O Rei do Monte Brasil

“Hoje foi um dia excepcionalmente positivo porque soube que estás morto”. (Gungunhana quando soube da morte de Mouzinho de Albuquerque).

Este é um livro sobre dois homens caídos em desgraça. Dois homens que sofreram uma derrota pela posse de uma mesma terra, embora um deles tenha saído vencedor sobre o outro.

A escrita da Ana Cristina Silva precisa dessa imensidão do olhar, dos grandes espaços e do desassombro de mentes poderosas. Nunca nos sentimos tão próximos de Mouzinho como de Gungunhana. Se do primeiro nos despedimos numa frase “Depois, como se arma fizesse parte do meu braço, entramos juntos na morte.” Do segundo, debruçamo-nos sobre o seu leito de morte e recebemos com reverencial silêncio o seu último suspiro, deixando espaço aos velhos de África para que comecem a “trocar por palavras a minha (sua) vida, contando longas histórias em redor das fogueiras.”

Neste livro, Gungunhana encontrou o seu lugar entre os grandes reis da nossa história.

(ler mais no Acrítico)

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