José Miguel Júdice: “Rio não serve para primeiro-ministro porque não vai conseguir fazer aquilo a que se propõe” | Entrevista com Rosália Amorim e Pedro Cruz (TSF)

O líder do PSD “não serve para primeiro-ministro”, mas não deve demitir-se “se perder as eleições”, defende José Miguel Júdice. O comentador e antigo bastonário da Ordem dos Advogados deixa críticas ao programa do PSD em matéria fiscal e à “falta de energia” de Costa.

Foi ativista político. Esteve preso em Caxias depois do 25 de Abril e hoje, aos 72 anos, o antigo advogado que também já foi bastonário, deixou a toga e regressou ao comentário e à análise política.

Ouvindo os seus comentários semanais televisivos parece pessimista e desencantado. Concorda?
Se eu não fosse um otimista não tinha o programa na televisão que tenho. Continuo a acreditar que se todos e cada um de nós fizer um bocadinho o país pode melhorar. E o país está muito melhor do que o país que conheci quando era jovem, quer antes do 25 de Abril quer depois. Mas há muita coisa para melhorar, há muita coisa que é inconcebível que esteja tão mal, mas tenho uma visão muito mais positiva. Só que há uma insatisfação – ou a parte juvenil que ainda não perdi -, uma insatisfação que está dentro de mim, portanto, contribuo com a minha crítica, sem dúvida, para tentar que as coisas possam melhorar. Talvez os meus netos se interessem – os meus filhos não se interessam assim tanto – e um dia, quando estiver nos últimos momentos da vida, eles digam “avô, olhe que o que fez na televisão teve alguma importância”. Se ouvir isso dos meus netos antes de morrer, já vou mais tranquilo.

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