A Rússia terá enviado um ultimato à Ucrânia, dando até ao final do mês, para se sentar à mesa das negociações. | Major-general Agostinho Costa

O major-general Agostinho Costa esteve, este domingo, na CNN Portugal e falou sobre o alerta lançado pelas autoridades ucranianas de possíveis ataques em todo o país.

O comentador da CNN Portugal não tem dúvidas de que algo assim só acontece quando “se vislumbra, e há sinais que alguma coisa de importante se vai passar” e que isso poderá estar relacionado com o facto de circular notícias de que “a Rússia terá enviado um ultimato à Ucrânia, dando até ao final do mês, para se sentar à mesa das negociações”.

E que poderá ter alertado que se isso não acontecer, “o próximo ataque” poderá “destruir o sistema de abastecimento energético da Ucrânia”. Sendo que a postura do país terá sido “que está pronto para que a população saia da Ucrânia”.

Todavia, major-general Agostinho, lembra que “os principais sinais” chegam dos Estados Unidos. E que, este domingo, o Secretário da Defesa norte-americano afirmou que “a NATO não está à procura de uma confrontação e não se deixará arrastar para o conflito”. Mas que irá continuar a apoiar a Ucrânia.Ver menos.

Francisco sobre o diálogo, as mulheres, os católicos alemães… Padre Anselmo Borges | in DN

Entre 3 e 6 deste mês de Novembro, o Papa Francisco esteve no Bahrain, no Fórum a favor do Diálogo: Oriente e Ocidente pela coexistência humana. No regresso, no avião, deu, como é hábito, uma conferência de imprensa. É sempre enriquecedor dar atenção a essas conferências, até porque há temáticas múltiplas da actualidade e uma espontaneidade acrescentada. Seguem-se alguns temas.

1. Referindo o diálogo, acentuou que é uma palavra-chave: “diálogo, diálogo”. Já tinha sublinhado, aliás, que os animais é que não dialogam, os humanos têm de resolver os seus problemas através do diálogo. Condição para dialogar é que se tem de partir da identidade própria, ter identidade afirmada, não difusa. Quando alguém não tem a sua própria identidade ou ela não é firme, o diálogo torna-se difícil, até impossível. A sua viagem foi uma viagem de encontro, porque o objectivo era estar em diálogo inter-religioso com o islão e ecuménico com os ortodoxos. Ora, tanto o Grande Imã de Al-Azhar, no Cairo, Ahmed al-Tayeb, como o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, “têm uma grande identidade” e as suas ideias vão no sentido de procurar a unidade, respeitando as diferenças, evidentemente, em ordem ao entendimento e ao trabalho conjunto para o bem e a paz da Humanidade. Também se chamou a atenção para a Criação e a sua protecção: “isto é uma preocupação de todos, muçulmanos, cristãos, todos”. Os crentes das várias religiões “devemos caminhar juntos como crentes, como amigos, como irmãos.”

Continuar a ler