I O jornalista Duanne Ribeiro, depois de incursionar pelos gêneros romance e novela e publicar outras produções em antologias e periódicos, chega ao público-leitor com uma obra de poesia que surpreende por seu experimentalismo. Trata-se de *ker– (Goiânia, Editora Mondru, 2023), que surpreende até mesmo pelo título pouco usual, em que reúne peças que passam longe do que se entende por uma poesia lírica e bem comportada, mas que, acima de tudo, procuram reconstituir o mundo perdido de uma infância passada nos anos 90, a última década em que as crianças ainda foram bem crianças, em meio a jogos, minigames e desenhos animados malucos e divertidos, antes da chegada dos tablets, celulares, videogames de última geração e redes sociais, como facebook, instagram e outras.
No seu mais recente livro, o psiquiatra mais lido da atualidade sugere soluções para uma vida mais tranquila, plena e presente, evitando a intoxicação digital provocada pelos aparelhos eletrónicos e pelas redes sociais.
Mais de quatro mil milhões de humanos, ou seja, metade da população mundial, têm ou vão ter um transtorno psiquiátrico, como a síndrome do pensamento acelerado ou a síndrome da intoxicação digital, que resultam de fenómenos contemporâneos como a massificação dos telemóveis e das redes sociais. Destes, provavelmente nem 1% se tratará, seja porque o tratamento é caro, porque faltam profissionais de psicologia e psiquiatria ou porque as pessoas não têm noção de estar doentes.
Quinta-feira, 9 de maio, decorre a sessão de lançamento do livro Piero Solidão, de Leonor Baldaque, às 18h30, na Casa do Comum, em Lisboa. Com apresentação de Raquel Marinho, de o poema ensina a cair.
Piero Solidão, um romance terno, melancólico, em busca da beleza pura, marca a estreia de Leonor Baldaque como romancista em Portugal, com tradução de Antonio Sabler.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia alertou que “o envio de tropas para a Ucrânia implicará a entrada direta” do Ocidente na guerra.
O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, alertou, esta segunda-feira, que o envio de tropas para a Ucrânia “implicará a entrada direta” dos países do Ocidente na guerra, à qual Moscovo terá de “responder”.
Não ando a ler, vou lendo, umas vezes ao sabor da atualidade, outras em função do que me apetece ou de algum tema que me interessa de forma particular. “O século XX esquecido” de Tony Judt, professor de História em Cambridge, Oxford, Berkeley e Nova Iorque, vencedor de vários prémios, é todo um exercício de memória contra o que o autor considerava a “era do esquecimento” que estamos a viver. É uma coletânea de ensaios organizado em quatro partes: O Coração das Trevas, A Política do Compromisso Intelectual, Perdido na Transição e O (meio) Século Americano.
Pelas suas mais de 400 páginas podemos ‘reler’ Primo Levi; repensar a modernidade (ou não) de João Paulo II, perceber a importância da Bélgica ou tentar perceber Israel “o país que não queria crescer”. E, sobretudo, podemos recuperar alguma noção da história que tanto precisamos para que a memória coletiva possa evitar a repetição dos erros do século passado.
Ricardo Sanz, pintor donostiarra (natural de San Sebastián, capital de la provincia de Guipúzcoa, en España.) figurativo contemporáneo. Su vocación artística se forjó a través de su abuelo, propietario de la Galería de Arte La Perfecta en la que conoció a los grandes artistas de la pintura: Sorolla, Zuloaga, Vázquez Díaz, etc.
A los catorce años comienza su formación como pintor con el maestro José Camps, al mismo tiempo que prosigue sus estudios hasta licenciarse en Historia por la Universidad de Deusto e Historia del Arte en Madrid. En París e Italia continúa su aprendizaje con destacados pintores de la época. Finalmente, fija su residencia en Madrid, ciudad en la que vive y tiene su estudio desde 1980; siempre vinculado a San Sebastián, su ciudad natal, donde pasa largas temporadas.
Os governos de Portugal lá saberão de si. E saberão, porventura, porque esqueceram ou temem vir recitar em público o «Alma minha gentil» ou esse outro verso «Que eu canto o peito ilustre Lusitano / A quem Neptuno e Marte obedeceram»!
E, no entanto, diz-nos Jorge de Sena, explicando-nos tudo com uma arrebatadora erudição e com uma devastadora sedução, Camões é um poeta do futuro. Não o poeta do passado, anacrónico, imperial, colonial (e despejem-se aqui os ismos que se queiram), mas um poeta que transcende hagiografias nacionais e que, n’Os Lusíadas e sobretudo n’Os Lusíadas, apela a toda a humanidade. Camões é um expoente de universalidade, diz, quase nos fazendo o desenho, Jorge de Sena.
02/05/2024 | Jean-François Colosimo, éditeur et spécialiste de l’articulation de la géopolitique publie «Occident : ennemi mondial n°1» (Albin Michel), était l’invité de Vincent Roux dans «Points de Vue».
05/05/2024 | Em 2024, decorre a primeira edição do FeLiCidade Festival. Tive a honra de receber o convite para participar na Abertura do Evento dando a primeira de uma série de aulas que irão decorrer ao longo de todo o Festival. O tema por mim escolhido foi Camões, não sõ por se tratar de uma imensa e avassaladora paixão minha no mundo da Literatura, mas também para homenagear este Poeta maior da nossa língua no seu quinto centenário, assinalado entre 2024 e 2025. Aqui, debruço-me sobre o tema da “verdade” na obra de Camões. Como ler e entender Camões? O que é verdade biográfica, factual; e o que é verdade poética? E como se estudou Camões no passado?
A Ética de Spinoza é um hipertexto. Um livro dinâmico, labiríntico, com inúmeras referências internas e quase nenhuma referência externa. Pretende ser um sistema fechado e infinito, imanente, autorreferencial.
Spinoza não remete o leitor para fora do texto, para outros autores ou obras. Continuamente remete para o próprio texto, para as definições e proposições anteriores que são premissas e pressupostos de outras proposições. A complexidade estrutural da Ética exprime a própria complexidade do universo, na sua teia de relações e afeções.
Na imagem abaixo vemos graficamente essa teia de relações que se estabelecem entre as cinco partes da Ética. Este mapa digital foi realizado por John Bagby, um estudante de doutoramento da Universidade de Boston e procura apresentar a estrutura argumentativa da Ética de Spinoza.
Marcelo Rebelo de Sousa encontra-se, mais uma vez, onde sempre gostou de estar: no centro das atenções. Não pelo seu pensamento próprio sobre um assunto relevante, apesar de estes não escassearem, mas, simplesmente por ter transformado a sua própria pessoa no assunto mais incontornável que concita as palavras ditas e escritas por esse país fora.
É impossível, quando se entra nesta arriscada aventura de tentar perceber o que motiva as ações do Presidente Marcelo, não cair num arriscado exercício de psicologia artesanal. Ficamos todos na posição de parceiros involuntários da terapia de grupo de Marcelo como pessoa singular.
Acredito que a amizade, como o amor do qual participa, exige quase tanta arte como uma figura de dança bem conseguida.
É preciso um grande entusiasmo e uma grande contenção, muitas trocas de palavras e muitos silêncios.
E, sobretudo, muito respeito. O sentimento da liberdade do outro, da dignidade do outro, a aceitação, sem ilusões, mas também sem a menor hostilidade ou o mínimo desprezo, de um ser tal como ele é.
El trabajo se propone desarrollar sucintamente la notable y poco explorada convergencia entre la doctrina de Spinoza y el taoísmo filosófico chino, tal como Lao Tsé lo inaugurara en el Tao Te King alrededor del siglo V a.C.
A fin de iluminar la cuestión es conveniente distinguir los dos grandes “momentos” de la Ética demostrada según el orden geométrico: por un lado, el “momento metafísico”, en el que se despliega la definición de Dios/Substancia como principio ontológico absoluto, único, eterno e infinito, existente en y por sí por la necesidad de su esencia, causa de la esencia y la existencia de la totalidad del universo.
Por otro lado el “momento ético”, consecuencia lógica del anterior, ya que la ética sólo tiene sentido para el ser humano como realización metafísica de su ethos particular. Esta realización no puede tener lugar sin un conocimiento adecuado de la potencia singular del hombre, que requiere a su vez el conocimiento de la potencia divina. La noción de conatus (como identificación de potencia y esencia) resulta aquí el nexo clave que habilita el pasaje de un “momento” a otro. A través de una exposición resumida de la doctrina taoísta intentaremos entonces mostrar que ésta comparte intuiciones fundamentales con el spinozismo en los dos momentos ya señalados.
Por una parte, su concepción metafísica del principio ontológico supremo (Tao) es muy similar a la spinoziana; por otra parte, también el taoísmo postula la paridad potencia/naturaleza en su concepto de Virtud (Te). Esto le permite derivar, partiendo de la ontología general, una ética de lo particular (humano), de la misma manera en que lo hiciera Spinoza siglos después.
3 de Maio de 2024 | 25 de Novembro: historiadores recusam “golpe do PCP” e criticam “ignorância” do PS | Irene Pimentel considera “absurdo” o Governo criar uma comissão para os 50 anos do 25 de Novembro e Pacheco Pereira acusa os dirigentes do PS de “ignorância” sobre a data. Ana Bacelar Begonha, in Público.
25 de Novembro: historiadores recusam “golpe do PCP” e criticam “ignorância” do PS A data continua envolta num “grande mistério”, mas parece ser consensual que o 25 de Novembro de 1975 não foi um “golpe” por parte do PCP e que os comunistas não tiveram uma “movimentação significativa” nesse processo.
O tribunal do Santo Ofício, conhecido como tribunal da Inquisição, funcionou em portugal durante quase 300 anos até ser extinto por ordem das cortes em 1821. A última pessoa executada num auto-de-fé foi um padre jesuíta, Gabriel Malagrida, ainda no século XVIII.
Filha ilegítima do Papa Alexandre VI, esta mulher da Renascença italiana personificou o conceito de “Viúva Negra”. Supostamente, ela o levaria para a cama, mas você poderia acabar morto por causa da dedaleira, um veneno de digitálicos em pó. No entanto, sua reputação como a mulher mais malvada que já existiu pode ser propaganda imerecida.
Embora mais famosa pelo alegado incesto com seu irmão César, ou pelos inimigos envenenados com pólvora de um anel em seu dedo, ou pela conspiração do Vaticano em nome de seu pai, o Papa Alexandre VI, alguns afirmam que Lucrécia Borgia era uma piedosa amante das artes, parcialmente responsável pelo florescimento cultural da Itália, que baniu a idade das trevas.
Foto: Retrato de uma Mulher de Bartolomeo Veneto, tradicionalmente considerada Lucrécia Borgia.
Bartolomeo Veneto(1502 – 1531) foi um pintor italiano que trabalhou em Veneza, Veneto e Lombardia. Durante seu tempo em Veneza, ele estudou com Gentile Bellini. A pouca informação disponível sobre a vida de Bartolomeo foi derivada de suas assinaturas, datas e inscrições.
13/04/2024 | Avec la guerre en Ukraine et l’explosion des tensions sur la planète, l’ordre mondial est en constante transformation depuis plusieurs années… Le monde bipolaire du XXème siècle vole en éclat pour donner lieu à de nouvelles convergences et divergences. L’Occident, rangé derrière les Etats-Unis pour le meilleur et surtout le pire, semble assister impuissant aux transformations des équilibres et des centres de gravité. Campé sur ses références et son moralisme à géométrie variable, le Nord s’épuise. Alors que Washington poursuit son chemin pour défendre ses intérêts en s’astreignant à affaiblir ses alliés, les pays des BRICS s’organisent et tissent des partenariats sans asservissement. Dans ce monde en train de basculer, le dollar s’affaiblit, entraînant d’abord ceux qu’il a soumis à son diktat. Alain Juillet, ancien patron du renseignement à la DGSE et père de l’intelligence économique en France, nous livre ses clés de compréhension face à ce monde qui perd le Nord.
Com os 50 anos da Revolução dos Cravos, é crucial disputar verdadeiro significado desta. Enquanto entre a esquerda existem dúvidas sobre a componente social de Abril, a direita radical não as tem.
O ano de 2016 mostrou que os oito anos de governos de António Costa ficaram aquém do que poderiam ter sido.
Embora as desilusões com Costa possam parecer um mero palpite lançado nesta newsletter, não estamos sozinhos, e é à direita que encontramos suporte. Esta ajuda-nos a interpretar não só as reformas perdidas de Costa, como também o grande período de reformas estruturais à esquerda – a Revolução de Abril.
Nem quero imaginar quanto vai pagar a Espanha ao Iraque, ou à Siria,de reparações pela Mesquita de Córdova e pelo Alhambra de Granada, obras dos árabes que vieram de Damasco e da Mesopotâmia com Abderramão, o príncipe fugitivo, e chegaram à Península Ibérica através do Norte de África!
A proposta de reparações coloniais feita pelo presidente da República causou perplexidade a quem ainda é dado a surpresas e interrogações a quem procura estabelecer relações de causa e efeito nas suas atitudes. De um modo geral serviu para alimentar os comentadores e entreter os programas das televisões após as eleições. O elenco do “circo comentarial” dividiu-se entre malabaristas do Bugalho e ilusionistas do Marcelo. O que terá levado o senhor prior Montenegro a elevar o menino de coro a cónego da sua confraria em Bruxelas e o mestre de fogos-de-artifício de Belém a sacudir a esfarrapada passadeira que se desenrolou de Lisboa ao Índico durante cinco séculos?
Nova obra do historiador britânico Kenneth Maxwell analisa a trajetória do Brasil no século XXI e reconstitui a história da conjuração mineira de 1789.
I Uma revisão, praticamente, completa da chamada Inconfidência Mineira – até porque, em História, nunca se pode definir um estudo como completo porque sempre haverá a possibilidade de se localizar documentos esquecidos ou perdidos – é o que o leitor vai encontrar no longo ensaio “Imagined Republics: the United States of America, France, and Brazil (1776-1792)”, que constitui a segunda parte de BrazilinaChangingWorldOrder – Essaysby KennethMaxwell (Robbin Laird, editor, Second Line of Defense, 2024), obra que acaba de sair à luz na Inglaterra e que, por sua importância capital, está a exigir a sua publicação o mais rápido possível por uma editora brasileira.
A origem dos portugueses remonta a uma complexa mistura de povos. Os primeiros habitantes foram íberos e celtas, seguidos por influências fenícias, romanas e germânicas. A formação étnica e cultural culminou na identidade lusitana, com marcos como a fundação do Condado Portucalense e as explorações ultramarinas.
Durante o Período Revolucionário em Curso (PREC), após o 25 de Abril, o PCP “preparava-se para estabelecer um regime totalitário em Portugal”, refere o antigo Presidente da República Ramalho Eanes que também considera que a a descolonização foi “trágica”.
As declarações de Ramalho Eanes surgiram durante uma aula-debate sobre o 25 de Abril com alunos de escolas secundárias e universidades, no antigo picadeiro real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa. A iniciativa contou também com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
A propósito dos antecedentes do 25 de Novembro de 1975, o general e primeiro Presidente eleito em democracia, começou por referir que não queria “tecer considerações nenhumas sobre o PCP”.
Ramalho Eanes também sublinhou que teve “óptimas relações com Álvaro Cunhal”, um homem que “muito estimava” e “muito considerava”.
O golpe militar em Portugal apanhou o mundo de surpresa. “Na América Latina, os militares implantavam ditaduras de direita, autoritárias e repressivas. Mas em Portugal, acontecia um golpe de militares a favor da democratização do país”, comenta ao Expresso o historiador britânico Kenneth Maxwell, que explicou a revolução portuguesa na revista “The New York Review of Books”. E recorda: “No início, foi difícil as pessoas compreenderem…”
Quando, em abril de 1974, soaram pelo mundo os ecos de golpe militar em Portugal, não ficou claro de imediato de que tendência política seria. A América Latina levava mais de dez anos de interferências militares na vida política que tinham contribuído para depor pela força governos democraticamente eleitos e colocar no poder regimes autoritários de direita.
O caso mais recente estava ainda fresco na memória. Sete meses antes, a 11 de setembro de 1973, um golpe de Estado sangrento no Chile, liderado pelo chefe das Forças Armadas, Augusto Pinochet, em articulação com os Estados Unidos, derrubara o Presidente socialista Salvador Allende.
“O soldado pediu-me um cigarro. Eu não fumava, nunca fumei. Por segundos, fiquei a pensar como poderia compensar aquele rapaz, ali, em cima daquele carro, a lutar por nós. Estava ali a dar-me uma coisa boa e eu sem nada para lhe dar. Sem pensar, tirei um cravo do ramo que levava e ofereci-lho.
Nunca me passou pela cabeça que por causa disso o 25 de Abril viesse a ser conhecido mundialmente como a Revolução dos Cravos.
Por alturas desta foto os “media” já não davam grande importância à carreira de José Afonso. Os fins dos anos 70 apontavam de uma maneira evidente – nomeadamente através da Rádio – para uma proliferação da música pop que hoje ainda se mostra evidente numa expressão feia mas que todos percebemos: “mainstream”.
Convém relembrar que em 1978 o LP “Com as minhas tamanquinhas” foi considerado por um jornal como o pior disco do ano (!)
Só assim se entende que de 1979 até ao ano em que José Afonso não pôde mais cantar que no País poucos soubessem que durante esse tempo José Afonso tivesse sido o nosso verdadeiro embaixador cultural em vários sítios do mundo.
Subitamente, os líderes dos dois principais partidos do regime democrático tomaram decisões bizarras sobre as respetivas candidaturas às próximas eleições do Parlamento Europeu.
Por um lado, sem precedente na história do partido e sem qualquer explicação pública convincente, o líder do PS resolveu despedir todos os nove eurodeputados socialistas em exercício – onde se contam três ex-ministros e dois ex-secretários de Estado de anteriores governos socialistas -, prescindindo da rica experiência por eles adquirida em Bruxelas e Estrasburgo, aliás geralmente bem avaliada, e das posições adquiridas na bancada socialista europeia e no PE e daquelas a que poderiam aspirar no próximo mandato. Por sua vez, também sem qualquer explicação pública, o líder do PSD decidiu prescindir do valor seguro do presidente da CM do Porto, Rui Moreira, como cabeça de lista, que era dado como certo por todas as fontes bem informadas (ver Marques Mendes no seu comentário de domingo à noite), trocando-o, à ultima da hora, por um jovem e politicamente incerto comentador político na moda, cuja registo político inclui uma candidatura a deputado nacional pelo CDS há alguns anos.
Não havendo nenhuma notícia de que qualquer deles tenha ensandecido subitamente, estas estranhas decisões só podem ser explicadas por desconhecimento sobre as exigências do mandato parlamantar europeu – que não é uma ociosa sinecura, como muita gente pensa – e por uma correspondente incapacidade para levar a sério o Parlamento Europeu e a sua importante agenda política no próximo quinquénio. Deveras preocupante, com efeito!
“Este é o tempo da decisão, da implementação”, afirma Pedro Reis sobre o tema do novo aeroporto. Na sua primeira intervenção pública, o ministro falou sobre a importância do turismo na economia.
O desafio do país e o desafio deste Governo é a execução”, começou por dizer Pedro Reis, reforçando que “este é o tempo da decisão, da implementação”.
Segundo o ministro, a economia portuguesa tem desafios e oportunidades estratégicas, entre os quais a internacionalização, a inovação, a produtividade e competitividade e, para os atingir, o Governo tem “um plano de ação concreto” baseado na redução da fiscalidade “e assumindo com frontalidade as infraestruturas estratégicas”.
“Precisamos de investidores externos. Precisamos de um setor financeiro e de uma banca forte. É o melhor apoio que se pode ter à nossa economia”, defendeu.
Spinoza contrapôs a Liberdade Humana (tema da Ética V) à Servidão Humana (tema da Ética IV), definindo servidão como a “impotência humana para regrar e reprimir os afectos.” (E4, pref.). Onde logo acrescenta: “o homem sujeito aos afectos não está sob jurisdição de si próprio, mas da fortuna, em poder da qual está de tal maneira que, apesar de ver o melhor para si, é, no entanto, amiúde coagido a seguir o pior.” (E4, pref.).
A servidão é, portanto, a nossa impotência de agir face à coação de causas externas contrárias à razão, que determina aquilo que é mais útil à conservação do nosso ser. Por sermos parte da natureza, limitados e superados pela potência das causas exteriores, sofremos, isto é, estamos submetidos à servidão dos afectos e necessariamente sujeitos às paixões. A servidão é, deste modo, uma condição humana universal.
George McLauren, o primeiro homem negro admitido na universidade de Oklahoma em 1948, foi obrigado a sentar-se num canto da sala, longe dos seus companheiros brancos. Mas seu nome permanece até hoje na lista de honra, como um dos três melhores alunos da faculdade.
Essas são as palavras dele: “Alguns colegas me olhavam como se eu fosse um animal, ninguém me dava uma palavra, os professores pareciam que não estavam nem aí para mim, nem tiravam minhas dúvidas. Mas eu me dediquei tanto, que depois eles começaram a me procurar para lhes dar explicações e esclarecer suas perguntas”.
“A única arma capaz de transformar o mundo é a educação”.
Retirado do Facebook | Mural de “Mundo Extraordinário”
Pequim, 22 abr 2024 (Lusa) – Rússia e China conseguiram prescindir do dólar em quase 90% das suas trocas comerciais, realizando as transações nas respetivas moedas nacionais, afirmou hoje o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.
“Conseguimos praticamente prescindir do dólar nas relações económicas bilaterais. Atualmente, mais de 90% das transações mútuas são efetuadas nas moedas nacionais”, afirmou Lavrov, durante uma reunião com os chefes das regiões russas no Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, segundo a TASS.
1. – Onde é que estava no dia em que António Costa se demitiu? A pergunta passa a fazer parte do index sobre alguns dos grandes momentos dos primeiros 50 anos do 25 de Abril.
Nessa manhã, à medida que chegavam os alertas, num cavalgar incessante de tensão, ficava a sensação de se ter entrado numa nova vertigem do tempo – caótico e intraduzível para linguagem.
Até que.
No mundo do 5G e das app de televisão, as coisas acontecem nos telemóveis. Já lá iam as duas da tarde. Costa falou e disse. Kaput.
Apesar das suas muitas afinidades com os dois maiores poetas da Roma antiga, Camões foi mais longe do que Vergílio e Horácio. Mais longe na poesia e mais longe na vida. Vergílio nunca escreveu poesia lírica; Horácio nunca escreveu poesia épica: mas Camões triunfou nos dois géneros. Na vida, Vergílio e Horácio viajaram de Itália para a Grécia e voltaram depois a Itália. Mas Camões foi o primeiro génio da literatura ocidental a passar a linha do Equador: foi o primeiro a conhecer o hemisfério sul. Viu gentes e paisagens novas; sentiu climas diferentes; e experimentou costumes com que nenhum Grego ou Romano alguma vez sonhara. Além disso, Camões foi o primeiro autor europeu a escrever um poema de amor dedicado a uma mulher não-europeia.
PS: Na imagem: «Olympia» do genial pintor francês Édouard Manet
13/04/2024 |Avec la guerre en Ukraine et l’explosion des tensions sur la planète, l’ordre mondial est en constante transformation depuis plusieurs années… Le monde bipolaire du XXème siècle vole en éclat pour donner lieu à de nouvelles convergences et divergences.
L’Occident, rangé derrière les Etats-Unis pour le meilleur et surtout le pire, semble assister impuissant aux transformations des équilibres et des centres de gravité. Campé sur ses références et son moralisme à géométrie variable, le Nord s’épuise. Alors que Washington poursuit son chemin pour défendre ses intérêts en s’astreignant à affaiblir ses alliés, les pays des BRICS s’organisent et tissent des partenariats sans asservissement. Dans ce monde en train de basculer, le dollar s’affaiblit, entraînant d’abord ceux qu’il a soumis à son diktat. Alain Juillet, ancien patron du renseignement à la DGSE et père de l’intelligence économique en France, nous livre ses clés de compréhension face à ce monde qui perd le Nord.
A 22 de abril passam 300 anos sobre o nascimento de Immanuel Kant (1724-1804). Prussiano, viveu como professor na Universidade de Königsberg, hoje a cidade russa de Kaliningrado. A sua obra pertence a uma galáxia superior do espírito. Na história da Filosofia ocidental, ele figura ao lado de uma reduzida minoria: Platão, Aristóteles, São Tomás de Aquino, Espinosa…
Desde a sua morte, milhares de estudiosos têm-se dedicado à interpretação do seu pensamento, mas é uma tarefa inacabável (e para os apressados, uma proeza impossível…). Portugal não está ausente da sua obra. Dedicou três pequenos ensaios ao terramoto de Lisboa de 1755 (publicados em 1955 pela CM de Lisboa). Nos seus estudos de Geografia menciona a orografia portuguesa, e outros territórios, na altura colonizados por Lisboa. Muitos anos antes das Invasões Francesas, Kant previu que tal iria suceder, numa impecável análise geoestratégica.
Paul Buitink talks to John Mearsheimer, a renowned American political scientist and international relations scholar who belongs to the realist school of thought. He is a Professor at the University of Chicago. John gives an overview of what offensive realism is. Furthermore he discusses the European Union’s foreign policy and how dependent it is on that of the US. He explains Russia’s strategy and how Ukraine is going to lose with severe negative consequences for Europe and NATO. He also gives his view on the tensions between US and China and how the situation in the Middle East could spiral out of control. At the end John discusses the strength of the dollar and how in general things will get worse across the world before they get any better.
The use of AI technology in robot development is making machines learn faster and more capable of performing complicated tasks, which has been vividly demonstrated by a team of researchers in east China’s Zhejiang Province with their newly developed humanoid robots.
Recuperamos las reflexiones sobre el amor escritas por grandes autoras | BY Carolina Benavente | 19 abril 2024 08:00
❝ El amor es una ilusión, una historia que una construye en su mente, consciente todo el tiempo de que no es verdad, y por eso pone cuidado en no destruir la ilusión❞. Virginia Woolf, La Señora Dalloway
Clara Bow est une actrice américaine née le 29 juillet 1905 à New York et décédée le 27 septembre 1965 à Los Angeles. Principalement connue sous le surnom de It Girl, elle joue dans une cinquantaine de films entre 1925, où elle fait ses débuts dans Down to the Sea in Ships, et 1933, année de sa retraite, parmi lesquels d’incontestables réussites dont Kid Boots (1926) et Le Coup de foudre (1927).
* Sociólogo, professor universitário (aposentado) de Sociologia e Ciência Política, escritor e autor de 18 livros (duas reedições ampliadas), é também pesquisador e ensaísta. Atualmente exerce a função de analista internacional, sendo comentarista da TV dos Trabalhadores, da TV 247, da DCM TV entre outros canais, todos por streaming no YouTube. Publica artigos e ensaios nos portais Vermelho, Grabois, Brasil 247, DCM, Outro lado da notícia, Vozes Livres, Oriente Mídia, Vai Ali e no Jornal Tornado, de Portugal.
DN/Lusa | NATO anuncia ter mais sistemas antiaéreos disponíveis para a Ucrânia. Anúncios está para breve. Aliados mapearam as capacidades existentes em diferentes países e há sistemas que podem ser disponibilizados, garantiu Jens Stoltenberg.
NATO anuncia ter mais sistemas antiaéreos disponíveis para a Ucrânia.
O NOSSO CICLO DE ABRIL Hoje, a República dos Pijamas inicia uma série de textos focados nos 50 anos da Revolução de Abril. Por isso, nas próximas semanas irás receber textos com mais frequência do que é o habitual. O objetivo desta série não é relembrar as conquistas de abril, mas usar o passado como um veículo de reflexão sobre o presente e futuro. As “reformas estruturais”, quer aquelas que a direita quer fazer para apagar o legado da revolução, quer aquelas que a esquerda deve fazer para o revitalizar são o centro desta série.
Iniciamos com um ensaio em torno do livro A Ordem do Capital, de Clara Mattei. Na primeira parte do ensaio, faremos a síntese da obra; na segunda parte refletimos o papel do a compreender a revolução e acontecimentos mais recentes na economia e política.
O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim convida V. Exa. a marcar presença na inauguração da exposição “Nadir Afonso – Ainda não deu hora nenhuma”, no dia 20 de abril às 18h30, na Galeria Diana Bar, na Póvoa de Varzim.
A iniciativa, que integra o programa comemorativo dos 50 anos de elevação da Póvoa a cidade, é promovida em conjunto com o MIAC – Museu Internacional de Arte Contemporânea da Póvoa de Varzim.
O médico Jeff Foster revela como é que o pénis pode vir a sofrer consequências devido à má postura que tem ao longo do dia.
Pensava que as costas eram a única coisa que poderia sofrer consequência devido à má postura? A verdade é que a vida sexual dos homens também pode estar em causa devido a este mau hábito.
23 de Janeiro de 1944: Morre o pintor expressionista Edvard Munch
Pintor norueguês, considerado o expoente do Expressionismo nórdico, Edvard Munch nasceu a 12 de dezembro de 1863, em Loten, e morreu a 23 de janeiro de 1944, em Ekely.
António de Castro Caeiro assina a tradução, o prefácio, as notas e o glossário
Lisboa, 16 de abril de 2024 – Vinte anos depois da primeira edição, a Quetzal volta a publicar a tradução integral de Ética a Nicómaco, um dos textos fundamentais de Aristóteles e da cultura ocidental, pela mão de António de Castro Caeiro, responsável também pelo prefácio, pelas notas e pelo glossário. Esta é uma edição especial, de capa dura e com uma reprodução integral do fresco Escola de Antenas, de Rafael, dos Museus do Vaticano. Ética a Nicómaco trata da felicidade como projeto essencial do ser humano. Das virtudes, da sensatez, do que se pode e do que se deve fazer. Trata da possibilidade de se existir de acordo com as escolhas que fazemos. De se ser autónomo, de viver com gosto. Trata da procura do prazer pelo prazer – e do prazer pela honra. Da justiça. Das formas de vida que levam à felicidade. Da procura do amor. Temas dominantes no pensamento universal. «Cabe a cada um contribuir para que os seus próprios filhos e amigos obtenham uma orientação em direção à excelência, ou pelo menos para se decidirem nessa direção», defende Aristóteles, ciente dos desafios de uma vida plenamente feliz: «É difícil responder a todas as situações no dia a dia com gentileza, suavidade, serenidade, tranquilidade.» A nova edição de Ética a Nicómaco fica disponível a 18 de abril.
Com outra consequência: o aeroporto torna-se num violento aspirador de capacidade de endividamento do país para uma obra faraónica, que ainda por cima deixa os lisboetas com um só aeroporto, a 57km de distância, em vez de dois a custo zero : PORTELA + 1
Basta olhar-se para o malabarismo do Governo com o IRS para se perceber esta coisa simples: há pouco dinheiro. É tão simples quanto isto.
Em 7 de Setembro de 2006, um professor de economia na Universidade de Nova Iorque realizou uma palestra para economistas de alto escalão do Fundo Monetário Internacional (FMI) e anunciou que, muito em breve, os Estados Unidos entrariam em uma crise imobiliária gigantesca, seguida de uma recessão profunda.
Não era uma opinião popular.
Naquela altura, o desemprego e a inflação estavam baixos, e a economia continuava a crescer. Muitas pessoas estavam ficando ricas e o mercado imobiliário estava muito aquecido.
O público recebeu os avisos com ceticismo. Quando o economista desceu do palco após sua fala, o moderador do evento brincou:
“Acho que vamos precisar de uma bebida forte depois disso.”
No ano seguinte, no entanto, os títulos subprime começaram a entrar em colapso, os fundos de cobertura começaram a falir e o mercado de ações despencou.
O desemprego subiu e o dólar deteriorou. Em setembro de 2008, o gigantesco banco Lehman Brothers, com mais de 150 anos de história, faliu.
Nouriel Roubini, economista com doutorado em Harvard, professor emérito da Stern School of Business da Universidade de Nova York e CEO da Roubini Macro Associates, falará em Porto Alegre e São Paulo sobre as 10 tendências que colocam em perigo nosso futuro, e como sobreviver a elas.Como faz em seu livro Mega-Ameaças (2023), Roubini não apenas apontará os desafios que a humanidade precisa enfrentar – e logo – mas também falará sobre como podemos contorná-los para criar um futuro mais próspero.
Fronteiras do Pensamento 2024 | Brasil
✅ Nouriel Roubini está confirmado no Fronteiras do Pensamento 2024!
➡️ 05/08 em São Paulo
➡️ 07/08 em Porto Alegre
Se inscrevendo na temporada 2024, além de Nouriel Roubini, você vai ver, presencialmente:
Stuart Russell: Uma das maiores referências mundiais em Inteligência Artificial.
Muriel Barbery: Sensação literária no mundo todo, com livros traduzidos para 40 idiomas.
Yascha Mounk: Professor da Universidade Johns Hopkins, conhecido por apontar as saídas para a crise mundial das democracias.
Anna Lembke: Psiquiatra, professora de Stanford e grande autoridade em dependência química, que alerta sobre os perigos das “drogas digitais”.
Simon Montefiore: Multipremiado biógrafo e historiador britânico, que mapeia a evolução do poder no mundo.
«Para começar apresento a ilustração de Luís Diferr sobre Lisboa antes do Terramoto…
E faço eco de uma persistente pergunta – por que razão são os lisboetas designados, desde tempos imemoriais, por alfacinhas?
Almeida Garrett imortalizou o epíteto nas «Viagens na Minha Terra», mas não explicou: «Pois ficareis alfacinhas para sempre, cuidando que todas as praças deste mundo são como a do Terreiro do Paço».
Pois bem, alfacinha vem mesmo de alface (latim, lactuca saliva, do árabe al-khass) e o diminutivo é um sinal não apenas de afeto, mas também de uma certa depreciação… É que provavelmente foram os moçárabes dos arrabaldes, a quem os lisboetas chamavam saloios (da palavra çaloio, que era o tributo pago pelos padeiros mouros de Lisboa), que devolveram o cumprimento, comparando os lisboetas a grilos pelo gosto das alfaces que cultivavam, comiam e encomendavam aos almocreves que pagavam os seus tributos nas portas de Benfica para entrarem na cidade.
Correu a ideia de que no cerco de Lisboa de 1384 (de 4 meses e 27 dias) Lisboa se teria aguentado a comer alfaces. Não é verdade. O cerco foi levantado com o alarme de peste…
Em suma, «alfacinha» é um mimo dos moçárabes saloios, talvez cansados de exigências e sobrancerias…
Lisboetas, alfacinhas para sempre…»
Guilherme d’Oliveira Martins, Diário de Agosto, Centro Nacional de Cultura, 1/08/2017
História de Lusa, 2-4-2024 |Para o novo primeiro-ministro, esta visão coloca três problemas principais.
1 – “Em primeiro lugar, essa ideia pode ser considerada uma ofensa para milhões de portugueses que vivem em dificuldades extremas por auferirem salários ou pensões baixas, por estarem afogados em impostos, por não conseguirem aceder condignamente a uma habitação, a cuidados de saúde ou mesmo a uma educação de qualidade”, disse.
2 – Em segundo lugar, defendeu, “a teoria dos “cofres cheios” conduz à reivindicação desmedida e descontrolada de despesas insustentáveis”.
3 – “Em terceiro lugar, a ideia de que estamos a viver em abundância induz o país a pensar que não há necessidade de mudar estruturalmente a nossa economia e o Estado, porque afinal parece que está tudo bem. Esta ideia é perigosa, é errada e é mesmo irresponsável”, disse.
“Não foi só condução, foi pela basculação, isto é, por um balanceamento dramático do país para a esquerda e para a extrema-esquerda”, disse Rodrigo Sousa e Castro a propósito do general Spínola, que tomou posse como Presidente da República em 15 de maio de 1974.
Rodrigo Sousa e Castro, antigo militar que fez parte, em 1973, da Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, na clandestinidade, falava à agência Lusa à margem do lançamento do livro “Capitães de Abril — a Conspiração e o Golpe”, ocorrido hoje na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa.
António de Spínola “é o responsável por não ter havido uma transição mais moderada, mais serena e que podia ter desembocado num modelo mais social-democrata, portanto liberal, democrata, com eleições livres”, frisou.