Lettre d’Albert Camus à René Char | “On parle de la douleur de vivre. Mais ce n’est pas vrai, c’est la douleur de ne pas vivre qu’il faut dire.”

Albert Camus, né il y a exactement 100 ans, restera comme une figure singulière dans la culture et l’histoire : immense écrivain, penseur à la fois engagé et en rupture avec son époque et, fait rare, homme d’exception, à la hauteur d’une oeuvre lumineuse et nécessaire. Son chemin aura croisé l’aventure d’un autre homme d’exception, René Char, poète sibyllin et résistant. Après la publication de L’homme révolté, attaqué de toutes parts, c’est dans cette amitié que Camus se réfugie, comme en témoigne cette lettre magnifique.

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Citando Oscar Wilde

Um grande poeta, um poeta realmente grande, é a menos poética de todas as criaturas. Mas os poetas inferiores são absolutamente encantadores. Quanto piores são as suas rimas, mais pitorescos eles parecem. Só o facto de ter publicado um livro de sonetos de segunda ordem torna um homem deveras irresistível. Vive a poesia que não pode escrever. Os outros escrevem a poesia que não ousam realizar.

O Retrato de Dorian Gray

Adriano Moreira (sobre Portugal) | com Anabela Mota Ribeiro

Estamos na iminência de uma revolução em Portugal, justamente porque esses que apontou, juntos, já são capazes de dar um murro na mesa?       

Tenho admirado a maneira ordeira e não-partidária com que as reacções se têm verificado. Mas penso que a população portuguesa atingiu o limite da pressão fiscal. Quando vemos os suicídios, as mães que se atiram da janela com os filhos para não os deixar cá, quando as coisas chegam a estes extremos, lembro-me disto: a fome não é um dever constitucional. Sabido isto, a inquietação aumenta dia-a-dia. Não preciso de dizer mais palavras.

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A Identidade de um País | José Pacheco Pereira

pacheco-pereiraTenho muita dificuldade em discutir o que é que é a identidade de um país. Portugal é um país pequeno (mesmo quando teve uma dimensão imperial), periférico. Para chegar a qualquer sítio onde havia, como diria Eça de Queirós, “civilização”, tinha que se passar por Espanha. Esse carácter paroquial e periférico é muito acentuado pela pobreza.

O facto de ser um país pequeno e pobre também significa que somos todos primos uns dos outros. Estamos todos uns em cima dos outros. Ou estamos todos a ocupar um lugar para o qual há dez candidatos. Temos muita inveja socializada, falta de espírito crítico, dificuldade em respirar liberdade.

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There Are (Probably) Billions of Earth-Like Planets in the Universe

New research, courtesy of NASA’s Kepler telescope, suggests that there’s no dearth of pseudo-Earths.
 – NOV 4 / 2013.

“When I began searching for exoplanets,” Geoff Marcy told me last year, “everybody said I was crazy.” Back then—in the 1990s, when “planet hunting” was new and, as its name might suggest, somewhat exotic—the notion of finding planets that existed outside our solar system seemed to have as much to do with science fiction as with science. The Times wrote articles noting that “a few skeptics still question whether these objects, called exoplanets, qualify as true planets.”

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Citando Oscar Wilde

“People sometimes inquire what form of government is most suitable for an artist to live under. To this question there is only one answer. The form of government that is most suitable to the artist is no government at all. Authority over him and his art is ridiculous.”

(Oscar Wilde)

My Sweet Lord | Concert For George Harrison

Ficha Técnica:

Na guitarra acústica, Eric Clapton,

Na guitarra elétrica, o filho de George Harrison,

No piano, Paul McCartney,

Na primera bateria,Ringo Star,

Na segunda bateria, Phill Collins,

Na segunda guitarra elétrica, Tom Petty,

No órgão e interpretando a primeira voz, o incrível Billy Preston.

Entre as vocalistas do coro está Linda Eastman,esposa de Paul McCartney.

– Também estavam presentes nesse concerto:

Bob Dylan,

Ravi Shankar,

Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas

dos Beatles, assim como todo grupo ‘The Cream’ de Eric Clapton.

Todos um pouco gordos e enrrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70.

Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto Beatle; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravações dos Beatles.

Museu d’Aguarela Roque Gameiro | Minde | Certificação Herity

Decorreu, esta manhã, no Convento de Cristo em Tomar, a cerimónia da Certificação Interacional Herity de 26 bens culturais da Comunidade Intermunicipal do MédioTejo. O Museu de Aguarela Roque Gameiro obteve a mais alta classificação entre os bens culturais certificados.

museuagua

Lançamento do livro “Dois dedos de conversa” de Carmen Zita Ferreira, com ilustrações de Sara Cunha

A Tropelias & Companhia tem o prazer de convidar V.ª Ex.ª para o lançamento do livro “Dois dedos de conversa” de Carmen Zita Ferreira, com ilustrações de Sara Cunha, no próximo dia 17 de novembro, pelas 16h, na sede da APDAF (Associação para a promoção e desenvolvimento do apoio à família), na Rua Santa Teresa de Ourém (junto à escola do 1.º Ciclo), em Ourém.

A obra será apresentada pelo Doutor João Manuel Ribeiro e o evento contará com a atuação do Coral Infantil e Juvenil de Ourém.

Queira brindar-nos com a sua presença.

Coordenadas: 39º 39′ 19.40” N 8º 34′ 24.06” O

Carmen

Angélique Namaika: Ganhadora do Prêmio Nansen 2013

Angélique

A ganhadora do Prêmio Nansen 2013 é a Irmã Angélique Namaika, uma freira congolesa que atua na remota região nordeste da República Democrática do Congo (RDC) ajudando milhares de mulheres vítimas da brutal violência sexual e de gênero praticada pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA, em inglês) e outros grupos.

À frente do Centro para Reintegração e Desenvolvimento, a Irmã Angélique Namaika já ajudou a transformar a vida de mais de duas mil mulheres e meninas que foram forçadas a deixar suas casas e sofreram abusos, principalmente pelo grupo rebelde LRA. Muitas destas mulheres trazem histórias de sequestro, trabalho forçado, espancamento, assassinato, estupro e outras violações de direitos humanos.

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Prémio PEN Clube de Narrativa 2012

TravessaO romance de estreia de João Bouza da Costa, Travessa
d’Abençoada, acaba de ser agraciado com o Prémio P.E.N. de
Narrativa para o ano de 2012.

Travessa d’Abençoada é um romance que acompanha os diversos
protagonistas e acontecimentos que têm lugar numa travessa típica de
Lisboa, durante 24 horas.

Aquando da publicação deste livro, em janeiro de 2012, o crítico
literário Miguel Real escreveu no Jornal de Letras: «Lamentamos que
não exista já o Prémio Literário Cidade de Lisboa, Travessa
d’ Abençoada merecia-o em absoluto, retrato em perfeição da nova
Lisboa habitada por um cidadão cosmopolita, universalista e tolerante,
não já a antiga capital imperial e africanista ou colonialista, não já a
Lisboa heroica e épica propagada pelo Estado Novo, pesada de
edifícios majestáticos, antes moderna e europeia carregada de idosos
(as doenças e a solidão da terceira idade retratadas no romance), de
casais pobres e ricos (o novo condomínio de luxo em contraste com as
casas envelhecidas dos prédios de reboco à vista), de pessoas
diferentes (a criança autista), de estrangeiros (a mulher do tradutor),
de vícios (a agonia dos drogados), de maquiavelismo (o empreiteiro
reles que atormenta o “Orelhas” para ele abandonar a casa), numa
mistura de tradição (os frangos assados o fado as roupas das
senhoras velhas…) com rock e música erudita, onde se ouve ao
mesmo tempo um refrão clássico e um verso de Rilke.»

Lettre de Frederico Fellini à un Jésuite : « Mes films ne naissent pas sur une trame logique, mais sur une dimension d’amour ».

Frederico Fellini, né le 20 janvier 1920 et décédé le 31 octobre 1993, fut l’un des plus grands réalisateurs du cinéma européen : pilier du néoréalisme italien, auteur de chefs-d’œuvre tels que La Dolce VitaLa Strada ou Huit et demi, sa personnalité joviale et sa  production artistique marginale en font une figure à part. Dans cette lettre à un Jésuite – correspondant très éloigné de l’univers du réalisateur – Fellini s’attache alors à définir son œuvre et les enjeux magnifiques de son travail : « faire se dessiner un sourire sur un visage en pleurs ».

fellini

Mon Père, vous avez bien voulu me demander quelques notes sur la conception spirituelle de mon monde filmique.

Il n’est pas facile de répondre à cette question, car je ne me suis jamais donné pour tâcher d’exposer, dans mes films, une conception particulière de la vie.

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