia, porque a resposta é não.
Fernando Medina e Eurico Brilhante Dias farão parte da comissão política do PS, nomeados por José Luís Carneiro
Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Inês de Medeiros também foram indicados para a comissão por Carneiro
A moção de estratégia de Carneiro, coordenada por André Moz Caldas, refletir-se-á no futuro programa eleitoral do PS, com Moz Caldas a negociar essa tarefa com a coordenadora do programa, Alexandra Leitão. |in VamoLáVer, Paulo Querido
2 –A notícia
O Partido Socialista prepara-se para eleger novos membros para a sua comissão política durante o 24.º Congresso, que tem hoje (24/01/05) início em Lisboa. Fernando Medina e Eurico Brilhante Dias são dois dos nomes propostos por José Luís Carneiro, juntando-se a Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Inês de Medeiros, que também foram indicados para integrar a comissão.
André Moz Caldas será o apresentador da moção de estratégia global de José Luís Carneiro no sábado e terá a responsabilidade de coordenar um grupo que irá enunciar as diretrizes da moção que eventualmente irão fazer parte do futuro programa eleitoral do PS. Para tal, Moz Caldas contará com a colaboração de figuras como Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva, Capoulas Santos, Carlos Zorrinho, José Leitão e Vasco Franco. | Fonte: Público | |in VamoLáVer, Paulo Querido
3 - Tribunal de Contas conclui que privatização da ANA não salvaguardou o interesse público
“Face ao regime legal aplicável e aos contratos de concessão de serviço público aeroportuário celebrados com o Estado português, a privatização da ANA não salvaguardou o interesse público, por incumprimento dos seus objetivos”, lê-se no relatório da auditoria feita pelo Tribunal de Contas (TdC) à privatização da ANA, a que a Lusa teve hoje acesso.
A venda de 100% do capital da ANA Aeroportos à Vinci foi iniciada em 2012 e concluída em 2013 pelo Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, no âmbito de um pacote de privatizações que incluiu também os CTT, a REN ou a TAP, neste último caso depois parcialmente revertida pelo Governo seguinte do PS (com apoio parlamentar do PCP, BE e PEV), liderado por António Costa.
“Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu esta reflexão.
′′Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas…
Capa, lombada, quartacapa e orelhas do Livro “Atas do Quinto Seminário da Primeira Volta ao Mundo: a Estadia da Frota no Rio de Janeiro”
Ensaios mostram como a expedição de Fernão de Magalhães/Juan Sebastián Elcano foi o ponto de partida para o atual processo de globalização. I O Rio de Janeiro foi o primeiro porto visitado nas Américas pela expedição empreendida pelo navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521) e pelo espanhol Juan Sebastián Elcano (1476-1526) em 1519-1522, que entraria para a história como a primeira viagem de circum-navegação mundial. Para celebrar esse acontecimento de cinco séculos que trouxe uma nova visão do mundo e comprovou que a Terra é redonda, foi realizado o Seminário Internacional do 5º Centenário da Primeira Volta ao Mundo, nos dias 12 e 13 de dezembro de 2019, no auditório do Museu Histórico Nacional, n o Rio de Janeiro, com palestras de historiadores do Brasil, Espanha, Portugal, Argentina, Chile, Peru e Uruguai e o apoio do Instituto Camões, de Lisboa, e do Instituto Cervantes, de Madrid, e dos consulados desses países.
“A figura de Jesus tem sido, infelizmente, um empecilho no relacionamento entre cristãos e judeus, uma justificativa para exclusão mútua, uma fonte de atrito e ressentimento. É de fundamental importância que Jesus seja reconhecido como um elo essencial entre os dois credos. Jesus é a ponte através da qual toda a cristandade passa a ser incluída como descendente de Abraão e, portanto, co-herdeira, juntamente com os judeus, do seu grandioso legado espiritual”, escreve Henry Sobel, rabino e ex-presidente da Congregação Israelita Paulista (CIP), recentemente falecido.
O texto foi publicado originalmente em: Aquino, M. F. (Org) Jesus de Nazaré. Profeta da liberdade e da esperança. São Leopoldo: Editora Unisinos, 1999, pp. 89-104.
«Morte e Democracia» de José Gil (Relógio d’Água, 2023) é constituído por um conjunto de ensaios que nos permite compreender as virtualidades e as fragilidades da organização da sociedade contemporânea.
RESUMO | A morte traça uma fronteira-limite do pensamento. Para lá dela, nada há a experienciar ou a pensar. Fractura radical, deixa-nos à beira de um impensável abismo. Para o transpor, inventámos a transcendência e a imortalidade. E com elas surgiram as teocracias, as realezas mágicas e os regimes políticos que criaram as maiores desigualdades e injustiças. A democracia nasceu destituindo a transcendência religiosa do seu estatuto fundador da ordem política. E a imanência trará consigo, em princípio, uma possibilidade de igualdade…
A Inquisição foi uma instituição criada pela Igreja Católica para perseguir ideias que pudessem perverter o cristianismo. Além de defender a fé católica, a Inquisição acabou sendo usada para perseguir inimigos políticos e engordar os cofres de reis e de religiosos. Ela não ficou só restrita à Europa, ela se espalhou junto com os espanhóis e portugueses por suas colônias e chegou até o Brasil, onde teve no Padre Antônio Vieira um forte inimigo.
Bartolomé Esteban Murillo é, quiçá, o pintor que melhor define o barroco espanhol. Nasceu em Sevilha, onde passou a maior parte da sua vida. O dia exato do seu nascimento é desconhecido, mas terá, provavelmente, nascido em dezembro de 1617.
O seu clube, onde cuidamos do seu bem-estar. Onde encontra uma comunidade de pessoas que percorrem o caminho para uma vida mais saudável. O local ideal para partilhar dicas, mensagens, muita inspiração e motivação.
No centro de Lisboa, em pleno Chiado, ergue-se a mais antiga livraria do mundo, a Bertrand. O facto não podia ser mais curioso, mas a verdade é que ali já se vendem livros há quase 300 anos, desde 1732, quando Pedro Faure abriu portas.
Vénus de Urbino (1538) é um óleo sobre tela de Ticiano. Exibe o nu de uma jovem identificada como Vénus, deitada numa espécie de cama sumptuosa. A obra se encontra na Galleria degli Uffizi em Florença. A pose é baseada na Vénus Adormecida (c. 1510) de Giorgione, que Ticiano completou e que por sua vez está no Pinacoteca dos Mestres Antigos, em Dresden. A pintura foi financiada por Guidubaldo II, duque de Urbino. Vénus de Urbino inspirou designadamente a pintura Olympia de Édouard Manet.
Eu e os pavões do “meu” quintal queremos que tenhas um belo e limpo 2024. Para dar sorte deixo aqui com uma crónica com uns enfeites que – dizem – são garantia de prosperidade e felicidade. Bom Ano.
Da estatuária grega aos sininhos natalícios
O estudo é alemão. Debruça-se, com olhar entomológico, sobre o órgão sexual masculino, comumente chamado pénis. Bem sei que parece um tema bizarro, assim posto no microscópio, a meio das celebrações natalícias, mas já lá vamos. As festas natalícias apelam à felicidade e, mesmo se o pénis não é exactamente um pinheirinho de Natal, o certo é que os mais remotos antepassados desta nossa ocidentalíssima cultura o prezavam como símbolo ao qual a felicidade não era alheia.
No último Princípio da Incerteza do ano, José Pacheco Pereira revelou aqueles que são os seus maiores receios para 2024. Um mundo que vai a eleições e que, no seu entender, será palco de “duas grandes traições.
“As eleições que se aproximam exigem propostas assertivas e conteúdos programáticos compreensíveis para que se possa, a nível nacional, discutir projetos e apresentar soluções. Só assim os cidadãos podem ser levados a optar pela adesão a projetos concretos e não a votar pela raiva ou desilusão ou, pior ainda, a não votar”, lê-se na mensagem de Ano Novo hoje divulgada pela CEP.
As eleições presidenciais dos Estados Unidos serão, quase de certeza, o acontecimento dominante do próximo ano. Salvo algo inesperado, é provável que vejamos uma reedição da competição entre Joe Biden e Donald Trump, com o resultado perigosamente incerto. Um ano depois, as sondagens nos principais estados indecisos dão vantagem a Trump.
As eleições serão importantes não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo. O resultado poderá depender das perspetivas económicas para 2024, que por sua vez dependerão em parte da evolução da última conflagração no Médio Oriente. O meu melhor palpite (e o pior pesadelo) é que Israel continuará a ignorar os apelos internacionais para um cessar-fogo em Gaza, onde 2,3 milhões de palestinos estão desamparados há décadas. O que vi durante uma visita no final da década de 1990, como economista-chefe do Banco Mundial, foi suficientemente doloroso, e a situação só piorou desde que Israel e o Egito impuseram um bloqueio total, há 16 anos, em resposta à tomada do enclave pelo Hamas.
O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução. A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de ideologia política, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da ação política em contraste à supremacia da ação económica ou do determinismo económico-socioindustrial.[2][3]
Historicamente, os partidos sociais-democratas advogaram o socialismo de maneira estrita, a ser atingido através da luta de classes. No início do século XX, entretanto, vários partidos socialistas começaram a rejeitar a revolução e outras ideias tradicionais do marxismo como a luta de classes, e passaram a adquirir posições mais moderadas. Essas posições mais moderadas incluíram a crença de que o reformismo era uma maneira possível de atingir o socialismo. Dessa forma, a social-democracia moderna se desviou do socialismo científico, aproximando-se da ideia de um Estado de bem-estar social democrático, e incorporando elementos tanto do socialismo como do capitalismo. Os social-democratas tentam reformar o capitalismo democraticamente através de regulação estatal e da criação de programas que diminuem ou eliminem as injustiças sociais inerentes ao capitalismo, tais como Rendimento Social de Inserção (Portugal), Bolsa Família (Brasil) e Opportunity NYC. Esta abordagem difere significativamente do socialismo tradicional, que tem, como objetivo, substituir o sistema capitalista inteiramente por um novo sistema econômico caracterizado pela propriedade coletiva dos meios de produção pelos trabalhadores.
«Dois escritores, nascidos no mesmo ano, com carreira no jornalismo, um em Lisboa e outro no Porto, correspondem-se durante os primeiros 40 dias do confinamento de 2020. As missivas são uma maneira de enfrentar e manter a sanidade durante a Pandemia.
E falam de amores, traições, sexo, dinheiro, poesia, família, política e do sentido da vida – ou da sua falta. Uma escrita pura e dura, sem rodeios. Há esperança e desespero. Ninguém sabe se vai ficar tudo bem. Tiago Salazar e Frederico Duarte Carvalho deixam-nos um documento histórico e que irá perdurar para além do tempo.»
Sou de fazer balanços (incluindo das ancas), mas não só ao findar de um ano. Faço-o todos os finais de dia na companhia de um short robusto ou um pyramid, uma caneta, papel e o ecrã de fundo da CMTV.
Ontem, por exemplo, foi um dia fixe. Fiz um tour com um casal de franceses interessados, que me elogiaram o acento da Bretanha, riram e escutaram as histórias deste e daquele ilustre, a leitura do arranque magistral do poema de Voltaire sobre o desastre de Lisboa (terramoto de 1755), as diabruras de Pangloss no bas fond de Alfama e ainda deram pourboir.
Depois, fui dormir a sesta e deixei-me estar horas perdidas (ou ganhas) na cama. Li as notícias da Bola, assisti aos jogos dos rivais azuis e brancos e vermelhos (e pensei no porquê de todos aspirarem à Liga Inglesa ou Árabe) e encerrei o dia com uma garrafa de Magos e um Clint Eastwood dos primórdios do Oeste. Folheei a História de Portugal do John dos Passos e trouxe-a para agora me entreter antes de ir mostrar as formosuras e tragédias de Belém, o Restelo e a Ajuda.
Levo uma vida pacata. Sosseguei a passarinha com a consciência de que a limpeza do Caminho é a única ocupação digna de registo. Não significa que esteja aposentado do ramo da curiosidade. Com conta, peso e medida, como se querem os dias, os meses e os anos.
O socialista Jacques Delors, Presidente da Comissão Europeia entre 1985 e 1995, ficou associado a algumas das mudanças – do euro a Schengen, ao Erasmus – que levaram a uma União Europeia como a conhecemos hoje. Morreu esta quarta-feira aos 98 anos.
Jacques Delors. O Senhor Europa que perdeu a oportunidade de ser presidente de França.
Entre 1985 e 1995, nos dez anos em que presidiu à Comissão Europeia, Jacques Delors construiu os contornos da União Europeia como a conhecemos hoje. Criação do mercado único, assinatura dos Acordos de Schengen, Ato Único Europeu, lançamento do Programa Erasmus, reforma da Política Agrícola Comum, início da construção da União Económica e Monetária que lançou as bases para o euro, são muitos os legados do Senhor Europa, que morreu esta quarta-feira aos 98 anos.
Exposta na Capela Cerasi de Santa Maria del Popolo em Roma, onde está preservada juntamente com a “Conversão de São Paulo”. As duas obras foram encomendadas a Merisi pelo monsenhor Tiberio Cerasi em 1600.
Como no caso de São Paulo, a “Crucificação” é também uma segunda versão do trabalho encomendado. Ao contrário da “Conversão”, a tela original não sobreviveu ao tempo. A razão? Parece que as dimensões foram reduzidas ao trabalho que já tinha começado.
Os doze apóstolos de Jesus foram escolhidos por ele para serem suas testemunhas e continuarem a sua missão de pregar o evangelho a todas as nações. Após a morte e ressurreição de Jesus, eles receberam o Espírito Santo no dia de Pentecostes e começaram a anunciar a boa nova em Jerusalém e em outras regiões. No entanto, eles também enfrentaram perseguições, prisões, torturas e martírios por causa da sua fé. Segundo algumas tradições, este foi o destino de cada um deles:
1– Pedro: Era o líder dos apóstolos e o primeiro papa da Igreja. Ele pregou em Jerusalém, na Samaria, na Antioquia e em Roma. Foi preso e crucificado de cabeça para baixo por ordem do imperador Nero, por volta do ano 64 d.C. Seu túmulo está na Basílica de São Pedro, no Vaticano[^1^][1].