Prémio PEN Clube de Narrativa 2012

TravessaO romance de estreia de João Bouza da Costa, Travessa
d’Abençoada, acaba de ser agraciado com o Prémio P.E.N. de
Narrativa para o ano de 2012.

Travessa d’Abençoada é um romance que acompanha os diversos
protagonistas e acontecimentos que têm lugar numa travessa típica de
Lisboa, durante 24 horas.

Aquando da publicação deste livro, em janeiro de 2012, o crítico
literário Miguel Real escreveu no Jornal de Letras: «Lamentamos que
não exista já o Prémio Literário Cidade de Lisboa, Travessa
d’ Abençoada merecia-o em absoluto, retrato em perfeição da nova
Lisboa habitada por um cidadão cosmopolita, universalista e tolerante,
não já a antiga capital imperial e africanista ou colonialista, não já a
Lisboa heroica e épica propagada pelo Estado Novo, pesada de
edifícios majestáticos, antes moderna e europeia carregada de idosos
(as doenças e a solidão da terceira idade retratadas no romance), de
casais pobres e ricos (o novo condomínio de luxo em contraste com as
casas envelhecidas dos prédios de reboco à vista), de pessoas
diferentes (a criança autista), de estrangeiros (a mulher do tradutor),
de vícios (a agonia dos drogados), de maquiavelismo (o empreiteiro
reles que atormenta o “Orelhas” para ele abandonar a casa), numa
mistura de tradição (os frangos assados o fado as roupas das
senhoras velhas…) com rock e música erudita, onde se ouve ao
mesmo tempo um refrão clássico e um verso de Rilke.»

Prémio PEN Clube de Ensaio 2012

Salazar e o Poder – A Arte de Saber Durar foi vencedor do prémio PEN Clube de Ensaio 2012.

Fernando Rosas deixa-nos uma visão lúcida e desprendida de atavismos morais. Bem documentado, este livro, espelha o trabalho de quem dedicou uma vida académica a este período da história de Portugal e sempre procurou saber como Salazar sobrevivera durante tanto tempo. Não o teria conseguido por recurso a um exercício excessivamente autoritário ou repressivo, mas por uma sábia conduta de quem conhece a verdadeira natureza dos portugueses e, tirando partido disso, se lhes impôs como líder desejado e providencial. Uma obra indispensável ao conhecimento deste período da história de Portugal que, nos dias de hoje, muitos gostariam de ver repetida.

leia mais no Acrítico – leituras dispersas