Pequim, 22 abr 2024 (Lusa) – Rússia e China conseguiram prescindir do dólar em quase 90% das suas trocas comerciais, realizando as transações nas respetivas moedas nacionais, afirmou hoje o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.
“Conseguimos praticamente prescindir do dólar nas relações económicas bilaterais. Atualmente, mais de 90% das transações mútuas são efetuadas nas moedas nacionais”, afirmou Lavrov, durante uma reunião com os chefes das regiões russas no Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, segundo a TASS.
1. – Onde é que estava no dia em que António Costa se demitiu? A pergunta passa a fazer parte do index sobre alguns dos grandes momentos dos primeiros 50 anos do 25 de Abril.
Nessa manhã, à medida que chegavam os alertas, num cavalgar incessante de tensão, ficava a sensação de se ter entrado numa nova vertigem do tempo – caótico e intraduzível para linguagem.
Até que.
No mundo do 5G e das app de televisão, as coisas acontecem nos telemóveis. Já lá iam as duas da tarde. Costa falou e disse. Kaput.
13/04/2024 |Avec la guerre en Ukraine et l’explosion des tensions sur la planète, l’ordre mondial est en constante transformation depuis plusieurs années… Le monde bipolaire du XXème siècle vole en éclat pour donner lieu à de nouvelles convergences et divergences.
L’Occident, rangé derrière les Etats-Unis pour le meilleur et surtout le pire, semble assister impuissant aux transformations des équilibres et des centres de gravité. Campé sur ses références et son moralisme à géométrie variable, le Nord s’épuise. Alors que Washington poursuit son chemin pour défendre ses intérêts en s’astreignant à affaiblir ses alliés, les pays des BRICS s’organisent et tissent des partenariats sans asservissement. Dans ce monde en train de basculer, le dollar s’affaiblit, entraînant d’abord ceux qu’il a soumis à son diktat. Alain Juillet, ancien patron du renseignement à la DGSE et père de l’intelligence économique en France, nous livre ses clés de compréhension face à ce monde qui perd le Nord.
* Sociólogo, professor universitário (aposentado) de Sociologia e Ciência Política, escritor e autor de 18 livros (duas reedições ampliadas), é também pesquisador e ensaísta. Atualmente exerce a função de analista internacional, sendo comentarista da TV dos Trabalhadores, da TV 247, da DCM TV entre outros canais, todos por streaming no YouTube. Publica artigos e ensaios nos portais Vermelho, Grabois, Brasil 247, DCM, Outro lado da notícia, Vozes Livres, Oriente Mídia, Vai Ali e no Jornal Tornado, de Portugal.
O médico Jeff Foster revela como é que o pénis pode vir a sofrer consequências devido à má postura que tem ao longo do dia.
Pensava que as costas eram a única coisa que poderia sofrer consequência devido à má postura? A verdade é que a vida sexual dos homens também pode estar em causa devido a este mau hábito.
Com outra consequência: o aeroporto torna-se num violento aspirador de capacidade de endividamento do país para uma obra faraónica, que ainda por cima deixa os lisboetas com um só aeroporto, a 57km de distância, em vez de dois a custo zero : PORTELA + 1
Basta olhar-se para o malabarismo do Governo com o IRS para se perceber esta coisa simples: há pouco dinheiro. É tão simples quanto isto.
História de Lusa, 2-4-2024 |Para o novo primeiro-ministro, esta visão coloca três problemas principais.
1 – “Em primeiro lugar, essa ideia pode ser considerada uma ofensa para milhões de portugueses que vivem em dificuldades extremas por auferirem salários ou pensões baixas, por estarem afogados em impostos, por não conseguirem aceder condignamente a uma habitação, a cuidados de saúde ou mesmo a uma educação de qualidade”, disse.
2 – Em segundo lugar, defendeu, “a teoria dos “cofres cheios” conduz à reivindicação desmedida e descontrolada de despesas insustentáveis”.
3 – “Em terceiro lugar, a ideia de que estamos a viver em abundância induz o país a pensar que não há necessidade de mudar estruturalmente a nossa economia e o Estado, porque afinal parece que está tudo bem. Esta ideia é perigosa, é errada e é mesmo irresponsável”, disse.
“Não foi só condução, foi pela basculação, isto é, por um balanceamento dramático do país para a esquerda e para a extrema-esquerda”, disse Rodrigo Sousa e Castro a propósito do general Spínola, que tomou posse como Presidente da República em 15 de maio de 1974.
Rodrigo Sousa e Castro, antigo militar que fez parte, em 1973, da Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, na clandestinidade, falava à agência Lusa à margem do lançamento do livro “Capitães de Abril — a Conspiração e o Golpe”, ocorrido hoje na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa.
António de Spínola “é o responsável por não ter havido uma transição mais moderada, mais serena e que podia ter desembocado num modelo mais social-democrata, portanto liberal, democrata, com eleições livres”, frisou.
Le chancelier allemand, Olaf Scholz, est attendu à Pékin à partir de dimanche pour une visite qui devrait célébrer les liens économiques entre les deux pays. Loin des promesses de changement stratégique affichées par Berlin ces derniers mois.
O Conselho das Finanças Públicas, é, desde 2012, a instituição orçamental independente em Portugal. Criado pela Lei n.º 22/2011 de 20 de maio, faz desde então parte do conjunto de controlos e equilíbrios do nosso sistema político, avaliando a sustentabilidade da política orçamental, promovendo a sua transparência, e assim reforçando a credibilidade financeira do Estado de modo a contribuir para a qualidade das decisões de política económica e da própria democracia.
As últimas décadas mostram a burguesia portuguesa a diluir-se entre a burguesia internacional. Fica a questão se isso poderá tornar-se numa clivagem política.
Na ressaca imediata das privatizações da governação de Pedro Passos Coelho, um autor lamentava como a abertura de parte do capital das empresas públicas portuguesas ao setor privado, iniciada nos 80, se tinha prolongado. A dinâmica iniciada então culminava na completa privatização de vários grupos de referência.
Para explicar esta “tragédia nacional”, este falava de um “fascínio pelo modelo inglês” e salientava “o processo de alienação da empresa a grupos empresariais internacionais.”
Para concluir, afirmava que “os nossos filhos mais promissores terão de emigrar, não por falta de emprego, mas por ausência de empresas onde aprendam e cresçam profissionalmente, como nós tivemos.”
O autor não era um quadro do Partido Comunista Português, nem do Bloco de Esquerda. Nem sequer vinha do espaço da esquerda. As linhas foram escritas por Luís Todo Bom, que conta no seu CV com registos como membro do Conselho Consultivo do PSD, antigo secretário de Estado da Indústria e Energia (de um governo liderado por Aníbal Cavaco Silva) e o primeiro presidente da Portugal Telecom (PT).
Todo Bom, que é sem dúvida parte da burguesia nacional, toca num ponto fulcral: o destino dos seus filhos, ou mais especificamente, o destino dos filhos na burguesia portuguesa.
ABR 09, 2024 |CLIQUE NESTE URL para ler todos o artigo
Numa carta dirigida ao primeiro-ministro, o secretário-geral do PS diz que está disponível para trabalhar num conjunto de matérias sobre as quais, sublinha, existe “um amplo consenso político e partidário” e refere ainda que esta solução pode passar por um orçamento retificativo, que “valorizem as carreiras e os salários” na saúde, segurança, justiça e educação.
18-02-2024 | Nous sommes probablement témoins de la désindustrialisation allemande. Rien de moins. Cette baisse de la production industrielle de plus de 10% depuis 2020 s’explique un peu par la crise des mesures anti COVID avec la régionalisation de la mondialisation mais surtout par la guerre en Ukraine qui aura engendré la perte malencontreuse des gazoducs NordStream. Bon, vous me direz que de toute façon ils ne plaisaient pas aux américains ces gazoducs.
01/03/2024 | Alain Juillet et Claude Medori reçoivent le colonel Jacques Hogard, ancien officier de la Légion étrangère, expert en géopolitique, pour un regard critique sur les causes de la tragédie du conflit russo-ukrainien. Dans cette émission, le colonel Jacques Hogard nous donne des clés de lectures historiques sur les origines de ce conflit qui rentre dans sa troisième année.
O ex-ministro da Administração Interna José Luís Carneiro defende que há margem para diálogo sobre o Orçamento e áreas estratégicas com o governo, numa entrevista em que critica a altivez do discurso do primeiro-ministro na tomada de posse.
Em entrevista ao jornal Público, questionado sobre a possibilidade de o PS aprovar o Orçamento para 2025, José Luís Carneiro disse que há espaço de diálogo.
Amin Maalouf é um jornalista e romancista libanês. Venceu o Prix des Maisons de la Presse, o prémio Goncourt e o prémio Príncipe das Astúrias. É membro da Academia Francesa desde 2011. Foi chefe de redação, e mais tarde editor, do Jeune Afrique. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma meditação poderosa e angustiante sobre o futuro do mundo e, ao mesmo tempo, uma magistral lição de História.» Le Figaro
Há novo governo, mas as ideias e os pensamentos são velhíssimos. Do que li e ouvi de Paulo Rangel, o único ministro que tem um discurso público ideológico, o ideólogo do governo entre um grupo de comissionistas a aproveitarem uma oportunidade de negócio fácil e rápido, encontramos três ideias base que fundamentam uma ideologia e as ideias força que ele irá expor junto da “comunidade internacional” como a doutrina professada pelos portugueses, sermonando em nosso nome:
– A primeira, a Ucrânia de Zelenski, do batalhão de Azov e dos nazis que a operação dirigida por Victoria Nuland, a agente da CIA e atual subsecretária dos negócios estrangeiros dos Estados Unidos, colocou no poder com o golpe da Praça Maidan, é uma democracia e defende os nossos valores, os do humanismo Ocidental;
A embaixadora dos Estados Unidos para a Aliança Atlântica considerou hoje errada a ideia de que está iminente uma guerra com a Rússia e insistiu que os norte-americanos são contra enviar tropas para a Ucrânia.
“Quanto à nossa segurança [da NATO], tomámos medidas para aumentar a nossa capacidade de dissuasão no flanco leste” da NATO, que está mais próximo da Rússia.
Julianne Smith insistiu que “os EUA não apoiam o envio de tropas para combater na Ucrânia”.
A constante chamada de “jovens brilhantes” para o espaço público e a criação de um ministério da Juventude apenas aprofundam a tecnocratização do debate político e a vilificação dos mais vulneráveis.
Celebrava-se o 45º aniversário do 25 de Abril, em 2019, quando João Marecos, co-fundador d’Os Truques da Imprensa Portuguesa, foi desafiado num programa do Prós e Contras a criar uma lista de autodesignados especialistas com menos de 30 anos. Chamou-lhe “100 Oportunidades” e a iniciativa consistiu num website com jovens dispostos a serem ouvidos pelos meios de comunicação social. Quatro anos depois de criar uma página nas redes sociais que contestava coberturas mediáticas, Marecos deixara de escrutinar os meios de comunicação para lhes pedir mais espaço mediático.
1 de Abril de 2024 | Assistimos a um debate, conjuntural e habilmente manipulado, sobre a eventual reposição de um Serviço Militar Obrigatório (SMO). Digo conjuntural e manipulado porque tem a ver, exclusivamente, com a atual situação na Ucrânia e com a paranoica fantasia da ameaça da prontidão russa para invadir a Europa ocidental, com que os “falcões belicistas” vão entretendo a desatenta opinião pública para que aceite, acriticamente, os reforços armamentistas que engrossem os cofres do complexo industrial militar dos EUA.
Creio que os dados neste momento divulgados trazem uma enorme responsabilidade aosPartidos Social-Democrata e Socialista. Talvez seja a altura de ambosnão olharem apenas para os seus umbigos, mas sim para as aspirações do País e do Povo Português …Se ambos teoricamente se regem pela Social-Democracia, é o tempo certo para a implementarem em profundidade, com uma forte aposta no “estado social”…
Acredito que a grande maioria do Povo Português ficaria radiante🙂 🙂 🙂 Oh! se ficaria !!!
PSD, CDS e IL apostaram em deixar o país na idade-das-trevas económicas, mas as suas ideias, como o choque fiscal, perderam espaço.
Emergem dois consensos destas eleições legislativas. A esquerda foi derrotada e o Chega saiu dela como o vencedor. No meio, a Aliança Democrática (AD, coligação PSD, CDS e PPM) é nominalmente a vencedora, mas é consensual que a vitória da força liderada por Luís Montenegro ficou muito aquém. | O choque fiscal é o derrotado desta eleição (substack.com)
A Assembleia não é como se disse o “local onde se fazem acordos”, é o local onde se manifestam as diferenças, as “partes” que são o ar da democracia. Lugares-comuns, duplicidades, agendas escondidas no contínuo político-mediático “Palhaçada parlamentar” – Há uma coisa em que muitos jornalistas fazem o papel de alimentadores do Chega. O que aconteceu na Assembleia é mais normal do que anormal, dada a sua composição actual, e em nada justifica a série de designações pejorativas, de “palhaçada”, “teatro”, espectáculo lamentável”, “rebaixamento da Assembleia”, etc. De repente, o contínuo político-mediático encheu-se de gravitas.https://www.publico.pt/autor/jose-pacheco-pereira
Quem comandou o ataque terrorista e qual será a resposta de Moscou? Um mergulho nos tentáculos da galáxia terrorista – e suas ligações perigosas com os EUA.
Os leitores que têm a gentileza de visitar as minhas crónicas sabem que nestes mais de dois anos de guerra na Ucrânia, envolvendo quatro potências nucleares, tenho alertado, com veemente urgência, para o risco crescente de sermos engolidos num abismo da destruição bélica. Os motivos para isso parecem-me residir na mistura de soberba e amnésia por parte do Ocidente, isto é, dos EUA e da multidão de Estados europeus que se apresentaram ao seu serviço. Soberba, por terem pensado que a Rússia poderia ser tratada como uma potência de segunda categoria. Amnésia, porque na sua conduta, dão sinais de terem esquecido as lições que impediram a Guerra Fria de ter conduzido à III Guerra Mundial.
CASTELO DE VIDE – 26 março 2024 às 16h44 | Tenente-coronel que foi um dos principais rostos do 25 de Abril vai ser homenageado em Castelo de Vide, vila onde nasceu e onde está sepultado.
O tenente-coronel Salgueiro Maia vai ser homenageado a título póstumo na quinta-feira dia 28/3, em Castelo de Vide, vila onde nasceu e onde está sepultado, foi esta terça-feira divulgado pela Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (APMCH), promotora da homenagem.
Vamos esquecer, por agora, que há uma guerra europeia que se pode tornar mundial. Por amor à disciplina do pensamento crítico, enfrentemos esta dolorosa pergunta: o que é o Ocidente e quais os seus valores atuais?
Comecemos pelos EUA, cuja perspetiva, seguindo as vozes autorizadas da Casa Branca e do Congresso, considera existir um saldo positivo desta guerra. O que está em causa não é, nem nunca foi, a vitória da Ucrânia, mas sim usar esse povo como aríete para enfraquecer a Rússia, de acordo com orientações estratégicas há muito públicas e publicadas.
Trinta anos a encostar a NATO às suas fronteiras, sobretudo na Ucrânia, levariam o Urso a acordar. Mas os EUA estavam em prontidão. As sanções, o ataque à exportação de petróleo e gás natural russos, o impedimento de mais oleodutos (sabotagem do Nordstream II), a fuga de cérebros, o fomento da instabilidade no Cáucaso, tudo isso já estava prescrito num vasto documento que mais parece uma declaração de guerra: James Dobbins et alia, Extending Russia. Competing from Advantageous Ground, Santa Monica, CA, Rand Corporation, 2019, 354 pp..
Dos pecados mortais de Spínola às armas em boas mãos de Otelo
COMO JAIME NEVES NÃO QUIS SER NOVAMENTE HERÓI. OS «PECADOS MORTAIS» DE SPÍNOLA. OTELO PÕE AS ARMAS EM «BOAS MÃOS».
O coronel Sousa e Castro foi um dos mais destacados protagonistas do ciclo de mudanças políticas, militares e sociais que Portugal viveu entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Neste livro, Rodrigo Sousa e Castro faz o relato de um dos períodos mais turbulentos do século XX português.
Percorremos com o autor os bastidores da história. Como ele somos espectadores privilegiados e emocionados da preparação do 25 de Abril, do plano de batalha que os capitães traçaram e da explosão pós-revolucionária que se lhe seguiu.
Sousa e Castro mostra-nos sobretudo a face oculta da história. O verdadeiro teatro que foi o Verão Quente de 75, a contagem de espingardas que precedeu o 25 de Novembro, e o definitivo estabelecimento da democracia que nesse dia Portugal ganhou.
No «quem é quem» e no «quem fez o quê» da história, Rodrigo Sousa e Castro revela-nos muitas surpresas e estilhaça alguns mitos.
« […] é curioso ver como Rodrigo de Sousa Castro chegou a 1974, como descreve o 16 de Março, o 25 de Abril e o 25 de Novembro, como critica Spínola ou Otelo, como faz sobressair Vasco Lourenço, Melo Antunes e Eanes, como conta a sua experiência de conselheiro da Revolução.» | do prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa
Publicado pela primeira vez no blog em 23 de abril de 2018 às 07:11
16/07/2023 – Et si une bombe atomique tombait sur Paris ? Quels seraient les dégâts ? 😨 C’est la question que nous nous sommes posée à l’occasion de la sortie du film Oppenheimer.
23/02/2024 | Des grèves à répétition ont marqué ce début d’année en Allemagne, mettant à mal un gouvernement de coalition déjà fragile. Et ce alors que le pays stagne économiquement et traverse une crise budgétaire. Invité : Gilbert Casasus, professeur émérite en Études européennes à l’Université de Fribourg. Présentation : Laurent Huguenin-Élie
14/03/2024 | Diretor da CIA fala abertamente em atacar a Crimeia. A reação em caso de ataque à Federação da Rússia seria devastadora. Veja o que planeja o Ocidente para evitar uma humilhação cósmica na guerra por procuração Rússia-OTAN.
14/03/2024 | Jeffrey David Sachs (/sæks/; born November 5, 1954) is an American economist, academic and public policy analyst. He is the former director of The Earth Institute at Columbia University. He is known as one of the world’s leading experts on economic development and the fight against poverty. Detroit, Michigan, U.S.
Temos milhares de trabalhadores estrangeiros em Portugal.
Deles, sabemos muito pouco. E o que sabemos, mais coisa menos coisa, são números.
Não sabemos porque e como vieram, que ilusões tinham, quem lhes contou que Portugal era a terra do mel e que os portugueses eram o povo mais hospitaleiro do mundo.
Pela 1ª vez na minha vida aderi a um partido, em 2015. Eu já pensava à esquerda, sendo um social-democrata, mas foi Costa que me motivou a filiar-me.
Senti que devia sair “zona de conforto” intelectual, embora a minha militância seja um modesto contributo. Além de pagar as quotas, vou a alguns comícios e comento aqui, defendendo as minhas ideias e as propostas do PS.
No momento em que o PS perdeu as eleições e que o PM sai de cena, é justo elogiá-lo pelo trabalho dedicado e competente ao longo de 8 anos.
O que faz um atleta que entrou em decadência para tentar manter-se em competição? Droga-se! Injeta ou toma produtos que lhe dão a sensação de força e euforia, mas que a prazo mais ou menos curto lhe arruínam os órgão vitais e as suas capacidades de sobrevivência. Entra em ressaca.
O programa armamentista proposto pela comissão europeia presidida por Úrsula Von Der Leyen é uma proposta de dopping para a Europa acreditar que ainda tem um papel de relevo na competição pelo poder mundial. É um estímulo de efeito imediato, que se extinguirá e com ele o “atleta”. Restará um farrapo!
A referência para esta visão desencantada é o artigo: “A Europa entra em estado de pé de guerra” , do El País de 3 de Março de 2024, de que deixarei o link no final.
Após as Eleições o que nos resta de Poder? O que torna democrática a representação política? O voto é a arma do Povo ou uma arma para legitimar o poder dos poderosos? Quem elegemos e como elegemos?
O direito ao voto pode originar uma democracia representativa, mas esta não é necessariamente uma democracia eleitoral. As campanhas eleitorais pretendem fazer crer que sim. O caso do derrube o anterior governo demonstra a diferença: os cidadãos que votaram nas anteriores eleições e elegeram os seus representantes — os deputados da Assembleia — para um mandato de quatro anos viram o seu voto ser “anulado” pela utilização de meios formalmente legítimos por parte de instituições de outra entidade, o Estado. O resultado das eleições, em particular o volume de votos atribuídos a um Partido “SAD”, para utilizar uma imagem vinda do futebol, tal como o líder do Chega, expõe a fragilidade da representação como trave mestra de um regime democrático.
Não conheço Miguel Carvalho. Mas li e penso valer a pena reflectir sobre o que este senhor escreve. Pensar um Povo e um País talvez comece por se reflectir em voz bem “sonora”. (Vítor C. da Silva)
1 – Quem me conhece sabe que ando, no mínimo há dois anos, a dizer a frase que Pedro Nuno Santos proferiu esta noite, (exceptuando a percentagem, claro, pois não seria bruxo para adivinhar): não há tantos racistas e xenófobos em Portugal como se pretende fazer crer. Mas o que fez a esquerda para perceber a potencial base eleitoral do Chega e o seu crescimento? Zero. O Chega cresce à custa das mentiras, enganos e sonhos por cumprir que só responsabilizam PS, PSD e, em parte, o CDS. Mas também cresce porque há uma esquerda que julga que lhe basta ter uma agenda e imensas certezas sobre um povo que, como se nota, não conhece de todo. Nem escuta de verdade.
Pedro Nuno Santos e Rui Tavares parecem ter sido os únicos a perceber, ainda que tarde, que há um trabalho que a esquerda tem de fazer (além de renovar-se, claro): falar com os eleitores, ouvi-los, mostrar que as ideias, mesmo quando são muito boas, também se explicam e podem demorar a convenver quem acumula muitos desencantos, de muitos anos, por esse País fora. Há um quotidiano devastador, no País rural e suburbano, que precisa de ser vivido e percebido, e para os quais não chega uma resposta “pronto-a-vestir”. Uma esquerda que só tem agenda e acha que não deve discuti-la terra a terra serve para pouco ou nada.
“Álvaro Santos Pereira é um importante economista que foi ministro da Economia e Emprego de Portugal entre 2011 e 2013 [no XIX Governo Constitucional liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho], sendo responsável pelas áreas da Indústria, Comércio e Serviços, Turismo, Energia e Obras Públicas, Transportes e Emprego”, descreve a instituição.
21h 03m | Creio que os dados neste momento divulgados trazem uma enorme responsabilidade aos Partidos Social-Democrata e Socialista. Talvez seja a altura de ambos não olharem apenas para os seus umbigos, mas sim para as aspirações do País e do Povo Português …Se ambos teoricamente se regem pela Social-Democracia, é o tempo certo para a implementarem em profundidade, com uma forte aposta no “estado social”… Acredito que a grande maioria do Povo Português ficaria radiante.
É imperioso que as próximas eleições sejam olhadas no significado de legítima defesa, que o voto comporta aqui.
Os imbecis das diversas direitas, em competição, não escondem as suas nostalgias pelos tempos das crianças descalças na cidade, sob ameaça de multa por andarem descalças. Lembro-me de ainda as ver na minha adolescência e não sou tão velho como isso.
Não me sinto de esquerda, nem aliás se sabe o que isso seja nos tempos que correm. Mas nestas estruturas de direita não caibo, nem posso caber.
Os insultos soezes ao 25 de Abril, que vamos ouvindo, não expressam apenas o ressentimento, nunca resolvido, dos que foram forçados a partir de África para Lisboa, em risco de vida e com a espoliação de todos os seus bens. Esses vieram assim, porque os USA assim quiseram, para reforçarem o eleitorado de direita em Portugal, como reforçaram e continuam a reforçar. Graças ao ressentimento.
Mas este não pode ser perspectiva aceitável para a determinação dos legítimos interesses do maior número, embora, na medida do possível, deva ser eficazmente eliminado e não faltam modos de o fazer.
Estes insultos vêm de quem quer cortar reformas definitivamente, como já tentaram. Cortar salários, como já fizeram. Vender o que resta das empresas públicas a pesadíssimos parasitas, como já fizeram também, reduzir o país à pobreza, como já disseram em voz alta, discutir (e restringir) o que os pobres comem, com discussão (sempre em voz alta) dos bifes que se não poderiam comer todos os dias, como o fez a desgraçada Jonet que é desta mentalidade bom exemplo e faz fichas de quem se socorra da organização sob sua direcção. Lembro-me de intervenção da criatura, em tom acusatório – “querem dar tudo aos filhos”, veja-se lá bem o disparate do filho do trabalhador indiferenciado ir a um concerto…
Mas, coisa mais aterradora de todas, querem privar de medicação subvencionada os maiores de 65 anos, como o disse a execranda Ferreira Leite (sem o mandar dizer por ninguém). E não convém, ainda, esquecer a exemplaridade da execranda lei Cristas – à qual ninguém reagiu em tempo útil – cujas virtualidades de devastação social são um bom exemplo do que voltou a estar em causa (e nem Salazar teria concedido).
A população comum, com mais ou menos de 65 anos, está em situação de ataque iminente e estas eleições são o ludíbrio que permitiria aos atacantes arguir o consentimento da vítima.
Sei que um socialismo do nepotismo não é um bom antecedente.
Mas há uma diferença entre querer empregar e privilegiar os filhos deslealmente e à nossa custa e querer negar o nosso direito à vida, à assistência clínica, à retribuição digna, à reforma aceitável, à habitação compatível com a dignidade mínima e até à alimentação.
Nem é de esquecer que a ICAR local se lhes junta, como Manuel Clemente o fez. Esta padralhada juntar-se-lhes-há sempre.
É precisa outra igreja. Como é precisa outra Escola. E outra imprensa. E é precisa a transfiguração do Estado, claro que sim. Sendo seguro que só de nós todos poderá vir tal coisa, que foi inútil confiar (ao longo de 50 anos) ao execrando leque partidário que outra vez se nos apresenta.
Mas é preciso discernir entre males. E decidir pelo menor deles, enquanto não estivermos em condições de reagir.
E ainda não chegou o momento de o podermos fazer. Infelizmente.
NOTA :Mural de Joseph Praetorius, 08-03-2024, in Facebook
Os líderes políticos europeus são, por estes tempos, de uma mediocridade confrangedora e de uma inconsciência perigosa. Gente sinuosa, inculta, sem autonomia nem integridade. Não exceptuo ninguém, embora, pelo peso das suas funções e a dimensão dos seus países, alguns se tornem particularmente desprezíveis na sua perigosidade. Eles e elas, que talvez os únicos tiros que tenham ouvido tenham sido numa coutada de um padrinho ou patrocinador, falam em guerras e guerrinhas como se estivessem a brincar aos soldadinhos de chumbo nos seus quartos de brinquedos. Alguns deles, poderiam ter um diagnóstico da beira da psicopatia. Outros são tíbios, alguns simplesmente malucos. Dizia-me, há muitos anos, um ilustre amigo e psiquiatra, que as patologias mentais, na realidade, só tinham três tipos: o tontos, os malucos e os maluquinhos – em grau ascendente de gravidade. Só aos primeiros dois grupos se pode fazer alguma coisa. Mas é preciso que se tratem. Porém, o meu amigo não previa que os “normais” os elegessem – e prometem não ficar por aqui. Estranhareis que aborde o tema deste ponto de vista, ainda por cima de um modo tão básico. Olho os livros que se amontoam ali nas estantes, os mestres que nos podem ajudar a pensar e a agir.
A liberdade de escolha constituiu o elemento a partir do qual os debates tradicionais sobre a liberdade e a necessidade começaram na Grécia há mais de dois mil e quinhentos anos. O problema da liberdade de escolha reside na contradição resultante do facto de podermos decidir contra o bem essencial, transformando a liberdade em servidão. Isso acontece porque a liberdade pode resumir-se à escolha do conteúdo, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos à servidão.E esse é o projeto das “democracias iliberais”, ou formais que nos está a ser proposto como paradigma da democracia. Votais! — o resto está por conta de outrem, de nós, os vossos representantes. Este tipo de “democracia” é o meio ideal de criação e desenvolvimento dos demagogos e da demagogia. Dos abutres da liberdade, dos que comem o interior dos corpos, os órgãos vitais que garantem a liberdade e deixam o esqueleto, que continuam a designar por democracia. Não é, como o cavername de um barco não é um barco e não navega.
O que está a ser imposto como “democracia” é a apropriação do direito de voto por uma elite.
Para o almirante, “as manifestações de rua [de militares], ou outro género de manifestações, criam instabilidade” e “não devem ser feitas nem permitidas, porque os militares são o último refúgio da estabilidade do país”.
Nestas declarações, Gouveia e Melo deixou ainda claro que se opõe a esse tipo de ações e considera que estas são “contra o próprio regime democrático”.
Sobre a justiça, ou não, da reivindicação dos militares, independente da existência de protestos, Gouveia e Melo frisou que “as reivindicações que os militares tenham, ou deixem de ter, são tratadas através do nível hierárquico, nos fóruns apropriados que a democracia tem”.
Confrontado com a pergunta se será este um sinal de radicalização, ou de populismo, no interior das Forças Armadas, o almirante preferiu não responder.
“Isso eu já não quero comentar”, referiu Gouveia e Melo acrescentando “o que quero lhe dizer é que as Forças Armadas são o último esteio da Nação. Como tal, não devem fazer nenhuma ação que comprometa não só a democracia como a estabilidade do país. E, portanto, nós – militares – não devemos ir para a rua…não faz parte da nossa missão, da nossa ética e da forma como nos devemos comportar em democracia”.
Não abordar a questão da dependência de Portugal do estado do Mundo é fazer dos portugueses prisioneiros cegos. A melhor apreciação dos que criam este silêncio é o de ignorantes. A outra é a de manipuladores que utilizam a ignorância do seu público para lhes venderem ilusões.
Portugal é uma Ilha? Quem ouvir os jornalistas que interrogam os políticos em campanha e o enxame de comentadores que esvoaçam sobre eles como moscas varejeiras só pode concluir que sim. E mais, uma ilha fora do tempo e do espaço, por onde não passam correntes marítimas nem anticiclones. Um território no meio do nada.
Former Finance Minister of Greece, Yanis Varoufakis on the precarious state of European democracy and how the fragmentation of the continent can be boiled down to this state.
Luís Montenegro defende uma “ambição reformista com responsabilidade orçamental e justiça social”, para colocar a economia portuguesa “a crescer como as melhores da Europa” e reduzir a pobreza.
“Estou aqui para vos apresentar a mudança, para vos dar a conhecer o país muito melhor que vamos construir juntos a partir do próximo dia 10 de março”, declarou.
Esta sexta-feira, em Lisboa, na apresentação do programa eleitoral, o líder da AD começou por caracterizar o estado do país: “a cair para a cauda da Europa”, com “baixos salários e baixas pensões”, uma “dramática emigração de jovens qualificados”, um estado que “abandona milhões à pobreza, à exclusão e a desigualdades persistentes”.
“Na AD queremos virar a página do desânimo e do desespero e abrir um tempo de esperança e um tempo de confiança”, acrescentou.
“Ambição”, “sensibilidade social” e “sentido de Estado” são os três grandes princípios orientadores do programa eleitoral da AD, que “oferece aos portugueses uma combinação única de ambição reformista com responsabilidade orçamental e justiça social” e permitirá “criar uma economia produtiva e competitiva, a crescer como as melhores da Europa, e que seja capaz de gerar melhores empregos que paguem melhores salários”.
Luís Montenegro salientou que é preciso pôr termo a “8 anos de governação do Partido Socialista, que governou 22 dos últimos 29 anos”. “O cenário macroeconómico e orçamental é robusto, combina ambição com realismo e prudência”, contrapôs. “Propomos baixar os impostos, sobretudo sobre o rendimento do trabalho da classe média e dos jovens, e depois também sobre a atividade das empresas – mas sempre com equilíbrio orçamental”, realçou.
Luís Montenegro quer “criar uma economia competitiva”, promover “melhores salários” e “pensões mais altas”, “salvar os serviços públicos, mas sobretudo garantir que todos os portugueses têm mesmo uma resposta no tempo e com a qualidade que merecem na saúde, na educação, na habitação acessível para as famílias, nos transportes, na justiça e na segurança” e “reduzir a pobreza mesmo antes da aplicação de prestações sociais”.
Novo livro do historiador inglês Kenneth Maxwell analisa os caminhos percorridos pelo País nos últimos 12 anos.
I O livro Kenneth Maxwell on Global Trends – an historian of the 18th century looks at the contemporary world (Kenneth Maxwell sobre tendências globais: um historiador do século 18 olha para o mundo contemporâneo), publicado por Second Line of Defense e organizado e editado por Robbin Laird, reúne ensaios que saíram à luz de 2011 a 2023. Conhecedor profundo da história do Brasil e d e Portugal no século XVIII e autor do clássico A Devassa da Devassa (Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1977), lançado em 1973 na Inglaterra com o título Conflicts and Conspiracies: Brazil and Portugal, 1750 -1808 (Cambridge University Press), seu primeiro livro, Maxwell, embora seu trabalho basicamente enfoque o século XVIII português, tem acompanhado detidamente a evolução política tanto em Portugal como no Brasil nos últimos tempos. Seus textos apresentam uma perspectiva abrangente sobre o mundo moderno e fornecem uma visão da desordem que se constata no planeta nos dias de hoje, mas especialmente se detêm sobre os caminhos que a democracia no Brasil vem percorrendo desde o fim do regime militar (1964-1985).
No ano em que comemoramos os 50 anos do 25 de Abril, é com orgulho e humildade que nos dirigimos ao povo português para dar a conhecer de forma clara e decidida a visão que temos para Portugal, os objetivos que vamos prosseguir e as medidas que vamos executar. Com vontade de renovar e espírito progressista, assumimos cinco missões para um novo mandato, que correspondem a outros tantos desígnios que queremos e vamos alcançar. Uma economia inovadora, verde e socialmente justa, assente no equilíbrio entre a redução da dívida e do défice orçamental e o desenvolvimento económico. Queremos que a economia portuguesa seja mais produtiva, que crie mais valor acrescentado por for ma a permitir aumentar os salários e os rendimen tos das pessoas.
Para isso, apostamos num Estado transformador que invista em infraestruturas e em energias renováveis, na transição digital e sobretu do no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, apoiado no nosso sistema de ensino superior. Um Estado que tenha uma estratégia de inovação para as empresas, permitindo graduar o perfil produtivo e reindustrializar a nossa economia. Um Estado capaz de estimular o crescimento económico, mantendo o controlo da despesa pública e a trajetória de redu ção do défice orçamental e da dívida pública. Só uma economia mais sofisticada poderá pagar melhores salários e ter condições de trabalho mais dignas, tanto para os trabalhadores do setor privado como do setor público. Queremos investir e reforçar um Estado social mo derno e inclusivo, que efetive os direitos sociais e combata a pobreza, um Serviço Nacional de Saúde resiliente que deve ser reformado e continuamente melhorado e não descapitalizado e privatizado, uma escola pública de qualidade – a mesma que em 50 anos de Democracia formou a geração mais qualificada de sempre -, e uma habitação digna para todos.
A tradução realizada por tradutora-intérprete do nível internacional, professora do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Valdes Zenenko, especialmente para a Agência para o Desenvolvimento de Cooperação Bilateral Rússia-Brasil.
Fallait-il attendre deux ans et compter les morts par centaines de milliers pour réaliser que la Russie n’allait pas perdre la guerre en Ukraine ? Un constat qui confinait tous ceux qui avaient l’audace de le faire au rôle d’apologiste de Vladimir Poutine. Dans cette perspective, la lecture du réel s’est vite transformée en discours de propagande. La fiche Wikipédia de notre invité, Jacques Baud, ne laisse d’ailleurs pas de place au doute, nous serions en face d’un personnage à la solde de Moscou ! Jacques Baud n’aurait-il pas plutôt annoncé et répété très tôt une vérité que personne ne voulait entendre à l’ouest? Baud a travaillé pour le renseignement stratégique suisse, ancien chef de la doctrine des opérations de la paix de l’ONU, il a aussi collaboré à des programmes de l’OTAN en Ukraine. Selon lui, « la cause ukrainienne est perdue », « Zelensky a fait un pacte avec le diable. » La guerre n’est entretenue par l’Occident que dans l’espoir secret d’affaiblir Moscou. Jacques Baud est l’auteur de plusieurs livres sur le conflit en Ukraine, son plus récent, L’art de la guerre russe est sorti en janvier 2024 aux éditions Max Milo.
A política alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao País, com as soluções para esse Portugal com futuro, encontra na Constituição nascida com Abril e nos direitos e projecto que consagra a referência que alarga a muitos democratas e patriotas o imperativo de acção para essa luta comum.
O Abril da liberdade e da democracia, de avanço e conquista que tem no PCP o elemento mais decisivo de realização plena. O Programa Eleitoral que agora se apresenta ao povo e ao País tem o valor da proposta mas vale sobretudo pelo projecto que transporta como nenhum outro, para mudar de política, dar vida e retomar Abril.
Programa e Projeto que afirmam a CDU como a força dos Valores de Abril e apontam os Valores de Abril ao futuro de Portugal.
Perante o medo, a esperança. Poucas eleições terão sido tão importantes como estas legislativas de 2024, onde se define o futuro de Portugal. No ano em que celebramos os 50 anos da nossa democracia, o país está colocado perante uma escolha clara. De um lado, quem nos quer devolver a um passado que julgávamos distante; do outro, quem quer construir mais 50 anos de reforço democrático.
O LIVRE sabe que futuro quer para o país e sabe que esse fu uro é possível: um Portugal com um novo modelo de desenvolvimento de alto valor acrescentado e base ado no conhecimento e na cooperação, e onde esse valor se traduza numa repartição de rendimento e de tempo mais justa e equitativa entre todas as pessoas. E esse futuro, um futuro da esperança, é possível e pode e deve ser construído agora, com todas as pessoas e todas as forças progressistas que se revêem numa sociedade ecologista, justa, libertária e universalista.
O Governo de maioria absoluta do PS caiu por responsabilidade própria. A instabilidade governativa e a promiscuidade entre a gestão pública e os interesses privados são apenas parte do processo de degradação política. Uma vez alcançado o objetivo da maioria absoluta, o Governo enredou-se na sua incapacidade de resposta aos problemas do país e agravou a crise social em questões determinantes para a vida de quem trabalha.
Convocadas as eleições para 10 de março, todas as perguntas apontam para o dia seguinte: quem responde aos bloqueios nos salários, na saúde, na habitação, nas escolas, no ambiente? Que maioria se pode formar? Que medidas concretas poderão sustentar essa maioria? Estas perguntas devem ter resposta. A clareza sobre o dia seguinte é uma condição da es colha informada e uma exigência normal da democracia. O Bloco assume as suas responsabilidades.
Portugal precisa de soluções para os problemas criados, mantidos ou agravados pela maioria absoluta. Apresentado o seu programa, o Bloco assume o compromisso da negociação de um acordo de maioria para um programa de governo que faça o que nunca foi feito. O voto no Bloco ga rante que haverá em Portugal uma maioria comprometida com soluções de esquerda.
A mera soma de deputados não faz uma maioria estável. Essa esta bilidade deverá resultar de políticas concretas, que invertam e corrijam as escolhas da maioria absoluta em áreas prioritárias. Alguns elementos dessas políticas são os seguintes, que estão no centro do programa do Bloco
Os debates, numa eleição com algumas caras novas na linha da frente, podem vir a ter alguma importância. Mas só alguma. Pressente-se que a esmagadora maioria dos eleitores já sabe bem em que “lado” vai votar.
Alguns, da brigada azeda e biliosa tentada pelo “é preciso dar cabo disto tudo!”, ainda estarão algo hesitantes entre o Chega ou o reforço do seu PSD de sempre, o único que sabem que pode oferecer-lhes o governo. Do outro lado do espetro, há quem hesite em renovar o voto no PS. Uns porque se sentem tentados a dar uma oportunidade ao Livre ou à nova liderança do Bloco. Outros, de um setor mais dado à prudência, é gente que ainda não percebeu bem se o novo líder pretende deslocar o partido do lugar onde tem estado e que, no fundo, lhes dava algum conforto.
Com a entrada em 2024 e no âmbito da guerra tecnológica que os EUA moveram à China, para que esta não se desenvolva, pelo menos tão depressa, os Países Baixos revogaram algumas licenças de exportação de impressoras litográficas da ASML.
A ASML, que tem vindo a perder terreno no mercado chinês – o maior do mundo – e a sofrer, financeiramente, com a decisão de aplicar, num primeiro momento, as sanções de Washington, decidiu, já no final do ano de 2023, retomar todas as exportações.
Perante o facto e cedendo às pressões de Washington – depois dizem que o 1.º ministro neerlandês é de extrema-direita e o Biden não é -, o governo do país europeu, decidiu, ele próprio, impedir a ASML de vender as suas impressoras para a China.
À medida que nos aproximamos do segundo aniversário da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, multiplicam-se os artigos de opinião e análise tentando fazer o ponto da situação.
Isto é perfeitamente compreensível. O que espanta, entretanto, é que, pelo menos até agora, as opiniões expressas entre nós nos media convirjam num só sentido: a necessidade de continuar a sancionar a Rússia e armar a Ucrânia com armas sempre mais poderosas e de maior alcance.
O DN, este fim de semana, é paradigmático – publica, logo no mesmo dia (!), duas colunas assim intituladas:
“A guerra da Ucrânia em 2024 – resistir e (re)construir (rapidamente) as condições para a derrota da Rússia”, da autoria do tenente-general Marco Serronha, do Europe’s War Institute;
e
“Ano Novo: Fazer sair a Rússia da Ucrânia sem mais demoras” (sic)
da autoria de Victor Ângelo, um conselheiro em segurança internacional, que sempre evoca a sua condição de ex-secretário-geral-adjunto da ONU.
A Davos sign sits atop a hotel roof ahead of this year’s World Economic Forum in Davos, Switzerland.
O próximo Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos, na Suíça, tem arranque marcado para esta segunda-feira (14-01-2024): mas por que motivo todos querem viajar, o que pretendem alcançar e o fórum está aberto a qualquer pessoa?
Em primeiro lugar, onde e o que é?
O 54º evento anual em Davos vai decorrer durante cinco dias na estação de esqui suíça e vai atrair líderes empresariais globais, políticos e organismos internacionais para falar sobre tudo, desde tensões geopolíticas até à ascensão da Inteligência Artificial.
Em edições anteriores estiveram presentes os líderes políticos dos Estados Unidos, do Reino Unido, França, Alemanha e China.
Quem vai estar presente?
Os ministros do Reino Unido, Jeremy Hunt e Rachel Reeves, já confirmaram a presença. Entre os participantes da esfera política global estão o número 2 chinês, Li Qiang, e o presidente francês, Emmanuel Macron, que vão fazer discursos especiais. Macron será o único líder do G7 presente no evento deste ano.
Em 2016, Bernie Sanders reuniu um exército de jovens eletrizados com as suas promessas de maior igualdade social e tornou o “socialismo democrático” uma coisa aceitável para muitos num país com medo da esquerda. Foi ele quem convenceu Biden a colocar na agenda os pozinhos mais progressistas que acabaram por ficar como marca do primeiro mandato: mais investimento nas energias verdes e em infraestrutura pública. Sanders, com 82 anos, em entrevista ao “The Guardian”, deixa um novo aviso ao democrata para este ano de eleições: ou fala das soluções para quem está a perder poder de compra, ou perde para um Trump ainda mais sedento de poder.
Bernie Sanders é, sem necessidade de contraditório, o mais conhecido político progressista norte-americano vivo. Tentou duas vezes ganhar a nomeação democrata para a presidência, falhou por ser considerado pelo partido como demasiado à esquerda. Sempre foi o arauto das más notícias, algumas soavam mesmo apocalípticas, mas, como escreveu a revista “New Yorker” sobre o senador do estado do Vermont num perfil que publicou recentemente, “a realidade apoia Bernie Sanders”.
Os principais intervenientes na segurança, incluindo o Ministro da Defesa Civil sueco, Carl-Oskar Bohlin, e o Comandante-em-Chefe do país, Micael Bydén, concordam que a Suécia poderá enfrentar em breve uma guerra e apelaram a uma maior resiliência, incluindo entre a população civil.
Dado que se espera que a Suécia adira à NATO em 2024 e no contexto mais amplo da guerra da Rússia na Ucrânia, o Ministro da Defesa Civil da Suécia, Carl-Oskar Bohlin, instou os seus concidadãos a prepararem-se para a guerra na conferência Folk och Försvar em Sälen.
Bohlin manifestou preocupação pelo facto de a modernização do sistema de defesa civil sueco não estar a acontecer com a rapidez suficiente e instou todos, desde gestores e vereadores locais a cidadãos privados, a agirem.
Em entrevista por email, Nabil Abuznaid, embaixador da Palestina em Portugal, espera uma mudança do Hamas para que este possa vir a aderir à Autoridade Palestiniana.
Que balanço faz dos três meses decorridos desde os atentados terroristas de 7 de outubro? Após três meses da mais sangrenta guerra e destruição, não houve solução. Até as esperanças de paz diminuíram. Isto diz-nos que a paz entre a Palestina e Israel não pode ser alcançada através de guerras e que não há solução militar para este conflito. A única via é a das negociações pacíficas entre ambas as partes, e a única forma de Israel poder viver em segurança é se os palestinianos puderem viver em paz e com dignidade num Estado próprio chamado Estado da Palestina.
Numa altura em que o Presidente russo, Vladimir Putin, olha para o segundo aniversário do seu ataque total à Ucrânia, é difícil ignorar a sua autoconfiança.
A tão esperada contra-ofensiva ucraniana não conseguiu o avanço que daria a Kiev uma mão forte para negociar. A turbulência no Médio Oriente domina as manchetes, e o apoio bipartidário à Ucrânia nos EUA foi anulado pela polarização e pela disfunção no Congresso, para não mencionar as tendências pró-Putin do candidato republicano à presidência, Donald Trump.
Putin tem motivos para acreditar que o tempo corre a seu favor.
Na linha da frente, não há indicações de que a Rússia esteja a perder o que se tornou uma guerra de desgaste. A economia russa foi abalada, mas não está em frangalhos. O poder de Putin foi até, paradoxalmente, fortalecido após a rebelião fracassada de Yevgeny Prigozhin em Junho. O apoio popular à guerra continua sólido e o apoio da elite a Putin não se desfez.
“Cada partido tem a responsabilidade de dizer como é que vai ser o dia a seguir às eleições”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua.
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) considerou este sábado que todos os partidos têm de dizer com clareza aos eleitores o que vão fazer no dia a seguir às eleições legislativas, nomeadamente que maiorias vão constituir.
“Por uma questão de transparência e de respeito para com os eleitores, cada partido tem a responsabilidade de dizer como é que vai ser o dia a seguir às eleições e que maiorias é que vão constituir-se e em torno de que medidas porque as eleições são sobre isso”, afirmou Mariana Mortágua aos jornalistas, no Porto, à margem de um protesto dos trabalhadores dos bares dos comboios.
O jornal El País, um grande jornal europeu, publica na edição de 1 de Janeiro de 2024 uma entrevista do escritor Arturo Pérez-Reverte ao programa El Hormiguero (O Formigueiro) da cadeia SER, de televisão, para falar do seu último romance. Uma conjugação de acontecimentos impossível de encontrar em Portugal, um grande jornal (que não há) noticiar a ida de um escritor a uma estação de televisão (de onde a literatura está banida, assim como os escritores) e descrever o que o escritor disse sobre a política do seu país e, no caso, a opinião que tem sobre a lei de amnistia que o primeiro-ministro Pedro Sanchez promoveu para comprar os votos dos independentistas catalães que lhe permitiram formar governo.
Antes de falar de Pedro Sanchez, diz Arturo Perez-Reverte, citado pelo El País: “suponho que irei ao programa falar de livros, mas temo que não somente de livros”. Arturo Pérez-Reverte acabou falando sobre o seu livro e sobre outros temas, entre eles a lei de amnistia e a figura de Pedro Sánchez.
Elogiar uma qualidade ou uma caraterística da sociedade através do comportamento dos seus elementos é, tem sido, uma forma de os publicistas, sob várias designações, filósofos, pensadores, conselheiros, sociólogos, historiadores, escritores de obras de vários tipos, e agora os ‘cientistas políticos’, transmitirem a sua visão do mundo que os rodeia, dos seres que dominam e que são dominados, da atitude que determina o modo como os seus correligionários e os seus adversários se comportam para atingirem os seus objetivos. Em resumo, os valores de uma dada sociedade.
Numa rápida pesquisa encontramos além do clássico «Elogio da Loucura», de Erasmo, títulos como «Elogio da Divergência», «Elogio da Superficialidade», «Elogio da Felicidade», «Elogios Fúnebres», «Elogio do Silêncio», «Elogio da Morte» e até dois títulos de autores portugueses tão distintos quanto José Vilhena com o sarcástico «Elogio da Nobreza» e o sério «Elogio da Sede» de Tolentino Mendonça. Não faltam, pois, temas, para Elogio. Deve haver nalguma biblioteca um elogio da coragem, mas julgo que não haverá, estou quase certo de que não, um «Elogio à Cobardia». Por mim não o penso fazer, embora o tenha estado a ouvir sob diversas formas nas ações de propaganda que o núcleo duro da força de vendas das empresas de propaganda e manipulação de massas tem vindo a apresentar a propósito da ação de limpeza de Israel contra os palestinianos acantonados na Faixa de Gaza e na Cisjordânia!
O contínuo político-mediático muda o carácter daquilo a que chamávamos jornalismo. Não adianta virem-me dizer que essa relação existiu desde sempre em democracia, porque a resposta é não.
Há muitos anos que escrevo sobre um dos factores que penso estar na origem da crise das democracias, o domínio da política democrática pela sua transformação num contínuo político-mediático, que diminui a autonomia da decisão política e a torna cada vez mais dependente dos mecanismos da comunicação social e da sua evolução. Seguindo as tendências actuais, da ignorância agressiva, à culpabilidade afectiva, à colocação da racionalidade como uma coisa do passado e de velhos, sem capacidade de competir com o glamour da superficialidade, tudo puxando para baixo, a política foi pelo mesmo caminho de vulgaridade e comodismo.
Isso afecta a qualidade da democracia, e o contínuo político-mediático muda o carácter daquilo a que chamávamos jornalismo. Não adianta virem-me dizer que essa relação existiu desde sempre em democracia, porque a resposta é não.
“Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu esta reflexão.
′′Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas…
Capa, lombada, quartacapa e orelhas do Livro “Atas do Quinto Seminário da Primeira Volta ao Mundo: a Estadia da Frota no Rio de Janeiro”
Ensaios mostram como a expedição de Fernão de Magalhães/Juan Sebastián Elcano foi o ponto de partida para o atual processo de globalização. I O Rio de Janeiro foi o primeiro porto visitado nas Américas pela expedição empreendida pelo navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521) e pelo espanhol Juan Sebastián Elcano (1476-1526) em 1519-1522, que entraria para a história como a primeira viagem de circum-navegação mundial. Para celebrar esse acontecimento de cinco séculos que trouxe uma nova visão do mundo e comprovou que a Terra é redonda, foi realizado o Seminário Internacional do 5º Centenário da Primeira Volta ao Mundo, nos dias 12 e 13 de dezembro de 2019, no auditório do Museu Histórico Nacional, n o Rio de Janeiro, com palestras de historiadores do Brasil, Espanha, Portugal, Argentina, Chile, Peru e Uruguai e o apoio do Instituto Camões, de Lisboa, e do Instituto Cervantes, de Madrid, e dos consulados desses países.
No último Princípio da Incerteza do ano, José Pacheco Pereira revelou aqueles que são os seus maiores receios para 2024. Um mundo que vai a eleições e que, no seu entender, será palco de “duas grandes traições.
As eleições presidenciais dos Estados Unidos serão, quase de certeza, o acontecimento dominante do próximo ano. Salvo algo inesperado, é provável que vejamos uma reedição da competição entre Joe Biden e Donald Trump, com o resultado perigosamente incerto. Um ano depois, as sondagens nos principais estados indecisos dão vantagem a Trump.
As eleições serão importantes não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo. O resultado poderá depender das perspetivas económicas para 2024, que por sua vez dependerão em parte da evolução da última conflagração no Médio Oriente. O meu melhor palpite (e o pior pesadelo) é que Israel continuará a ignorar os apelos internacionais para um cessar-fogo em Gaza, onde 2,3 milhões de palestinos estão desamparados há décadas. O que vi durante uma visita no final da década de 1990, como economista-chefe do Banco Mundial, foi suficientemente doloroso, e a situação só piorou desde que Israel e o Egito impuseram um bloqueio total, há 16 anos, em resposta à tomada do enclave pelo Hamas.
Gorbatchov não foi um pensador político original, mas antes um governante que procurou fazer— e conseguiu quase até ao fim — a primeira transição conhecida, na História, do maior Estado totalitário comunista de sempre para um Estado de Direito Democrático.
E conseguiu praticamente tudo, embora tenha sido apeado do Poder a poucos dias do triunfo final.
Democratizou a U.R.S.S., libertou a Europa de Leste e inspirou dezenas de países na África e na Ásia (entre os quais, todas as ex-colónias portuguesas que se tinham tornado independentes em 1974-75).
A visita visa demonstrar o poderio nuclear do país em plena guerra na Ucrânia. A deslocação de Putin à região noroeste de Archangelsk ocorre três dias depois de ter declarado a sua intenção de se candidatar a um novo mandato de seis anos. Sevmash é o único estaleiro naval da Rússia que constrói submarinos nucleares.
Putin supervisionou o hastear da bandeira da marinha no recém-construído Imperador Alexandre III e nos submarinos nucleares de Krasnoyarsk. Putin afirmou que a Rússia irá aumentar a sua força naval nas “áreas estratégicas mais importantes do oceano mundial”.
“Iremos definitivamente implementar todos os nossos planos para a construção de submarinos e navios de superfície. Reforçaremos quantitativamente a prontidão de combate da Marinha russa e o nosso poder naval no Ártico, no Extremo Oriente, no Mar Negro, no Mar Báltico e no Mar Cáspio – as áreas estratégicas mais importantes do oceano mundial”, afirmou Putin.
Putin afirmou que os dois navios de propulsão nuclear entrarão em breve em serviço no Pacífico. O Imperador Alexandre III é o sétimo submarino de propulsão atómica da classe Borei a entrar em serviço. Cada um deles está armado com 16 mísseis balísticos intercontinentais Bulava de ponta nuclear.
Os submarinos da classe Borei têm um nível de ruído visivelmente mais baixo, o que os torna mais difíceis de detetar pelo inimigo, e uma operação mais simples. Putin anunciou que estão a ser construídos mais três submarinos deste tipo. Fazem parte da tríade nuclear russa, que inclui também mísseis nucleares terrestres e bombardeiros estratégicos com armas nucleares.
O Krasnoyarsk é um submarino de propulsão nuclear do novo tipo Yasen. Está armado com mísseis de cruzeiro e torpedos e foi concebido para caçar submarinos inimigos e também é capaz de atacar alvos terrestres. Putin afirmou que estão a ser construídos mais cinco submarinos da classe Yasen.
Vladimir Putin aprovou recentemente o orçamento para 2024, com uma percentagem recorde destinada às forças armadas. No próximo ano, as estruturas de defesa e segurança representarão cerca de 40% das despesas totais. Não foram fornecidos pormenores sobre os custos de cada um dos novos submarinos nucleares que estão a ser lançados.