O assassinato de Sidónio | por José Maltez

Faz hoje cem anos que matámos Sidónio, dez anos depois de matarmos o rei, com o príncipe real, e três anos antes de matarmos o chefe do governo e o fundador da república. O regicídio produziu os republiquicídios. Simples.

Não faço a hagiografia do irmão Carlyle, mas revoltou-me, hoje, ouvir, na rádio, os insultos que lhe foram movidos por um pretenso historiador-mor do regime, com o mesmo ódio que causou a balbúrdia sanguinolenta. A mesma literatura de justificação do violentismo que levou ao assassinato de Humberto Delgado, em 1965.

Sidónio merece o respeito da história, até porque, na Constituição de 1976, usámos o presidencialismo de que ele foi precursor, tal como a prática do sufrágio universal, em que se empenhou. Aqui o deixamos, em pleno dezembrismo, ao lado de Alberto de Moura Pinto, seu ministro, republicano de sempre e ativo resistente ao salazarismo.

José Maltez

Retirado do Facebook | Mural de José Maltez

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