Passatempo | Qual o autor? | Qual o nome do conto?

– Quantos males te esperam, oh, desgraçado! Antes ficasses, para toda a imortalidade, na minha ilha perfeita, entre os meus braços perfeitos…

Gérard de Lairesse

Gérard de Lairesse

Ulisses recuou, com um brado magnífico:

– Oh, deusa, o irreparável e supremo mal, está na tua perfeição!

E, através da vaga, fugiu, trepou sofregamente à jangada, soltou a vela, fendeu o mar, partiu para os trabalhos, para as tormentas, para as delícias das coisas imperfeitas!

«Um livro triste e belo», por Ana Cristina Leonardo

011«Creio ser com legitimidade que podemos considerar Judeus Errantes um livro de História, com H maiúsculo. História abreviada do povo judaico, mas também uma história onde se identifica um olhar nostálgico, pelo menos perplexo, sobre esse tempo singular em que o Império Austro-Húngaro cede lugar aos estados-nação, conceito envolto em autodeterminação e liberdade que não deixará de arrastar sangrentos resultados. Joseph Roth, testemunha privilegiada desse período, traça um retrato preciso da cultura, religiosidade e idiossincrasias judaicas, centrando-o nos judeus orientais e, com isso, desmistificando o mito do judeu inevitavelmente rico, banqueiro, conselheiro de príncipes e poderosos. […] O livro é uma “declaração de amor” e reconhecimento das origens […]
Intuindo com argúcia o carácter antirreligioso do nazismo, conclui profeticamente: “Não há nenhum conselho, nenhum consolo, nenhuma esperança. […] Morre em 1939, em Paris, e a História dar-lhe-á razão. Um livro triste e belo.»
Ana Cristina Leonardo, «Actual»/ Expresso, 9 de Fevereiro de 2013

Algumas linhas sobre a urbanização colonial em Angola | in BUALA por Andréia Moassab

BUALAEstas brevíssimas reflexões resultam de diálogo profícuo com a arquiteta, professora e pesquisadora Manuela da Fonte, sobretudo a partir da sua tese de doutorado Urbanismo e Arquitectura em Angola: de Norton de Matos à Revolução, defendida na Universidade Técnica de Lisboa (Portugal) em 2007. Para além da agradável leitura, seu trabalho organiza um excelente material de pesquisa sob um primoroso rigor acadêmico. Das histórias não contadas na tese, vale a pena destacar a imensa dificuldade que é qualquer incursão pelos arquivos angolanos. Plantas, relatórios e documentos estão perdidos (e perdendo-se) pelas instituições, sem catalogação tampouco disposição adequada. É uma parte da história do país e da história da arquitetura e do urbanismo do século XX que literalmente desfaz-se.

Ler texto completo em BUALA:

http://www.buala.org/pt/cidade/algumas-linhas-sobre-a-urbanizacao-colonial-em-angola … (FONTE)

Bertold Brecht


“Primeiro puseram no desemprego os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida mandaram para o desemprego alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois lançaram no desemprego uns miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois deixaram de pagar fundo de desemprego uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me pondo no desemprego
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.”

David Seymour | ITALY. Naples. 1948.

SED1948024W00004/10

ITALY. Naples. 1948.
Some of the young Napolitans placed in a reformatory in the Albergo dei Poveri by order of the Juvenile Court. They work in different workshops attached to the reformatory. They also go to school in the same building. Discipline is very rigid and the boys’ faces are wary and suspicious. The reformatory is a vast building erected by Charles, King of Sardinia at the end of the 19th century, which now houses orphanages and reformatories.

http://www.magnumphotos.com/C.aspx?VP3=CMS3&VF=MAGO31_10_VForm&ERID=24KL53Z58C … (FONTE)