Nunca conheci um patrão de casa de putas! | Carlos Vale Ferraz e Carlos Matos Gomes | in Jornal Tornado

(Capitulo para um futuro romance) – Eu também não.

Este é um texto que descobri nos rascunhos do marginal escritor Carlos Vale Ferraz, autor de um primeiro romance a que deu o título de Nó Cego, onde enreda as aventuras da geração que arriou as velas do fim de império africano.

Uma anti-epopeia que não merece sequer um registo nos planos nacionais de leitura, porque os juízos literários são isentos de boas vírgulas e prenhos de frases amendoadas. Dele disse ele no intróito do Nó Cego: “o autor  é pacato e gordo, cai-lhe o cabelo e escreve de noite com os óculos na ponta do nariz…” e, mais adiante: “Por si, garante, a Pátria não verá aumentada a galeria dos ilustres e não ganhará feriado em dia de morte ou de centenário.”

Não será tanto assim. Ou não foi. Descobri que esse tal Carlos Vale Ferraz pode ser agora gordo e careca, mas já foi, recolhido de fontes seguras, um belo valdevinos. Belo é autopromoção. Vaidade. Valdevinos é uma boa legenda para a foto antiga.

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