
William-Adolphe Bouguereau | The Storm




Na “5º Coluna”, o espaço de comentário no Jornal Nacional da TVI, Miguel Sousa Tavares analisou as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2024, considerando que este orçamento “tem várias coisas: umas são originais, outras são boas e outras são coisas que a ver vamos”. Por exemplo, “o fim das cativações é uma coisa original, porque durante muito tempo era o que impedia que houvesse investimento público”. Depois, diz o comentador, “é importante que pela primeira vez o Governo tenha criado um fundo de investimento estrutural, qye vai ser financiado, entre outras coisas, por receitas que virão da Brisa e por aquilo que sobra do orçamento excedentário – é importante, primeiro, porque está já a guardar dinheiro para quando acabar o dinheiro do PRR, e, segundo, porque estou de acordo com o princípio que Fernando Medina enunciou: quando há alguma folga orçamental o que devemos fazer? investir ou guardar para os tempos maus? Eu acho que no horizonte temos maus tempos à vista, por isso é bom o Governo comece a entesourar agora e que reduza a dívida pública.”

Lisboa, 19 out 2023 (Lusa) – O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que procede à reforma e simplificação de licenciamentos, no âmbito do programa Mais Habitação, adiantou, em comunicado.
Segundo a nota, o executivo deu hoje luz verde, no seguimento da publicação da lei autorização legislativa aprovada pela Assembleia da República, no âmbito do programa Mais Habitação, ao “decreto-lei que procede à reforma e simplificação dos licenciamentos no âmbito do urbanismo, ordenamento do território e indústria”.
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No dia em que se inaugura a Ala Siza Vieira no Museu Serralves, no Porto, uma grande entrevista com o arquiteto que continua a desenhar, à mão, encontrando caminhos para os projetos que tem na cabeça. Siza Vieira, com uma longa carreira de trabalho, reconhecida com vários prémios, entre os quais o Pritzker, em 1992, e o RIBA, em 2009, não poupa críticas ao estado da arquitetura e o desprezo a que é votada – situação que se reflete, também, no problema da habitação.
Continuar a lerBento de Espinosa elabora aquela que é a primeira, e porventura, a mais profunda reflexão alguma vez publicada sobre democracia, regime que designa como “o mais natural e o que mais se aproxima da liberdade que a natureza concede a cada um.


“Com a dívida pública muito mais baixa, vale a pena investir mais em Portugal”, reforçou o Presidente da República a partir da Bélgica.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou esta quinta-feira a trajetória de redução da dívida pública portuguesa e defendeu que é melhor para todos, incluindo os portugueses, e “não é só uma mania europeia”.
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O Senhor Presidente falou bem. Esta afirmação é válida para todos os políticos, que deveriam conversar mais uns com os outros para encontrar soluções, e não para fomentar conflitos, com o péssimo hábito que existe de falarem constantemente criticando-se uns aos outros e fazendo “jogos de coreografia e berraria” que só agravam conflitos e adiam a resolução dos problemas. É feio e mau o que fazem diariamente à vista de todos e para todos. Calem-se e conversem, pensem no País. | (vcs), 19-10-2023


Esta crônica não tem compromisso com o presente, nem com uma ou outra circunstância que possa sitiar o cronista enquanto a escreve ou a você, leitor, quando estiver a lê-la – e o tempo já terá consumido a ânsia de escrevê-la. O tempo se estará consumindo agora que você a lê, similarmente a quando foi composta.
Ora, sabemos através de Santo Agostinho que “o tempo é a imagem móvel da Eternidade”. Nada haverá, pois, que possa resistir à memória fugaz da crônica que não seja o olhar do Eterno e para o Eterno. Tudo flui, ensinava Heráclito de Éfeso, retomado pelo filósofo (e bom cronista) Vicente Ferreira da Silva[1]. E tudo flui porque “existir é coexistir”. Tudo flui porque “uma só coisa é em nós o vivo e o morto, o desperto e o adormecido, o jovem e o velho; unicamente que ao inverter-se umas resultam as outras e, ao inverter-se estas, resultam aquelas.”

Tenho ouvido com surpresa alguns militares de altas patentes comentarem os atuais conflitos, o da Ucrânia e agora o de Israel. Os e as tudólogos e tudólogas apresentam horóscopos. São artistas convidados por razões conhecidas das direções editorais dos meios de comunicação para convencer os clientes mais vulneráveis intelectualmente e não merecem um olhar. Pelo seu lado, os militares são (eram?) tomados como analistas racionais e metódicos. É nesta perceção que assenta a sua credibilidade e que me custa vê-los desbaratar.
A maioria dos militares convidados pronunciam-se sobre a manobra das forças, os armamentos e tomam notória posição a favor dos regimes da Ucrânia e de Israel, replicando as posições da NATO e dos Estados Unidos. O chocante dessas apresentações não é a tomada de partido, é ela não ser assumida e comunicada, como FB faz, indicando que a mensagem tem origem num meio sob controlo da Rússia. Mas, mais surpreendente, são os maus tratos que eles dão aos princípios da guerra, à relação entre a manobra tática e a organização das forças que as realizam e ainda da história das batalhas.
Continuar a lerCaravaggio (1571-1610) foi um pintor italiano, o mais revolucionário artista do Barroco, reconhecido pela grande expressividade de suas obras e pelo espetacular contraste entre luz e sombra.


Lisboa, 18 out 2023 (Lusa) – A exposição “Habitar Lisboa”, que é inaugurada hoje, pretende tornar visível a situação atual da habitação na capital, mostrando o papel dos arquitetos na estratégia para a construção na cidade. Com entrada é livre, a exposição ficará patente no CCB até 28 de abril de 2024.
Com curadoria da arquiteta Marta Sequeira, a exposição é inaugurada às 18:00, no Centro de Arquitetura/Garagem Sul do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, tornando-se a primeira exposição parte integrante do Museu de Arte Contemporânea do CCB.
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Ao longo de 2023, ano que a Ordem dos Engenheiros dedica à temática da Energia e do Clima, a Comissão de Especialização em Transportes e Vias de Comunicação (CETVC) tem vindo a organizar um ciclo de Conferências, com o objetivo de divulgar e debater temas relevantes da realidade atual e perspectivas futuras nos modos de transporte marítimo, ferroviário, aéreo e rodoviário pesado.
Tendo em vista uma atividade de transporte cada vez mais sustentável, descarbonizada e energeticamente eficiente, dar-se-á particular relevo às medidas de eficiência energética e aos projetos de transição energética, com implicações na operacionalidade, na competitividade económica, no impacte ambiental (poluição; emissões de CO2 equivalente /descarbonização) e no aprovisionamento de energia, a nível global.
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A Ordem dos Engenheiros e a Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional levam a cabo, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, a organização de uma conferência-debate dedicada ao tema da “Segurança Sísmica dos Hospitais”, que terá lugar no dia 23 de outubro, na Sede Nacional daquela Ordem Profissional, em Lisboa.
Na ocorrência de um sismo, é fundamental que estruturas críticas, como hospitais e outros equipamentos de saúde, escolas, equipamentos de proteção civil, quartéis de bombeiros, esquadras de polícia, possam funcionar respondendo plenamente em todas as suas funções, pelo que as exigências no projeto e execução destas infraestruturas devem ter em conta estes requisitos.
Os sismos severos que ocorreram este ano, nomeadamente na Turquia e na Síria, e mais recentemente em Marrocos, voltam a despertar a sociedade em geral, e a comunidade técnica em particular, para a importância do cumprimento estrito dos regulamentos em vigor ao nível do dimensionamento sísmico, transversalmente para todos os edifícios e infraestruturas, e com especial enfoque para a garantia da integridade daquelas que têm a seu cargo a responsabilidade de apoio e socorro aos cidadãos após um evento, como é o caso das unidades hospitalares.
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Guerra e Terrorismo — A propaganda de Israel e dos seus aliados (cúmplices) desenvolveram um dicionário específico para apresentar a situação em Gaza. Os porta-vozes de Israel e dos Estados Unidos foram treinados para o utilizar e difundir. Estão a fazê-lo e a servirem-no em doses maciças.
Israel está em guerra com o Hamas, garantem. É falso, o estado de Israel está em guerra com os palestinianos desde 1948, o Hamas foi criado em 1987. É um conhecimento de cultura geral. Sem investigação muito aprofundada é fácil saber que ocupação da Palestina foi e está a ser conduzida pelos judeus herdeiros dos movimentos terroristas desde os anos trinta do século vinte, quando começaram a lutar contra os ingleses, que tinham mandato da Sociedade da Nações de protetorado na Palestina desde o final da I Grande Guerra e que se manteve até ao final da II Guerra Mundial, quando os ingleses entregaram formalmente a Palestina à ONU, recém criada e aos Estados Unidos e à URSS para a condução prática do imbróglio do que fazer com os judeus sobreviventes do Holocausto. Esses movimentos lutaram através da imposição do terror para expulsar os palestinianos das suas terras e casas, sem olhar a meios.
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Ana Marques Maia 17 de Outubro de 2023
As fotografias históricas que compõem esta fotogaleria levantam o véu sobre a história do território antes da ratificação da “solução de dois estados” da ONU.
“Uma terra sem povo para um povo sem uma terra.” O slogan foi repetido à exaustão, ao longo do século XX, pelo movimento sionista e pelos apoiantes do sionismo para mobilizar a imigração judaica para a Palestina. As fotografias do arquivo do Library of Congress Eric and Edith Matson, tiradas entre 1898 e 1946 e fornecidas ao P3 pelo Palestine Photo Project, contam, no entanto, uma história diferente. A Palestina era, no século XIX e XX, antes do nascimento do Estado de Israel, em 1948, um território habitado por centenas de milhares de pessoas e vivia, segundo a Enciclopédia Britannica, “um renascimento árabe”.
Continuar a lerComo disse Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Sobretudo, quando o preconceito alimenta uma restrita, mas influente, rede de interesses envolta na retórica do interesse nacional.»

«Numa notável crónica, Daniel Deusdado demonstrou de modo fundamentado e convincente a insensatez da insistência em construir na Margem Sul qualquer aeroporto complementar ao da Portela (DN, 07 03 2021). Mesmo antes da pandemia, todo este processo – que agora ainda fica mais desfocado com o ressuscitar da falsa opção entre Montijo e Alcochete – estava à partida programado para dar um resultado favorável, independentemente dos fortíssimos factores contrários: as irregularidades no processo de avaliação ambiental (tanto na vertente da protecção da biodiversidade como dos impactos das alterações climáticas); a falta de objectividade do Ministério do Ambiente; as objecções dos representantes dos pilotos sobre os enormes riscos colocados à segurança de aeronaves e passageiros; uma análise custo-benefício irrealista…
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A causa ucraniana vive, desde o início do conflito, numa insuperável contradição: os democratas e amantes da liberdade que a apoiam sentem o desconforto de encontrarem, do mesmo lado da barricada, gente que, em tudo o resto, está nos antípodas das suas opções cívicas e políticas.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
6 Outubro 2023

1. Pode parecer estranho regressar aqui aos alertas para o problema da dívida pública, quando o seu peso no PIB está a diminuir substancialmente e tudo indica que este ano haverá um excedente orçamental, e quando toda a gente, Governo e oposição, incluindo o PR, entende que há margem para reduzir os impostos. Penso, porém, que a “folga orçamental” é, em grande parte, ilusória e não tem fundamentos duradouros.
Por um lado, ela é produto de um excecional acréscimo das receitas públicas, mercê do processo inflacionista e da maciça transferência de fundos da UE no âmbito do PRR, que cobrem grande parte da despesa de investimento público e que estimulam o crescimento da economia. Por outro lado, o bom comportamento da economia e do emprego reduz a despesa social e aumenta a receita fiscal.
O que surpreende, nestas condições especialmente favoráveis, não é que haja “contas certas”, mas sim que elas não sejam robustamente excedentárias, levando à redução do próprio stock da dívida pública.
2. Ora, estes ventos favoráveis não vão durar sempre.
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Ele entrou, em passo inseguro de quem está marcado pelo peso da História…. Poderia ser confundido com Biden, na forma como se arrastou pela sala e pela forma como dormiu na sessão. Mas estava no Canadá! Contudo, tal como fariam com Biden, a sala de pé, em uníssono, aplaudiu o subitamente célebre “convidado”.
Cada um dos 338 presentes, na Câmara baixa (Casa dos Comuns) do Parlamento, vigorosamente aplaudiu, assumindo a responsabilidade pelo peso histórico que a situação, em si, exigia. O momento era irrepetível, especial, único na sua essência. Afinal, desde há mais de 78 anos, que uma figura com a identidade política em questão, era recebida em apoteose, num qualquer Parlamento. O aplauso eufórico a um combatente da 2ª grande guerra, com 98 anos, era em si uma oportunidade única. Já não restam muitos, e da qualidade do homenageado, ainda menos. Nunca se sabe se mais alguma vez, aqueles 338 “diligentes” parlamentares, voltarão a ter tal oportunidade.
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Entre 2022 e 2024, o endividamento cai 25,6 pontos do PIB. Melhor na Europa só a Grécia,
Fernando Medina vai chegar ao final do próximo ano como um dos campeões da redução da dívida pública a nível mundial. Se atingir a meta de 98,9% do PIB fixada no Orçamento do Estado (OE), será uma descida de 25,6 pontos percentuais em três anos que apenas são ultrapassados por seis países a nível mundial, segundo cálculos do Expresso a partir das estatísticas publicadas esta semana pelo Fundo Monetário Internacional. Uma descida que tem sido destacada pelas agências de rating — em particular a Fitch — e que tem ajudado a manter controlados os juros da dívida a 10 anos. Neste momento, Portugal paga 3,435%, 0,7 pontos acima da dívida alemã, enquanto espanhóis e italianos pagam, respetivamente, 3,812% e 4,656%.

A essencialidade da Alma consiste no conhecimento; quantas mais coisas a Alma conhecer, tanto maior será a parte dela que permanece eterna.
“A Ética exige leitores não preguiçosos, discretamente dotados e sobretudo que tenham muito tempo disponível. Se a ela se concede tudo isso, em contrapartida, oferece muito mais do que se pode razoavelmente esperar de um livro.”

Conflito entre Israel e o Hamas já fez milhares de mortos de ambos os lados. Acompanhe aqui as informações mais recentes sobre o que se passa no conflito no Médio Oriente.
14 Outubro 2023 — DN | Lusa
A Arábia Saudita pediu hoje à China que pressione o Conselho de Segurança das Nações Unidas a votar uma resolução de cessar-fogo e se levante “o cerco” à Faixa de Gaza, intensamente bombardeada por Israel e à beira de uma catástrofe humanitária.
O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, transmitiu este pedido ao seu homólogo chinês, Wang Yi, através de um telefonema, informou a agência oficial de notícias saudita SPA. A China é membro permanente do Conselho de Segurança.
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Amo cada minuto onde o teu coração respira longe do meu e tão perto.
Anda o sol desvairado a encher os espaços e são barcos o que procuro para navegar numa praia impossível.
Amo – te com o pensamento colado ao coração e são quentes as memórias onde vives.
Não ouço aves. Tudo no silêncio que abrasa são beijos quentes que nunca te darei em mais nenhum verão, que a juventude escondeu-se de nós, em águas indomáveis de lonjura.

“O que faziam os nossos antepassados? Andavam, basicamente, à paulada. E faziam-no sobretudo entre eles. De resto, fizeram-no em datas tantas que o melhor é esquecermos aqui as que não nos brindaram com feriados. Não que lhes faltassem inimigos externos e ameaças naturais, mas a preferência pela pequena intriga caseira, pela pancadaria de proximidade, parece acompanhar-nos desde os primórdios.” Assim começa esta História de Portugal de Cor e Salteada: a toque de caixa. Só termina a 25 de Novembro de 1975, quando um general sisudo, de “cabelo bem lambido”, decide pôr ordem na casa. Entre um momento e outro, Maria João Lopo de Carvalho brinda-nos com os acontecimentos-chave que fizeram de Portugal o país com as fronteiras mais antigas da Europa. A autora passa célere da pré-história aos árabes, leva-nos de caravela à descoberta do mundo, relembra Alcácer Quibir, narra o fim do império. E ela própria se junta à festa, e não poupa um ou outro açoite, sobretudo aos espanhóis. Versão plena de humor e ironia, mas rigorosa também, não perde tempo com datas maçudas ou dinastias completas. Fica-nos o crème de la crème, estrangeirismo “franciú” aqui regado com picante nacional. É ler, saborear, e chorar por mais.




O princípio da incerteza é um dos aspetos mais conhecidos da física do século XX. Foi formulado pelo físico alemão Werner Heisenberg, em 1927 e tem sido muito utilizado para exemplificar a diferença entre a mecânica quântica das teorias físicas clássicas. Nesta, quando conhecemos as condições iniciais, conseguimos determinar o movimento e a posição dos corpos ao fim de um certo espaço de tempo, enquanto, segundo o princípio da incerteza da física quântica, não podemos medir a posição e o momentum de uma partícula com total precisão e quanto mais preciso for o conhecimento de um dos valores, menos sabemos do outro.
Ainda que o princípio da incerteza tenha a sua validade restrita ao nível da física, ao inserir valores como indeterminação e probabilidade no campo da análise de fenómenos físicos podemos aproveitá-lo para o estudo dos comportamentos das sociedades. Existe uma aceitação muito generalizada de que a História da humanidade tem um devir e uma racionalidade.
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“Chegou-se ao ponto de para fazer o PRR o Estado ter que recorrer a um gestor privado”. Faltam gabinetes de estudos e produção de pensamento, também nos partidos, alerta o Presidente da República, numa entrevista a Manuel Monteiro para a nova revista do IDL. Marcelo resume o ar dos tempos: “O que interessa é a sensação imediata”
“Os partidos deixaram de ter gabinetes (de estudo) internos e o Estado deixou de ter gabinetes de planeamento ativos”, lamenta o Presidente da República, que classifica a situação de produção de pensamento nos partidos de “desoladora”.
QUESTÕES:
2. Com a pista “oblíqua” a funcionar novamente + UM NOVO TERMINAL NA ZONA DE FIGO MADURO, teríamos os problemas resolvidos, certo ?
3. E com a contribuição do Aeroporto de Alverca a 10 kms da Portela ficava perfeito !
FUTURO: no estudo do professor de Coimbra, Pais Antunes, especialista em mobilidade, o crescimento do tráfego aéreo global até 2050 é de apenas 2 a 4%. Nas suas contas, a capital portuguesa só necessitaria de construir mais uma pista, além da atual.

ver o artigo seguinte

Os experimentos de conformidade de Asch ou experimentos de conformidade com o grupo de Asch foram uma série de experimentos realizados em 1951 por Solomon Asch, que demonstraram significativamente o poder da conformidade nos grupos.
Asch é mais conhecido por seus experimentos de conformidade. Sua principal descoberta foi que a pressão dos colegas pode mudar de opinião e até de percepção. Asch perguntou: 1) Até que ponto as forças sociais alteram a opinião das pessoas? 2) Qual aspecto da influência do grupo é mais importante — o tamanho da maioria ou da unanimidade de opinião?
https://pt.wikipedia.org/wiki/Experimentos_de_conformidade_de_Asch

NOTA PESSOAL (vcs): consta que o PM António Costa sorriu ao ouvir o Sr. Presidente da República.

O Presidente da República afirmou que este é um “tempo difícil, com uma guerra global, não uma guerra europeia, é uma guerra global nas causas e nos efeitos”.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou sexta-feira, perante o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, que “é muito difícil governar os países neste período, com inflação e problemas de energia e conflitos geopolíticos”.
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Presidente nota que há “injeções em áreas múltiplas” para tentar “chegar ao fim do ano e início do ano que vem com crescimento positivo”, mas sempre com cuidado atendendo à incerteza da conjuntura internacional
O OE 2024 segue a “única estratégia possível”, face ao abrandamento da economia europeia: “Volta-se àquilo que não é ideal, que é aguentar com o consumo interno”. A análise é feita por Marcelo Rebelo de Sousa, questionado pelos jornalistas numa visita à Faculdade de Farmácia, em Lisboa sobre a apresentação da proposta do Governo, esta terça-feira.
“É um Orçamento esperado porque não conta com aumento das exportações, nem do investimento ou do crescimento, que é bastante menos do que o do primeiro trimestre deste ano”, relembrou. Assim, o Governo procura “injetar dinheiro”, fazer “crescer os gastos internos, para equilibrar o que deixa de ser recebido do exterior”.
Marcelo nota que há aumentos para os “funcionários públicos, pensionistas e reformados”: são “injeções em áreas múltiplas”, para tentar “chegar ao fim do ano e início do ano que vem com crescimento positivo”.
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Photography Awards 2023 Professional 3rd Place Winner in Architecture/Buildings



A ignorância política da Ana Gomes.
O pai político do 25 de Novembro foi Mário Soares.
Em Março de 1975 Mário Soares demite-se de Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo presidido por Vasco Gonçalves. Em junho numa das maiores manifestações após o 25 de Abril, na Fonte Luminosa, Mário Soares denunciou o ataque político á Liberdade conquistada no 25 de Abril pelo PCP.
No verão 24 jornalistas são demitidos do Diário de Notícias pelo Saramago com quem tive uma violenta discussão.
No Verão surge o grupo dos nove no exército comandados pelo Melo Antunes, em dissidência com os ataques às liberdades conquistadas no 25 de Abril.
Em meados de Novembro há o cerco à Assembleia da República.
Passados poucos dias é nomeado Vasco Lourenço para o comando da região militar de Lisboa.
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José Ramos-Horta surpreendeu quando, em setembro, subiu ao púlpito da ONU e levou um discurso de esperança. Para ele, o país que preside, o Timor-Leste, é a prova que anos de conflitos podem ser substituídos por um exemplo de convivência.
Em entrevista exclusiva ao Portal Vozes, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz e atual chefe de estado do único país de língua portuguesa da Ásia conversou sobre o futuro da ONU, a ruptura de confiança entre as potências e o papel que o Brasil pode desempenhar na construção de um novo multilateralismo.
Mas, acima de tudo, ele propõe o fim do poder de veto para os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Só a ampliação do órgão não será suficiente.
Para ele, a fratura entre as grandes potências é, hoje, muito profunda. “O Conselho de Segurança é quase irrelevante”, alertou.
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O que está a acontecer na Palestina é apenas mais um episódio sangrento do processo que teve início com a criação do Estado de Israel e que prosseguirá até este ser um Estado sentinela, habitado por eleitos que se reclamam da superioridade de raça e religião, com uma só história, um só deus. O primeiro massacre desta longa história de violência é, se me recordo, o que ficou conhecido por Deir Yassin, de 1948, ainda antes do fim do mandato britânico, quando milícias sionistas massacraram cerca de 150 refugiados palestinianos desarmados. O mais conhecido dos massacres talvez seja o de Sabra e Chatila, em 1982, no Líbano. Este recente “episódio” terá, de particular, a conjuntura internacional com a emergência de novos poderes mundiais, de redistribuição de fontes de energia, de moedas de troca, da multiplicação de focos de instabilidade em várias partes do globo que obrigam as grandes potências a dividir forças e a abrir “janelas de oportunidade” a potências regionais.
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“O 25 de Abril foi uma data fundadora que acabou com 48 anos de ditadura, e com três guerras coloniais, em Angola, Moçambique e Guiné. Foi um acontecimento de dimensão mundial. O 25 de Novembro foi uma data correctora, comparável à derrota do golpe de 11 de Março, que teve o mesmo papel.”
25 de Novembro e rigor histórico
Quem foi derrotado no 25 de Novembro? Há dois derrotados: a 25, claramente a extrema-esquerda militar; a 26, todos os que queriam usar a derrota do dia anterior para proibir o PCP.
Henrique Gouveia e Melo é o nome preferido dos portugueses para ser o próximo Presidente da República. De acordo com a sondagem do ICS/ISCTE para a SIC e Expresso, o Almirante é o mais popular entre o eleitorado de direita e à esquerda só é ultrapassado por António Costa.



(…) Sim; apaixonar-se é um talento maravilhoso que algumas criaturas possuem, como o dom de fazer versos, como o espírito de sacrifício, como a inspiração melódica… Nem toda a gente se apaixona e aqueles que têm essa capacidade não se apaixonam por qualquer um. O divino acontecimento ocorre apenas quando se reúnem certas e rigorosas condições. Muito poucos podem ser amantes e muito poucos amados.
— José Ortega y Gasset, no livro “Ensaios Coligidos: Para uma Psicologia do Homem Interessante”. (Revista de Occidente, Julho de 1925).


Toda a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, em nova edição, com inéditos da autora.
A presente edição reúne toda a obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao notável trabalho de Maria Andresen de Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, que assinam, respetivamente, o prefácio a esta edição, e a Nota de Edição. O presente volume inclui alguns poemas inéditos que integram o espólio da autora, em depósito na Biblioteca Nacional.
Como nos diz Maria Andresen Sousa Tavares, no Prefácio a esta edição, há «poetas mais peritos, mais cultistas, mais destros e liricamente sofisticados, mais modernos, mais anti-modernos e pós-modernos, melhores pensadores. Mas aqui há uma força. Uma força muito raramente atingida. Há o vislumbre de um excesso não muito cauteloso, umas vezes iluminado, outras vezes rouco (“às vezes luminoso outras vezes tosco”). Mas há, sobretudo, o poder de uma simplicidade difícil de enfrentar, por vezes inconfortável, não pela dificuldade conceptual, mas porque a simplicidade é a coisa mais complexa e, neste caso, a mais difícil, porque nem sempre oferece o flanco ao diálogo, quando busca o “dicível” do esplendor e do terror, e só esse, sem literatura, onde “as Ménades dançam”.»
Para Sophia, Deus não está ausente do mundo: está dentro dele, em cada milímetro quadrado do mundo. Basta estarmos atentos para captarmos a presença de «esse deus que se oferece, como um beijo, nas paisagens» (Dia do Mar).

Hoje de manhã, ao acordar, o pensamento levou-me à lembrança de seis anos atrás, quando tive o grato prazer de participar numa conversa íntima (só que diante de 400 pessoas) sobre a obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen. Os meus interlocutores eram Ana Luisa Amaral e Miguel Sousa Tavares. Fomos admiravelmente moderados por Anabela Mota Ribeiro. O auditório da Biblioteca Almeida Garrett (Porto) encheu-se para nos ouvir – e tanto a Ana Luísa como o Miguel deram pistas extraordinárias para a compreensão da poesia de uma autora que, cada vez mais, se revela aos falantes de língua portuguesa como criadora de uma obra que, na sua aparente e desarmante simplicidade, está, como a de Mozart, ao nível do maior conseguimento artístico em termos absolutos.
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Comissão técnica independente propõe novo terminal. ANA contesta.
Vai ser preciso esperar mais uma década pelo novo aeroporto de Lisboa. Foi essa a mensagem deixada esta semana pela Comissão Técnica Independente (CTI) num relatório onde propõe o redesenho do Aeroporto Humberto Delgado (AHD), acrescentando-lhe um terceiro terminal e retirando-lhe voos não comerciais. Num relatório de 50 páginas, onde escrutina a situação do congestionado aeroporto da capital, a CTI elenca um conjunto de medidas cujo objetivo é, salienta, “melhorar as condições operacionais do AHD no curto prazo (cinco a sete anos)” e contribuir para “aumentar a sua eficiência e eficácia operacional”. Uma afirmação que fontes do sector ouvidas pelo Expresso admitem tratar-se de uma crítica à gestão da ANA e o sinalizar de que a avaliação da Comissão aponta como melhor opção a construção de um aeroporto internacional, afastando a opção por soluções complementares.
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Um dos aspetos interessantes da evolução do discurso político é a franqueza com que alguns interesses sociais são hoje enunciados. É um novo padrão: em vez da universalidade, mesmo que camuflando uma divisão (“os portugueses de bem”), notam-se agora deslizes para estratégias do pionés. Veja-se o exemplo dos liberais: o seu pionés são os donos do Alojamento Local, a quem prometem mais dinheiro. O do governo é mais vasto: quer uma subida prolongada do preço da habitação, para seduzir este setor dos empresários do AL, de promotores imobiliários e de construtores de luxo e beneficiar o turismo, que entende ser o destino de Portugal. O resultado é um terramoto habitacional e o debate recente sobre uma medida – a proibição de compra de casa por não-residentes que não sejam emigrantes – faz luz sobre o assunto.
Se o mercado existisse, funcionaria?
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“Há almas que têm
luzes azuis,
manhãs murchas
entre folhas de tempo,
e cantos castos
que mantêm um homem velho
Boato de nostalgia
e sonhos.”
✍🏻 Federico Garcia Lorca | Arte: Yuan Min

Mulher inteligente, de extrema sensibilidade, entusiasta do trabalho educativo, autora de vasta obra que se reparte entre a ficção intimista e autobiográfica, a crónica, o conto (para crianças e adultos), a poesia, a tradução, a pedagogia e a crítica literária, Irene Lisboa não teve porém uma vida pessoal e, até de certa forma, uma atividade literária que possamos considerar bafejada pela sorte. E é pena, porque Irene Lisboa foi não só uma escritora de grandessíssimo valor e uma pedagoga com um trabalho inovador, como uma pessoa generosa e amável que merecia ter conquistado um pouco de felicidade.
Talvez a sua modéstia, o facto de ter sido pouco ambiciosa, porventura a recusa por parte do público de uma literatura feminina sentimentalista, o ter adotado um tipo de escrita realista e intimista (tão nua e crua que incomodava) a contracorrente do que ao longo da sua vida se foi editando, não se tendo sujeitado ao gosto comum do seu tempo, tivessem concorrido para que sofresse o insucesso, por assim dizer, comercial.
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Esta imagem foi produzida por IA e foi-me cedida por Jorio Eduardo Maia. Ela representa uma conversa contemporânea entre Bento de Spinoza e Albert Einstein, em Nova Iorque, com a estátua da Liberdade ao fundo.
Ao lado, o símbolo do infinito e do tempo a servir de legenda para uma possível conversa sobre a temporalidade e o eterno.
Poderia ficar horas a olhar para esta imagem e a imaginar não só as conversas, mas também a analisar as atitudes de um para o outro. Primeiramente, admiração mútua. Depois, uma amizade fácil entre os que procuram a verdade e se guiam pela razão. Mas também um sem fim de afinidades de ordem pessoal, ambos descendentes de judeus, que em determinado momento das suas vidas se afastaram das práticas e crenças religiosas, sem com isso negar a sua pertença à civilização judaica. Depois a América, terra da liberdade e do livre pensamento, lugar natural e destino certo de ambos pensadores ávidos de liberdade individual. A estátua da Liberdade preside o encontro, ali podem falar e trocar ideias que muito poucos podem compreender profundamente.
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A justa luta dos funcionários da saúde de todas as graduações e especialidades vista à luz da história e do desejo de salvação dos homens, mulheres e crianças.
Antecipando as preocupações dos atuais profissionais da doença, e da natural preocupação dos vivos em adiar a morte e em alcançar uma boa pós-morte, a Igreja Católica publicou cerca de 1450 um tratado sobre o assunto a que deu o título de Ars Moriendi, A Arte de Morrer, ou Arte da Boa Morte, segundo as traduções, com autoria atribuía a um tal Dominicus Capranica (1400–1458), que terá reunido documentos com origem no Concílio de Constança (1414–1418) e devido à influência de Jean Gerson (1363–1429), erudito e Chanceler da Universidade de Paris.
Domenicus Capranica e Jean Gerson podem ser considerados os antecessores dos atuais promotores da Arte da Boa Morte reunidos nas declarações e proclamações das santíssimas ordens e sindicatos, que, em meu entender, muito têm contribuído para orientar as pessoas a alcançar uma “boa morte”, longe dos hospitais públicos.
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O primeiro-ministro propôs esta sexta-feira reformas para tornar a União Europeia (UE) como um “grande edifício institucional”, onde todos participam usando “os espaços que desejam usar”, visando evitar bloqueios, e sugeriu um “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) permanente” para enfrentar crises.
Em declarações aos jornalistas no final de uma cimeira europeia informal, realizada na cidade espanhola de Granada e focada em reformas institucionais para preparar a UE para desafios como o do alargamento e das migrações, o chefe de Governo indicou ter proposto aos seus homólogos a visão de uma União como “um grande edifício institucional”, no qual os países “só utilizam alguns dos espaços que desejam verdadeiramente usar”.
Certo é que, para “estruturar o futuro da União, todos têm de participar” no projeto europeu, acrescentou.
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Dilema. Baixar impostos é prioridade,
mas não com mais dívida ou menos Estado Social.
Memória da troika ajuda a explicar receios.

A grande Inteligência é sobreviver.
As tartarugas portanto não são teimosas nem lentas, dominam;
SIM, a ciência.
Toda a tecnologia é quase inútil e estúpida,
porque a artesanal tartaruga,
a espontânea TARTARUGA,
permanece sobre a terra mais anos que o homem.
Portanto,
como a grande inteligência é sobreviver,
a tartaruga é Filósofa e Laboratório,
e o Homem que já foi Rei da criação
não passa, afinal, de um crustáceo FALSO,
um lavagante pedante;
um animal de cabeça dura. Ponto.

29 Abril 2018 | MUSEU DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Nem Descobrimentos nem Expansão: aquilo que é preciso é um museu da História de Portugal. E um museu em que primeiro se pensem os conteúdos e só depois o edifício..
Muitos países tiveram passados grandiosos. Apenas alguns exemplos próximos de nós servem. A Dinamarca já foi um império, a Turquia, o centro do Império Otomano e, claro, a Grã-Bretanha, que já foi o maior império que o mundo alguma vez conheceu. Portugal teve três impérios, cuja história é muito importante e o público sabe isso, porque sente o seu reflexo. Mas é preciso ir mais longe.
PEDRO LAINS | in Diário de Notícias | 29 de Abril de 2018
https://dasculturas.com/2023/09/30/nem-descobrimentos-nem-expansao-pedro-lains-in-diario-de-noticias/1143 — Realiza-se em Zamora (Leão) a conferência de mesmo nome, pela qual é reconhecida pelo rei Afonso VII de Leão e Castela a independência de Portugal.

Aguarela de Alfredo Roque Gameiro, pintor Minderico, natural de Minde, Concelho de Alcanena, Portugal

“As manifestações são um sintoma muito óbvio de que a habitação é uma crise não só grave, que está a atingir a classe média, mas que está a acelerar, ou seja, as necessidades de habitação estão a tornar-se cada vez mais óbvias”, afirmou Gonçalo Byrne, ao comentar o protesto que no sábado levou às ruas milhares de pessoas em várias cidades do país.
“As manifestações que tiveram algumas expressões de maior conflitualidade, não digo violência, esse fenómeno pode continuar a crescer ainda, infelizmente, porque as pessoas, de facto, estão a viver mal e isso gera relações de conflitualidade, claramente”, afirmou o arquiteto, que na próxima semana passará o testemunho como presidente da Ordem dos Arquitetos (OA) à direção eleita em 21 de setembro, liderada por Avelino Oliveira.
Para Gonçalo Byrne, os protestos, marcados por alguns distúrbios, demonstram “a carga emocional” gerada por uma situação que se anunciava “há bastante tempo”.
Um dos últimos atos públicos do mandato desempenhado por Byrne foi precisamente uma tomada de posição, em conjunto com a Ordem dos Engenheiros, para exigir que o problema da habitação seja encarado como “um desígnio nacional”.
Continuar a lerO Rapto de Proserpina é uma escultura de Gian Lorenzo Bernini (1598–1680), considerado um dos maiores artistas do século XVII, tendo seu trabalho quase todo centrado na cidade de Roma.


O mito romano do rapto de Proserpina por Plutão é uma lenda que também aparece na cultura grega, onde Plutão se chama Hades e Proserpina é Perséfone, que encantou o obscuro deus com sua beleza, filha da deusa das colheitas Deméter. Ela é então raptada e levada para as profundezas da Terra, deixando sua mãe enfurecida. O rapto fez com que Deméter castigasse o mundo, arrasando com as plantações, entregando o mundo ao caos e à fome. Conta-se que Perséfone não podia comer nada que lhe fosse oferecido ou ela nunca mais voltaria para casa. Enquanto Zeus tentava convencer Hades a liberar a moça, Perséfone comeu algumas sementes de romã, selando o seu destino. Assim, ela se viu obrigada a casar com Hades, o que deixou Deméter ainda mais furiosa.
Zeus teria então interferido. Perséfone passaria metade do ano com o marido e a outra metade com a mãe. (Há outra versão que diz que ela passava 4 meses com o marido e o resto com a mãe). Dessa maneira, Deméter aceitou e assim os gregos explicavam as épocas do ano. Quando era verão e primavera, sua filha estava ao seu lado. No inverno e no outono, épocas frias, sem colheitas, Perséfone estava com o marido.
A obra encontra-se na Galleria Borghese, em Roma.


Desjardim, Muito além do farol do fim do mundo – é um dos primeiros livros escritos por Silas Corrêa Leite, romance que compõe uma trilogia depois de O marceneiro — A última tentativa de Cristo e Ele está no meio de nós. Um crime grave cometido, e o meliante fugindo como se querendo voltar ao começo da louca jornada da vida que fez e levou, e fazer tudo diferente. Quando não há uma saída, nada faz a volta ser pacífica. No meio do caminho do desespero há um palhaço negro vestindo um macacão amarelo, com um botijão de gás nos ombros largos, como um acusador e modificador de roteiro, feito um juiz e salvador no limbo das circunstâncias. Um livro sobre medo, fuga, arrependimento, culpa e castigo, crime e acusação. O que vem para salvar, também pode cobrar seu preço. Voltar para casa, num caminho feito errado, pode ser só um pedido de mãe, e, como diz Henfil, quem tem mãe não tem medo. Essa é aventura de Desjardim.



1-A Livraria Leya na Buchholz – que reabriu após obras de remodelação – promoveu esta semana uma série de conferências e outras iniciativas para assinalar os oitenta anos da famosa Livraria lisboeta. Sejamos claros: apesar dos esforços louváveis do grupo Leya que reergueu em 2010 a Livraria das cinzas da antiga Buchholz que havia encerrado em 2009, a vida nem sempre é um eterno recomeço e com o encerramento da velha Buchholz perdeu-se toda uma filosofia de livraria que durante décadas foi um símbolo de um certo cosmopolitismo literário que Lisboa em boa verdade não tinha ou tinha tão – só à guisa de ilhas muito dispersas – quiçá pequenas aldeias gaulesas -aqui ou acolá.
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Nietzsche: O único psicólogo com quem aprendi alguma coisa foi Dostoiévski.
Freud: Se não fosse Dostoiévski, a psicanálise teria que esperar um pouco.
Einstein: Dostoiévski me deu mais do que qualquer outro cientista, até mesmo Gauss.
Albert Camus: Pela primeira vez depois de ler Crime e Castigo, senti uma certa dúvida sobre a minha capacidade. Considerei seriamente a possibilidade de desistir deste trabalho.
Cemal Süreya: Li Dostoiévski e não tive paz desde aquele dia.
Stefan Zweig: Dostoiévski é o psicólogo dos psicólogos.” “Dostoiévski penetrou mais profundamente no mundo subterrâneo do inconsciente do que médicos, advogados, peritos criminais e psicopatas”, diz e acrescenta. O limite final de toda a humanidade não é ninguém senão Dostoiévski.
Murathan Mungan: Dostoiévski nos ensinou a misericórdia muito melhor do que nossas mães e pais.
Um jovem pede a Oğuz Atay que lhe recomende um livro.
A resposta de Oğuz Atay é clara: “Primeiro leia Dostoiévski, termine. Depois venha…


Porque o Outono é todo ele devagar. Associo-o à palavra melancolia, com beleza por dentro, uma tristeza misturada com doçura, tudo só intimidade e lentidão. E gosto do regresso do frio a atravessar-nos a pele, das cores quentes e dos cheiros próprios da época, das roupas macias e de quanto sabe bem ficar em casa
em noites que começam cedo e parecem enormes.

Seixal, Setúbal, 30 set 2023 (Lusa) – A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) garantiu hoje que os municípios “vão fazer tudo” para executar “os imensos recursos” de que dispõem, nomeadamente para a habitação.
“Por isso, aqui para o país, queremos deixar uma vez mais o compromisso reforçado e renovado por parte dos municípios portugueses para tudo fazermos no sentido de executarmos os imensos recursos de que o país dispõe”, disse Luísa Salgueiro no encerramento do XXVI Congresso da ANMP, que decorreu no Seixal, distrito de Setúbal.
O compromisso da autarca surge numa altura em que foram revistas as verbas que cabem aos municípios no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em que está no fim a execução do Portugal 2020 e quando está em programação o novo quadro comunitário Portugal 2030, acrescentou.
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já ninguém morre de amor, eu uma vez
andei lá perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depressões sincopadas, bem graves, minha querida.
mas afinal não morri, como se vê, ah não
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.
a gente sopra e não atina, há um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah não,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim.
há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes. uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente,
minha querida, toda a gente do bairro,
e então murmurarei, a ver fugir a escala
do clarinete:- morrer ou não morrer, darling, ah, sim.

A «operação especial» levada a cabo pela Rússia na Ucrânia tem captado a atenção internacional e, em particular, a europeia. Desde a primeira hora que considero ser a solução diplomática o caminho para a paz. Contudo, uma máquina de propaganda bem oleada tem passado a ideia de que era possível uma vitória ucraniana rápida e fácil, o que não coincide com os factos. Apesar desta realidade ser cada vez mais incontornável, os mensageiros dessa propaganda, que repetiram e amplificaram a vitória ucraniana como certa dizendo tudo e o seu contrário, contribuíram para a manipulação da opinião pública que, no momento presente, é confrontada com o falhanço da estratégia de Biden e com a necessidade de uma solução política.
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29 Abril 2018 | MUSEU DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Nem Descobrimentos nem Expansão: aquilo que é preciso é um Museu da História de Portugal. E um museu em que primeiro se pensem os conteúdos e só depois o edifício.
Muitos países tiveram passados grandiosos. Apenas alguns exemplos próximos de nós servem. A Dinamarca já foi um império, a Turquia, o centro do Império Otomano e, claro, a Grã-Bretanha, que já foi o maior império que o mundo alguma vez conheceu. Portugal teve três impérios, cuja história é muito importante e o público sabe isso, porque sente o seu reflexo. Mas é preciso ir mais longe.
Quem estuda um aspecto específico da história da Expansão cedo reconhece que o mundo lá fora dá atenção a dois ou três aspectos e a pouco mais. Certo que Vasco da Gama e António Vieira são figuras de craveira mundial. Mas já muito poucos saberão quem foi Pedro Nunes ou o nónio. Dizer isto é reconhecer que o país é grande, mas à sua dimensão.
Então, será preciso um museu para mostrar quem foi Pedro Nunes? A pergunta pode ser respondida com uma outra: precisamos de um museu do Império Otomano ou da Expansão dinamarquesa? Precisamos de um museu do Império Britânico?
Pedir um museu da Expansão é pormo-nos exactamente ao nível dos que no passado tanto vangloriaram os Descobrimentos.
Os governos da monarquia liberal do século XIX, da República e do Estado Novo usaram os impérios como forma de se justificar perante os cidadãos. Seguramente foi o Estado Novo que mais o fez, com a Exposição do Mundo Português, em 1940, ou as comemorações henriquinas, em 1960. Queremos continuar nessa senda? A discussão do nome de um museu sobre este tema esconde esta questão. Faz o mesmo apenas mudando o nome.
O país precisa de um museu da História de Portugal. Um museu da presença no território que hoje é Portugal dos povos antigos, do Império Romano, das gentes muçulmanas, da reconquista cristã, da formação do Estado medieval e, claro, dos Descobrimentos e da Expansão. Precisa de um museu que mostre e explique a união dinástica com Espanha, a Restauração, o absolutismo, o liberalismo, a República, o Estado Novo, a democracia e o que somos hoje.
Um museu que mostre as origens diversas de um país diverso num mundo diverso, de Viriato a Marco Paulo. Um museu de um período específico da história do país, escolhido por razões enraizadas num passado menos aberto, empobrece o país – e o próprio período que deveria enaltecer. E não seria alargando o âmbito do tema que o projecto melhoraria, pois do que não precisamos mesmo é de ver a história do país – e do mundo – através do binóculo da Expansão.
A teoria desta coisa tem uma tradução prática. Nunca haverá peças suficientes para um museu dos Descobrimentos ou da Expansão. Não há um número suficiente de objectos por aí espalhados à espera de serem reunidos. Não é uma triste realidade, é a realidade. Não há vestígios de uma única nau; o número de instrumentos de navegação é escasso; não há um espólio de Bartolomeu Dias, de Vasco da Gama ou de Pedro Nunes. Há cartas, documentos, pinturas e outras coisas, que faria sentido reunir. E há objectos que podem representar os mundos a que os navegadores e os comerciantes chegaram. Mas tudo isso não encherá um museu. Um museu da Expansão seria sempre um museu com mais ideias do que objectos, em que a ausência de materiais seria compensada por ideias, textos, conceitos. O mesmo não se aplica ao todo milenar que é a história de Portugal.
Todas as boas ideias já foram inventadas. Uma nação que já foi grande territorialmente, que já foi uma grande potência europeia, e que hoje é grande por aquilo que sabe fazer, a Dinamarca, tem o seu Museu de História Nacional. Exemplar, aliás. Com um museu da História de Portugal podíamos compreender os vários tempos históricos das pessoas e dos povos que viveram neste canto de Europa, e colocar os Descobrimentos e a Expansão no contexto nacional e internacional apropriado. Mas primeiro os conteúdos e depois o edifício, já que o país – sobretudo, Lisboa – já tem um número suficiente de obras de regime vazias, algumas feitas de propósito para serem “museus”.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico
Pedro Lains in Diário de Notícias
Imaginemos, por exemplo, a Partida de Vasco da Gama com a sua armada saindo do cais de Belém a caminho da India. Que cena poderemos imaginar recorrendo à tecnologia de efeitos especiais!
Vítor Coelho da Silva, 26-09-2023
https://dasculturas.com/category/museu-dos-descobrimentos/
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Ele entrou, em passo inseguro de quem está marcado pelo peso da História…. Poderia ser confundido com Biden, na forma como se arrastou pela sala e pela forma como dormiu na sessão. Mas estava no Canadá! Contudo, tal como fariam com Biden, a sala de pé, em uníssono, aplaudiu o subitamente célebre “convidado”.
Cada um dos 338 presentes, na Câmara baixa (Casa dos Comuns) do Parlamento, vigorosamente aplaudiu, assumindo a responsabilidade pelo peso histórico que a situação, em si, exigia. O momento era irrepetível, especial, único na sua essência. Afinal, desde há mais de 78 anos, que uma figura com a identidade política em questão, era recebida em apoteose, num qualquer Parlamento. O aplauso eufórico a um combatente da 2ª grande guerra, com 98 anos, era em si uma oportunidade única. Já não restam muitos, e da qualidade do homenageado, ainda menos. Nunca se sabe se mais alguma vez, aqueles 338 “diligentes” parlamentares, voltarão a ter tal oportunidade.
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