Gilles Deleuze é, no meu entender, o maior e o mais ousado dos spinozistas. O seu comentário à obra de Spinoza excede qualquer comentário, porque vai além do texto, dos limites do texto, para encontrar o espírito de Spinoza em cada temática, trazendo-o para o presente.
A sua leitura de Spinoza foi criticada e contestada por alguns. Por sair do texto, por reaproveitar o texto, por dizer-se através do texto. Críticas de um rigor letal, museológico, sem vida. Requiescant in pace.
Ler ou ouvir as suas aulas sobre Spinoza é qualquer coisa de extraordinário, um modo tão diferente de se fazer filosofia, que até nos surpreendemos quando descobrimos que a Filosofia faz-se assim.
Quem não leu as suas obras sobre Spinoza ou as suas aulas, tem de Spinoza uma imagem mais pobre. É certo. Por isso é preciso ler, tempo para ler, disponibilidade para ler. Ficar.
Spinoza e nós, entre nós, connosco. A potência de um pensamento que, a cada momento, permite-nos uma leitura diferente do mundo.
Portugal é o país da UE onde a falta de acesso à habitação mais se agrava Desde 2015, o esforço das famílias portuguesas para adquirir um imóvel, tendo em conta os seus rendimentos, aumentou mais de 50%, o maior agravamento entre os países da União Europeia.
Pela primeira vez em dez anos, os preços das casas caíram na União Europeia e na zona euro. Portugal fugiu a este movimento e registou a terceira maior subida de preços entre os países da moeda única.
O acordo entre os Estados Unidos e o fundador do Wikileaks ainda não foi formalmente finalizado, mas Julian Assange deverá comparecer no tribunal das Ilhas Marianas, onde se irá declarar culpado de crime de conspiração para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais da defesa nacional dos Estados Unidos
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, aceitou declarar-se culpado de conspiração para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais, num acordo com a justiça dos EUA, e já saiu da prisão, disse esta terça-feira o portal.
A 9 de maio de 1386, os representantes do rei de Portugal, João I, e do rei de Inglaterra, Ricardo II, deram por terminadas as negociações entre as duas coroas e assinaram um tratado de amizade perpétua e mútua assistência entre os dois reinos.
Nas suas 13 cláusulas constavam obrigações de socorro mútuo, em caso de ataque inimigo, auxílio militar e apoio diplomático e, também, uma declaração de livre circulação de pessoas e bens entre os territórios das duas coroas.
O sucesso das negociações e a assinatura formal do tratado permitiu desencadear os preparativos para o ato destinado a selar o acordo, e que foi o casamento do rei de Portugal com D. Filipa, filha do Duque de Lencastre, o que veio a ocorrer a 11 de fevereiro de 1387.
Estão de novo colocados 273 ( duzentos e setenta e três ) links, em grupos numerados de 1 a 17. É um número um pouco menor do inicial, dado que vários foram extintos pelos seus proprietários. Aceitam-se sugestões para a colocação de outros links. Boas leituras. | Vítor Coelho da Silva.
NOTA PESSOAL : em 20 de Dezembro de 2024, o Blog Das Culturas comemorá 12 anos de existência.
Veja os primeiros artigos do mês de Dezembro de 2012, clicando neste URL
“David” é uma escultura de mármore branco feita por Miguel Ângelo Buonarroti.
Em 1504, o famoso escultor acaba de terminar uma das suas esculturas mais famosas: “David”. Para a inauguração compareceram as mais altas autoridades da República Florentina, que tinham ido observar a grande estátua com mais de quatro metros de altura.
Entre os dignitários presentes que felicitaram o escultor pela beleza da sua obra-prima, estava também Pier Soderini, que foi um destacado patrono das artes.
Nova Iorque vai passar a restringir o ‘viciante’ algoritmo das redes sociais para menores, tornando-se o primeiro Estado norte-americano a desafiar as plataformas dos gigantes tecnológicos com este tipo de medidas.
A governadora do Estado, Kathy Hochul, assinou na quinta-feira um projeto de lei para restringir o algoritmo, tendo comparado o vício das redes sociais ao tabaco e ao álcool.
Neste caso, os prejuízos para os utilizadores são “depressão, ansiedade e até suicídio”, frisou Hochul, em conferência de imprensa realizada antes da assinatura do documento.
SUGESTÃO: o livro/vídeo tem 10 horas (600 minutos). Considere ouvir por partes, de 30 minutos cada. Ou seja, deverá ouvir as 20 partes, podendo repetir, de forma faseada e calma. Verá que vale a pena. É uma obra extraordinária. Uma visão da Vida, de Deus e da Natureza única. Que nos deixa pensativos, reflexivos , e com uma tranquilidade de espírito extraordinária. Faça o seu plano, e “leia” e aprenda a filosofia de Espinoza.
I Os personagens de Malditossejam, livro de microcontos de Marcos Barrero, são pessoas anônimas e esquecidas pela sociedade de consumo. Ou seja, os excluídos, que vão de vendedores de doces a malabaristas de semáforos e chapeiros de padaria. Em sua maioria, nordestinos, bolivianos, venezuelanos e nigerianos. Enfim, homens e mulheres invisíveis, que tentam sobreviver a qualquer custo na grande metrópole. Frequentam clubes sociais de bairros paulistanos ricos apenas para fazer entrega de comida ou encomenda. Avistam baladas, restaurantes e outros recintos finos das janelas dos ônibus, que passam longe e lotados. Vivem atormentados pela sobra de salário no fim do mês. Acumulam carnês, contas de água e luz. Manter o aluguel em dia é uma epopeia – afinal, o despejo de um quarto de muquifo e a volta para as ruas constituem uma tragédia banalizada e cotidiana.
Pigmalion e Galatea (s.d.) “Óleo sobre tela, 259,1 x 133,4 cm” [Coleção privada] — Robert Cutler Hinckley (americano; 1853 – 1941). Detalhe.
Pigmalião era escultor, o maior de toda a Grécia. Suas estátuas davam a impressão de que estavam vivas e poderiam andar pelo mundo a qualquer instante. O sacerdotes do templo de Pafos, na ilha de Chipre, encomendaram a Pigmalião uma estátua da deusa Afrodite…
Pigmalião utilizou dos melhores recursos imagináveis da época para criar um estátua digna de um templo perfeita , bela e que retratasse o mais fielmente possível a deusa do amor e da beleza…
A cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, que decorreu esta quarta-feira na sede da Caixa Geral de Depósitos, teve como sempre direito ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa e à presença de vários ministros do Governo.
José Tolentino de Mendonça chegou, e logo os microfones o rodearam. Estava-se à entrada da Caixa Geral de Depósitos, onde iria decorrer a cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, atribuído ao poeta e cardeal em 2023. Nova rotina à chegada de Marcelo Rebelo de Sousa. Antes dele já tinham entrado no recinto Rita Júdice, ministra da Justiça, Ana Paula Martins, titular da pasta da Saúde, Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros e D. Rui Valério, patriarca de Lisboa.
O Reino Unido e os EUA estão em desacordo sobre a relação da Ucrânia com a OTAN, depois de autoridades americanas terem dito que o seu caminho para a adesão não deveria ser descrito como “irreversível”, foi relatado.
Washington está alegadamente preocupado com os planos para dar a Volodymyr Zelensky novas garantias sobre a adesão à NATO numa cimeira no próximo mês.
Pretender derrotar e extinguir um País que, além de ter o maior número de ogivas nucleares do Mundo, produz cultura como aqui se pode ver e ouvir, só de cowboys idiotas !!! A solução para este conflito está na Paz e no compromisso. E, também, numa ordem mundial que respeite os interesses de todos. Diálogo é a via a seguir, sob a égide da ONU.
RUI VILAR | Comprei esta tarde, e acabei há pouco de ler, as “Memórias de dois regimes”, uma entrevista de mais de 400 páginas, através da qual Rui Vilar nos descreve o seu trajeto pessoal e político.
Com questões colocadas por António Araújo, Pedro Magalhães e Maria Inácia Rezola, que se nota terem feito um rigoroso “trabalho de casa”, o livro constitui um interessante fresco do tempo de transição de um Estado Novo já em evidente declínio para dentro de um período revolucionário no qual Rui Vilar, com pouco mais de 30 anos, acabou por ser cooptado, quiçá inesperadamente, para lugares governativos de forte responsabilidade política e institucional.
Para quem, como eu, acompanhou de perto esses tempos, se bem que situado em quadrantes à época nem sempre coincidentes com os do entrevistado, é muito curioso poder ser hoje “voyeur” retrospetivo das tensões existentes dentro do conselho de ministros, das peculiaridades do caótico processo decisório da época, anotando de caminho a perspetiva de Rui Vilar, enquanto destacado observador-participante, sobre a dialética político-militar naquela volátil conjuntura. Para além disso, o livro traz-nos apontamentos curiosos sobre o nosso panorama bancário e económico-financeiro no período pré e pós – 25 de Abril, sobre a génese e natureza da Sedes, bem como comentários interrogativos em torno da atitude de algumas conhecidas personalidades, na diacronia dos dias convulsos da Revolução.
O saldo deste exercício é o retrato de um social- democrata sereno, sem angústias ideológicas, de um tecnocrata com preocupações sociais, sempre teimosamente moderado no exercício de um obsessivo bom senso, que visivelmente não se deixou empolgar pelo sentido festivo da Revolução, no seio de um Estado em acelerada reconstrução, que acabou por servir com forte sentido cívico e democrático, marcado por alguma disfarçada mas legítima ambição. Deixo ao Rui e aos três condutores deste exercício de História oral um abraço de felicitações por este valioso contributo, bem oportuno neste ano de lembrar Abril.
Caminhos de Palavras: poetas do Brasil em caravana por Colômbia e Cuba
Dez artistas da palavra do Recôncavo baiano em uma experiência internacional de aquilombamento, compartilhando com artistas do caribe colombiano e cubano o intuito de envolver e desenvolver intercâmbios lítero culturais emancipatórios e sustentáveis.
O Quilombo Amefricano de Literaturas acontecerá em três edições, três cidades portos; três dias em cada uma delas: a primeira edição em La Havana (Cuba), a segunda em Cartagena de Índias (Colômbia) e a terceira em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia.
Há catorze anos faleceu o Nobel do nosso contentamento, em Tias, nas Ilhas Canárias, onde o levou o azedume a Cavaco Silva, dando relevo a quem não o merecia, e aos 87 anos o aguardou a morte, com o desvelo de Pilar del Rio, o seu último e intenso amor.
Foi o início da viagem às origens, o regresso a Azinhaga, onde o esperavam os avós que sempre estremeceu e a oliveira onde lhe depositaram as cinzas. 2010 foi o Ano da Morte de José Saramago, o escritor que deu à língua Portuguesa o Nobel da Literatura e deixou obra ímpar e multifacetada.
De Camões e Gil Vicente, passando por Vieira e Aquilino, Saramago destacou-se na plêiade de escritores portugueses e mostrou que a liberdade conquistada com o 25 de Abril trouxe consigo o espírito criativo e a genialidade que conservou até à morte.
A vontade da UE em aumentar tarifas sobre carros chineses é uma manobra de desespero, após uma década perdida com planos de austeridade. Portugal pode contrariar este falhanço.
Dias de calor pedem Ciência Fresquinha! E vamos refrescar com três programas diferentes que nos levam numa grande aventura. Se não, vejamos: temos espaço, tecnologia e inovação e, neste programa, colocamos o capacete e viajamos pelo sistema solar, aterramos em Marte e há experiências para descobrirmos porque é que lhe chamam o “planeta vermelho”. “Alô Terra! Alô!”: treinamos a comunicação com divertidos jogos e exploramos os satélites. Não saímos daqui sem brincarmos com a realidade virtual.
Em cima da mesa estão sempre os temas da energia e sustentabilidade e por isso teremos uma semana altamente energética: será que todos os materiais são bons condutores? Construímos circuitos elétricos e a luz acende, apaga, a campainha toca… que maravilha! Será que nas brincadeiras há transferência de energia? Somos ambiciosos: há corrida de carrinhos e construções surpresa. Mas temos que nos despachar! O gelo está a derreter e temos pinguins para salvar!Temos mais um programa que nos traz a evolução das espécies. E a semana começa com uma visita a Vale de Meios.
O que procuramos? Vestígios da passagem de dinossauros por aqui. Será que conseguimos saber se eram carnívoros ou herbívoros? Que diversidade de espécies encontramos ao longo do rio Alviela? Estarão todas adaptadas a sobreviver em qualquer habitat? O que permite a continuidade das espécies? Nada como construir um ADN docinho para nos pôr a discutir o assunto. E já agora: será que a fruta também tem ADN?Nas CARSOférias mergulhamos na ciência e tecnologia e, claro está, no rio Alviela. Ao final da tarde há sempre banhos refrescantes! As inscrições estão abertas (atividades para crianças dos 6 aos 11 anos).
Apologista do desenvolvimento sustentável, o economista rockstar Jeffrey Sachs elegeu a paz como o desafio central, tornando-se uma das vozes mais críticas do papel dos EUA na guerra na Ucrânia.
No fundo, o imperialismo americano é apenas uma herança dos britânicos? Os americanos aprenderam tudo o que sabem sobre o império com os britânicos.
—— Ganhou notoriedade nos anos 1980 como o jovem economista que liderou “terapias de choque” em países como a Bolívia ou a Polónia. Na senda dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, entrou no século XXI acompanhado de celebridades como Angelina Jolie e Bono Vox em viagens a África e escreveu best-sellers como O Fim da Pobreza (2005). Em 2014, Bill Gates escreveu sobre ele um artigo de opinião intitulado: “Porque é que Jeffrey Sachs é importante.” Nos últimos anos, o norte-americano Jeffrey D. Sachs, grande evangelista dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, elegeu a paz como o pilar central para a concretização deste desafio global, tornando-se uma das vozes mais críticas do papel dos EUA nos conflitos globais, em particular na guerra na Ucrânia.
Quem é o Deus de Baruch Espinoza? Segundo o próprio filósofo holandês, é a causa de si e de todas as coisas. Hoje, o professor de história e filosofia da Unifesp, Fernando Dias Andrade, explica para nós, aqui na Casa do Saber, todos os conceitos por trás desse pensamento antiteólogo do pensador.
AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros “Simplicidade Impessoal” (2019) e “Singularidades Criadoras” (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
1. Este texto foi escrito antes da realização de um acontecimento que julgo muito significativo e que teria lugar no Vaticano no dia de ontem: o encontro do Papa Francisco com mais de 100 humoristas de todo o mundo, entre eles Joana Marques, Maria Rueff e Ricardo Araújo Pereira.
Um encontro organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação e pelo Dicastério da Comunicação. O seu objectivo: “estabelecer um diálogo entre a Igreja Católica e os humoristas”. “Francisco reconhece o grande impacto que a arte da comédia tem no mundo da cultura contemporânea. Através do talento humorístico e do valor unificador do riso nos dias de hoje, são oferecidas reflexões únicas sobre a condição humana e a situação histórica. Além disso, a arte da comédia pode contribuir para um mundo mais empático e solidário”, referia o comunicado do Vaticano, acrescentando que “o encontro entre Francisco e os actores cómicos do mundo pretende celebrar a beleza da diversidade humana e promover uma mensagem de paz, amor e solidariedade, e promete ser um momento significativo de diálogo intercultural de partilha de alegria e esperança.”
Há uma aura de mistério envolvendo a mecânica quântica. Sua natureza probabilística e contra intuitiva a torna difícil de compreender e abre a possibilidade de interpretações bastante “inspiradas”, digamos assim. Mas há uma maneira de entendermos como seus princípios mais básicos funcionam e, assim, compreender também como NÓS MESMOS funcionamos. Vem comigo!
As eleições europeias, em especial em França e na Alemanha, provaram aquilo que venho defendendo desde 2014. A doença europeia, que se tornou visível na crise do euro, não terminou nem é conjuntural. É uma crise estrutural de identidade, cada vez mais existencial. Agora, que estes dois países, a chamada “locomotiva europeia”, estão paralisados na linha de um destino incerto, importa parar para pensar. Comecemos, hoje, pela Alemanha.
A participação maciça dos alemães nas eleições para o Parlamento Europeu (64,78%, que compara com a escassa participação portuguesa de 36, 54%) permite uma leitura inequivocamente nacional dos seus resultados. Tendo em conta que, nas eleições federais, só os partidos com mais de 5% de votos têm representação no Bundestag, apenas seis forças partidárias estão hoje em condições de formar grupos parlamentares federais.
«Em 2010, nas eleições presidenciais na Ucrânia, o vencedor foi Yanukovoch, candidato pró-russo, derrubado em 2014 no golpe de Estado da Maiden. Comparar as zonas em que então teve maioria com aquelas que as tropas russas ocupam hoje na Ucrânia ajuda a explicar muita coisa.»
»»» Em vez de emoções exige-se reflexão. É o que procuro fazer.
O neurobiologista esteve na Fundação José Neves para explicar a importância dos sentimentos na nossa vida e na saúde mental. E dizer-nos como a consciência é o princípio para a regulação e equilíbrio do nosso corpo
Se depois deste confinamento pandémico começou a ter falta de memória, não é de admirar. Este pode ser um quadro generalizado ao ser humano depois da crise pandémica. Esquecemo-nos dos nomes (até dos colegas), dos sítios, do que deveríamos fazer… A que se deve? Ao “retiro do treino individual”, na opinião do neurobiologista António Damásio, que esteve à conversa com José Neves no evento anual da Fundação.
“A falta de treino acarreta falta de memória”, porque o nosso cérebro “precisa de uma reativação constante para que se mantenha no nosso mundo”, explica o neurobiologista atualmente a viver em Los Angeles, Estados Unidos. “Há coisas que as pessoas só agora se vão aperceber”, avisa, alegando ainda que “há toda uma série de fenómenos que terão de ser estudados” decorrentes desta disrupção causada no mundo pela pandemia. “E que podem abrir novos caminhos no campo da Ciência”, projetou o cientista, mostrando-se esperançoso e otimista.
The Penrose Triangle, an IMPOSSIBLE figure created by Swedish artist Oscar Reutersvärd in 1934 and rediscovered in the 1950s by physicist Roger Penrose, is known as “impossibility in its purest form.”
Popularized by Penrose and highlighted in the works of M.C. Escher, this triangle appears to be a solid object composed of three straight sections of square sections joined together at straight angles.
“Segundo inquérito recente do Institute of Global Affairs, de Nova Iorque, a guerra Nato-Rússia conta com a oposição esmagadora de europeus e norte-americanos.”
EUROPA do Atlântico aos Urais, dizia Charles De Gaulle
Não queria biografias, abominava endeusamentos, recusava o culto da personalidade. Sempre foi mal interpretada a sua vontade de manter privada a parte da vida que o era. Não o fazia para adensar mistérios, criar auras ou espalhar charme, mas por uma ética que lhe era intrínseca. Via-se como um homem simples, igual a todos os outros, cuja vida pessoal não deveria interessar a ninguém a não ser a si próprio e aos que lhe eram íntimos. Com estes não tinha reservas. Falava sobre tudo. Queria saber tudo.
Deleuze, nas suas aulas sobre Spinoza, apresenta-nos esta teoria que ele gostaria de desenvolver mais tarde e que considera fulcral no filosofar: do mesmo modo que há uma sensibilidade artística ou musical, através da qual alguém sente uma afinidade com um determinado artista ou músico, assim também algo semelhante acontece na filosofia.
Há filósofos que nos fazem vibrar, que nos fazem encontrar qualquer coisa de nós mesmos nos seus pensamentos, fazem-nos sentir em casa quando os lemos. Outros não nos dizem nada, não nos entusiasmam, não estabelecem nenhuma comunicação interior connosco.
TOUR D’EUROPE – En Allemagne, le chancelier Olaf Scholz a bu la tasse dimanche soir lors des élections européennes tandis que Giorgia Meloni a remporté son pari en Italie
Mais ailleurs en Europe, la soirée électorale a aussi été animée avec le pari réussi de la cheffe du gouvernement italien Giorgia Meloni et le revers subi par le chancelier allemand Olaf Scholz. Tour d’horizon des résultats dans les principaux pays européens.
O “coração” que manda na União manteve-se a “bombar”: PPE, S&D e RE têm uma maioria de 402 lugares para resistir ao avanço tremendo da extrema-direita. Mas França e Alemanha ficaram em maus lençóis.
Resultado das Europeias apenas belisca Parlamento, mas arrasa França e Alemanha
PPE vence europeias e conquista mais oito eurodeputados do que em 2019
Em Portugal o vencedor foi o PS, com mais um eurodeputado que a AD
Marta Temido é a primeira política a vencer umas eleições
Extrema-direita sobe em geral, mas não em todo o lado
A União Europeia acordou esta manhã a digerir um aumento no apoio a partidos de extrema-direita e uma rejeição aos governantes centristas, liderada pelas maiores nações do continente — França e Alemanha. O euro desceu nas operações matinais; os mercados de ações europeus sofreram quedas; e o mundo económico mostra-se apreensivo.
As forças conservadoras nacionais e de extrema-direita registaram avanços significativos, ficando com cerca de um quarto dos eurodeputados no parlamento de 720 lugares – o seu melhor resultado de sempre. No entanto, o desempenho não foi uniforme em todos os países, com alguns surpreendentemente a ficarem abaixo das expectativas.
Há 2.300 anos o grego Eratóstones leu um papiro na biblioteca de Alexandria que relatava que ao meio-dia, do dia mais longo do ano (21 de junho), havia ausência de sombra num poço de Siena. Colunas dos templos ou varetas verticais também não projetavam qualquer sombra em Siena ao meio-dia. Entretanto, Eratóstenes verificou que edificações e varetas, no mesmo dia e horário em Alexandria, projetavam sombras no chão. Para explicar isso Eratóstones concluiu que a Terra era redonda.
O percurso da economista luso-brasileira, nas suas vitórias e derrotas, é uma inspiração para a República dos Pijamas.
No passado sábado, a economista Maria da Conceição Tavares faleceu aos 94 anos. Apesar de ser um nome relativamente desconhecido em Portugal, a economista nascida em Anadia, no dia 24 de Abril de 1930, foi uma das principais referências do debate económico brasileiro e latinoamericano do século XX.
A vida de Maria da Conceição Tavares desdobrou-se entre a academia, a formação de políticas públicas e o combate político. No plano académico, o seu livro “Da Substituição de Importações ao Capitalismo Financeiro” analisa o processo de transformação capitalista da economia brasileira no século XX, no início do período da sua industrialização.
«Leituras para compreender a Europa em perigo» é o titulo de um artigo na Babelia, o suplemento cultural do El País (nenhum jornal português tem um suplemento cultural) — e começa com uma declaração do escritor Jean-Baptiste Andre, vencedor do último prémio Goncourt (em Portugal nenhum escritor, premiado ou não, é ouvido sobre o mundo que o cerca e que é matéria de reflexão nos seus romances) — diz o escritor: Estamos à beira de um regresso da extrema direita. Não deveria surpreendermos neste tempo que a História tende a repetir-se . A pergunta é, portanto, a de sabermos se é possível detê-la ou não.
Neste vídeo, o professor John Mearsheimer, renomado estudioso das relações internacionais, discute as origens do conflito na Ucrânia, a expansão da OTAN, a situação atual na Ucrânia e as consequências do apoio dos EUA às ações israelenses em Gaza.
In this video, Prof. John Mearsheimer, a renowned political scientist and realist theorist, discusses his realist perspective on international relations, the Russia-Ukraine war, and U.S. foreign policy. Key topics include the realist framework, Russia’s motivations in Ukraine, the role of ideology, critiques of U.S. strategy in Ukraine and the Middle East, the power of the Israel Lobby in the US, and the Israel-Palestine conflict. Mearsheimer emphasizes the importance of power dynamics and security concerns in shaping global politics.
Romance Social O SEQUESTRO DO SONHO de Silas Corrêa Leite destrincha a farsa de um político sósia no poder, no lugar do verdadeiro Presidente
“Enquanto os homens exercem seus podres poderes/
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede/
São tantas vezes gestos naturais…/
(Podres poderes – Caetano Veloso”)
O que um brasilianista estrangeiro e pensador já com conhecimento e prática de jornalismo policial e investigativo, um crítico que adora Lisarb espera na historicidade do país LISARB (Brasil ao contrário) com sua terrível dívida social enorme desde os primórdios da história e da colonização, império, libertação de escravos, república, passando pelo golpe da chamada canalha de 64 (o medo do comunismo criou monstros), até eleger um socialista ateu e intelectual cult que deveria resgatar essa dívida, realizar esse sonho ético-humanitário, pagar essa dívida, mas que, ao apear no poder, não faz o que dele se esperava nos bastidores da redemocratização do país. Um romance meio policial, meio investigativo, tecendo ramas subterrâneas nos meandros dos chamados podres poderes, como cantou Caetano Veloso.
Junte-se a nós nesta fascinante exploração da provocativa afirmação de Friedrich Nietzsche sobre a fé e sua influência na percepção da realidade. Descubra como o renomado filósofo alemão desafia os fundamentos das crenças humanas, lançando luz sobre a interação entre experiência, crença e conhecimento. Em meio a uma jornada intelectual instigante e crítica, examinaremos como Nietzsche nos convida a repensar não apenas o papel da fé em nossas vidas, mas também sua validade como base para compreender o mundo ao nosso redor. Prepare-se para mergulhar nas complexidades da condição humana e nas implicações filosóficas dessa reflexão profunda.
“Spinoza contrapôs a Liberdade Humana (tema da Ética V) à Servidão Humana (tema da Ética IV), definindo servidão como a “impotência humana para regrar e reprimir os afectos.” (E4, pref.). Onde logo acrescenta: “o homem sujeito aos afectos não está sob jurisdição de si próprio, mas da fortuna, em poder da qual está de tal maneira que, apesar de ver o melhor para si, é, no entanto, amiúde coagido a seguir o pior.” (E4, pref.).
A servidão é, portanto, a nossa impotência de agir face à coação de causas externas contrárias à razão, que determina aquilo que é mais útil à conservação do nosso ser. Por sermos parte da natureza, limitados e superados pela potência das causas exteriores, sofremos, isto é, estamos submetidos à servidão dos afectos e necessariamente sujeitos às paixões. A servidão é, deste modo, uma condição humana universal.
Só somos livres quando, na medida das nossas forças, somos a causa adequada das nossas ações, isto é, quando entendemos a ordem e a conexão das coisas, agindo adequadamente para a conservação do nosso ser. E grande parte desse entendimento passa por compreender que “um afecto não pode ser reprimido, nem suprimido, a não ser por um afecto contrário e mais forte do que o afecto a reprimir.” (E4, prop. 7). Em suma, não temos o poder de alterar os efeitos dos afectos com que somos afectados, mas temos a possibilidade de escolher alguns dos afectos a que queremos estar sujeitos. Nessa possibilidade reside a nossa difícil liberdade, tão árdua quão rara de ser alcançada.
A verdadeira Liberdade Humana não é, pois, universal, nem garantida à partida: vai sendo conquistada.“
A mentira política tradicional incidia habitualmente ou sobre segredos autênticos, ou sobre intenções. Atualmente as mentiras políticas manipulam factos conhecidos de toda a gente. A técnica de mentira atual assenta no desvio da atenção e na negação ou adulteração de qualquer acontecimento cuja narrativa convenha ser estabelecida consoante os interesses de um grupo com capacidade para a impor.
Com as técnicas modernas utilizadas pelos massmedia é hoje muito mais fácil realizar a operação de reescrita da verdade do que alguma vez o foi. As duas mentiras políticas do momento dizem respeito, uma à autorização dada ao regime de Kiev dado pelo “Ocidente alargado” para utilizar as suas armas de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. A outra mentira, a de que, de novo o “Ocidente alargado”, em particular os Estados Unidos, o seu cabeça de império, está muito incomodado com o massacre e chacina de Gaza, mas que os israelitas, e o seu cabo de guerra Netanyiahu, não seguem as determinações de moderação.
Deleuze foi um filósofo original. A sua obra foi uma das mais importantes do século XX, não só porque reavivou o debate metafísico com a questão da Diferença e Repetição, como trouxe novos insights à Ontologia e à Ética. Acima de tudo, foi um grande spinozista. Considerou e apelidou Spinoza de “O Príncipe dos Filósofos”, título roubado a Aristóteles. No seu entusiasmo pelo pensamento de Spinoza, soube ser original, desenvolvendo questões que Spinoza apontou, trazendo-as para o centro da lide filosófica e existencial do terrível e difícil século XX.
O melhor comentário a um original é a produção de outro original, e por isso Deleuze repetiu Spinoza recriando-o, inovando-o, no mesmo espírito.
Le pissenlit est la seule fleur qui symbolise le soleil, la lune et les étoiles. La fleur jaune représente le soleil, la boule de bouffée symbolise la lune et les graines qui se dispersent ressemblent à des étoiles. Le pissenlit s’ouvre pour saluer le matin et se ferme le soir pour dormir.
Chaque partie du pissenlit est utile : sa racine, ses feuilles et sa fleur peuvent être utilisés pour la nourriture, les médicaments et la teinture pour la coloration.
Jusqu’aux années 1800, les gens retiraient l’herbe de leurs pelouses pour faire de la place aux pissenlits. Le nom “pissenlit” est attesté dès le XV e siècle, il provient des propriétés diurétiques de la plante, littéralement “pisser en lit”, Il possède une des plus longues saisons de floraison de toute plante. Les graines peuvent voyager jusqu’à plus de 3 km de leur origine. Les animaux comme les oiseaux, les insectes et les papillons consomment le nectar ou les graines du pissenlit.
Les fleurs de pissenlit ne nécessitent pas de pollinisation pour produire des graines. Ils étaient connus des anciens Égyptiens, Grecs et Romains et ont été utilisés dans la médecine traditionnelle chinoise depuis plus de mille ans. En médecine populaire, les pissenlits sont utilisés pour traiter les infections et les troubles du foie. Le thé au pissenlit agit comme un diurétique.
Les pissenlits sont sans doute les plantes les plus réussies qui existent, maîtres de la survie dans le monde entier.
Maher Morcos é um artista egípcio. Nasceu em 23 de fevereiro de 1946 no Cairo, Egito, filho de mãe egípcia e pai italiano. Começou sua carreira como artista aos 13 anos, quando começou a vender aquarelas para turistas que retratavam cenas da vida cotidiana entre as antigas ruínas do Egito. Aos 14 anos, participou do concurso nacional patrocinado pelo governo egípcio e venceu.
Em seu novo livro, ‘Sombras no Jardim’, o poeta reafirma sua busca pela experimentação linguística.
I Se a prosa poética se dá a partir da fusão do enredo e da poesia, com “a narratividade desenvolvida em ambiência lírica ou épica”, como observou o professor Massaud Moisés (1928-2018) em ACriaçãoLiterária – ProsaII (São Paulo-SP, Editora Cultrix, 2015, p. 29), é, certamente, essa a definição mais apropriada para SombrasnoJardim (Natal-RN, Arc Edições/Sol Negro Edições, 2023), de Floriano Martins (1957), poeta, dramaturgo, ensaísta, crítico literário, artista plá ;stico e tradutor, dono de vasta obra que inclui mais de uma centena de livros publicados no Brasil, em Portugal e em outros países.