É sempre no amor que pouso os ramos | Maria Isabel Fidalgo

É sempre no amor que pouso os ramos
e nele planto acácias ou faço florescer
rosas e cerejas no inverno gélido.
Dir-me-ás que repito as flores e os frutos
que massacro de primavera os versos
que soletro gorjeios violáceos
para falar de amor.
E eu dir-te-ei que sim
que é sempre no amor que pouso os ramos
e que nele colho o sémen a bússola a maravilha.
Porque o amor faz-me dançar nas árvores altas
faz-me correr nos bosques
castiga-me de estrelas
traz-me um tempo de palavras cálidas
nas cordas do frio rigoroso.
Por isso,
é sempre no amor que pouso os ramos
e crescem-me galhos de aves no coração.

maria isabel fidalgo

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